10 Setembro, 2012

Palavras duras

"O governo está espremido entre duas forças, os credores que não emprestam mais enquanto não tivermos juízo e esta gente – professores, médicos, etc. [e eu acrescento, enfermeiros, técnicos tributários, militares, polícias, trabalhadores das empresas públicas e da administração local e autarcas] –, que quer proteger ao máximo os seus interesses, esteve a comer acima das suas posses durante 15 ou 20 anos, à custa da dívida externa." Fonte: João César das Neves.

"As cliques instaladas estão a ser perturbadas não pelo governo mas pela troika, é uma luta de titãs entre grupos instalados e os nossos credores." Fonte: João César das Neves.

O tempo é de ajustamento à realidade. Portugal não pode ter serviços públicos e emprego público que a economia não consegue suportar.

O emprego público não pode usufruir de salários, regalias e segurança mais elevadas do que o emprego privado. Enquanto usufruir dessas vantagens haverá sempre pressão do eleitorado, das elites e dos interesses instalados para que os governantes e autarcas criem emprego público. A pressão em favor da criação de mais emprego público gera aumento da despesa do Estado e uma espiral de dívida, juros elevados, carga fiscal pesada e estagnação económica. Foi essa a armadilha em que o nosso país caiu. É preciso desatar esse nó.


18 comentários:

  1. E o grande capital???
    A receita é a mesma, os resultados vão ser os mesmos.

    Já ouviu o que disse o prémio nobel da economia?

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  2. Caro Alexandre,

    Porque não distribui o caro o dinheiro que acha que existe? Distribuir o que não é é tão fácil a um governo como a qualquer pessoa.

    "Já ouviu o que disse o prémio nobel da economia?"

    O único que conheço de jeito é Friedmann. Um outro, muito mediático, é tão competente como Obama como Prémio Nobel da Paz.

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  3. Se o Ramiro disser os professores do ensino superior, de acordo. Têm um belo ordenado e não fazem um cu como o autor deste blogue. Não percebo porque é que ganham mais do que os do básico e secundário se fazem menos. E não percebo como é que muitos bandidos do privado, que se fartam de fugir aos impostos continuam a beneficiar dos serviços do estado. Deviamos reservar uma parte do país para esses chupistas e eles que construíssem as suas estradas, as suas pontes, as suas escolas. Na prisão não os metam porque a gente é que tem de pagar para essa corja viver sem fazer nada. À cadeira elétrica com eles, mas é.

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  4. 1º É que só com cortes (e penalizando quem realmente trabalha- e não sobre os retalhistas, negócios off-shore...esses que nada produzem e passam a vida em TV e a passear, destruindo a vida de milhões, empobrecendo-os) o desemprego aumenta mais e a dívida pública segundo eu sei já vai em 18 mil milhões. Claro que os cortes não chegam, porque os cortes vão criar mais problemas que terão de ser resolvidos com mais cortes...Saindo da ironia. Algém escreveu um artigo sobre "a folha Excel do Gaspar". O problema está mesmo aí: a Economia não é uma folha Excel (sistema estático), mas um sistema dinâmico com um grande número de 'aneis de realimentação' (feedback loops). A minha dúvida é se o comportamento de sistemas dinâmicos não é ensinado nas escolas de Economia (nalgumas escolas de Engenharia é um tema obrigatório) ou os economistas ignoram o fenómeno por razões ideológicas. Sugestão: Leiam as obras do Prof. Jay Wright Forrester que é engenheiro e foi professor de Gestão no MIT.

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  5. 2º Já desconfiava que lia Friedman!! Pois O que o Ramiro defende e esse JCN é que anseiam é exista mesmo uma espécie de Juízo Final, em que só os que têm tratamento católico e crentes serão salvos no outro mundo, livrando-se das responsabilidades que têm neste mundo. Mas agora voltando à realidade se fosse feita a taxação dos 3.466 milhões de euros que se descobriu recentemente estarem depositados em offshores e que regressaram ao país teria dado para pagar, e ainda superado, o valor equivalente ao corte dos subsídios de funcionários públicos e pensionistas. Além disso a descida da Taxa Social Única "apenas favorecerá as grandes empresas", já que as pequenas empresas serão duramente penalizadas pela diminuição do rendimento das famílias.

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  6. O meu problema não é a distribuição da riqueza, pois essa sabemos que não existe para o povo.

    O meu problema é a falta de moralidade na aplicação destes cortes.

    Num momento de emergência o grande capital continua a safar-se. Podem dizer-me que essas receitas não chegam, mas não é essa a questão, a questão central é a equidade destes cortes.

    Os tachos, os amigos, o compadrio continuam. Acabem com isso e o povo não gostará, mas compreenderá os sacrificios que se estão a fazer.

    Para quem defende o que o Ramiro defende, gostaria de ouvir uma palavra sobre esta matéria, mas parece que o tema é tabu. Se calhar têm medo de ficarem associados ao PCP. Não é uma questão politica, é uma questão de justiça social.

    O nobel da economia (não me lembro do nome), referiu que para a europa sair deste buraco tem de apostar no crescimento (5%), claro que para isso a Alemanha terá de pagar o preço da liderança europeia.

    Esta receita está mais que visto que não resulta, insistir nela é aumentar o problema.

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  7. Vejam a página da JSD. Até eles dizem ao seu antigo líder aquilo que deve ser feito.

    http://www.jsd.pt/noticias/3405/tomada-de-posicao-da-jsd-sobre-as-medidas-do-orcamento-de-estado-2013.aspx

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  8. E até o amigo do Ramiro, o prolixo António Balbino Caldeira, quando discute as recentes medidas para o orçamento, fala em saque e marosca fiscal.

    http://doportugalprofundo.blogspot.pt/2012/09/o-governo-arriscou-com-o-pacote-fiscal.html

    http://doportugalprofundo.blogspot.pt/2012/09/o-saque.html

    E o próprio Marcelo Rebelo de Sousa critica dizendo que estas medidas deixam de fora os profissionais liberais, incluindo ele próprio, que não contribuem para a segurança social, e pede uma remodelação governamental.

    Enquanto isto o Ramiro prossegue sózinho o seu desfile, com o Rio a segurar-lhe na cauda do vestido e o Rantanplan saltitando e latindo alegremente ao lado deles.

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  9. Sr. João César das Neves,
    Um dia que precisar de médicos espero que estes façam uma greve de zelo especialmente para si.
    Mais do que a dureza das palavras considero-as tradutoras de um raciocínio verdadeiramente imbecil.

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  10. o sr. ramiro tem por costume ir buscar análises e depoimentos de tudo o que é canalha, desde que estejam na sua linha de pensamento.

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  11. João Soares,

    Como dizia Thatcher, o problema com o socialismo dá-se quando se acaba o dinheiro dos outros.

    Quem pôs o dinheiro ao fresco fez muito bem ou já teria sido torrado pelo socialismo das "dívidas eternas". O caro pretende invadir os off-shores para torrar esse dinheiro noutras tantas "dívidas eternas" e, não tarda muito, perante a irrelevância de invadir Espanha, proporá invadir a Suíça para poder continuar a alimentar a máquina das "dívidas eternas).

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  12. Caro Alexandre,

    "Num momento de emergência o grande capital continua a safar-se."

    O grande capital já se pôs ao fresco e ainda bem para nós. Se ainda aqui estivesse, já não estava porque já tinha sido torrado em "dívida eterna".

    Entretanto, 15% dos contribuintes individuais descontam 85% do total de individuais. Não consta que haja cubanos entre os 15%.

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  13. «O grande capital já se pôs ao fresco e ainda bem para nós.»

    E pense bem...
    ...de onde veio o capital do «grande capital»?... Do trabalho árduo, honesto, produção útil, desenvolvimento e práticas empresariais éticas?...
    ... ou de fundos europeus (e não só) que caíram a rodos em bolsos cor-de-laranja e pseudo-cor-de-laranja (porque dava jeito ser da cor)sem qualquer fiscalização, sem acompanhamento, durante anos ao abrigo do sr Cavaco-primeiro-ministro?...
    ..Para onde foi esse dinheiro que era para desenvolver Portugal?... Ora claro que foi para BPNs, off-shores e afins... Os tais que o sr acha que se puseram e bem ao fresco, com o dinheiro que era para desenvolver o país... Fortunas que nasceram do trabalho há mesmo muito poucas em Portugal... Veja lá se se convence que as pessoas (que pensam mais um pouco) não estão chateadas porque são socialistas ou comunistas ou o diabo a quatro, ou porque são funcionários públicos a lutar contra direitos instalados... Estão chateados porque sabem que o dinheiro que agora não ganham vai para os tais «grandes capitais» continuarem a fazer lucros sem grandes trabalhos... Como o o laranja Sr Marcelo disse, para o mexilhão é tudo muito concreto e NUNCA ainda ouvi -nem UMA - medida concreta sobre rendas e PPPs e afins...

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  14. SH:

    "E pense bem...
    ...de onde veio o capital do «grande capital»?..."

    É a chamada teoria de e para tótós.

    E como pensa o caro poder haver investimento em sistemas como a Auto-Europa?

    E porque não avança a esquerdalha com empresas e investimento que não esteja manchado com as tal proveniência sinistra ...

    "E pense bem...
    ...de onde veio o capital do «grande capital»?...

    ... paga bem aos trabalhadores, bem aos fornecedores e sem estar pendurada no contribuinte?

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  15. É escandaloso e reprovador como Fernando Gomes, presidente do organismo da Federação Portuguesa de Futebol, coloca-se ao lado do director João Vieira Pinto, que ele e o Sporting sabiam e queriam omitir o pagamento ao Estado de impostos com o prémio de assinatura de João Pinto, pago de comum acordo através da empresa britânica offshore Goodstone.Isto é que são dívidas terrenas e o Rio d´Oiro (clone- heterónimo) do Ramiro, engoliu a cassete anti-socialista e protege os ladrões dos dois lados - quem paga somos todos, porque os privados já há muito que mostraram que não melhoram nem os serviços nem a qualidade e se baixam os preços é porque temem o crédito ou falta dele da banca.

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  16. Que são esses tais "Fernando Gomes", "Federação Portuguesa de Futebol", "João Vieira Pinto", "Sporting" e "João Pinto"?

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  17. "Goodstone"

    É uma marca de pneus. Essa eu sei.

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