Entre 1998 e 2011 houve uma quebra de 15% no número de alunos no sistema escolar estatal. No mesmo período o número de docentes aumentou 2%, tendo em conta as saídas e entradas seja por aposentação ou outras razões.
As afirmações de Nuno Crato ao Sol, feitas no sábado passado, limitaram-se a reconhecer aquele facto e a reafirmar que a partir de agora aquelas duas variáveis - evolução do número de docentes e evolução do número de alunos - passam a estar relacionados.
Outra coisa não seria de esperar do MEC: o maior empregador público do país. Trabalham para o MEC 236 mil funcionários. São 52% do total dos funcionários da administração central.
Com o país em situação de emergência financeira, sujeito a um resgate com condições severas, seria completamente irrazoável que o ministro da educação desse continuação às políticas ruinosas de contratação e gestão do pessoal docente ocorridas entre 1998 e 2011.
Fonte?
ResponderEliminarJá me tinha referido a essa questão, tendo a mesma proporcionado uma "ligeira polémica" com o Paulo Guinote. bem lhe tentei ver as coisas, mas com teimosos e prepotentes torna-se difícil debater.
ResponderEliminarDeixo link da dita polémica:
http://maisumaaula.blogspot.pt/2012/09/post-para-esclarecer-o-paulo-guinote.html
@Pedro
ResponderEliminarTentou entrar em discussão como Paulo Guinote? E ele não o bloqueou? Um verdadeiro achado.
Rantanplan,
ResponderEliminaro Guinote no início até parecia querer debater de forma civilizada, depois de continuar a confrontá-lo com pontos de vista diferentes passou-se dos carretos, a seguir enveredou pela má-educação, depois (estranhamente) deixei de poder comentar no blogue dele, depois de o chamar a atenção para essa situação consegui voltar a comentar, depois foi intercalando a má-educação com a ameaça de que deixaria de responder aos meus comentários e agora estamos assim...
Mas, de facto, nunca pensei que fosse uma pessoa tão pouco democrática em termos de confronto de opiniões diferentes. Uma autêntica desilusão...
@Pedro
ResponderEliminarJá estava a estranhar. O Prof. dr. Paulo Guinote aparece na televisão com um ar sempre calmo e angelical, mas não passa de mais um burgesso de esquerda a dar cabo da imagem dos professores.
Já que este blogue aproveitou a história dos 200 mil alunos em vários artigos e não se dignou a retratar o número quando o próprio Ministro o reconheceu... fica aqui como direito de resposta em nome dos professores que sabem que os alunos não desapareceram da escola:
ResponderEliminar«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, reconheceu ontem que contabilizou os adultos das Novas Oportunidades (NO) quando, em entrevista à TVI, falou numa redução de "200 mil alunos nos últimos três anos", argumento utilizado para justificar a redução de professores contratados em cerca de 5 mil.
A quebra nas NO levou a uma redução total de cerca de 120 mil alunos de 2010/11 para 2011/12»
Ou seja... 120 mil foram um fogacho no sistema! Entenderam agora?
Não esquecer que até podem ter diminuído 80 mil mas como agora os alunos passam mais tempo no sistema (12 anos e não 9)... as necessidades de professores não se podem considerar reduzidas em 80 mil alunos. É preciso refazer as contas... e os argumentos!