17 Setembro, 2012

Como chegámos até aqui e por que razão não é com lamúrias, gritaria e vidas a crédito que vamos sair do buraco

Vale a pena ler até ao fim o texto de Miguel Castelo Branco para se perceber o que se está a passar em Portugal e por que razão a retórica inflamada que reclama direitos e a continuação da vida a crédito não resolve, antes agrava, os nossos problemas.

Os portugueses viviam derrancados no sonho da riqueza, das Donas Brancas às croissanterias, dos montes alentejanos aos apart-hotéis. Queriam ser ricos, queriam "viver bem", dois carros à porta, cinco cartões de crédito, televisor de plasma, trapos de marca, uma saltada às Londres a às Romas duas vezes por ano. Trabalhar ? Ora, que viessem esses reles russos, essa turba de ucranianos, mais os negros e os brasileiros fazer as autoestradas, as pontes, as urbanizações crescendo como tortulhos em torno de Lisboa. Lisboa era para os patêgos, os velhos, os sem-beira, coisa a abater. Para sair da caquética antiga capital do império, um carro fazia o trabalho. Todos se motorizaram. Os carros topo-de-gama tornaram-nos conhecidos na Europa. Em 2004, a produção de Mercedes e Bentleys não chegava para as encomendas reclamadas por Portugal e anunciava-se ao mundo que se vendia um Maserati por dia no país do verde pinho. Comprar sapatos portugueses ? Comprar as camisoletas de algodão das nossas fabriquetas ? Ora, havia tanto para comprar nas lojas de marca !
Texto completo aqui

17 comentários:

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  2. É mais um texto com inteligência a crédito...

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  3. Então o professor Ramiro coloca um link e aconselha, entusiasmado, a leitura de um indivíduo que viu 5000 pessoas na manifestação de 15/09 no porto e 20000 na de Lisboa?!
    Como prestar atenção e valorizar um homem tolhido dos sentidos?!
    Há coisas que nem a pachorra do mais pintado.

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  4. Dos portugueses que estão ao meu alcance físico não conheço nenhum que tenha um Bentley. E, muito poucos são donos de mercedes topo de gama.De entre as milhares de pessoas que se manifestaram por essas ruas de Portugal, deve contar-se pelos dedos aqueles que têm carros topo de gama.
    Os portugueses cujo perfil se encaixa no texto de Miguel Castelo imagino que serão aqueles que saquearam e, ainda saqueiam, o nosso país.Só espero que não tenham estado ao alcance físico de Miguel Castelo...
    `Há textos que soam muito a lavagem ao cérebro. Aliás, como o último governo foi exímio em "propaganda", eu já desconfio da substância de alguns pensamentos.

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  5. O texto desse tal Castelo Branco devia começar com "Alguns portugueses..."
    Para certas afirmações que faz devia começar com "alguns poucos portugueses..."
    Para outras devia começar com "alguns muito poucos portugueses...".
    E assim sucessivamente.
    O texto assim tinha mais credibilidade.
    Do modo que está não passa de uma bosta! Quem quiser que o coma.
    E além disso é conversa estafada.

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  6. Mais um desafio!
    Na ponta da língua: gin ou gim?
    Resposta e explicação no http://portuguesemforma.blogspot.pt
    Abraço.
    AP

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  7. Eu chego sempre a horas às reuniões. Tenhos colegas que chegam sempre atrasados e ninguém lhes marca falta. Eu vejo colegas chegarem todos os dias atrasados às aulas, eu vejo colegas sairem da sala todas as aulas antes do toque.
    Acho que é preciso "ensinar" de novo os portugueses a trabalhar, a cumprirem cada um a sua função sem deixar para o colega. Mas aí é que a coisa se complica porque há quem não quer mesmo cumprir há quem não sabe cumprir há quem não sabe trabalhar, há quem sabe mas goste de deixar para o colega, há quem "passe" por cima de tudo e de todos para"subir" na vida, etc. etc.
    E os que cumprem e trabalham a sério?
    Eu acho que o Miguel Castelo Branco tem razão. Bastava que cada trabalhador portugues executasse a sua tarefa, a sua função correctamente e Portugal estaria melhor.

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  8. Quem é que viveu acima das suas possibilidades???
    E o professor Ramiro não viveu? Qual é o seu salário de professor? Acha que o país pode pagar o seu salário?
    E o sr. Miguel Castelo Branco não viveu acima das possibilidades do país?
    E os governantes não viveram acima das suas reais possibilidades?
    Será que o país tinha dinheiro para centros culturais de belem, para expos, para parques escolares, etc, etc, etc.
    É preciso ter tento na língua...

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  9. As pessoas não estão preparadas para a verdade e muitas tentam matar o mensageiro. Para quem tem ânimo, aconselho a ver a evolução do PIB português e quanto o Estado consome dele! Mais dia menos dia, a corda vai partir! Está por pouco!

    http://intervencaoereflexao.blogspot.com.br/2012/09/palavras-para-que.html

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  10. Nos anos oitenta quando as empresas começaram a crescer alguns "colegas professores" sairam a correr para as empresas e gozavam comigo porque fiquei no ensino. Eles ganhavam 50 e 60 contos eu fiquei a ganhar trinta ou trinta e picos. Gozavam comigo e com outros que também ficaram. Agora acham que os professores ganham muito? Não ganham nada comparados comos colegas estrangeiros,mas deixem-se estar nas empresas que estão bem que eu não vou gozar convosco.
    Isto ainda não está assim tão mau!
    Eu continuo a ver na fila do supermercado gente que eu sei que recebe o subsidio minimo e comprar produtos de consumo isto é produtos absolutamente desnecessários, há muitos produtos desnecessários que continuam a ser impingidos aos consumidores! E eles compram e no entento passam o dia a coçar o cu nas cadeiras do café.

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  11. Sir do Vasco é preciso ter cuidado com o que diz. A esquerda ainda lhe pode torcer o pescoço!!!!

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  12. Eu acho que teria sido melhor para todos se o Sir do Vasco tivesse saído para uma empresa...

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  13. «Insatisfação com o governo dá maioria absoluta à esquerda» (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=2779607).

    De facto, não vale a pena andar com lamúrias. Passemos à acção. Não é aceitável que medidas estruturantes, que não faziam parte do programa eleitoral do governo, sejam implementadas por uma coligação tão minoritária. O PC está perto dos 15%. Já vi governos cair por muito menos.

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  14. PC (13%) + BE (11%) = PSD (24%).

    PSD (Pensamos Seriamente na Derrota).

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  15. 15% do quê? Aqui na minha casa a coligação de direita tem 100%.

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  16. Sim, há muita gente a infringir e a abusar do "sistema", mas não me parece que seja por isso que chegamos onde chegamos. E, no caso dos professores/funcionários públicos não posso defender quem prevarica todos os dias mas, também devo dizer, que sair mais cedo ou entrar mais tarde pouco importa, desde que a aula/serviço seja de facto produtivo. Quantidade não significa de todo qualidade. Mas sim, para todos os efeitos, deve-se cumprir a carga horária pré estabelecida e penalizar quem não o faça. Há escolas que o fazem, haverá outras que não.

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