21 Junho, 2012

A Parque Escolar é o rosto dos governos de Sócrates

Fonte: Diário de Notícias de 21/6/2012

À medida que são conhecidas as auditorias do Tribunal de Contas vamos conhecendo a dimensão do desperdício e do despesismo faraónico das requalificações feitas pela Parque Escolar. A tragédia começou a ser paga pelos professores este mês e continuará em novembro com os cortes nos subsídios de férias e de Natal.


Na Escola Secundária D. João de Castro as obras não eram feitas mas eram pagas. Na Escola Secundária Passos Manuel retirar os quadros de ardósia custou 3000 euros. A despesa efetuada nestas duas escolas passou dos 30 milhões de euros previstos para quase 40 milhões de euros. Uma derrapagem de 10 milhões de euros só nestas duas escolas. Foram requalificadas 181 escolas secundárias. O desvio total foi de 957 milhões de euros.

Na Escola Secundária D. João de Castro foram faturados e pagos 2,8 milhões de euros relativos a trabalhos contratados mas que nunca chegaram a ser executados (Fonte: DN de 21/6/2102). 

O Tribunal de Contas enviou o relatório para o Ministério Público. Agora temos de esperar que o Ministério Público cumpra as suas responsabilidades, acuse quem tiver de ser acusado e puna quem tiver de ser punido.

2 comentários:

  1. Discordo da afirmação:
    “A tragédia começou a ser paga pelos professores este mês e continuará em novembro com os cortes nos subsídios de férias e de Natal.”

    A tragédia começou a ser paga com a ida para o desemprego de milhares de professores contratados.
    De certeza absoluta é muito mais preocupante o desemprego dos professores contratados do que a suspensão dos subsídios de férias e Natal.

    Em relação às obras faraónicas, podem aproveitar e referir alguma que existem também no ensino superior – Politécnicos/Universidades com campos de futebol relvados, campos de ténis, custos de arquitetura exorbitantes, custos de manutenção (climatização e áreas ajardinadas), entre outros.

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  2. D.ª Maria, a Louca, pelo menos uma vez falou verdade: «Foi uma festa!»...

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