A altura para promover o debate em torno das Metas Curriculares não é a melhor. Exames e férias não aconselham a grandes debates de natureza curricular. A discussão pública da proposta de Metas Curriculares prolonga-se até 23 de julho. Em setembro, começam a ser implementadas sem caráter de obrigatoriedade. Em 2013/2014, tornam-se obrigatórias no ensino básico.
Em conferência de imprensa na Secretaria Geral do Ministério da Educação, Nuno Crato indicou que, para o próximo ano letivo, as metas para as disciplinas de Matemática, Português, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias de Informação e Comunicação do ensino básico serão "fortemente recomendadas".Elaboradas ano a ano, as metas, que estarão em discussão pública até 23 de julho, destinam-se a "definir com clareza o que se quer que cada aluno aprenda".São "objetivos cognitivos muito claros" para professores e alunos, indicou, rejeitando que se ponha em causa a "liberdade de método" dos docentes para ensinarem as matérias.Nuno Crato afirmou que as metas vão "clarificar aquilo que, nos programas, deve ser prioritário, os conhecimentos fundamentais a adquirir e as capacidades a desenvolver pelos alunos ao longo dos diversos anos de escolaridade"."Não pretendemos atuar de uma forma dirigista em relação à pedagogia", garantiu Nuno Crato, que defendeu a necessidade de um "ensino bem estruturado". Fonte: JN
Estão disponíveis no website do MEC as propostas de Metas Curriculares do Ensino Básico em:
Matemática (1º, 2º e 3º CEB)
Português (1º, 2º e 3º CEB)
TIC (7º e 8º anos)
Uma primeira leitura sobre as Metas Curriculares leva-me a concluir que os autores optaram por definir objetivos de forma clara e rigorosa e isso é o que importa mais. Um trabalho bem feito que não cai na armadilha do dirigismo pedagógico.
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