Um vídeo com a conferência do politólogo norte-americano Charles Murray que discute o presente e o futuro da educação pública nos EUA. Charles Murray faz a defesa da "educação real" por oposição à educação faz-de-conta que não prepara para a vida profissional.
O livro "Real Education" está disponível na Amazon. Constitui um marco no debate sobre a reforma educativa norte-americana.
Quais as mudanças que é preciso realizar na escola básica e secundária? E no ensino superior? Assistimos à formação de uma nova classe baixa e de uma nova classe média alta. E é a educação que está na origem da formação quer da nova classe baixa quer da nova classe média alta. O acesso à classe média alta depende bastante da frequência de uma educação básica, secundária e universitária de excelência. Por outro lado, existe uma relação entre a pertença à nova classe baixa e a frequência de escolas básicas e secundárias de fraca qualidade e sem exigência.
Os estudos de Charles Murray mostram que o fosso entre estes dois grupos aumenta: há cada vez mais jovens brilhantes no seio da classe média alta e cada vez mais jovens com baixas capacidades cognitivas na nova classe baixa. O fosso entre os dois mundos está a aumentar. O decréscimo da exigência académica registado quer no ensino secundário quer no ensino superior provocou uma inflação de diplomas mas não garantiu aos jovens da nova classe baixa a mobilidade social que alguns jovens brilhantes conseguem ao frequentarem universidades de excelência.
A mobilidade social não depende já dos diplomas obtidos mas sim da excelência das instituições do ensino superior que ministram os cursos, sobretudo os cursos de mestrado e doutoramento.
A nova classe média alta, formada nas melhores universidades de elite, não entende nada da vida e das necessidades da nova classe baixa e tende a olhar para ela de uma forma paternalista. O que a nova classe baixa necessita não é de paternalismo e assistencialismo mas sim que o Governo e a classe média alta acreditem na capacidade das pessoas para tomaram conta das suas vidas quer tenham frequentado a universidade ou tenham ficado pelo ensino secundário. Menos paternalismo, menos regulamentação e menos assistencialismo estatal permitem que a nova classe baixa encontre respostas para os problemas.
As escolas de má qualidade contribuem para o reforço da nova classe baixa. Esse contributo é dado através de ensino deficiente, exigência nula e falta de rigor. Mau ensino e falta de exigência e de rigor fazem aumentar a segregação social e económica.
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