Vincular contratados mantendo-os no mesmo índice de vencimentos?
No dia 27 de fevereiro, a Fne e o MEC vão ter uma reunião decisiva sobre a revisão dos concursos de professores. Muita coisa ainda separa o MEC da Fne mas há pontos de encontro entre a proposta do MEC e o parecer da Fne.
O comentário publicado esta manhã por um leitor do ProfBlog reflete bem a angústia e a esperança de milhares de contratados:
Concurso para entrada nos quadros? Atendendo à “Crise” nenhum contratado se importava de ter alguma estabilidade e ganhar o mesmo. O MEC não gastava mais e os contratados podiam andar com a vida para a frente e não com a casa às costas.
Ora é exatamente isso que está a acontecer com os concursos para recrutamento de professores para o ensino superior. Há concursos abertos, há vinculação mas os candidatos aceitam subir de categoria mantendo-se no mesmo índice de vencimentos. Tem sido dessa forma que muitos docentes do ensino superior têm sido promovidos e garantidas as condições para vincularem às instituições do ensino superior.
Essa pode ser a solução para vincular mais alguns milhares de contratados que prestam serviço ao sistema do ensino básico e secundário há muitos anos. Pode ser que por aqui se possa criar um entendimento entre o MEC e a Fne já que com a Fenprof nenhum entendimento é possível porque a estrutura sindical de Mário Nogueira está amarrada à estratégia de confrontação política do PCP e da CGTP.
Para saber mais
Por mim falo. Sou contratada Há 11 anos e o que mais quero é ficar efectiva. Não importo de ganhar o mesmo ou até menos se ficasse na escola onde me encontro desde há 3 anos. Acredito que muitos dos meus colegas partilham desta ideia. Já estamos por tudo, só queremos alguma segurança.
Concordo consigo. Mas veja a quantidade de comentários a este post do Ramiro. UM! Afinal os contratados querem ou não estabilidade e respeito? Parecem alegadamente mais preocupados com o dinheiro, sei lá, se não já tinham deixados comentários a favor e a dar força. Ou então é desinteresse mesmo. Fartos de ter esperanças vãs! Este vazio preocupa-me. Não há pior que o silêncio. assim, não se ganham lutas.
Contratados a deixarem comentários num blogue que os trata tão mal? Para o Ramiro os professores contratados são carne para canhão... Por isso Maria não se admire que os contratados que comentam aqui são casos clínicos de masoquismo (categoria na qual infelizmente me incluo).
Então é por isso que não há comentários? Mas olhe que há aqui rantanplans muito, mas muito piores para os contratados!
Mal das escolas se não fossem os contratados. Queria ver os quadros a ocuparem as horinhas a fingir de horário.
Concordo com ambos. O silêncio não é bom sinal. Mas talvez a maioria dos contratados não seja masoquista como eu, de após 11 anos continuar com esperança, sempre a investir na carreira, com máxima dedicação. Por outro lado e embora tenha o professor Ramiro como conceituado (inclusive recorri à sua bibliografia para um trabalho de investigação) também já reparei que vive no pedestal estando completamente por fora da realidade dos contratados.