Um dia isto tinha de acontecer: dívida de 60 milhões ameaça parar os transportes escolares
Saltam coelhos de todos os buracos. E há dois enormes buracos que o Governo não está a conseguir tapar: as dívidas das empresas públicas de transportes e as dívidas dos municípios. Se calhar é tempo de se discutir a gratuitidade dos transportes escolares. Com o alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, o problema só vai agravar-se. Portugal a fingir que é rico. Nem a Finlândia tem escolaridade obrigatória até aos 18 anos. Quase todos os países da UE se ficam pelos 15 ou 16 anos.
Onde é que o Estado vai buscar o dinheiro para suportar esses luxos? Aumenta ainda mais a carga fiscal? Esmaga de vez os proprietários com mais um aumento incomportável do IMI? Vai perseguir os ricos até que não fique um único em Portugal?
Os transportadores privados reclamam o pagamento das dívidas das autarquias e ameaçam paralisar o transporte escolar se a situação não for resolvida.A ANTROP (Associação Nacional de Transportadores de Pesados Rodoviários de Passageiros) irá para a semana "analisar os efeitos da dívida das autarquias que ascende a 60 milhões de euros, e que poderá levar à paralisação de todo o transporte escolar no país, garantido pelos operadores privados", adiantou a associação em comunicado. Fonte: Jornal de Negócios
O pior erro neste momento é o ensino ser obrigatório!
Se o ensino não fosse obrigatório, tinhamos provavelmente o mesmo número de alunos que efetivamente são médios ou bons alunos a estudar. esses são os que querem estudar. Por sua vez os cábulas peguiçosos, com dificuldades, que antigamente se chamavam burros e que agora por mais que andem na escola nunca chegam a lado nenhum, deixavam lugares vagos e essa despesa inglória não era feita com eles. O nosso ensino continua a gastar mais com os maus alunos do que com os bons, não estou a inventar nada estou apenas a constatar. Por mais que se invista em maus alunos eles nunca serão letrados, nunca terão uma cultura média, por vezes nem um curso profissional e serão sempre mão de obra indiferenciad , no caso de um dia lhe apetecer trabalhar.
Os alunos que não querem aprender, não têm de modo algum direito a prejudicar os outros.
A politica dos vários ministérios e das últimas ministras muito mais, tem sido de proteger os que menos querem, os mais preguiçosos, os mais vadios.
Tem sido um enorme desperdício a todos os níveis, o investimento nestes alunos
HÁ MUITO QUE VENHO DEFENDENDO QUE DEVEMOS INVESTIR NOS BONS ALUNOS.
Os maus alunos, os que não querem , devem ser encaminhados para outros tipos de ensino. Se esse ensino não existe … já tiveram tempo de o criar. Porque muitos alunos quando chegam ao 5º ano dizem que não gostam da escola “ Eu gostava era de ser mecânico ou eu gostava era de ser electricista “ Passados dois anos e depois de reprovarem já gostam da escola … mas para vadiar … porque ser mecânico ou electricista…. Bem…é preciso trabalhar…e a coisa já não é bem como era!
Estou a falar de alunos inteligentes, os quais têm sido tratado do mesmo modo que os intelectualmente diminuídos. (Estes são um caso diferente, que também tem direito a aprender, não sei se as escolas ditas normais lhes poderão dar resposta!... Mas isso é outro assunto.)
QUEM NÃO QUER ESTUDAR DEVE SER ENCAMINHADO LOGO DEPOIS DO 4º ANO PARA ESCOLAS PROFISSIONAIS.
ASSIM PODER-SE-IA ENRIQUEÇER A APRENDIZAGEM DOS QUE GOSTAM DE ESTUDAR… E ORIENTAVAM-SE PROFISSIONALMENTE OS QUE NÃO GOSTAM COM OUTRO TIPO DE ESTUDO E DE APRENDIZAGENS DIRECCIONADAS PARA A VIDA ACTIVA. DEPOIS do 4º ano É TARDE!
Todos os “pedagogos encartados” dizem que foi um erro ter acabado o ensino técnico antigo, mas ninguém tem coragem de o repor, mas com técnicas a sério, não é com os cursos pseudoprofissionais que por ai andam. Dar aulas a alunos destes cursos é como tentar fazer andar uma carroça travada!
Atualmente ainda haverá quem saiba lecionar técnicas mas a curto prazo deixará de haver.
A megaescola é uma ferramenta para desinserção da criança (não estou a falar de adolescentes) no meio que lhe é natural, o meio pequeno e algo familiar, e colocá-la no novo mundo, tendencialmente caótico. É uma ferramenta ideológica de desestruturação das relações próximas e ... criação do incontornável homem novo.
Este governo deveria fazer um esforço de redistribuição de crianças de megaescolas para escolas mais pequenas.
*Acerca da desmotivação dos alunos*
De uma vez por todas se caia na realidade e se deixe de pedir aos
professores aquilo que não lhes compete. Estratégias para isto,estratégias
para aquilo; lidar com a indisciplina, lidar com a desmotivação. Aos
professores não se deve pedir que arranjem estratégias para resolver esses
problemas, pois isso é admitir que eles são situações normais, correntes e
com tendência a perpetuar-se.
Simplesmente não se pode admitir que eles existam como norma.
A escola pública oferece um ensino gratuito (gratuito!, à exceção da
aquisição do material escolar), onde os alunos podem usufruir de refeições
a um preço pouco mais do que simbólico, em regra com bons e ótimos
equipamentos e professores. Os alunos mais carenciados têm comparticipação
parcial ou total na aquisição dos seus materiais, nas refeições e nos
transportes. De um modo geral os programas são adequados às faixas etárias
e ao tipo de sociedade que é o nosso.
Estas condições por si só não são mais do que satisfatórias para que os
alunos e as suas famílias se sintam naturalmente motivados? De que raio de
motivação extra precisam os alunos?
Em África, na Ásia e na América Latina há centenas de milhões de crianças e
jovens que frequentam escolas (os que têm essa sorte) em condições
miseráveis. E aí muitos deles estão bem mais motivados do
que os nossos. Serão os seus professores melhores do que nós?
Possuirão eles as tais estratégias mágicas que nós, tecnologicamente
apetrechados, não conseguimos vislumbrar?
É mais do que evidente que a motivação é uma treta quando colocada nas mãos
dos professores, mas uma realidade quando olhamos para os sítios onde
reside a sua génese: na sociedade em geral, nas famílias, em quem nos
governa e na legislação obtusa que se produz. Por isso, os professores não
têm que motivar quando não há motivos de origem pedagógica para o tipo de
desmotivação com que deparam.
A mesma reflexão deve ser feita em relação à indisciplina, que também não é
um problema que o professor tenha que resolver. A indisciplina é uma
questão que, simplesmente e em circunstâncias normais, não deveria existir!
Em circunstâncias normais, para resolver problemas pontuais de indisciplina
o professor deveria precisar apenas de uma palavra:
"Rua!"
Se houver comportamentos desadequados nas salas de espera e nos
gabinetes médicos dos hospitais serão os médicos a resolvê-las? Se a
mesma coisa acontecer numa repartição de finanças são os funcionários que
vão resolver? Num restaurante, num meio de transporte, numa sala de
espetáculos...?
Ora, o professor não tem que motivar nem disciplinar, tem apenas que
ensinar, que é aquilo que se lhe pede cada vez menos. Nessas matérias
peçam-se, pois, responsabilidades a quem realmente as tem, senão daqui a 50
anos quem cá estiver estará ainda a falar do mesmo. ****
António Galrinho*
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