A proposta do MEC de alteração aos concursos de professores tem algumas coisas boas

O blogue Dear Lindo fez uma primeira leitura das alterações propostas pelo MEC:


  • Insistência na duração dos concursos por um período de 4 anos. (um limite de dois anos seria o mais razoável)
  • Insistência na renovação dos contratos por períodos que podem ir até aos 4 anos. (Se os concursos fossem de dois em dois anos até compreendia que existisse a recondução)
  • Obrigatoriedade de DACL e Contratados terem de concorrer a um mínimo de 3 QZP;
  • Incompreensível criação do limite de horário entre 6 e 21 horas para os professores contratados;
  • Contagem do tempo de serviço em estabelecimento com contrato de associaçãopara a 1ª prioridade ao concurso externo;
  • Reserva de Recrutamento (ex-bolsa de recrutamento) apenas até ao dia 30 de Outubro.
  • Obrigatoriedade da entrevista ou da avaliação curricular com ponderação em 50%nos critérios a definir para a contratação de escola nos grupos de recrutamento.
Não me parece que seja uma coisa má a contagem do tempo de serviço em estabelecimento com contrato de associação para a 1ª prioridade ao concurso externo. Errado e injusto é não contar. Não exercem todos as mesmas funções? 

Não me parece também errada a realização da entrevista e da apreciação curricular. Não é isso que acontece no recrutamento de todos os profissionais? Por que razão há de ser diferente nos professores?

Não me parece mal a obrigatoriedade dos DACL e Contratados terem de concorrer a um mínimo de 3 QZP. Até acho pouco 3 QZP. Um país falido não se pode dar ao luxo de pagar salários a professores sem componente letiva. É preciso que os portugueses metam na cabeça que o nosso emprego fica onde está o trabalho.


Por fim, outra medida boa: os docentes com horário incompleto poderem completá-lo até às 22 horas, se a escola precisar de preencher essas horas, colmatando rapidamente situações de doença ou baixa.

3 Response to "A proposta do MEC de alteração aos concursos de professores tem algumas coisas boas"

  1. Enquanto as escolas não forem avaliadas pelo progressão dos seus alunos em exames nacionais, a história da entrevista quer dizer simplesmente cunhas. Conhecendo como conheço os nossos directores 3º-mundistas, e os pedagógicos pejadinhos de analfabetos, não prevejo nada de bom.

    Rantanplan,

    E o facto de a proposta contemplar apenas dois intervalos de horários, isto é, horário completo e horário de 6 a 21 horas?

    Minnie says:

    Rantanplan: como sempre, na mouche!