No Reino Unido também cada vez mais professores a pedirem a reforma antecipada. Não aguentam a crescente indisciplina e burocracia

O fenómeno não é apenas português. No Reino Unido, cresce o número de professores que pedem a reforma antecipada vergados pelo peso da indisciplina, burocracia, pressões dos pais e da inspeção. O aumento dos descontos para a segurança social também deu um empurrão. E os cortes nas pensões futuras também.


Os professores que entraram na profissão antes de 1987 podem aposentar-se sem cortes no valor da pensão aos 60 anos. Os que entraram depois só podem fazê-lo aos 65 anos. O valor médio da pensão dos docentes que se reformaram antecipadamente em 2011 foi de 15 mil libras. Um euro vale hoje 0,85 libras. Ou seja, o valor médio da pensão foi de 17647 euros. Como no Reino Unido não existe subsídio de férias nem de Natal, o valor médio mensal da pensão foi de 1470 euros. Um valor inferior ao valor médio das pensões dos professores portugueses. Se tivermos em conta o elevado custo de vida no Reino Unido, bem mais elevado do que em Portugal, dá para entender o desespero dos professores britânicos.

Os professores que se aposentaram antecipadamente no ano passado tinham idades entre os 55 e os 59 anos.

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