MEC aproxima-se da Fne nas alteração à gestão e administração das escolas. Atualizado e aumentado



Uma leitura rápida permite concluir que o MEC se aproximou dos sindicatos, sobretudo da Fne, no processo de eleição do coordenador de departamento, que passa a ser eleito de entre uma lista de 3 elementos propostos pelo diretor, e na não agregação de agrupamentos que estejam ao abrigo da autonomia ou tenham o estatuto de Teip. Nota-se também aproximação no alargamento de competências do conselho pedagógico que passa a definir os critérios para recrutamento de docentes para preenchimento de necessidades transitórias. 

Os estabelecimentos de ensino ficam com autonomia para fixar o número de departamentos curriculares.


A Fenprof exigia a possibilidade de as escolas optarem entre um órgão de gestão colegial ou unipessoal, a eleger por colégio eleitoral alargado. O MEC não foi sensível a esta reivindicação da Fenprof.


No que diz respeito a fusões de agrupamentos, o MEC faz compasso de espera e alarga o processo de fusões até final de 2012/2013.


Novidade na proposta do MEC é a alteração no processo de avaliação de desempenho dos diretores. Deixam de ser avaliados apenas pelo diretor regional da educação e passam a ser avaliados pelo conselho geral.


Em matéria de fusão de agrupamentos, a proposta do MEC prevê exceções: 


"A integração em agrupamento ou a agregação de escolas ou agrupamentos de escolas integradas em territórios educativos de Intervenção Prioritária, escolas profissionais públicas, de ensino artístico, que prestem serviços em estabelecimentos prisionais e com contrato de autonomia passa a depender da sua iniciativa. Fonte: DN.
A conclusão do processo de fusão de agrupamentos é para ser levado até final de 2012/2013. Ou seja, com calma, tal como pediram os sindicatos, o Conselho de Escolas e as associações de diretores.


A proposta do MEC tem condições para ser aprovada pela Fne. A federação sindical de João Dias da Silva teve a clarividência de dar a mão a Nuno Crato. O namoro é para continuar.

2 Response to "MEC aproxima-se da Fne nas alteração à gestão e administração das escolas. Atualizado e aumentado"

  1. O problema da educação é a falta de exigência para com os alunos. Estes diretores tinham amplos poderes e as escolas não melhoraram nada. Muito pelo contrário. As escolas estão cheios de diretores medíocres que não foram eleitos, foram escolhidos politicamente por outros medíocres como eles. Para além de o cargo estar vedado a quem fez cursos da treta que se tiram num fim de semana. Nuno Crato não sai a perder com esta medida. Muito pelo contrário. Reconhece que esta variável não tem só por si grande influência na qualidade das aprendizagens.

    Apache says:

    “no processo de eleição do coordenador de departamento, que passa a ser eleito de entre uma lista de 3 elementos propostos pelo diretor”
    Preferia que o departamento elegesse e o Director tivesse o poder de vetar, no máximo duas vezes.

    “Novidade na proposta do MEC é a alteração no processo de avaliação de desempenho dos diretores. Deixam de ser avaliados apenas pelo diretor regional da educação e passam a ser avaliados pelo conselho geral.”
    Não vejo vantagem nisto, o Conselho Geral coloca o Director que quer (para o bem e para o mal) e já tinha poder para o destituir. A avaliação do Director devia ser da responsabilidade de professores funcionários e pais (um grupo abrangente, não apenas o punhado de conselheiros).