Concursos de professores: o que é preciso para haver acordo entre o MEC e a Fne?

Uma das alterações que o MEC quer fazer na legislação dos concursos que mais oposição originou entre os professores foi a proposta de criação de um só intervalo (6 a 21 horas) para efeitos de candidatura à contratação.


Essa alteração é particularmente lesiva para os contratados que tiverem o azar de ser colocados em horários de 6 horas longe do local de residência. Como é óbvio, esses professores contratados pagarão para trabalhar. Embora haja quem esteja disposto a aceitar horários de 6 horas letivas semanais, sujeitar os que não querem é de uma evidente injustiça.

O MEC deverá ser sensível às críticas dos professores e aceitar colocar a concursos horários com os seguintes intervalos: 20 ou mais horas; 16 a 19 horas; 11 a 15 horas; 6 a 10 horas.

O acordo entre o MEC e sindicatos é possível? Tudo leva a crer que é possível um acordo entre o MEC e a Fne. Esse acordo pode ter também a aprovação do Sindep e de mais alguns pequenos sindicatos.

Para tal, basta que a nova proposta do MEC integre alguma sugestões feitas pelos sindicatos: 

#1. fim da exigência de candidatura a horários de pelo menos 3 zonas pedagógicas; 

#2. aceitação de mais intervalos nos horários postos a concursos: 20 ou mais horas; 16 a 19 horas; 11 a 15 horas; 6 a 10 horas; 

#3. deixar cair a exigência de um mínimo de 4 anos de contratos anuais e completos nos últimos 6 anos para que os docentes possam candidatar-se na primeira prioridade.


Para saber mais
Parecer do Spliu
Parecer do Sindep

1 Response to "Concursos de professores: o que é preciso para haver acordo entre o MEC e a Fne?"

  1. Há mais pontos negativos na nova proposta, mas como contratado, estes três pontos são os mais prementes e a ficar qualquer um deles, será algo completamente inaceitável e imoral!

    Sendo assim, e sabendo que nunca vai haver acordo total, isto é para mim o mínimo dos mínimos!