É um parecer assinado pela sub-diretora geral da Direção Geral dos Recursos Humanos em Educação. O parecer apresenta argumentação circunstanciada, cruzando as várias alterações da Lei de Bases do Sistema Educativo com o decreto-lei 43/2007 que fixa o regime jurídico das qualificações para a docência.
O parecer conclui que as escolas superiores de educação podem criar cursos de formação inicial de professores do ensino secundário.
O parecer conclui que as escolas superiores de educação podem criar cursos de formação inicial de professores do ensino secundário.
Falta saber o que pensa disto a direção geral do ensino superior.
O parecer da DGRHE termina com esta frase:
"Não existe qualquer impedimento legal para criar cursos superiores de formação inicial de professores do ensino secundário no ensino politécnico, nas suas escolas superiores de educação."
Para saber mais
Toda a legislação sobre habilitações para a docência
Para saber mais
Toda a legislação sobre habilitações para a docência
E falta saber muito bem, Ramiro!
ResponderEliminarSabendo o que se passa em muitas ESEs e sabendo também o curriculum de certos professores, é de temer o que possa vir a acontecer ao ensino secundário, agora obrigatório... Para se retirar a qualidade que existe?!... Este PS não desiste de baixar a qualidade da educação...
É para rir desbragadamente. Esta esquerda já mete ânsias. Destruam tudo, pratiquem bem a política da terra queimada. Espero que o próximo governo de direita meta ordem nessa gentalha do ME.
ResponderEliminarBolas!
ResponderEliminarTêm razão, fechem as ESE's todas e ponham as Universidades a formar os professores. Vejam só quanto poupam.
Áreas De Negócio
ResponderEliminarHá quem já comece a esfregar as mãos… Mesmo sendo só um parecer… Assim atrasam a morte… Só falta um parecer a recomendar que a ADD também passe por lá…
Não é o meu caso. Acho este parecer um disparate.
ResponderEliminarDesculpe, Ramiro, mas, sem querer estar a pôr em causa o ensino/formação prestado pelas ESES, não reunirão estas as condições para formar professores para o ensino secundário? Ou será este um subsistema subalternas do de ensino superior?!
ResponderEliminarNão compreendi a sua opinião!
Eu também não compreendi muito bem a sua opinião. Considera o parecer um disparate. Mas exatamente porquê? Na argumentação jurídica que desenvolve? Nas consequências do parecer? Gostaria de o ver a fundamentar melhor a sua opinião.
ResponderEliminarPorquê um disparate Ramiro? Não poderão as ESES ter professores com competência científica ao nível de muitos doutores e mestres das universidades que leccionam a formação em educação? Sei de alguns tão bons como os melhores de algumas universidades. É uma questão de exigência, rigor, competência científica e pedagógica, mais investigação em temáticas verdadeiramente relevantes para o conhecimento científico, o currículo e as didácticas. Assim as ESES queiram. Não profissionalizaram e orientaram estágios de milhares de professores do ensino secundário até há bem poucos anos? Tu próprio foste coordenador deste trabalho e parece-me que foi um bom trabalho...
ResponderEliminarGraciete
Tristeza de país.
ResponderEliminarEste blog é mais fixe que o do Pinote :)))
Saudações académicas.
O parecer é um disparate pelas consequências que pode provocar. Já existe oferta em excesso de formação inicial de professores para o secundário. Para quê abrir mais um frente de formação inicial?
ResponderEliminarO excesso actual de oferta leva a que exista uma redução na exigência selectiva que recai sobre os alunos de 12º ano que podem aceder à profissão.
ResponderEliminarCom a ampliação da base de instituições de formação inicial, assistir-se-á a uma ainda maior degradação da qualidade dos candidatos a professores.
A fantasia de que será através do "rigor e exigência" que se assegurará a qualidade é para quem não vive em Portugal ou se recusa a ver como as coisas funcionam...
Pelos vistos o preconceito é generalizado. É verdade que nas ESE’s há professores não profissionalizados a formar professores que se devem formar profissionalizados. Todavia no ensino superior universitário tal panorama ainda é pior, gritantemente pior. A agravar este último, a formação pedagógica dos professores do ensino secundário nas universidades raia o anedótico. E muitos profissionalizam-se nas ESE’s…
ResponderEliminarPor outro lado, o rácio de doutorados nas ESES’s é cada vez maior (se é esse o argumento contra…).
Querer, no tocante à formação de professores do ensino secundário, diabolizar as ESE’s é afirmar que eles estão a ser bem formados nas universidades no presente é um disparate. Tenham dó…
Eu estive nos dois subsistemas e foi fácil apurar que no Politécnico a formação, designadamente a pedagógica, é deficiente e no universitário é, em geral, risível, anedótica ou inexistente (com as devidas excepções).
Não há nenhuma razão (legal ou não) para se não formarem professores do ensino secundário nas ESE’s sendo que, com as necessárias adaptações curriculares, a mudança augura até melhores auspicios do que a actual formação no subsistema universitário.
Gostaria que o Kimsey justificasse a sua abundante e irrisória adjectivação comparativa com factos. Não basta vir para aqui dizer que esteve nos dois subsistemas e disparar uma série de atoardas.
ResponderEliminarCaro Chris Kimsey,
ResponderEliminarE Júpiter pode ser o Sol, não há nada na Lei que o impeça.
Já agora acrescento que esta é uma daquelas ideias fantásticas, desde que seja para os filhos dos outros...
ResponderEliminarE as ESES vão formar cientificamente os professores de Física como? E os de Matemática? E os de Informática? E os de Inglês? E os de História? E os de... Ou ainda há ESES a defender que se pode ensinar(*) aquilo que não se sabe?
(*) Peço imensa desculpa a todos os "cientistas" da educação que acham que ensinar é um acto de puro autoritarismo...