Violência escolar nas salas de aula está a aumentar, afirma a Coordenadora do Gabinete de Segurança Escolar
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É um curta entrevista publicada no Expresso. As respostas da Coordenadora do Gabinete de Segurança Escolar são claras: a violência escolar dentro das salas de aula está a aumentar.
À pergunta do jornalista sobre se o alargamento da escolaridade obrigatória fará aumentar a violência nas escolas, Paula Peneda responde: "Vai com certeza".
À questão "que outros fenómenos têm surgido mais?", a Coordenadora do GSE responde: "antes tínhamos muitas ocorrências nos recreios... Com o fim dos furos, as aulas de substituição e a escola a tempo inteiro passámos a ter mais ocorrências na sala de aula. Actualmente as crianças têm poucos recreios. Não estou a discutir nem é o meu papel dizer se as medidas foram boas ou más. O que constato é que há uma grande pressão e aumentaram as injúrias a professores".
Felizmente, o ciclo político de José Sócrates aproxima-se do fim e hoje foi dado um passo decisivo para pôr termo ao período mais negro da história da educação portuguesa. Paulo Rangel e Pedro Passos Coelho, um deles será, muito provavelmente, o primeiro-ministro de Portugal dentro de ano e meio.
Convinha que ambos fossem confrontados com estas questões: estão dispostos a pôr fim às aulas de substituição nos termos em que elas são feitas actualmente?
Vão parar o enorme erro pedagógico que é o processo de alargamento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos?
Vão reforçar a autoridade dos professores, recuperando as faltas de castigo e as reprovações em consequência de um determinado número de faltas de castigo?
Vão apostar na criação de um verdadeiro e sério ensino profissional a partir do 7º ou 8º ano de escolaridade?
Vão dar instrumentos aos directores para travarem os alunos violentos e impedirem que continuem, impunemente, a torturar colegas e professores?
Estão dispostos a criar escolas de segunda linha para acolher e educar alunos especialmente violentos? Defino "alunos violentos": alunos que criam ou aderem a gangs nas escolas e que, de forma continuada, agridem, verbal ou fisicamente, colegas, professores ou funcionários, usam a condição de alunos para vender droga dentro ou à porta dos estabelecimentos de ensino ou expressam atitudes e comportamentos que configuram prática continuada de bullying sobre colegas ou professores.
Estão dispostos a impedirem que estes alunos deixem de frequentar a escola regular? Para bem deles e segurança de todos.