O modelo de avaliação de desempenho que Alexandre Ventura está a preparar
A crer na última recomendação do CCAP - Recomendação nº 2 de 19 de Junho - o novo modelo de avaliação de desempenho terá os seguintes contornos:
1. Os ciclos de avaliação serão alargados de forma a coincidirem com os ciclos de progressão na carreira: mínimo de 4 anos e máximo de 6 anos, consoante o escalão em que o docente se encontra.
2. Os procedimentos de avaliação de desempenho incidem sobre o ano de transição de escalão, ou seja o último ano do ciclo.
4. A dimensão científica e pedagógica será reforçada. O director avalia a assiduidade e o cumprimento do serviço distribuído. Os avaliadores - com certificação em supervisão e avaliação de desempenho - avaliam as funções lectivas com base na observação de aulas e análise dos materiais produzidos.
5. Redução da carga burocrática.
6. Fim das quotas para atribuição das menções de mérito.
7. Abolição da divisão da carreira em duas categorias.
Não eram estas as exigências dos professores?
O que vão os sindicatos fazer? A Fne vai aceitar o acordo porque o modelo é semelhante à proposta desenvolvida por aquela federação de sindicatos. A Fne, através do ISET, já está a preparar os cursos de pós-graduação para os futuros avaliadores. Esses cursos podem arrancar logo que haja acordo, ou seja em Janeiro ou Fevereiro.
É provável que a Fenprof também assine o acordo. Os sindicatos querem virar uma página sobre a questão da ADD e do ECD para se concentrarem noutros problemas graves: cargas horárias excessivas, carga burocrática sobre os professores, estatuto do aluno e alterações ao modelo de gestão escolar.
Foto: Sri Lanka
Boa tarde Ramiro.
Noto que tens fugido à questão dos Excelentes de MBs. Estou a estranhar...
Aparece
Reitor
Não me desagradam estas caracteristicas deste modelo.
Mas quem avalia quem?
Reitor
É uma questão muito complexa.
Acompanho a tua polémica com o Umbigo mas não me quero meter.
Falta-me informação para opinar.
Jane
Serão docentes dos mesmos grupos de recrutamento dos avaliados e com uma pós-graduação em avaliação de desempenho.
Isabel
Agora já se abre o link para o café Pédagogique. Obrigado pelas palavras.
Se assim for, estou de acordo, é o que se pode arranjar para recuperar a dignidade de ser professor e de se ser avaliado com a equidade possível e desejável.
Todavia, se todos admitem que foi uma experiência falhada, que muitos prejuízos trouxe, muitos deles não visíveis, não há como castigar os "não cumpridores" ou premiar os "cumpridores" isso seria admitir que havia mérito na avaliação.
A situação dos colegas a quem foi atribuído MB e E não deveria contar para quaisquer concursos futuros, quanto muito, dispensá-los-ia de serem avaliados no próximo período avaliativo.
Não faço juízos sobre quem quis ser avaliado, é um direito que assiste às pessoas. Eu tb entreguei a minha auto-avaliação, estava na lei a sua obrigatoriedade, não entreguei os Ois, foi a minha forma de protesto, até à data não fui avaliada, sabia que corria esse risco, acho injusto, mas calculei-o. Tb acho injusto ser-se penalizado por doença, por assistencia a filhos menores, um professor que necessitasse assistir a um familiar nunca poderia ser excelente...Tenham dó!
Preferia uma avaliação interna (feita por um pedagógico com professores sujeitos a prévia certificação em supervisão e avaliação de desempenho).
Mas agora é uma questão de opiniões...pelo menos já podemos discutir uma coisa coerente, com pés e cabeça... o contrário do futuro defunto modelo...
Celeste
A questão dos muito bons e excelentes atribuídos no 1º ciclo de avaliação pode resolver-se mais tarde em sede de alteração ao ECD.
Por favor expliquem-me a atitude do bloco... retirou o projecto de lei sobre ADD!
Maria Helena
o sapo noticia que:
"O Bloco de Esquerda deixou cair o projecto de lei que estabelecia um modelo integrado de avaliação das escolas e dos professores, por considerar inoportuna a sua votação quando sindicatos e Governo estão em negociações."
Também li, mas lamento. Deveria, no meu entender, o Parlamento cortar o mal pela raiz.
Ramiro,
A mim me parece que o modelo que está na forja não vai, nem pode, atribuir uma situação de primazia à formação de avaliadores por parte duma Instituição Particular pertencente a uma tendência sindical tal como a tua insistência no ISET/FNE pressupões. Esse ISET não tem a experiência acumulada de formação de professores que as ESE's e Universidades possuem. por outro lado seria uma politização intolerável do processo sujeitando-o, mais uma vez às clientelas politico-sindicais.
Wegie
Eu não estou a dizer que está bem. Estou apenas a constatar. E, nisso, concordo contigo.
Essa formação devia ser acreditada apenas a Universidades de grande qualidade
Relativamente à questão do Reitor:
Se apenas 5 das 1191 escolas podem atribuir as classificações de "Muito Bom" e "Excelente" na avaliação dos docentes, devido aos seus resultados nas avaliações externas dos estabelecimentos, estando portanto este ciclo de avaliação de docentes condicionado a esta avaliação parece-me também que a única hipótese com lógica (não necessariamente política) é considerar improcedente toda a avaliação de docentes até agora efectuada.
Enfim parece que Aveiro está a ser o epicentro de muita coisa ultimamente...quem diria! Uma cidade tão pacata...
De Aveiro vos envio as minhas saudações; continuamos a ser uma terra pacata mas activa.
Importa salientar: as faces ditas ocultas não são cá da terra; só houve segredo de justiça enquanto o processo esteve em Aveiro; foi o juíz de Aveiro que corajosamente entendeu que as escutas em que o PM aparecia mereciam ser analisadas. Só quando o processo saiu de Aveiro é que começaram a aparecer entraves no caminho... mesmo com tanta auto-estrada.
Pelos vistos as entidades da capital bem podem aprender com a Veneza de Portugal, representante da Arte Nova e com grandes tradições democráticas!
Numa palavra: o 1º ciclo de avaliação de desempenho foi uma fantochada.
Única medida correcta: correr toda a gente a Bom.
Até houve avaliadoras, no 1º CEB, que apanharam excelente sem terem turma atribuída nem terem assistido a aulas. O excelente foi-lhes parar às mãos por causa das quotas para o grupo de avaliadores. Vergonha! Eu recusaria o excelente!
Wegie
O teu amigo Jorge Adelino Costa, director do dep. de ciências da educação, foi nomeado director-geral. Sabias?
Cara Maria Helena: Não posso estar mais de acordo contigo! No entanto não devemos esquecer o MP de Coimbra!
Não podemos deixar de prestar a nossa homenagem a dois homens cercados. Um em Aveiro e outro em Coimbra.
O Ventura nomeou o Jorge Adelino director-geral.
Cuidado com ele! Não é para brincadeiras. E tem ambição para dar e vender.
São dois homens corajosos e patriotas que estão marcados pelo poder socratino.
Ramiro,
JÁ TE DISSE QUE APENAS CONHEÇO OS MEUS COMPANHEIROS DE INFORTÚNIO CANDIDATOS AO RSI!!!
Enfrentaram o ditador com coragem e foram traídos pela cobardia de quem está por cima deles e que tinha o dever de os defender e não foi capaz.
Mas sobre isso acho piada como o orientador passa a subordinado...choses da la vie...
Pois, tu só conheces o mundo dos pobres. Eu é que sou amigo da elite. Trato por tu quase todo os altos funcionários que servem o poder socratino.
Vê lá se o Neto foi! Fez alguns estudos com eles. O Neto é um académico que não quer ser serventuário.
Jorge Adelino e Ventura são semelhantes em muita coisa. desejo-lhes boa sorte mas tenho pena deles.
Director Geral da DGRHE???
Ramiro,
Acho que chegou a altura de arranjares um tacho para ti e um maior para mim. Deixas o Profblog ao cuidado do Miguel e da Cristina.
Aprés nous le deluge...
Wegie
Consta-se que em Coimbra já reduziu um pouco a velocidade, mas foi de facto em Lisboa que encravou.
O Centro tem muitos contributos a dar à democracia e à liberdade!
Se for necessário um movimento de apoio à nomeação do mentor do Profblog estamos prontos... mas parece-me que quem tem um pingo de dignidade e de vvergonha não aceita estes pelouros nem inveja estes lacaios.
Caramba já não se pode brincar um pouco!
Desculpem, estive numa acção de formação e não ouvi nada.
Jorge Adelino foi nomeado para que área?
Director-Geral da DGRHE ou director regional do Centro. Não sei bem ao certo. Já se despediu dos colegas da Universidade de Aveiro. Era de esperar. Ele foi o mentor do Ventura; agora o Ventura retribui a gentileza.
Do centro não me parece, não é suficientemente pomposo para ele!!!
O Sociologalho do Educalho ciência crucial para a compreensão da meta-cognição em contexto de desigualdades sociais deve ocupar sempre um lugar cimeiro no ME.
A confirmar-se constato com desilusão ( tristeza, porque desilusão significa que esperava algo e, de facto, não tinha esperanças nenhumas)que continua o ascendente das ciências da educação.
Estou farta do eduquês e do predomínio da teoria das ciências da educação.
Precisamos de pragmatismo e nenhum destes nomes ( Ventura/Adelino)é forte em aspectos práticos e concretos.
Wegie
Hoje estamos em sintonia...
Com o Jorge Adelino Costa na DGRHE o eduquês e a tecnoburocracia reforça a sua vertente mais intolerante.
Vitória do sociologalho do educalho.
Maria Helena;
Eu disse que Aveiro é um epicentro...
Em Aveiro ficaram contentes com a partida do Jorge.
Ramiro
E do Ventura nem se fala! A Univ de Aveiro respira de alívio. Dois coelhos com uma cajadada só.
Oh Ramiro,
Há mais uns quantos que já deviam ter partido para a reforma (múmias paralíticas) e ainda não foram. Mas é verdade que a atmosfera se vai tornando mais respirável...não fossem os trolhas.
Acredito; é pena é que venham intoxicar, ainda mais, o nosso ar: com perfume a rodos e teoria aos molhos.
Mas o DCE da UA fica mais aliviado. HOje, já se sentia esse alívio. Sorrisos e boa disposição.
Isso deve ser por causa das obras.
Aveiro passou mesmo para o centro das atenções: é tudo uma questão de faces. Ou porque são ocultas e queriam continuar a ser; ou são semi ocultas e querem a luz da ribalta.
Os sucateiros e afins queriam que ninguém se lembrasse deles. Os das ciências ocultas querem visibilidade.
Helena,
Excelente!!!