Nao vi a escola a tempo inteiro em Berlim
Tres dias em Berlim da para ficar com algumas impressoes. Partilho-as muito rapidamente:
1. A multiculturalidade, a abertura e a tolerancia sao a imagem de marca desta cidade. Tudo leva a crer que a multiculturalidade e amiga da economia e do desenvolvimento economico. Berlim e uma cidade onde nao se sente a crise. As lojas estao cheias de pessoas a comprar, os restaurantes, cafes e esplanadas repletas de pessoas a consumirem: estrangeiros mas tambem muitos berlinenses.
2. Muita juventude nas ruas. As criancas e adolescentes vao para a escola de bicicleta e de transportes publicos. Por volta das 14:00, esta toda a gente a sair das escolas. O conceito de escola a tempo inteiro nao existe por aqui.
3. Os jovens quase todos falam ingles, embora se note alguma dificuldade no sotaque.
4. E uma cidade amigavel, sem filas de transito, com amplos passeios e enormes ciclovias para peoes e ciclistas. De manha, milhares de ciclistas correm para os empregos e para as escolas. De tarde, fazem o caminho inverso.
5. Embora haja um mercado de luxo e as grandes marcas tenham lojas em Berlim, os berlinenses optam pelo estilo informal e desportivo: calcas de ganga, botas e sapatilhas e blusoes. E raro ver-se um homem de fato e gravata. As mulheres optam por um visual simples e frugal: botas ou sapatilhas, minissaias por cima de meias grossas e blusoes e anorakes. A alternativa as minissais sao as calcas de ganga.
6. Desculpem a falta de acentos. O teclado nao tem.
Adoro Berlim!
Estive lá em 2000 e assim que puder, voltarei.
Tem museus magníficos e um clima cultural vibrante.
Ramiro
Para dizer duas coisas:
1. Tenho dificuldade em entender-me com a nova organização do Profblog. Os comentários ficam muito "distantes" e as participações são menos acessíveis e menos facilitadas. Parece-me.
2. Também estive três dias em Berlim. Confirmo o que afirmaste. Pude percorrer a cidade de bicicleta (o tempo é um espanto para os berlinenses) e, no centro (onde tudo se movimenta em Berlim) há de tudo. Até pedintes e pobres à procura de comida nos caixotes do lixo. Há a Karl Marx Allee absolutamente soviética e a Friedrichstasse absolutamente luxuosa e há muito do que de melhor se faz na Europa e do pior que se fez na Europa. E há, sobretudo, a metáfora dos mundos que se atraem e se repelem, num jogo de amor-ódio que se nota quando se fala com os berlinenses "ocidentais" e os "orientais": querem-se iguais mas sentem-se diferentes.
Jad
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