Professor call center. Está tudo louco? Professores da Escola Secundária Monserrate dão explicações à noite via email e chat
Os alunos da Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, vão dispor, a partir de 26 de Outubro, de explicações "online" facultadas pelos próprios professores, anunciou hoje a directora pedagógica da escola."Na sua casa, à noite, o aluno poderá usufruir de um apoio tutorial 'online', para esclarecer uma dúvida, aprofundar um conteúdo disciplinar ou ver o seu exercício corrigido por um professor da disciplina", acrescentou Primavera Alves.
Segundo a responsável, esse apoio poderá ser prestado "em directo", via chat ou Messenger, ou "em diferido", através de e-mail. Fonte: Visão 21/10/09
Comentário
Com esta medida a direcção executiva da escola secundária Monserrate cria um novo tipo de docente: o professor call center. Já vi muita coisa, mas tive de esperar para chegar aos 54 anos para conhecer um tamanho disparate.
Isto é de loucos! Será que a direcção da escola secundária de Monserrate perdeu o juízo? E os professores da escola secundária de Monserrate ensandeceram? Ou é apenas uma manobra de propaganda? Se é tudo a fingir, ok. Lamento, mas percebo. Se é a valer, isto viola o Código do Trabalho e os mais elementares direitos de qualquer profissional. Se a moda pega, os professores ficam numa situação pior do que a dos escravos domésticos da Grécia Antiga.
Um professor do ensino secundário com 5 turmas, mais ou menos 125 alunos, terá de responder a centenas de emails por dia e passar várias horas no Google Chat ou no Messenger com os alunos. E tudo isto em casa e à noite.
Digo com toda a franqueza: esta foi a pior notícia sobre educação que eu li no último ano. Isto é matéria para queixas formais ao Provedor de Justiça e aos Tribunais de Trabalho.
Imagem daqui
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Vou manter este lay out.
Os posts terminam com um "Ler mais" que remete para o texto todo. No front page do blogue aparece apenas uma parte do texto para não fazer cair muito e esconder os posts que ficaram para trás.
Quando se clica em "Ler mais", acede-se a uma nova página onde está o texto completo e a caixa com o destaque dos últimos 10 comentários dos leitores.
Parece-vos bem assim?
Com este lay out, o blogue abre mais rápido porque a página é mais limpa e frugal. Só quando se clica em "Ler mais" é que se é remetido para uma nova página onde o texto completo aparece bem como as caixas.
A barra lateral aparece na nova página sempre que se clica em "Ler mais", ao fundo do post.
Julgo que assim proporciono uma leitura mais fácil e rápida. O que acham?
Não acham que o Moodle tem vindo a preparar o caminho para que se venha a aceitar tudo isto com naturalidade?...
Ora aí está, mais uma concessão ao Albininho, o professor 24 horas por dia. Não custa nada, é só deixar de dormir, comer e outras coisas.
Um abraço
Licínio Jorge
Ana Mendes
Sem dúvida que o Moodle é a porta para onde entram todas as estas loucuras que visa,m escravizar os professores.
Aramon
É bem provável que ande aqui a mão do Albino.
Os professores da escola secundária de Monserrate aceitam uma coisa destas? Não têm vergonha na cara?
A minha esposa já o ano passado fazia isso voluntáriamente a alunos do 11º ano, durante quase o ano lectivo todo. Eu, no meu trabalho, faço isso com várias pessoas. Não me choca o princípio, choca-me é que a opção não seja voluntária e que possa ter consequências demais para a carreira, avaliação etc e tal.
Quem quiser que o faça, quem não quiser não deverá ser obrigado a fazê-lo.
No entanto, nada ainda substitui a interacção visual professor-aluno. Mesmo se o passo seguinte for Skype, Videoconferência ou outra mania e-learning caída do céu.
Totalmente de acordo relativamente aos efeitos perversos do Moodle e do "Entrega aqui o teu trabalho"!
Eu já esperava uma coisa destas e há por aí muito Director com vontade de tentar impôr o mesmo. O objectivo é claro: arrancar a melhor classificação na avaliação externa para reforçar a sua gestão. Grande parte da febre burocrática que se tem vindo a agravar deriva também daí. Claro que isso se consegue à custa da "escravização" do professor. O fordismo está de volta (com excepção da melhoria dos salários) numa versão revista e actualizada.
Vergonhoso! O que me espanta é a incapacidade dos colegas em resistirem a tal situação.
A menos que venham dizer-me que foi ideia dos grupos disciplinares como estratégia de recuperação e remediação das dificuldades dos alunos e que esse trabalho nocturno vai ser pago como horas extraordinárias. A ser assim, começarei mesmo a acreditar no Pai Natal.
Abraço
P.S. Ramiro: O layout está mt bem assim, bastante clean e com navegação mais rápida. Tb gosto do regresso a um tipo de letra mais pequeno.
Ricardo Silva
Obrigado pela tua apreciação acerca do lay out do blogue. Também acho que o lay out está mais clean e a navegação mais rápida. E a opção pelo "Ler Mais" não atira os posts anteriores para o fundo da página.
O que tu dizes sobre o professor call center não podia ser mais acertivo. É preciso denunciar situações como esta.
O "meu" computador é "meu" e só estará ao serviço de "quem" EU quiser!!!!! Em minha casa EU "recebo" quem eu quiser e NÃO SOU OBRIGADA a "receber" quem o projecto de director quiser!!! O problema é que a maioria dos docentes não tem coluna para se impor!!! Desde quando a minha casa está ao serviço do ME???? Que eu saiba não recebo qulquer subvenção para permitir a invasão de qualquer estrutura do ME EM MINHA CASA!!!!
Ramiro, acertado ou assertivo??
Agora acertivo, não conheço.
O grilo
Martins
É um anglicanismo.
Se assim continuarmos, deixaremos em pouco tempo de ter horário de trabalho. E de tempo para a família, para o descanso, para o lazer que tanta falta faz.
Os professores não podem aceitar que as tecnologias os escravizem, qualquer trabalhador tem direito a um horário de trabalho e a descanso. Se aceitam, depois não se queixem.
Em cada escola há meia-dúzia de graxistas que aceitam estas tretas e, a seguir, há um número enorme dos que não concordam com elas mas lá vão fazendo porque têm medo que os julguem preguiçosos ou piores professores que os tais graxistas.
Na minha escola recusei-me publicamente a usar o Moodle e seja o que fôr desse tipo de instrumentos. Supostamente, facilitam o nosso trabalho. Na prática tornam-nos escravos.
Em casa preparo aulas, corrijo testes e descanso. Era o que faltava ter de tirar dúvidas aos meninos que estão distraídos nas aulas e na véspera do teste, à noite, é que se lembram de perguntar sobre a matéria.
A minha casa é para a família e para os amigos, não é para os alunos. Nem eu tenho obrigação nenhuma de usar o meu computador, comprado com o meu dinheiro, para a escola. Era o que faltava !!!
Continuem a ser carneirinhos e depois queixem-se.
E os horários de trabalho? Quem paga? Um médico quando vai a casa cobra!...e cobra bem. Afinal, somos professores ou tarefeiros mal pagos? E ainda falam da família que é negligenciada...
Colegas
O problema é o de sempre: a falta de espinha dorsal.
Por causa disso é que o ME tem conseguido impôr tudo o que quer.
E se nas Escolas cada um de nós não for denunciando estes abusos, eles continuarão.
E depois não nos poderemos queixar.
Ramiro
Gosto dos textos com este corpo de letra e também do 'Ler Mais'.
Mas continuo a achar falta da barra lateral na abertura do Blogue.
Vou ser mesmo muito mazinha: isso lembra aos professores que não têm VIDA... e acham que aos outros acontece a mesma coisa...
Não percebo esta revolta... É o moodle, é as explcações por chat... São as novas tecnologias?!...
Eu concordo que este género de coisas devem ser feitas voluntariamente e não impostas seja por quem for. Mas não percebo a revolta de dar explicações por chat, email, telefone/telemóvel ou seja lá o que for.
Quem se predispuser a isso, que mal advém daí? Quem quer faz, quem não quer não faz. Simples.
Ramiro, tu que gostas tanto das novas tecnologias, com estes posts mais parece que és contra elas. O velho papel, lápis, caneta e secretária e livro de papel (que tu já disseste estar contra)... tudo isto basta. Quer dizer, uma no cravo outra na ferradura não.
Se as novas tecnologias possibilitam um melhor acompanhamento dos alunos e se houver interessados, como de resto há, então que os usem!
Sempre utilizei estas ferramentas (novas tecnologias) para ajudar os meus alunos. Mas com regras. Não admito uma imposição superior, sobretudo no contexto actual, já chega de falta de respeito pelo professor.
Por um lado falta saber se a ideia não saiu do CP, ou da Directora (Pedagógica) ou dos Coordenadores ou dos Subcoordenadores. Há muita gente nestes cargos, que são muito piores que a antiga ME.
Trabalhar no domicílio, a fazer Urgências e sem receber? Na China pagam 1 a 2 dólares por dia...
É por esta e por outras que a "classe" nunca terá classe, por não conhecer os seus direitos e de exigir o seu cumprimento.
Elenáro
O Miguel já respondeu e bem.
Obrigar uma coisa dessas é escravizar. Trabalhar sem regras. E acho que tirar dúvidas aos alunos à noite, a partir da casa do professor, prejudica mais o aluno do que ajuda.
A Colega Ana Mendes foi ao cerne da questão. A Plataforma Moodle abriu o caminho e/ou incentivou este tipo de situações.
Passar de uma situação pontual e voluntária a uma obrigatória (e para + sem remuneração) é escravatura laboral. E onde fica a vida para além da escola dos 'professores call center'?? Eu sei que com a tanta papelada que temos que trazer para casa, já existe pouco espaço para ela, mas com isto como será possível enriquecermo-nos para depois transmitirmos o que ficar desse enriquecimento aos alunos? Alguém poderá ser feliz assim?
"Elenáro
O Miguel já respondeu e bem.
Obrigar uma coisa dessas é escravizar. Trabalhar sem regras. E acho que tirar dúvidas aos alunos à noite, a partir da casa do professor, prejudica mais o aluno do que ajuda." - Ramiro Marques
Não leste o que eu disse Ramiro. E parece-me que o Miguel também não nesse caso.
"Eu concordo que este género de coisas devem ser feitas voluntariamente e não impostas seja por quem for." - Elenáro
Elenáro
Se... os Tempos de Estabelecimento fossem destinadas a isso, por opção do professor, ainda era de pensar, mas nunca por nunca à noite. à noite, até os escravos dormiam...
Fóóóínix para tanto abuso e para tanta subserviência.
Miguel eu não estou a falar do tempo em que cada um faz o que quer. Se for por vontade própria, sem ser imposto, por mim até se pode dar explicações às 5 da manha de um domingo.
O meu único ponto é: desde que seja livre e não imposto, cada um faz o que achar melhor. Não devemos impor a nossa opinião a outros nem denegri-los se fazem as coisas porque querem.
O tempo livre de cada um é para ser usado como mais aprouver a cada um. É aí que eu quero chegar.
"Algum professor desta escola que possa dizer mais alguma coisa? Como surgiu esta “ideia gira”, qual é a posição do corpo docente acerca disto,..."
Por acaso o idiota de serviço fui eu. A ideia foi apresentada por mim a um grupo de professores que constituem a equipa de promoção das TIC.
Estranho a agitação! mas não será sempre assim na nossa classe! temos as nossas ideias e não conseguimos ouvir o que nos é apresentado?
Vejam lá se me seguem neste raciocínio.
Eu sou professor de informática da ESM desde 2000 e desde sempre que tenho procurado reforçar a minha disciplina com actividades suportadas na web. No início desenvolvia sites dinâmicos em linguagens de programação para a web que me permitiam estender a minha tarefa de ensinar.
Quando conheci o moodle passei a usa-lo na minha actividade de forma permanente e procurei encontrar outros colegas que quisessem experimentar e me ajudassem a avaliar os resultados obtidos. No início éramos 5 e esse número foi crescendo na escola e ao que parece no país (procurem referencias ao caldasmoodle).
Durante muitos anos fui também o coordenador TIC da escola e trabalhei sempre na promoção das TIC.
Outro aspecto que deve ser também considerado prende-se com os estudos sobre estilos de aprendizagem e formas de ensinar (procurem referências a Felder).
Como já foi dito no blog por um colega da escola (Vitorino) a ESM tem um Centro de Recursos que dispõe de apoio tutorial e que funciona com uma bolsa de mais de 400 horas de CPL que resulta de uma ou duas horas que cada docente é obrigado a dar à escola fruto da adopção dos blocos de 90 min. (procurem também mais sobre o assunto).
Penso que já todos foram estudantes e tiveram dúvidas de ultimo minuto, e espero que todos já tenham de casa pelo telefone, ou mail ou o quer seja, tenham tirado uma dúvida qualquer a um aluno (não temam a proximidade..., naturalmente com regras para esse atendimento!)
Finalmente a cereja em cima do bolo, a famosa Gripe A e o seu plano de contingência (essa devem ter muitas referências..)
Assim o idiota de serviço lembrou-se de experimentar um serviço com algumas horas da bolsa, em horário em que os alunos não tinham aulas mas que havia profs com serviço, que obviamente é marcado por eles no seu horário de forma livre. Essa experiência é realizada com um grupo pequeno de gente que está motivada e interessada nisso, sem dedinho de director. Se a coisa funcionar e houver muitos alunos interessados o sinal não é mau, o sinal é que ainda temos gente interessada em aprender. E também nos pode servir para um cenário de quarentena nas escolas.
Espero ter ajudado a acalmar os mais nervosos e a clarificar o que se pretende e com que extensão se fará!
Eu por mim vou procurar ter sempre vontade de experimentar mas posso viver também com os que não o querem fazer!
alf@esmonserrate.org
Depois de esclarecimentos anteriores de colegas da Escola Secundária de Monserrate, alguns reforços e aditamentos, por parte de professor ("mesmo": mero "executante", não titular nem detentor de qualquer cargo de chefia) da escola visada, que não integra o grupo de "escravos" por razão adiante exposta:
1. O apoio em questão foi proposto aos docentes da escola, por equipa responsável pelas TIC.
2. A adesão é voluntária.
3. O apoio é registado e contabilizado nas horas de CPL (compensação da prática lectiva) ou na componente não lectiva de trabalho do professor no estabelecimento de ensino.
4. Tal apoio também poderá ser prestado a partir dos computadores e da rede Internet da escola.
5. Em casa, tenho computador e ligação à Internet - ainda há algum professor que não tenha?! Ou que não os utilize para trabalho?! Vá lá!...
6. Entendi aquela proposta como uma oportunidade de diversificar estratégias e de tentar fazer mais e melhor, como colectivo (e humanos) que somos.
7. Não entendi, não espero nem desejo que o objectivo seja o "brilharete" a pensar na avaliação individual, que esmagadoramente recusámos no ano lectivo anterior, nos moldes que quiseram impor-nos.
8. Já utilizo a plataforma Moodle há alguns anos, como instrumento complementar, o mesmo acontecendo com a maioria dos professores da escola, para o que fomos tendo diversas oportunidades formativas.
9. A Escola Secundária de Monserrate tem ensino nocturno, recorrente e RVCC, terminando as actividades lectivas pelas 23.20 horas. Alguém acha ilegal - ou que os professores deverão recusar - a "escravidão" de sair do aconchego do lar para ir trabalhar à noite?
10. Nas minhas horas de CPL presto apoio a alunos em horário diurno - e só não integro a equipa de "web explicadores nocturnos" porque... tenho turmas nocturnas e acabo por vezes as minhas aulas às 23.20!
11. Quase a terminar: a Escola Secundária de Monserrate elegeu (mesmo!) o actual Director. Está na legislação... e também no espírito e na acção organizativa de uma comunidade docente (e educativa) pensante, combativa, inconformada com todos os tipos de escravidão.
12. Agora, sim, a terminar. Sobre tantos e tantos comentários anteriores, algumas observações finais: diverti-me com alguns - delirantes e "nonsense". Muitos sugerem-me, tristemente, que o velhinho "vemos, ouvimos e lemos" (saudoso Francisco Fanhais!) não se nos aplica, a nós professsores, que temos formação académica para não "engolir" qualquer notícia bacoca, para não cair no mais puro senso comum.
É por estas e outras similares que estamos como estamos.Um pouco mais de amor próprio e verticalidade faz sempre bem... E se agora o ministério usasse esta metodologia em todas as escolas? Por favor não lhes deêm mais ideias!!! para bem de todos nós, sim?
Penso que as escolas podem fechar! Isto é Telescola à moda do MOODLE! A dos tempos modernos, de anarquia, sem regras, de professores e escolas indisiplinados, sem agenda, ..... de um sistema de ensino completamente disfuncional. Só com vantagens para quem (não) nos paga nesse tempo e espaço (físico, também) de dedicação, a acrescentar o recurso TIC que não foi a escola que ofereceu, nem a electricidade, nem nada....
É a adesão de todos os professores ao regime de voluntários ao serviço da escola (deve ser a inveja da oportunidade que foi dada aos professores reformados!)....
É a oficialização da possibilidade de aumentar o número de aulas de substituição ao desbarato, para as quais só é necessário ter um professor substituto, que garanta que os meninos se aguentem ao computador na sala de aula!
Eu vou aderindo a esta forma de escravatura, consciente e voluntariamente!
Cabe a nós, professores, a inversão urgente desse desvio que parece estar para se impôr e ficar!
Goreti
Comparem o cansaço da escola de quadro e giz, com o da escola TIC, e tirem conclusões...
Já não há retorno! O céu vai cair-nos em cima da cabeça e não há estrutura que nos valha, só o desgaste vai restar... E lá perto dos 65 anos, só mesmo sentados em casa, a dar aulas por moodle, é que nos aguentaremos!!!!! Isto foi tudo muito bem pensado por quem de direito....
goreti
Repare-se nas horas a que cada um destes bloguistas aqui esteve! Ou em horário de trabalho normal, ou fora de horas.... Há (e dá)que pensar!
Os professores serão pessoas normais?????
Já haverá quem esteja responsável por fazer uma tese de mestrado/doutoramento sobre estas realidades,sobre estes professores bloguistas, como eu!.... sobre aulavirtuias via moodle... sobre ensino à distância no Básico e Secundário: uma proposta para testar a curto prazo....
... É esta nova realidade que corresponde ao que se pretende ser um dos objectivos/implicações da formação de professores em áreas das TIC: mudança e inovação nas práticas pedagógicas e didácticas...
Quando chegou a era do acetato, qualquer estagiário que se atrevia a não o usar era logo penalizado na classificação, por não fazer uso de recursos e técnicas inovadores! A história repete-se...
A internet como todas as invenções da humanidade podem ser utilizadas para fins mais ou menos nobres.
Há vários anos que recebo trabalhos dos meus alunos por esta via e troco impressões com os meu alunos e respectivos encarregados de educação, utilizando um mail profissional e um blogue, sem me parecer constitua uma violação aos meus direitos laborais.
Como professor e director de turma verifica que esta forma de comunicação é mutuamente vantajosa quando desejada e aceite pelas partes envolvidas.
No caso do da escola em apreço imagino que os professores não serão obrigados a participar nas explicações "on line" até porque são livres de abrir e responder ou não às solicitações que lhe são dirigidas.
Por vezes somos férteis em inventar fantasmas e despertar medos infundados, que muitas vezes se viram contra os próprios professores.
Lembro-me por vezes da intenção generosa de Lurdes Pintassilgo, quando foi chefe do governo, que queria atribuir a cada escola um secretário especializado em gestão e legislaçao, para assessorar os conselhos directivos. A resposta maioritária das escolas foi dizer não e os orgãos de gestão continuaram atafulhados de burocracia e incapazes de ter disponibilidade para planear e adquirir uma visão prospectiva da instituição educativa.
Conclusão desta história: O modelo de gestão democrática não conseguiu assegurar padrões de qualidade indispensáveis e o Ministério da Educação ganhou argumentos para impor um modelo autocrático de gestão.
Esqueci-me de assimar o comentário anterior.
chamo-me Joaquim Sarmento, sou professor do 2º ciclo no Seixal