Macário Correia acusa em carta a ministro: "há milhares de professores que não fazem literalmente nada". Imaginem o que fará se for por diante a municipalização das escolas
1. Isto é só um cheirinho do que poderá vir a ser a municipalização das escolas. Aliás, basta olhar para as Actividades de Enriquecimento Curricular para antever o que pode acontecer às escolas e aos professores se as competências de gestão sobre as escolas e o pessoal docente passarem para as mãos dos autarcas.
2. Será um maná de contratações políticas e de avaliações de desempenho à la carte, ou melhor, à la cartão do partido que estiver no poder.
3. A Fne e a Fenprof têm denunciado os atropelos que alguns autarcas estão a fazer na gestão do pessoal não docente, mudando-os de serviço sem darem prévio conhecimento aos directores das escolas.
4. Os autarcas estão de desejosos para deitar a mãos ao suculento maná constituído pelos 140 mil lugares docentes nos jardins de infância e nas escolas básicas e secundárias.
5. O edil Macário Correia já por diversas vezes foi o porta-voz desses anseios, Imaginem o que ele e muitos outros edis farão caso venham a ter nas mãos o recrutamento, a contratação e a gestão dos professores!
Post actualizado e aumentado às 20:59

Cá na minha terra também há uns políticos que não fazem literalmente nada; ninguém se chateia, esses são os melhores: passeiam pelas ruas e cafés, cumprimentam as pessoas, vão decorando os espaços, no fim do mês recebem do erário público; os piores são os outros, aqueles que estando posicionados no governo e nas Câmaras, arranjam maneira de meter no bolso (próprio e dos amigos) o que supostamente devia ser de todos; esses são os piores.
Eu gostaria de manifestar ao Sr. Macário Correia a minha disponibilidade para, através do uso do Rio Tejo, de alguns metros de corda e de alguns calhaus pesados, livrar o país desses cavalheiros; estou certo que V. Exª, tão engenhoso e preocupado que é, já terá pensado em alguma solução mas não a conheço; portanto, sugiro esta.
Aguardando (com a mesma ansiedade que V. Exª manifestou) a vossa resposta, sr. Correia,
jmc
O Macário não chama calões aos professores.
Antes reconhece a enorme vontade e empenho que todos, mas todos, têm em trabalhar.
Para isso pede a ajuda do ME para acabar com a situação dos que não têm actividades distribuídas, situação que, implicitamente reconhece, lhes deve ser muito penosa.
Não deturpemos as coisas.
Este homem é aquele que achava que trabalhava muito na Assembleia da República porque entrava antes das 7 da manhã e ainda se cruzava com as senhoras da limpeza. Esqueceu-se foi de dizer a que horas se deitava. E nem disse quantas horas trabalhava por dia, nem quanto tempo do seu "trabalho" é puro lazer para qualquer um de nós.
Desconhece que há outras pessoas que preferem trabalhar a outras horas e ter os espaços de convívio às horas do convívio.
Mas não se pode esperar melhor de quem acha que beijar uma mulher que fuma é a mesma coisa que lamber um cinzeiro.
Só não lhe conhecia a faceta de denunciador escondidinho.
José
Delacção em estado puro. Herança salazarenta?
Descomhecia esta faceta de "acusador" do Engº Macário. É pena que ele queira controlar a actividade dos professores, provavelmente nas suas poucas horas livres! Também vai a casa deles contabilizar as horas dedicadas à preparação de aulas, elaboração de material, etc, etc... É lamentável que, verificando-se as acusações que refere, "meta todos os professores no mesmo saco"! Antes de acusar ou apontar o dedo, verifique as situações!! Será que quer seguir o princípio da anterior ME, perder os professores mas ganhar as pessoas?!! Politiquices...
Tenho a certeza de que se este documento fosse conhecido antes das eleições ele não teria ganho a CM de Faro por escassos 130 votos...Denunciar o que está mal, sim. Mas assim???
Em@
Um ofício um pouco nojento. Muito infeliz! Os farenses merecem conhecer isto.
Não gosto do estilo truculento do algarvio.
Mas o título do Ramiro deve estar errado, esta carta não foi enviada à ministra, mas sim ao ministro e, olhando atentamente, vê-se que é de 2004, penso que se tratava do XV governo constitucional e o ME era David Justino.
Não esquecer os processos que pendem sobre ele na Procuradoria Geral da República por assedio sexual e moral...
Lusodama
Macário Correia acusa os professores de não fazerem literalmente nada. Não é isso a mesma coisa do que chamar-lhes calões?
RM não percebeu o meu anterior comentário.
Quando disse que o título estava errado, era porque tinha "em carta à ministra" e devia estar "em carta a ministro", como agora consta.
Lusodama
Obrigado pelo reparo. Quis tornar o título menos agressivo. Afinal, o truculento Macário acusou apenas uns milhares de professores de não fazerem rigorosamente nada. O novo título é mais fiel às palavras do edil. É para se ver em que conta alguns autarcas têm os professores! Cuidado com eles!
Deixem vir a mim a municipalização da educação, diz o dito e os outros, os que gostam deste poderzinho português e mesquinho, pequenino e de cunha.A mim as contratações, as dos primos, sobrinhos e afilhados.Não, que eu sou íntegro, trabalhador, aplicado e delator.Não, que eu quero gerir as verbas sem rei nem roque e as AECs.Que bom que é terum reitor, um director. Não tem ninguém na autarquia? Arranja-se já.
Lembram-se de ele ter admoestado um docentes das AEC porque teve um pequeno desentendimento com um aluno que, por acaso, era filho dele? Se bem me lembro, o docente foi despedido.
Não entendo porque continuas a dar destaque a escroques e aldrabões...
Dr Shue
Bem aparecido. Por onde tens andado?
Quando actualizas o blogue?
Quando é que me envias o guest blog?