Ministra da Igualdade de Espanha quer que raparigas dos 13 aos 16 anos abortem sem consentimento dos pais

Um guia do Ministério da Igualdade do Governo Zapatero, destinado ao esclarecimento sexual das alunas dos 8 aos 16 anos de idade, aconselha abertamente as raparigas a abortarem, quanto antes e sem o consentimento dos pais, logo que fiquem grávidas. E o guia chega mesmo a afirmar: "não há uma idade para iniciar a vida sexual e não deves deixar que alguém te dê ordens sobre isso. A decisão é tua. És dona do teu prazer!"
Isto é dito numa brochura do Governo distribuída nas escolas. E a brochura é para ser lida por raparigas a partir dos 8 anos de idade! A mensagem é clara: "não há uma idade para iniciar a vida sexual". Não há? Quer isto dizer que a ministra da igualdade, um nome que parece tirado do livro 1984 de George Orwell, acha bem que uma criança de 8 anos de idade já tenha vida sexual? E deva decidir sozinha porque é "dona do seu prazer"? Valha-me Deus, onde chega a estupidez humana dos "socialistas" armados em radicais para esconderem as cumplicidades com a alta finança.
Será que vamos ter guias semelhantes daqui a 60 dias? Sessenta dias é o prazo que a Lei 60/2009 dá ao ME para regulamentar a Educação Sexual em Meio Escolar. Educação sexual nas escolas, sim, mas não à martelada e em obediência aos ditames dos "sex militants". O sexo é demasiado importante na vida das pessoas para ser tratado aos pontapés.
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16 Response to "Ministra da Igualdade de Espanha quer que raparigas dos 13 aos 16 anos abortem sem consentimento dos pais"

  1. Dr.Shue says:

    Daqui a praticar-se a política sexual da China é um pequeno passo...

    Wegie says:

    Esta devassa da privacidade é um retorno à Idade Média.

    Elenáro says:

    Bem, a liberdade fica muito prega-la e lutar por ela mas isto é um pouco demais... Que dos 16 aos 18 o façam ainda vá que não vá. Já há maturidade que chegue para isso (e não me tentem convencer que dos 16 aos 18 os adolescentes ainda são estúpidos porque nessa idade eles são tudo menos estúpidos). Agora abaixo dos 16...

    É como o Dr. Shue disse: daqui a implementar a politica social da China é um pequeno passo.

    Elenáro says:

    Miguel eu só a pouco vi o teu comentário no post do Zeca. Desculpa não ter respondido.

    Os pais duma menor têm o direito de ser informados se a sua filha tenciona abortar, e o direito de a aconselhar, mas não têm o direito de a obrigar ou impedir de o fazer - pela simples razão que esta decisão terá consequências que perdurarão para além da menoridade da filha.

    Impedir uma menor de fazer um aborto, ou obrigá-la a fazê-lo, é o mesmo que a obrigá-la a estudar literaturas clássicas quando o que ela quer é estudar engenharia: quando a menina de quinze anos tiver cinquenta, ainda terá a vida condicionada por uma imposição dos pais.

    Um adolescente de 15 anos tinha um comportamento completamente descartável. Assim que conseguia ter intimidade com a sua namorada, punha-a mexer... De vez em quando, lá surgia uma afortunada que conseguia a proeza duas vezes. Apesar de tudo, a fila de espera era grande... Quando tudo terminava, porém, não era isento de sofrimento... Apesar de tudo, pensavam que íam ser importantes para aquele rapaz e alimentavam a ilusão de que poderiam ser importantes para ele! Pois... Claro que a história se foi repetindo e as expectativas (delas) íam sendo sucessivamente goradas...

    Num grupo de adultos, comentava-se o caso. Uns diziam que este adolescente estava sem noção nenhuma do que era a vida afectiva, outros que crescia sem respeitar o casamento, outros que não aprendia a respeitar a pessoa do outro e que a relação sexual era o uso do corpo e não manifestação de amor e portanto, não existia sequer relação, muitas considerações se teceram até que em determinada altura alguém disse: "Deixem o rapaz, está na altura de fazer experiências" ao que outra pessoa respondeu: "E se fosse a tua filha, achavas tanta graça?!..." Seguiu-se um grande silêncio.

    Muito se pode dizer sobre esta caso e muitas considerações se podem tecer, mas pergunto. O que fariam estes adolescentes com a possibilidade de fazer aborto facilmente e ainda por cima sem conhecimento dos seus pais? Será o aborto um método contraceptivo?!... E não é esse risco que se corre?

    Dizemos tantas vezes que são imaturos, que vivem em casa dos pais, que são irresponsáveis! Por que hão-de ter responsabilidade para se relacionarem de forma íntima? Ou para a intimidade não é preciso ser-se responsável?

    E os problemas afectivos e emocionais que causam, tanto a rapazes como a raparigas? "Ninguém morre sozinho" do Dr. Daniel Sampaio é um livro que aborda muito bem esta questão.

    Mais outro assunto que normalmente é partidarizado e institucionalizado, mas vale a pena tratá-lo com cuidado e atenção e tentar perceber o que está por detrás de determinadas opiniões e orientações. Uma vez mais, pode ser a vida destes adolescentes que está em causa. Vida em várias dimensões porque já houve jovens que se suicidaram por desilusões amorosas e há também perturbações que afectam a auto-estima, a afectividade, a insegurança, enfim, a vida psíquica de uma maneira geral!

    A Educação Sexual (que volto a dizer deveria ser educação para a sexualidade) vai muito para além do acto sexual, ela envolve toda a pessoa em todas as suas dimensões!

    Já agora outra pergunta:
    Se esta lei 60/2009 não era para ser aplicada, até porque 60 dias depois da publicação, já é depois das eleições de 27 de Setembro, por que foi legislada?

    Caçar uns votos ao BE seria um motivo. E apesar de tudo, também continuar a reinar mesmo depois de ter sido deposto...

    Estes políticos não têm vergonha na cara? Tratar tão rudemente um assunto que deveria ser tratado com toda a delicadeza e respeito, não pensando nas consequências que envolve para crianças e jovens?

    José Luiz Sarmento
    Estou de acordo consigo. Nem uma coisa nem outra, mas pais devem sempre tomar conhecimento. O que me indignou no Guia foi a ideia de que se pode iniciar a vida sexual em qualquer idade e que é apenas uma questão de prazer. É também mas é mais do que isso. Ninguém de bom senso defende que a vida sexual se inicie na infância ou na puberdade. Mesmo na adolescência, deve haver alguma cuidado e há fases que devem ser percorridas sem saltos bruscos.

    José Luíz Sarmento!

    Quando se educa nunca se pode decidir pelo outro, as decisões terão sempre que ser pessoais, mas penso que será mais do que aconselhamento que os pais e encarregados de educação e até os médicos, terão que fazer. Mais do que aconselhamento será colocar à frente os prós e os contras de uma decisão, será ajudá-los a pensar e a decidir. Nunca poderá ser feito com base no faz o que te apetece...

    Por outro lado, não coloco ao mesmo nível a decisão de fazer um aborto e o curso que sequer escolher. Concordo que as duas condicionam a vida futura e nesse aspecto concordo, mas são realidades muito diversas pela sua natureza.

    Elenáro says:

    Lamento discordar de alguns comentários aqui. A vida sexual inicia-se quando se tem que iniciar e ponto. Verdade que antes dos 14/15 pode ser um bocado precoce mas... na Suécia a MÉDIA de idades para a primeira relação num estudo que vi há uns anos era aos 12.

    Eles não têm mais problemas de pedofilia, adolescentes traumatizados ou seja o que for à custa disso. As crianças hoje em dia sabem muito bem as coisas, melhor que os mais velhos saberiam com a idade deles e melhor ainda do que eu já sabia (e não foi assim há tanto tempo que tive a idade deles).

    O problema aqui é, e agora perdoem-me, inteiramente dos pais e da população adulta em geral (na qual eu me incluo) que não sabe dizer as coisas aos "meninos e meninas" nas alturas certas. Se as criancinhas forem desde cedo preparadas para o desenvolvimento da sua sexualidade, adequando o que se deve dizer à idade respectiva, não haverá problemas de maior. Nomeadamente adolescentes grávidas aos 14 anos e assim. E reparem! Os maiores problemas surgem nos meios onde os paizinhos fecham as crianças a sete chaves.

    É extremamente redutor para o desenvolvimento psico-afectivo andar a tentar impedir que as crianças façam a sua própria exploração da sua sexualidade. Se estiverem bem informadas saberão o que fazer e quando fazer. Não será preciso sequer avisar de que há uma idade para tudo.

    Sei que isto pode ser uma visão demasiado liberal. Mas foi assim que fui educado e posso dizer que não tive problemas com isso. Aliás, todos os aqueles que andaram comigo na escola, amigos, conhecidos, colegas que tiveram um bom acompanhamento em casa, sem tabus, desenvolveram a sua sexualidade da maneira mais produtiva e saudável. Refiro-me tanto a rapazes como raparigas.

    Cristina

    "E se fosse a tua filha, achavas tanta graça?!..."

    Não achas que este género de comentário é um bocado discriminatório? As mulheres têm tanto desejo como os homens. Só considerações e influências culturais é que a relegam para segundo plano quanto à sexualidade.

    Conto-vos aqui uma coisa que um professor meu contou uma vez numa aula na faculdade.

    As diferenças entre homens e mulheres. Depois digam se faz sentido.

    Um homem que anda com muitas mulheres é um macho. Uma mulher que anda com muitos homens é uma... vadia.

    Uma mulher que solteira, que vive sozinha e trata da sua vidinha é independente. Um homem solteiro que vive sozinho e trata da sua vidinha é gay.

    Digam-me se isto não são apenas considerações culturais que nós tecemos e que são elas as verdadeiras responsáveis pelo estado da sexualidade em Portugal (e no mundo quiçá).

    Elenáro says:

    Outro testamento. lol Peço desculpa. Entusiasmei-me. *corado*

    O meu problema com a Educação Sexual é este: como fazer com que ela seja ideologicamente neutra?

    A escola não tem que transmitir posições morais fora das que dizem respeito ao contrato social. Pode pronunciar-se sobre o civismo, mas não se pode pronunciar - ou não deve - sobre se a abstinência sexual é "boa" ou "má." Neste aspecto, partilho a indignação do Ramiro, como a partilharia se a notícia em causa se referisse a um qualquer programa de abstinência tipo made in USA.

    Educação sexual sem moralismo parece uma utopia quando tantos moralismos - quer eles tenham origem na ideologia judeo-cristã, quer no politicamente correcto - competem pela hegemonia na definição de programas e conteúdos. E contudo a educação sexual é necessária, pelo menos, para combater as tragédias pessoais que advêm tantas vezes da ignorância.

    Elenáro says:

    Tudo bem José. Concordo. Não espero que haja 100% de neutralidade. Haverá sempre tendência para puxar as coisas para o lado que se insere quem está a dar a "educação sexual".

    A questão é: quanto mais cedo se explicar às crianças as coisas mais cedo elas se preparam para a sua vida. Entre os 8 e o inicio da puberdade é um saltinho. Como se costuma dizer, "de pequenino é que se torce o pepino".

    E, de facto, inicialmente (diria que em 98% dos casos) o sexo é principalmente apenas para proporcionar prazer. Sinceramente, alguém espera que aos 12, 13, 14, 15, 16 anos haja na generalidade relações a durarem para a vida? Por acaso conheço um caso assim. Eles existem mas são as excepções e não a regra. Penso que não é ficar indignado. E sinceramente, com o moralismo social católico com tendências tão puritanas que existe espalhado pela sociedade portuguesa, fruto de anos de compadrio entre Igreja Católica e Salazar, não espero ter um manual que apele a isso.

    Os Espanhóis nesse aspecto estão bem mais há nossa frente, se bem que, por vezes também caiem no exagero oposto. Mas não me parece ser o caso. Parece-me mais uma questão de pragmatismo.

    A situação existe. As coisas são assim. Não vale a pena nega-las, por isso vamos lidar com elas da melhor maneira possível. Começar logo cedinho a explicar as coisas às crianças.

    Elenáro says:

    P.S.: Exemplo de exagero o caso citado de querer deixar rapariguinhas tão novas decidirem por elas próprias abortarem. Não sei se os pais serão a melhor opção para decidirem, mas as filhas não serão de certeza.

    Eu em relação ao aborto, seja em que idade for, a única certeza que tenho é a certeza que tenho muitas dúvidas. Não sou contra, mas também não se pode dizer que seja entusiasta do "vamos abortar só porque sim".

    andré says:

    E leste o Guia, Ramiro? É que a noticia é do ABC um jornal ultraconservador, monárquico e católico. É que as posições, em Espanha, estão extremadas e os nervos à flor da pele...A demagogia reina, fazendo corar os ideólogos do Zézinho (lembras-te daquela campanha em que punham uma fotografia de um feto de vários meses e diziam que era assim que estava às 10 semanas?)

    Já tinha comentado antes mas acho que se perdeu...a ver se não aparece duas vezes...

    Elenáro says:

    Obrigado pelo esclarecimento andré. Acho que assim fica tudo explicado.