Frente jurídica e luta política num texto de Ricardo Silva
1. Se as leis são ilegais devem ser combatidas (também) nos tribunais pois só eles podem decidir da sua efectiva ilegalidade. E se formos capazes de o conseguir, aí teremos uma prova importante do quanto tem sido justa a nossa luta.
2.Tentar derrotar este ME também nos tribunais é, indiscutivelmente, uma das nossas obrigações cívicas. Talvez assim não sejamos apelidados de arruaceiros.
3. Quanto à questão da manifestação, parece ser claro que, se vier a acontecer, ela será da iniciativa dos movimentos, embora estejamos sempre dispostos a dialogar e a concertar posições com os sindicatos.
4. Seja como for, para que essa manifestação avance, é preciso saber se os colegas realmente sentem essa necessidade, e se estão efectivamente mobilizados. Relembro que no 15 de Novembro havia uma onda enorme de indignação e mobilização. É necessário, até porque temos cada vez mais razões para isso, manter a pressão alta e não deixar arrefecer a chama da resistência. Estou, pessoalmente, convencido que esta espera pelo resultado das eleições pode ser uma estratégia de altíssimo risco.
5. Há quanto tempo não se ouve o PSD falar de Educação? E o que é que foi dito de concreto, mas mesmo concreto, com propostas claras e directas, em matéria educativa, pelo PSD, depois das eleições europeias? Para bom entendedor...Dá para entender melhor, agora, porque razão a APEDE abriu o debate com o post: "ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A LEVAR A LUTA?" (http://apede.blogspot.com/2009/08/ate-onde-estamos-dispostos-levar-luta.html) que está publicado aqui no "ProfAvaliação" e, mais recentemente, na "Educação do Meu Umbigo"? É preciso sentir o pulso aos colegas... e abrir um espaço de discussão e debate sobre o futuro da luta, "combater" as férias e mobilizar. Nesta fase, os bloggers serão fundamentais! Contamos com todos!
2.Tentar derrotar este ME também nos tribunais é, indiscutivelmente, uma das nossas obrigações cívicas. Talvez assim não sejamos apelidados de arruaceiros.
3. Quanto à questão da manifestação, parece ser claro que, se vier a acontecer, ela será da iniciativa dos movimentos, embora estejamos sempre dispostos a dialogar e a concertar posições com os sindicatos.
4. Seja como for, para que essa manifestação avance, é preciso saber se os colegas realmente sentem essa necessidade, e se estão efectivamente mobilizados. Relembro que no 15 de Novembro havia uma onda enorme de indignação e mobilização. É necessário, até porque temos cada vez mais razões para isso, manter a pressão alta e não deixar arrefecer a chama da resistência. Estou, pessoalmente, convencido que esta espera pelo resultado das eleições pode ser uma estratégia de altíssimo risco.
5. Há quanto tempo não se ouve o PSD falar de Educação? E o que é que foi dito de concreto, mas mesmo concreto, com propostas claras e directas, em matéria educativa, pelo PSD, depois das eleições europeias? Para bom entendedor...Dá para entender melhor, agora, porque razão a APEDE abriu o debate com o post: "ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A LEVAR A LUTA?" (http://apede.blogspot.com/2009/08/ate-onde-estamos-dispostos-levar-luta.html) que está publicado aqui no "ProfAvaliação" e, mais recentemente, na "Educação do Meu Umbigo"? É preciso sentir o pulso aos colegas... e abrir um espaço de discussão e debate sobre o futuro da luta, "combater" as férias e mobilizar. Nesta fase, os bloggers serão fundamentais! Contamos com todos!
Ricardo Silva
Foto: Flor silvestre no Parque Natural de Somiedo
Para saber mais
Quanto ao ponto 2 é bom esclarecer (como se pode ver no meu comentário original, num outro post) que eu sou um "arruaceiro" convicto e militante ;) E quanto mais me chamam arruaceiro, mais me apetece a "arruaça" (note-se que coloquei aspas). Considero que as acções de rua são fundamentais para a nossa luta. Mas a frente jurídica é também ela essencial.
Abraço
Nós sabemos, Ricardo, porque acompanhamos aqui as tuas iniciativas em favor dos professores