Relatório da OCDE arrasa Decreto Regulamentar 2/2008. Ministra engoliu em seco
Foi divulgado hoje o Relatório da OCDE sobre a avaliação de desempenho docente. As conclusões deixam mal a ministra da educação. O relatório da OCDE critica a associação entre os resultados dos alunos e a avaliação de desempenho dos docentes bem como a avaliação feita por pares com consequências na progressão da carreira. Ora, essas são as duas características centrais do modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2008 e que mais contestação provocaram entre os professores. O decreto regulamentar 1-A/2009, que impôs o versão simplex, também não sai incólume do estudo da OCDE, uma vez que o relatório manifesta uma clara oposição a que a avaliação de desempenho de tipo quantitativo e com consequências para a progressão na carreira seja feita pelos directores e colegas a quem foram atribuídas funções de avaliação.
Nas recomendações, o Relatório da OCDE aponta parta a necessidade de haver uma avaliação de tipo qualitativo e meramente formativa, feita pelos directores, e uma avaliação com incidência na progressão na carreira docente, feita por elementos exteriores à escola e sem qualquer relação funcional com os docentes avaliados. A OCDE aconselha que os avaliadores externos sejam especialistas certificados em avaliação de desempenho e que adoptem critérios uniformes para todas as escolas do país.
A FNE reagiu ao Relatório da OCDE pela voz de João Dias da Silva, que afirmou o total isolamento da ministra da educação e a necessidade de construir um novo modelo que não padeça dos males apontados no estudo da OCDE. João Dias da Silva acrescentou que, em matéria de avaliação de desempenho, foram dois anos completamente perdidos graças à teimosia da ministra da educação.
Interrogada pelos jornalistas à saída da sessão de apresentação do Relatório da OCDE, a ministra limitou-se a afirmar que não era tempo de tomar decisões.
Entretanto, a Fne emitiu comunicado onde dá conta de que as críticas e recomendações constantes do Relatório da OCDE vêm ao encontro de elementos da proposta da Fne, nomeadamente a defesa da distinção entre a avaliação formativa, para melhoria das práticas, e a avaliação sumativa externa, para progressão na carreira. A Fenprof ainda não reagiu ao Relatório da OCDE.
Actualização às 23:00: Para além das críticas de fundo ao Decreto Regulamentar 2/2008, o Relatório elogia a "coragem" da ministra e diz que o modelo é um ponto de partida para a criação de um outro modelo mais ajustado. O relatório acusa o actual modelo de ADD de ter criado tensões nas escolas. Refere ainda que a avaliação dos professores deve ter incidência na avaliação externa da escola.
Entretanto, a Fne emitiu comunicado onde dá conta de que as críticas e recomendações constantes do Relatório da OCDE vêm ao encontro de elementos da proposta da Fne, nomeadamente a defesa da distinção entre a avaliação formativa, para melhoria das práticas, e a avaliação sumativa externa, para progressão na carreira. A Fenprof ainda não reagiu ao Relatório da OCDE.
Actualização às 23:00: Para além das críticas de fundo ao Decreto Regulamentar 2/2008, o Relatório elogia a "coragem" da ministra e diz que o modelo é um ponto de partida para a criação de um outro modelo mais ajustado. O relatório acusa o actual modelo de ADD de ter criado tensões nas escolas. Refere ainda que a avaliação dos professores deve ter incidência na avaliação externa da escola.
Foto: Pormenor de casa tradicional em Constância
Post actualizado às 18:48. Dado o elevado significado deste Relatório para a derrota completa do modelo de ADD imposto pelo Governo de Sócrates, este post está em actualização permanente ao longo da noite. Espero contributos dos leitores e colaboradores habituais.
Poast actualizado às 21:28
A história
Para saber mais
Post actualizado às 18:48. Dado o elevado significado deste Relatório para a derrota completa do modelo de ADD imposto pelo Governo de Sócrates, este post está em actualização permanente ao longo da noite. Espero contributos dos leitores e colaboradores habituais.
Poast actualizado às 21:28
A história
Para saber mais
Afinal só uma pessoa (ou 3) é que ia/m em contra-mão...
O que o poder absoluto faz, mesmo contra a razão e as evidências!
Afinal, Deus existe!...E, pela voz da OCDE, deu razão aos sábios do país: os professores!
Agora, que acredito na Justiça Divina, falta-me a prova da justiça terrena!
Que bom!!!...
JM
Mas o trio não admite que errou, inclusivé o Pedreira diz que foi o Dias da Silva que não percebeu o relatório porque estava em inglês.
lolllllllll
Só reconhecerão a derrota quando forem expulsos do poder pelo voto popular. Sê-lo-ão no dia 27 de Setembro. Haja Deus!
Era melhor ler atentamente o dito cujo antes de desatar a desatinar.
É que depois, passada a euforia e para não parecer mal lá vai começar o contorcionismo do costume.
Só duas conclusões:
"Uma avaliação de professores com consequências é crucial para a melhoria da educação"
e
"O actual modelo de avaliação de professores é uma boa base para futuros desenvolvimentos"
Posso me enganar mas acho que daqui a um bocado alguém se vai lembrar que isto não é da OCDE mas encomendado pelo ME, a ver vamos
Parce que vão cair de muito maduros, quase podres, podres mesmo, eles, os arquitectos de tais avaliações e decretos e despachos e portarias, cairão com os decretos... sem dó mnem piedade, que os leve... a legislação toda que inventaram e que se afoguem nela...
Alguém me pode explicar porque é que agora me aparece uma janela a pedir autenticação no twitter?
Estas análises economicistas do Eng. Eletrotécnico Paulo Santiago não deviam enfunar ninguém. São relatórios que apontam para a manutenção e reforço da mercantilização dos sistemas educativos. De facto o Martins acaba por ter razão quando diz que o relatório elogia a tentativa governamental de implementação da avaliação.
Não li o relatório nem vou poder estar hoje mas há uma coisa que é verdade - estas críticas são suficientes para destruir a lógica de pensamento subjacente ao modelo, logo,este modelo não serve ainda que se diga outra coisa!
Mais!
Toda a política é muito coerente e está muito bem articulada. Quando as coisas começarem a ruir por um lado, tudo se desmorona, por isso estão a ser tão cautelosos e dizem que houve más interpretações... este governo deveria ter dado ouvidos a quem está em campo e sabe do que fala!
mais outro aspecto essencial e fundamental - avaliação com consequências não é avaliação punitiva, tipo bloquinho na mão a catar todos os erros que se fazem, isso nem de avaliação pode ser chamado! O carácter punitivo que sempre esteve subjacente a este modelo é o pilar que o deita por terra e destrói a possibilidade de o ligar com a perspectiva pedagógica, também ligada e em meu ponto de vista erradamente, à avaliação entre pares!
Boa Cristina, já ganhaste o prémio do contorcionista-mor.
Vou então atirar com mais alguns "nacos" para ver mais algumas cambalhotas:
"é importante não perder de vista os aspectos positivos e os pontos fortes do modelo"
"Nesta fase, a prioridade é consolidar a reforma já empreendida"
"É um modelo abrangente,
inclui a maioria das vertentes do desempenho docente, recorre a uma diversidade de fontes de informação, prevê mais do que um avaliador e considera a avaliação pelos pares. No decurso do actual processo de concretização do modelo, as escolas têm
desenvolvido competências valiosas que não devem ser desvalorizadas."
"Há sempre o risco de uma avaliação para o desenvolvimento, sem ligações directas à progressão na carreira, não ser suficientemente levada a sério"
Pronto, a Cristina já deve estar feita num oito.
Para (como diz a Deolinda)os "sábios do País" não está nada mal.
Constou que a União Europeia está a pressionar Portugal para mudar o seu sistema de avaliação de professores. Constou também, embora eu não tenha confirmado, que há atribuição verbas dependente da implementação de uma avaliação.
Seja que não seja assim, a Educação não está à venda e a preço de bananas... A pressa, inimiga da perfeição, não pode servir para justificar um modelo que já se revelou contrário à essência do trabalho do professor, ao sucesso educativo (real não falo do fabricado), à cooperação entre professores e ao trabalho pedagógico! Não serve! Há situações em que não há negociação porque a negociação não é eu dar um para tu dares um, a negociação é uma reflexão conjunta sobre um determinada tema mas quando para a negociação, se parte de uma base filosófica errada, está tudo estragado, tem que se começar de novo! É isso que se passa com esta aberração a que alguém ousou chamar modelo de avaliação!
Wegie!
A minha página do Twitter esteve uma hora desactivada. Não sei porquê. Enviei email para o Twitter e pedir explicações e eles voltaram a activá-la.
O Wegie tem razão. Apesar de o Relatório da OCDE bater nos dois pilares fuindamentais do decreto regulamentar 2/2008, padece da mesma lógica de mercadorização das escolas. Pessoalmente, sou contra a existência de prémios por efeito de menções de mérito.
Martins
Deve ter toda a razão! Mas...
Quem está no terreno e foi considerado estúpido por não perceber a bondade deste processo, já tinha chegado às mesmas conclusões que agora se publicitam.
Pondo de lado as questões de legalidade de que não se fala, há as questões éticas, deontológicas, de igualdade de tratamento, de justiça aproximada, de universalidade de critérios, de unidade nacional...
E pondo tudo de lado, este processo, tecnicamente é um aborto, tão grande ou tão aberrante, que nem o autor do dito dá a cara.
O resto, o diz que disse, é conversa da treta, que a política em curso (em stand by) e os estrategas e executores da mesma vão defender, mas não vão convencer, porque eles próprios, há muito tempo já não estão convencidos, porque os objectivos ocultos vieram ao de cima...
E mais, o forçar a barra, nem tem explicação nem perdão!
E ninguém reparou que a ministra, há coisa de uma semana, ou mais, usou quase exactamente os mesmos termos que o relatório, quando afirmou sobre o carácter transitório das quotas?
Acham mesmo que o relatório foi publicado sem a leitura prévia do ministério?
Não sejam ingénuos...
Ainda bem que o Ramiro deixou de "obrigar" àquilo do twiter e ainda bem que não é ele que manda. Há "democracia" a mais para quem devia não ser Fafe.
Veremos quem arrasa quem a seu devido tempo.
Não devemos embandeirar em arco porque, este relatório da OCDE apesar de atacar duas características centrais da ADD acaba por elogiar o resto...
Mas querem deliciar-se um bocadinho?
Vão aqui:
http://www.blocomotiva.net/
Para o Martins:
Um bom alicerce de betão, pode dar para fazer uma casa de "merda"!
Quem é que vê o alicerce?
A casa vê-se. É uma "merda"!
Um pequeno contributo...
Juntos conseguimos... LOL
E quem é que alguma disse que avaliar não é necessário?
Até a minha gata me avalia ...
Quando entro em casa, sabe logo o que lhe vai acontecer ... Avaliou-me.
Mas o Martins, não! Avaliar, avaliar, avaliar! Como se tivessem descoberto a pólvora!
Os outros a dormir, ou a preparar as malas e eu a pregar no deserto ...
"Voyage, voyage,
Dans tout le royaume."
Eu, "eu é que xou o plezidente da xunta ..."
Sexta-feira ainda tenho formação. P'ró ...
OCDE?
Vão mas é trabalhar!
Papeis ...
Em Setembro ... "C'est en Septembre" ... venham "pastar" um diazito com a turminha que vou ter!
Nunca mais querem ouvir falar de educação ... quanto mais de avaliação!
Mas em Setembro, espera-se um terramoto do grau 15 da escala de Richter! Ou então, mais vale fazer as malas na véspera e "abalar".
Que País ... "Sui generis"!
Engoliu nada!
Só come de lagosta para cima ...
É uma pexoa muito selecta ...
"Selecta"? Onde fui buscar isto?
Até cheira a mofo a palavra!
Rui V, já calculava que andasses por aqui a esta hora.
Já devem estar a dormir!
A APEDE já tem no seu blog uma primeira reacção a este relatório:
http://apede.blogspot.com/2009/07/relatorio-da-ocde-nada-de-novo-na.html
Abraço
Ricardo Silva
Eh! Eh!
Eu vou já para o outro lado da barricada ...
Estou para aqui a abandalhar o Blog do "Ramirão"!
Eh! Eh!
Lembrei-me da quadra do Camões em Constância. Ó Constância! Estás aí?
"Em Freixo de Espada à Cinta,
Nasceu Luís de Camões.
Sua mãe D. Jacinta,
Vendeu o olho por dois tostões!"
Lindo!
Melhor que o Mia Couto! Muito melhor!
Ó pá!
Deixem-se de tretas ...
Mandem a OCDE, a OPDE, a OPEP, dar uma curva.
Vão às moças e aos moços ...
Vão abanar o capacete ...
Vão mas é arejar a "tromba" ...
C'est en Septembre ...
Ó Miguel, em contra-mão ia meter-me eu no Pombal! Lembras-te?
Safou-me aquela porra do GPS.
Mas valeu a pena ...
Não estávamos aqui a comentar hoje ... Eh Eh
Comigo não deves querer andar mais ... Mas o "puto" é uma "classe" a conduzir ... Imagina-o com o "Quasquai". É assim?
Eu a dormir e o Rui ainda cheio de energia.
Rui V
Tens que mudar os horários, se não for por ti é por nós. A falar sozinho, só tem a vantagem de ninguém te quilhar, mas ainda encontraste a AB.
Não leias o Relatório, porque o Ramiro já o fez e a gente vai à boleia, porque ele conduz tão bem como tu e mais vale ler a vida, demora mais tempo, mas não argumentos que a contrariem.
Quanto mais formação frequentas, mais calão vais usando, mas tem cuidado que há por aqui muito doutor... que se não se fazem citações, não temos direito a pensar, muito menos a dizer aquilo que pensamos.
Mas continua, só para os chatear.
Caro Miguel,
No essencial concordo com o relatório e até o acho algo redundante.
Gostaria de conhecer melhor os vários suportes a nível de dados que conduziram a estes resultados.
Uma coisa é certa, nada será como dantes e até o facto de estarmos aqui a falar sobre educação e as escolas já é positivo, coisa que dificilmente aconteceria se tudo continuasse na paz dos anjos.
Muita coisa falhou no processo como por exemplo a inabilidade do ministério, o excesso de corporativismo mascarado de defesa da escola pública e até o aproveitamento partidário.
Os professores estão a terminar o seu PREC,vamos ver se é possível encontrar uma democracia madura para a educação e não a treta pseudo-democrata que era o antigo modelo.
Martins
Sem querer desmontar ou trocar por miúdos o que entendi do que disse, porque para ambos é evidente, chego à conclusão que afinal estamos ambos de acordo, cada um com as suas razões, porque as pré-vidências se tornaram em rudes evidências. Só não via quem era cego/a ou não estava por dentro do assunto, dos artigos, das palavras e até das letras.
Até que enfim que aparece um "crítico" dos críticos, com honestidade intelectual e moral.
Miguel
O que continua mal na nossa educaçao é alguém que supostamente seria um elo fundamental no processo escrever isto:
"Em Setembro ... "C'est en Septembre" ... venham "pastar" um diazito com a turminha que vou ter!
Nunca mais querem ouvir falar de educação"
Mas também o que se poderia esperar de quem fala em grau 15 da escala de Richter, quando esta não tem nenhum registo acima de 10 o que a acontecer equivaleria a partir a Terra em dois e nesse caso o Sr. não iria a nenhum lado.
Espero que não dê aulas de Física.
Já agora, eu conheço a OCDE e a OPEP, agora OPDE, não faço a mínima ideia.
Alguém sabe??
Martins
Se tivesse o prazer de conhecer o Rui V, compreendê-lo-ia, pelas suas hipérboles, mas sobretudo pela humanidade da "criatura" e o espírito solidário coma "classe".
Não era preciso, mas eu vou traduzir o que o Rui V disse:
"Se os senhores que fazem Relatórios, em vez de os fazerem nos gabinetes, os fizessem no terreno, actuando, como faziam os "padres operários" nos anos 60 e 70, não diriam tanta coisa que vem nos "livros adoptadas" pelas políticas globalizadas e fariam um juízo mais comprometido com a realidade, no caso, de cada país, com uma população e uma cultura, tão boa ou melhor do que a média estereotipada.
Já tinha percebido isto? Claro.
Para que não fique de pé-atrás com o Rui V, ele é uma alma sã e defende o clã, nem que seja "à força" e não precisa que eu o defenda.
Olha, pázinho.
Não te metas comigo, que eu hoje estou "fónix".
Pensas tu que eu não sei a Escala de Richter? "Santa Pachorra"!
Não percebes, nem meia missa!
E se não consegues ler as entrelinhas, vai mesmo "pastar" para outro lado.
Já agora? Sabes qual é a outra Escala? Então vai à Net e pesquisa. Não dou lições de "borla"!
Este gajo é tão "imberbe" que não percebe o que é sério, brincar ...
Jesus!
Se eu dissesse aqui que o Pinto da Costa é meu pai, o "tipo" acreditava!
Volto a repetir, recomendo a muita gente que dá palpites, que venha "estagiar" (já vi que há gente que não gosta dos meus "termos" ...) para a minha (minha não! Nem dada) Escola, e a minha futura turma. Não é pelos alunos! Esses, não têm culpa ... É pelo resto!!! Cresce e aparece! Fechei a loja, para certas pessoas. Em Setembro falamos. Dia 27, à noite ...
E nem tinha lido o que o Miguel escreveu! Estou tão passado ... que nem que caísse a Lua em cima da minha cabeça, não me apercebia.
Olha-me só para este, pelo estilo deve ser barra em educação para a cidadania.
Deve ser daqueles que tem um método infalível para avaliar os mal afortunados alunos:
Testes que lançados ao ar caiem na cama passam, os outros não.
Santa pachorra.
Quanto ao facto da lua te cair em cima, isso é bem provável se ocorrer um sismo de magnitude 15 na escala do tal Richter, lá na Lua.
Por último o V é uma letra ou duas meias aspas unidas?
É que pela quantidade de aspas que usas, cá o pázinho fica na dúvida.
Eu dizia-te para que serve o "V" ...
Não me chateies mais que "morri".
Martins
Tenho um amigo que diz por graça:
"És um por trás e outro pela frente!"
Claro que literalmente serve para todos e o Martins também o confirma.
Caro Miguel, já discutimos várias vezes e é deveras um prazer trocar argumentos contigo.
Se tu dizes que o tal Rui é uma criatura porreira, não tenho por que duvidar, agora que lhe falta alguma coisa lá isso falta.
Num diálogo as pessoas devem guardar os exageros para elas mesmas.
Quanto às duas caras, tu até sabes que não é verdade, mas a solidariedade é uma coisa bonita e como tal vou relevar.
Estou em incumprimento pessoal e penalizo-me por isso.
Miguel! És um Homem Bom! Não me defendas, porque não preciso. Já me deves conhecer alguma coisa, para saber o que sou!
É engraçado, todas estas coisas estarem a acontecer, depois de se ter sabido que eu estive na Golegã ... Só falta o Papa e a minha mãe, virem dizer: "Seu malandro! ...".
E talvez comece a perceber porque ... Não! Não digo isto, porque isso sim, seria tremendamente incorrecto. Mas dá que pensar. Se dá!
Talvez por ter sido educado (bem educado, por sinal) e não me obriguem a puxar pelos galões! (porque o mundo dá muitas voltas e às vezes posso deixar alguém em maus lençóis), tenho a veleidade de dizer o que penso.
Não sou, nunca fui e nunca serei dos que dizem e FAZEM: Não és por mim, és contra mim! Já há para aí gente suficientemente parva, para estar a incomodar-me com outras situações.
Incomodo-me (isso, sim!) saber que tanta gente sofre neste mundo e estamos a discutir aqui o sexo dos anjos! Sou mesmo um parvalhão, ao pactuar nesta "charada".
Eu penso pela minha cabeça!
Parva, estúpida, desmiolada ou o que quer que seja (e dizem, e pensam, claro) ... Mas é a minha.
Falta-lhe qualquer coisinha? Talvez. Prefiro viver com a "falhinha" que tenho, do que com os dotes que outros majestaticamente se pavoneiam (tristes ...). Do pó vieram, pó serão!
Não ando a tentar arranjar "rodriguinhos" para dizer uma coisa que se diz em meia dúzia de letras.
É por isso que "esta" Educação assim está. Perdida! E duvido que alguém a arranje. Não alimento essa ilusão.
Aqui estarei, mais uns anos, para dizer de minha justiça. Não ando aqui há 3 ou 4 anos ... Já são quase 30!
Há gente que parece não querer ter (ou reconhecê-los) defeitos, mas tem! Como sei que os tenho! Mas assumo-os. Responsabilizo-me por eles.
Querem que guarde os exageros para mim? Para quê? Apodrecem na alma ...
Estou farto de quem manda os outros guardar os exageros, mas atira setas de veneno. Limpo, claro como a água que corre nas ribeiras das Terras do Norte.
Aqui está o Rui V!
Olha ... "Imagine" - John Lennon. Também se insurgiu! Também falou demais! Também exagerou! Também remou contra a maré!
Toma, que já foste ...
Levem isto a um psicanalista e pode ser que ele me recomende a uma Junta Médica. Agradeço. Antes que tenha de desistir pelo meu próprio pé ...
Estou farto! Fartinho ...
Um Xi!
Recomendo ao martins algumas leituras de Nico Hirtt.