O Twitter e o Facebook estão a matar os blogues? Não me parece
Esta pergunta corre na blogosfera. Há quem defenda que o sucesso do Twitter e do Facebook provocam a morte dos blogues. A simplicidade e a facilidade com que se fazem actualizações no Twitter e no Facebook contrastam com os posts longos e o peso inerente ao processo de construção e de publicação de posts nos blogues. Em contraste é fácil publicar um post no Facebook. É certo que o os textos publicados no Facebook são curtos mas ultrapassam em muito o limite dos 140 caracteres do Twitter. Eu diria que o Twitter e o Facebook não estão a matar todos os blogues mas sim um certo tipo de blogues: os blogues confessionais e autobiográficos. Há cada vez mais blogues desse tipo a encerrar devido à falta de visitas e à fuga dos editores para o Facebook. Com a criação das páginas personalizadas do Facebook e a rapidez da actualização dos posts, numa espécie de web em tempo real, a fuga de bloggers para o Facebook agravou-se. Mas os blogues que têm um nicho forte e que ensinam alguma coisa ou fazem a cobertura da actualidade informativa não estão a morrer. E não morrem porque os conteúdos desses blogues não podem ser metidos no curto espaço que lhes reserva o Facebook. Os blogues que têm posts com mais de 300 palavras não sofrem a concorrência do Facebook porque este não oferece espaços suficiente para publicar textos longos. É natural que o número de blogues diminui e que as páginas do Facebook e do Twitter aumentem exponencialmente. Mas haverá sempre mercado para um certo tipo de blogues. E esses blogues servem-se do Facebook e do Twitter para promoção de produtos, marcas e conteúdos. É o que eu faço. Cada post que eu publico nos blogues é automaticamente publicado no Twitter e no Facebook via Friendfeed.
Foto: Janelas de Nisa
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