O BE divulgou esta tarde o programa eleitoral. Área de Educação merece 12 páginas num documento de 113 páginas
O programa eleitoral do Bloco de Esquerda foi hoje divulgado numa sessão pública, no hotel Sofitel, presidida por Francisco Louçã. São 113 páginas de texto denso. É pena não estar disponível um link para um documento mais abreviado. Com excepção dos dirigentes e militantes mais entusiastas, dificilmente mais alguém lerá as 113 páginas. Logo que o BE divulgue o programa eleitoral abreviado, colocarei link no ProfAvaliação. O documento reserva 12 páginas (p. 34 a 46) à área da Educação. Principais propostas: não à municipalização da educação, defesa da escola inclusiva, igualdade de oportunidades de sucesso, recusa das reprovações, defesa da gestão democrática de tipo colegial, fim à divisão da carreira e redução do número de alunos por turma (máximo de 20 alunos no 1º CEB e máximo de 23 alunos nos restantes níveis).
Logo que sejam divulgados os programas eleitorais dos restantes partidos, colocarei aqui os links.
Para saber mais
Para saber mais

Ramiro
Gostaria de ser esclarecida sobre o seguinte:- Segundo a lei, onde acaba o processo de avaliação de um docente? Quem pode ter acesso à classificação final de cada professor?
Tanto quanto sei, o processo acaba, supostamente, aquando da reunião final entre os dois avaliadores e o avaliando, com a classificação final, sendo que todo o processo é confidencial e nem nas escolas são divulgadas as classificações nominais dos docentes.
Acontece, porém, que em seminários sobre avaliação para os quais foram convocados coordenadores de departamento, está a ser passada a informação de que a classificação de cada docente segue, via Director da escola, para o ministério!!!!! Na sessão em que estive presente, foi uma autêntica B0MBA!!! Onde está a confidencialidade do processo?! Para que quer o ministério a classificação nominal de cada professor?!
No momento em que a formadora deu este brinde, gritou-se PIDE!!! ISTO É PIDESCO!!!
A senhora ficou aflita e já só dizia : eu vou transmitir, eu vou transmitir!
E o certo é que ainda escrevinhou para lá umas linhas nos apontamentos dela, sabe-se lá se com alguma intenção de dar a conhecer as reacções dos professores presentes!!!
Confesso que ainda estou meio aturdida, preciso de partilhar a minha revolta e informar do que se está a passar nas nossas costas! É mais uma a acrescentar a todo este longo calvário em que se tornou a vida de profeSsor. Estou EXAUSTA.
Junto o link, Ramiro: http://www.bloco.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=65&Itemid=63
maria,
O processo não acaba aquando da reunião entre avaliado e avaliadores...nem é sigiloso...
Não se lembra de um tribunal ter dado razão à professora que exigiu saber a classificação de uma colega?
E depois as "notas" não vão servir para juntar, ou não, uns pontitos, nos concursos?!...
É necessário que se vão apercebendo das consequências desta ADD, se a vão legitimar, apresentando a ficha de AA.
O Miguel deve aparecer por aí e explica-lhe mais detalhadamente.
Li, em diagonal, o programa.
Em princípio, concordo com a maioria das propostas (que surgem contextualizadas e bem fundamentadas).
Não entendi que digam, de forma radical, "não à municipalização" e quanto à "recusa das reprovações", penso que há uma ambiguidade intencional:
"...definição de
objectivos para o final de cada ciclo plurianual, e não para o ano de estudos, retirando sentido às reprovações
por ano."
Admitem retenções por ciclo?
Um beijo carinhoso e os votos de melhoras para a Cristina Ribas
"fim as reprovações" e "igualdade de oportunidades de sucesso". Imagina-se o que será isto....
Tem que haver mais transparência nestas propostas do BE. Para já agradam-me, mas acho-as pouco esclarecedoras...
Para a Maria:
“(…) onde acaba o processo de avaliação de um docente?”
Pelo contexto, julgo que a pergunta é quando acaba e não onde, certo? O processo fica concluído quando terminam os prazos para reclamação, recurso, ou impugnação em contencioso, ou quando é proferido despacho “final” destes actos. Até essa data (de conclusão) o processo é sigiloso, só dele tendo conhecimento, o avaliador e quem o avaliado quiser. [ver ECD]
“Quem pode ter acesso à classificação final de cada professor?”
Depois de terminados os prazos acima, o processo passa a ser considerado um documento administrativo, sendo de acesso livre a qualquer pessoa. [ver Lei de Acesso a Documentos Administrativos]
Quanto ao programa do BE, nada de novo. Alguns aspectos positivos, outros negativos; acima de tudo, muito vago.
Deolinda e maria
Só agora pude vir aqui, mas o Apache deu os esclarecimentos correctos.
Só acrescentaria que o CPA permite a consulta de qualquer processo a qualquer interessado. No caso da ADD, se houver recurso, este não pode ser baseado na comparação das classificações.
O meu Director também informou que tinham que dar conta ao ME do n.º de entregas dos OI, dos pedidos de Menções de Mérito, etc... que penso serão para estatística e propaganda, o que continua a ser um processo administrativo, que não aquenta nem arrefenta.