Escolas, perdão, unidades orgânicas, sem pobrezinhos, na mira do Governo, das DREs, da IGE e do senhor Albino

É a última cruzada de Albino Almeida. Desta vez, a favor dos pobrezinhos. E as queixas já motivaram um despacho de Valter Lemos a exigir que as DREs acompanhem e monitorizem os processos de matrículas e peçam a intervenção da IGE. O alvo das queixinhas e do despacho são 47 "unidades orgânicas" (sic), 27 do básico e 20 do secundário. Na mira de mais esta manobra persecutória estão as escolas secundárias, perdão as unidades orgânicas com oferta de cursos do ensino secundário, que recebem alunos das classes alta e média alta. Nessas escolas a percentagem de alunos com benefícios sociais é baixa (3,50%) e a ausência de pobrezinhos está a preocupar o Governo e o senhor Albino Almeida.
A história

9 Response to "Escolas, perdão, unidades orgânicas, sem pobrezinhos, na mira do Governo, das DREs, da IGE e do senhor Albino"

  1. fjsantos says:

    Ramiro,
    Li a notícia. Percebo perfeitamente a argumentação da Rosário Gama.
    No entanto, a investigação que realizei indica como, sem fazer nada de ilegal, é possível alterar a composição social do corpo discente de qualquer escola nos grandes centros populacionais.
    Em pequenas cidades e vilas do interior não será assim, mas nos centros urbanos não custa nada.

    http://fjsantos.wordpress.com/2009/07/05/do-direito-de-escolha-da-escola-a-seleccao-de-alunos-para-subir-nos-rankings/

    Cristina says:

    Esta é uma prática comum de escols em centro de cidade, que rejeitam alunos da sua área de residência com base no registo biográfico. Esta "mercantilização" da escola pública tem sido aplaudida, de forma sibilina, neste e noutros blogues, com o enaltecimento da "melhor escola púbilca" e da "corajosa" presidente/directora (aliás, só porque lhe pediram muito...). O problema essencial e estruturante do debate tem sido o da manutenção do "status quo", nem que para isso seja necessário criar escolas de "elite" pagas com dinheiros públicos. É esse o princípio da liberdade de escolha. Escolha da escola pelos pais ou será, antes, a escolha dos pais pela escola?

    Cristina says:

    Rectificação:
    "Esta é uma prática comum de escolas em centro de cidade(...)"melhor escola pública". "Escolha da escola pelos pais, ou será, antes, a escolha dos pais pela escola?"

    Esta estratégia é que é a "privatização" da escola pública, a favor dos rankings, sobre o que há trabalhos já velhos realizados na Inglaterra, que tornam claro o que já aqui tenho dito:
    "Os bons alunos é que fazem as boas escolas".

    Tudo estaria "certo" se não fôssemos uma democracia e se os nossos filhos e netos não fossem "prejudicados" por tal estratégia.

    Nos territórios de origem da aplicação desta estratégia, já todos os problemas inerentes a tal política deram o que tinham a dar, mostrando a perversidade e monstruosidade do truque. Aqui já se iniciou há anos, com a publicação dos rankings e como sempre vamos atrasados relativamente às consequências já conhecidas.

    Essa acusação tem de ser provada. Não acredito que isso seja feito com premeditação. Pode acontecer numa ou noutra escola mas serão casos raros. O que acontece é que os alunos mais desfavorecidos fogem das escolas mais elitistas devido à oferta formativa destas escolas. Acho que a oferta formativa deve ser diversa. Nem todas as escolas devem apostar fortemente em cursos profissionais ou CEFs. O sistema educativo precisa de diversidade e autonomia das escolas.
    Já os rankings, isso sim, é um problema porque mostra uma realidade simplista que, na verdade, é falsa. O problema é que o ME anda a pressionar as escolas secundárias, todas elas, para apostarem nos CEFs e nos cursos profissionais mesmo que essas escolas não tenham tradição nessas áreas nem corpo docente especializado.

    Rui V says:

    "Oube" lááááá ...

    Já percebi. Não há futebol, não há debates, não há "corninhos", o tempo não está para praias ... toca a mexer na "bosta" e começa o "fedor" a exalar ...

    Uma reclamação ao Ramiro: Andar a escrever neste blog o nome "Albino". Deixa-te lá disso ...

    Quero lá saber se é democrático ou não! A primeira exigência educativa a um futuro governo, é tapar a boca a essa "personagem"! Nem epíteto lhe consigo arranjar ...
    E é fácil fazê-lo: Orçamento = 0€. Cala-se logo ...

    Sou pai há 26 anos e nunca precisei de procuração para encontrar soluções para os problemas dos meus filhos! Nem admito que outros se arvorem a querer fazê-lo em meu nome ... de pai!

    Outra coisa: Quem é esta Cristina?

    Já vi, já vi, que não é a "nossa" ...

    Quanto mais escreve, mais me afasta. Deve ser estratégia ...

    Xau!

    Cristina says:

    Ramiro, francamente. "Os alunos mais desfavorecidos fogem das escolas mais elitistas"? Os estudos, nos EUA, por exemplo, não o comprovam. Bem pelo contrário. O que há é uma política agressiva de exclusão destes alunos para os quais as escolas não querem estar preparadas. A lógica, então, será a de que os alunos, as famílis e outros interessados terão que se adaptar ao que a escola quer e não o contrário? Estamos bem servidos de pensadores.

    Rui V says:

    "Blogs" que recomendo:

    http://combustoes.blogspot.com/

    http://lisboa-telaviv.blogspot.com/

    http://portugaldospequeninos.blogspot.com/

    http://joshuaquim7.blogspot.com/

    http://quartarepublica.blogspot.com/

    Assim vai Portugal ...

    fjsantos says:

    Ramiro,
    No caso que estudei é claro que há selecção de alunos e que a maior parte dos alunos que frequenta as escolas do agrupamento no 1º ciclo não conclui o 9º ano no agrupamento de origem.
    Neste caso nem está em jogo a diversificação da oferta formativa nos mesmos moldes do ensino secundário.
    Todos sabemos que para ter melhores resultados nos rankings do 12º ano é preciso não oferecer fileiras técnico-profissionais.
    Quanto ao argumento de não ter alunos para essa oferta, ou não ter quadro de professores para a poder realizar, parece-me ser um caso de "pescadinha de rabo na boca": não temos professores não podemos oferecer cursos; não podemos oferecer cursos não temos alunos; não temos alunos não há necessidade de recrutar professores.
    A ordem dos factores é arbitrária.