14 académicos lançaram manifesto com perguntas sobre o futuro da Educação

Catorze académicos da área da esquerda e do centro-esquerda lançaram um manifesto de 27 páginas com questões dirigidas aos partidos políticos. Pode ler o manifesto no website www.cidadaosdabetempolitica.net. O manifesto dos 14 critica o Governo do PS por ter reagido mal às manifestações dos professores: “na educação atingiu-se um ponto muito baixo”. A contestação dos professores foi lida pelo Governo como “uma reacção corporativa”, o que “não deve ser feito”. Os 14 académicos fazem as seguintes perguntas sobre a educação e a escola: 
Como concretizar a tríplice missão da Escola: educar, ensinar, socializar? Que recursos, humanos e materiais, investir para que a escola corresponda às expectativas que sobre ela recaem quanto a:
  • transmissão de valores e de conhecimentos;
  • construção de uma identidade nacional em convivialidade com outras identidades que hoje vivem em Portugal;
  • educação para a cidadania responsável e participativa;
  • operacionalização da aprendizagem para toda a vida.

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2 Response to "14 académicos lançaram manifesto com perguntas sobre o futuro da Educação"

  1. Esta janela é linda!
    Com tantos pormenores, simples, que formam um todo tão harmonioso! Gosto muito!

    As questões destes 14 académicos são muito pertinentes. Com o relatório da OCDE, embora a propaganda do governo diga outra coisa, ficou provado que a reflexão dos professores fez e continua a fazer todo o sentido. Veio provar que as políticas não são de forma alguma adequadas e que é fundamental que os professores participem, não só porque são os profissionais que lidam todos os dias com os problemas da educação e porque para se fazer uma reforma, se precisa do envolvimento dos profissionais que a operacionalizam! Assim sendo, não há outra forma e, além da crítica às políticas, acrescentamos a crítica ao processo!

    Neste sentido, há por um lado que que exigir dos políticos que governem mas com a classe e, por outro, que questionar sobre as suas disposições para o futuro.

    Este governo tentou deixar a ideia que quando se tem maioria absoluta se tem legitimidade para se fazer o que se entende! Claro que não é assim! Isso faz, como vimos, com que os governos se centrem sobre si próprios e percam a capacidade de se questionarem. Além disso, perdem também a capacidade de dialogarem.

    E dialogar significa reflectir sobre o melhor para o país, dialogar significa construir em conjunto. Não perder a autoridade que obviamente um governo tem que ter, não significa perder a capacidade de ouvir os outros, não significa deixar de ter estimular o orgulho se sermos, juntos, portugueses! Não significa querer que as pessoas percam a vontade e o estímulo para dar opinião e não significa também que percam a capacidade de o fazer de forma consistente, muito pelo contrário!

    O orgulho de sermos, juntos, portugueses, deve levar os governos a querer que todos participem e criar condições para que essa participação possa ser cada vez mais, consistente e bem formada, exactamente para que possa ser considerada um contributo válido!

    Esta longa e dura luta dos professores e de todos os portugueses que fizeram questão de ser coerentes consigo próprios, que exigiram de si mesmos o não deixar o país andar ao sabor do vento e actuaram de acordo com a sua consciência, deve ser um estímulo para que tomemos consciência de que podemos e devemos, exigir dos políticos uma atitude digna.

    Talvez dessa forma comecem a surgir políticos com outro perfil!