Susana Toscano, futura ministra da educação do Governo PSD? Não creio
A revista Visão da semana passada pôs-se a adivinhar e lançou o nome de Susana Toscano para a pasta da Educação de um Governo PSD. Não creio que se possa dar muito crédito à informação veiculada pela Visão. Foi um palpite. Manuela Ferreira Leite está ainda na fase da audição de independentes e figuras gradas do PSD na área da Educação. É pouco provável que já tenha nome para a pasta da Educação. Susana Toscano foi secretária de estado da administração pública no Governo PSD/CDS. Tem fama de competente e rigorosa mas não se lhe conhecem pergaminhos na área da Educação. Como deputada, não teve intervenção na área da política educativa. Pertenceu à comissão de assuntos constitucionais e à comissão de assuntos europeus. É jurista de profissão. Tem 54 anos de idade. Recordo que Santana Castilho é ouvido, no dia 2 de Julho, pelos responsáveis do PSD que têm em mãos a elaboração do programa de Governo. É provável que Manuel Patrício, ex-Reitor da Universidade de Évora e Presidente da AEPEC/Escola Cultural, seja também ouvido brevemente. Manuel Patrício é um nome sempre falado para ministro da educação cada vez que o PSD assume funções governativas. Ao certo apenas a intenção de Manuela Ferreira Leite "rasgar" as medidas emblemáticas de José Sócrates na área da educação e romper com as políticas educativas dos últimos quatro anos. A aposta de um Governo do PSD, provavelmente com apoio do CDS, irá para a suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho, fim da divisão da carreira em duas categorias e revisão profunda do estatuto do aluno.

Manuel Ferreira Patrício? hummm... não acredito. Com pena minha, claro.
E a gestão escolar?
Parece um tema incómodo para o psd, cds, fne e quejandos. Se calhar até nem é nada incómodo, claro. Concordam com o modelo que se quer impor e poderão até pensar em algum que ponha mesmo fim ao poder democrático da escola.
"E a grande incógnita é: enquanto professores, o que podemos esperar do PSD e do CDS-PP? Mais concretamente: podemos esperar desses partidos um contributo para uma alteração relevante das políticas que o governo PS impôs às escolas? Devo confessar que os encontros que, enquanto movimentos, tivemos recentemente com os grupos parlamentares desses partidos não foram muito esclarecedores. Preocupa-me, em particular, que o PSD mostre alguns pruridos em mexer nos supostos «direitos adquiridos» dos professores titulares."
Mário Machaqueiro
http://fjsantos.wordpress.com/2009/06/15/os-professores-e-as-eleicoes-legislativas/#comments
Não voto PS mas o PSD também não me apanha.
Dispenso, poela minha parte claro, este apelo ao voto no PSD. A memória ainda é um dom que tenho.
Que esperar de M F Leite em termos de Educação? Se Sócrates foi uma lamentável e deplorável caixa de surpresas a MFLeite já é uma caixa aberta!
A haver (e vai) uma maioria relativa, seja qual for, falta saber quem vai ter poder para ser contra-poder. E é nesta força que se tem que apostar, na "certeza" de que a coerência terá continuidade.
Caso o PS fique na oposição, a estratégia de oposição vai forçá-lo a contradizer-se, mediante as medidas que sejam rasgadas.Isto porque, simplesmente, o que foi "reformado" não tem defesa possível, até pelo reconhecimento público feito pelos responsáveis da Educação.
No fim de tudo, o que restou de positivo, foi um primeiro passo para o espírito de grupo entre os professores, coisa impensável à 5 anos atrás. E este sentimento só pode crescer e transformar o satus quo, com novos actores, com novos objectivos e com nova força.
Haja candidatos (e haverá muitos) para essa tarefa, em complemento ao papel dos sindicatos.
Ainda é cedo para indicar nomes, penso. No entanto anda um por perto que eu gostaria de ver na "5 de Outubro". Poderia ser uma boa aposta. E mais não digo, o Ramiro conhece.
Ramiro,
Tive oportunidade de conversar com a assessora para a Educação do Presidente da República, Susana Toscano, quando fomos recebidos em Belém, logo após a manifestação de 24 de Janeiro. Todos insistimos na urgente necessidade de uma intervenção pública do Presidente da República em nome da defesa da dignidade e da valorização da profissão docente. Até hoje NADA mas mesmo NADA ouvimos. Da parte da sua assessora nunca mais tivemos qualquer notícia. Não é um nome que me tranquilize de forma alguma.
Santana Castilho, esse sim, seria um nome fortíssimo!
Abraço
Pois, eu também acho que estar a falar do PSD e da/do ministra/o possível é errado. O PSD já esteve muitos anos no governo e não demonstrou ter políticas verdadeiramente interessantes e alternativas.
Quem tem realmente defendido os interesses dos professores é a deputada Ana Drago, em nome do Bloco de Esquerda. Assim, ela, e o Bloco, é que devem ter direito a posts e a publicidade.
A Manuela Ferreira Leite foi péssima Ministra, também da primeira como da segunda vez. Não merece a nossa atenção, nem as nossas especulações.
É apenas a minha humilde opinião.
PS não. PSD não. Já deram tudo o que tinham a dar e foi muito mau.
A Suzana (com z é mais fino) Toscano é uma pessoa com moooontes de preeeooocupações educativas: Atão não vejam lá que no outro dia encontrou um grupo de rapazes na praia do Tamariz (lindos bronzeados) que não sabiam quem era o D.Afonso Henrique?
Ler o texto no Quarta República
O Dr Manuel Patrício seria também uma boa escolha.
Nos meus tempos de docente no Distrito de Évora travei conhecimento com as suas ideias. Sabe do que se fala, dos problemas educativos que enfrentam hoje as escolas e conhece profundamente os diferentes graus de ensino.
A Escola Cultural, se tivesse sido mais apoiada teria deixado o nosso sistema de ensino mais saudável.
Até que enfim que a FENPROF abriu os olhos ao tomar a decisão que consta no seu site:
"A FENPROF, tendo conhecimento das matérias e do projecto que estarão em discussão na reunião prevista para esta quarta-feira, dia 1 de Julho, pelas 14.30 horas, no Ministério da Educação, em Lisboa, não vê interesse em estar presente nessa reunião, pelo que não comparecerá. Dessa decisão foi já dado conhecimento ao Ministério da Educação. Ao comunicar a sua decisão, a FENPROF reafirmou a sua inteira disponibilidade para, na mesa das negociações, encontrar soluções que, no âmbito da carreira docente, contribuam para a dignificação e valorização dos professores e educadores, bem como para a criação de melhores condições para o seu exercício profissional."
Agora só tem que ser a FENPROF a pedir uma reunião com uma agenda própria e apropriada, para que a recusa do ME seja notícia. Até agora "FOI O CÃO QUE MORDEU O HOMEM"!
Já começo a ver mudanças significativas.
Volto a referir que é contra informação e que eu sei. Talvez o meu primeiro comentário, que não aparece, fosse gaseado por engano.