PSD prepara programa para a área da Educação e pede contributos a independentes. Santana Castilho é um dos convidados para a reunião do dia 2 de Julho

O PSD iniciou um conjunto de reuniões com personalidades independentes e alguns membros destacados do Partido particularmente críticos das políticas educativas de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues. Na semana passada, o convidado para dar contributos para o programa na área da Educação foi o professor catedrático da Universidade Técnica de Lisboa e Presidente da SPM, Nuno Crato. Nessa reunião esteve também presente Marcelo Rebelo de Sousa. No próximo dia 2 de Julho, haverá nova reunião com o mesmo objectivo. O convidado para dar contributos é o Prof. Santana Castilho. Cronista do Público para assuntos de Educação e professor do ensino superior, Santana Castilho é uma personalidade independente que se tem destacado nos media pela crítica ao novo Estatuto da Carreira Docente e ao modelo de avaliação de desempenho. Santana Castilho exerceu funções governativas na área da Educação, na década de 80, mas não pertence nem nunca pertenceu a nenhum partido político. É de crer que Santana Castilho aproveite a oportunidade para reforçar as críticas às políticas educativas dos últimos quatro anos e dê a conhecer aos responsáveis do PSD ideias novas que tragam paz e tranquilidade às escolas, reduzam a carga burocrática dos professores e tragam mais autonomia pedagógica para as escolas.

5 Response to "PSD prepara programa para a área da Educação e pede contributos a independentes. Santana Castilho é um dos convidados para a reunião do dia 2 de Julho"

  1. Apelem à assinatura da Petição por um mesmo calendário escolar para o Pré-Escolar, está no meu blogue e na pág da FENPROF, todos os docentes devem assinar.

    Brandão says:

    O programa do PSD é conhecido há muito. Há 33 anos que reparte o Governo com o PS, sendo directamente responsável por 16 desses anos.

    A própria Manuela Ferreira Leite já foi ministra, até da Educação.

    PS, PSD e PP são os responsáveis pela situação do país. São eles que têm monopolizado o governo e a maioria na Assembleia.

    Manuela Ferreira Leite chegou a dizer que a maior exigência que o PSD devia fazer ao PS era "que governem".

    Disse-o num congresso do PSD para defender a "cooperação estratégica" que Cavaco defendia com o governo.

    Em política a falta de memória ou a recusa em querer ver paga-se caro.

    Qualquer ilusão de que o PSD será diferente do que sempre foi é simplesmente isso, uma ilusão.

    Armando says:

    Nao se iludam muito com um governo PSD. Ente PS e PSD, venha o diabo e escolha. Maioria absoluta é que nunca mais. Os dois abaixo dos 40. Quanto a certos colunistas sempre que está o partido, que não apoiam, no poder passam a contra-poder. A ver vamos. Mas nada de embandeirar em arco. O ME sempre esteve nas mãos do PS/PSD.

    Helena says:

    Santana Castilho faz análises demasiado truculentas. Não sei porquê, mas pessoas assim levam-me a pensar que se manifestam "a quente" sem a necessária ponderação. Também não me entusiasma o governo PSD nem a MFL como PM. Como aguém disse acima: venha o diabo e escolha.
    Veremos o que sai do programa para a educação e se contempla não só as generalidades com que toda a gente está de acordo, mas também algo de concreto. Sobretudo no que diz respeito aos professores.

    Safira says:

    Veremos como vão definir o ECD, e acabar de vez com a divisão dos professores. Não podemos embandeirar em arco e muito menos dar maioria a quelquer partido, seja ele de direita ou de esquerda. Temos que continuar a luta porque esta guerra não está ganha.