O CNE arranjou um novo papel para os professores. Só têm 20 funções, precisam de mais, os malandros.
O parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a proposta de lei que alarga a escolaridade obrigatória para 12 anos defende a necessidade de criar redes de escolas de ensino e formação, de maneira a evitar o desperdício e potenciar os recursos locais e regionais. Os professores poderão ter um “novo papel” que é o de cooperar com as famílias no aconselhamento sobre qual a formação a seguir após o 9.º ano.
Comentário
Vou revelar um segredo. Pertenci ao Conselho Nacional da Educação, durante quase três anos, no princípio da década de 90 do século passado. Não em representação dos partidos políticos, sindicatos, associações de pais ou dos chamados "especialistas" em ciências da educação. Estive em representação das associações pedagógicas e, confesso, não consegui aguentar o triénio. A páginas tantas, senti-me encerrado num templo do eduquês. O CNE junta, sob o mesmo tecto, uma plêiade de distintas personalidades, quase todas bem intencionadas, mas algumas delas cúmplices das políticas educativas que conduziram a escola pública ao estado de quase desastre em que ela se encontra. E sempre em nome da inovação educativa, das reformas e das palermices do tipo "escola orientada para o desenvolvimento de competências".
A história
Ramiro:
Há que apelar ao voto amanhã!!!!
A ler com muita atenção!!!!
http://www.tapornumporco.blogspot.com/
"Vou revelar um segredo. Pertenci ao Conselho Nacional da Educação, durante quase três anos" & "não consegui aguentar o triénio"
Hum!, "quase" três anos de um triénio é um bom pedaço de tempo, terrível nesses tempos sem twiter, um tipo levava mais tempo a pensar.
Fiquei abismado perante o segredo do segredo, agora começa a compreender-se.
Ó primeirofax, ou fafe, ou...
Fui ao seu blog, só para me inteirar e até votei (só uma vez) e não tem lá a opção PS? Que porra de democracia é essa?
1. Por um lado, não permite todas as opções, nem leituras;
2. Por outro lado, não expõe o PS às eventuais misérias e à influência nos indecisos!
Tendência ou manipulência?
Quanto ao segredo do segredo, é mesmo de se ficar abismado, muito mais do que com o 3º de Fátima.
Se quer dizer algo que nós estúpidos não entendemos, diga TUDO! Isto aqui não é o meeting point do Umbigo. Conversa fiada, só nas tascas.
Pela parte que me toca, gostava de entender a insinuação ou a acusação, para continuar a andar ao lado de quem tem lutado por todos nós, nestes últimos 7 anos, que no CURRÍCULO, foi o que contou para avaliar a competência de um Professor passar a TITULAR.
Entendeu-me?
Primeirofax! Vá directo ao assunto. O que é que está a insinuar? Para quem fez parte do CNE naquela época não é segredo para ninguém. Não gostei daquilo. Qual é o problema?
Primeirofax! Diga lá o que é que agora se começa a compreender. Até eu estou desejoso de conhecer esse 4º segredo de Fátima.
Um aparente ódio de estimação, uma defesa (legítima) de um amigo, uma resposta tardia com indignação q. b.
Que raio se passa aqui???
João
Não se passa nada. Manobra de diversão. Sempre fui assim: quando não estou a gostar, saio.
Curioso, fui espreitar o primeirofax: muita pretensão e água benta, a tentar camuflar o impossível: alguém fechado numa ilha! Deve andar a tentar enviar mensagens dentro de garrafas, que atira ao sabor da corrente. Oxalá tenha sorte, e seja resgatado por uma princesa encantada.
Para falar verdade, não sabia que o Primeirofax existia nem sei quem é. Mas é bem-vindo aqui. Espreitei o blogue dele. Vou voltar lá de vez em quando.
Ramiro
Já me tinham informado que o primeirofax é o mesmo fafe que "comenta" no Umbigo (não no dele), daí a minha insinuação. E viste a votação? Todos menos o PS. O homem quer conhecer o resultado das sondagens, antes das 20 de amanhã.
Quem sabe se é solidão? Ao menos aqui tinha amigos.
Miguel! Se o Primeirofax quiser a nossa companhia é bem-vindo.
Bem... não deveria imiscuir-me mas, como diz a minha avó, tenho "o coração perto da boca" e não resisto:
O Fafe parece, realmente, ter esse ódio de estimação pelo Professor Ramiro, a quem reconhece virtudes e qualidades (certamente, repararam que no seu blog, o "Profavaliação", faz parte da lista a que está ligado), mas com quem gosta de "implicar", só mesmo para ver no que dá, digo eu.
Não é "pilhéria" e acho que o professor Ramiro fará bem em visitá-lo, quiçá, também o colocar nos seus preferidos.
Ao Miguel, queria dizer que apreciei a sua atitude, mas se conhecesse melhor o "PrimeiroFax", não esperaria outra forma de aí se proceder "à sondagem"...
E ao João: parabéns pelo "é uma ilha"...penso que foi um olhar perspicaz e interessante.
Ramiro, concordo com a Deolinda e admiro essa tua perspectiva integradora e o primeirofax é um dos blogues de professores.
Também penso que se há alguma coisa a dizer é dizer-se logo e fica tudo esclarecido, agora vir aqui fazer-se a insinuação e nada adiantar não me parece muito correcto.
Ora a ver no que isto dá...
É verdade, aqui fazem-se amigos.
A propósito onde pára o Turisticna?
Ele e os outros todos, não se esqueçam de que amanhã é o nosso DIA D!
Quanto ao post propriamente dito era do conhecimento de toda a gente que o Ramiro tinha feito parte do CNE (era segredo?). E que a partir de determinada altura bateu com a porta, certo?
Demorou quase 3 anosa sair? E depois?
Não tem sido suficiente o trabalho que ele tem feito em defesa dos professores? Para mim tem e estou-lhe agradecida. Acima de tudo, gosto do ambiente que se respira aqui no blogue. E da partilha de conhecimentos, o que aliás, também encontro em outros blogues de colegas que espreito.
O resto não interessa nada...
E porque hoje é Sábado...amanhã é Domingo!
Toda a gente sabe o que tem que fazer, certo? ;)
Ana Maria Bettencourt aborda questões essenciais e temos que nos centrar nelas. Fundamental melhorar a qualidade do ensino e termos um ensino exigente e não mascararmos com resultados fictícios sejam eles obtidos de que maneira forem.
Mas, diz o parecer, tem que se aproveitar o alargamento da escolaridade obrigatória para melhorar o ensino e apostar no ensino básico, sobretudo no 3º ciclo! sabendo nós que a escolaridade obrigatória enferma de tantas doenças graves desde o seu início, que o problema está nos primeiros anos, como aliás referiu António Nóvoa e que já no 2º ciclo há graves problemas que dificilmente têm solução, como se diz que se vai apostar sobretudo no 3º ciclo? Vau ainda mais além. Muitos dos alunos que no 2ºe 3º ciclo são incluídos nos Cef e em Pief e em cursos profissionais, são alunos que viveram nas suas vidas graves problemas sociais a que não demos resposta e que acumularam tantas dificuldades e tantos problemas e que não lhes restou mais nenhuma saída! São, por isso, muitos deles, marginalizados do sistema e discrimidados do sistema! São também, muitas vezes os mesmos alunos a quem temos que colocar limites,a quem temos que dizer não, a quem temos que educar realmente com autoridade impondo regras claras mas também tentando dar resposta aos seus conflitos e aos conflitos e dramas que vivem com frequência no seu dia-a-dia e que são em boa parte, a origem do insucesso escolar. Se todo este processo se inicia desde cedo, como vamos actuar apenas "sobretudo" no 3ºciclo?
Acrescento que não sou contra os cursos profissionais mas penso que não devem existir como um refugo mas uma saída escolar como qualquer outra e, sobretudo, não discriminarmos estas crianças e jovens pelo local e pela família onde nasceram... Está consagrado nos direitos humanos...
Sobre o aconselhamento de qual a formação a seguir.
Há escolas que já têm esta preocupação. Ajudar na escolha. Parece humano e pode até ser. E talvez seja. É. A escola envolver-se na ajuda às famílias. Os professores nunca conseguem deixar de ser humanos porque tal faz parte da vida em comunidade escolar, mas o que me parece grave é que se queira que essa função passe a fazer parte da escola! Percebe-se que a família não está a dar resposta, percebe-se que a família não está a ser suficiente e a escola passa a ter essa competência!
Que tipo de ajuda dá a escola às famílias? E é ajuda mesmo ou vai substituí-la? O que se pretende? Depois dessa ajuda fortaleceu-se a família? Deu-se-lhe um acréscimo de competência? Estimulou-se a união familiar e o envolvimento dos pais na vida dos filhos?
Em certas alturas em que percebo haver uma vontade desmedida de atribuir um peso muito grande à escola em detrimento das famílias, a minha cabeça foge para o Estado Novo! Não era nessa altura que o Estado se assumia como o educador de referência?!...
Não aceito que se confunda generosidade com interferência na liberdade de cada um! Até porque a generosidade só o é de facto quando é gratuita!
Há muitas famílias que precisam de ajuda, há muitas famílias que são disfuncionais e destruturadas mas o trabalho que há a fazer é no sentido de conquistarem a sua autonomia e não de se tornarem dependentes e de a escola as substituir! Tal não pode acontecer e parece que o acréscimo de funções do professor está ao serviço desta concepção de escola que mata a individualidade! Que mata a criatividade e que quer matar o professor para depois ser transformado nesta marioneta-actor que representa os papéis que lhe forem pedidos! Mas não só pedidos exigidos porque passa a estar "ao serviço" de todos!
E é este o sentido de comunidade da nova lei de gestão - não existe comunidade!
Cristina
Parecendo chato, basta fazer o teste das Inteligências Múltiplas, para se saber aconselhar as vias a seguir. Os métodos utilizados, tipo psicotécnico, já eram.
Depois mando-te o teste e me dirás se não devias ter ido para a tua área e poderás comprová-lo com quem entenderes, novo ou velho.
Miguel
Penso que se podem colocar mais problemas no que respeita aos cursos profissionais como quais as escolas, que cursos, onde há, quais são os daquele nível de ensino... E isso dá algum trabalho e muitas vezes os pais, por motivos diversos, não acompanham os filhos nesse trabalho mas não é só no 9ºano é muito antes disso. Muitas vezes os alunos vão para os cursos disponíveis embora o problema do 9º ano seja com a escolha do curso. Mesmo quando fazem os testes psicotécnicos colocam-se grandes problemas a alguns alunos. E a alguns que entraram para a escola com cinco anos, a questão agrava-se. De qualquer maneira, há uma tentativa de passar para a escola um processo que deve desenvolver-se mais e sobretudo, no meio familiar, até porque coloca muitas vezes, questões de identidade. vou sugerir estes testes.
Obrigada
Em@!
Fui ao Puerto, com as tropas!
Mas não fui à Ópera ... ihihih
Isto ficou azedo, por aqui ...
Só agora é que li e não posso estar em todos os lados ...
Estive a dar banho ao portátil e a ver as "coives" no quintal ...
Miguel, amanhã não dá para ir à "Póboa", mas depois apito ... piiiiiiiiiiiiiiii!
Esteve azeda a "treta" ...
PS, JAMAIS!!
É, pá!
A Cristina é que escreve ...
Ainda vai publicar um "livrinho" ...
Meta isto tudo no "dossier" da avaliação. Ainda se arrisca a apanhar Excelente! E salta mais depressa de "poiso" ...
:-)
Qual é o problema do Ramiro estar aqui ou acolá?
Eu, se calhar, pertenci à Mocidade Portuguesa ...
E olhem ... lembrei-me agora ... a seguir ao 25 de Abril estive quase a filiar-me no PC!
What's the problem, man?
É assim que se diz?
Isto aprende-se muito nas "aulinhas" das AEC!
One, two, three, ...
I am, you are, ...
Fu ... you ...
Go to the hell!
Son of the bi ...
Sou uma "enciclopeida"!
O Ramiro pelos vistos fez parte de grupos de trabalho e bateu com a porta. Podia lá ter ficado a alinhado com o sistema e ainda lá estar, como outros o têm feito de uma forma ou de outra.
Com a ADD veio-se embora também. Com o CNE fez a mesma coisa!
*****
(Faço um intervalinho e desata toda a gente a comentar.)
Com que então Puerto... Há algum tempo que não vou para essas bandas.
Preparado para a missão de hoje (sim porque já é hoje...)?
Não esquecer que no -- jamais, jamais! :)
Até mais logo.
Turisticna
Quando quiseres é só avisar, porque tendo muito que fazer, troco sempre o trabalho por um contacto pessoal.
Quem lê o que dizes e da forma que o dizes (os teus neologismos, qualquer dia ultrapassam os do Mia Couto), estando por dentro, revê a caricatura do universo que retratas. Essa das AEC é tal e qual.
Inté!
Quem disse que o almoço era no Porto? Devia ser, para os sulistas virem cá de vez em quando. Eu vou.
Então já temos candidatos Em@, Miguel, Turisticna e eu! Mais alguém? Um sítio central do país, que não Lisboa, era o ideal!
Eu alinho, claro, (como já disse) desde que seja avisada com antecedência. Não pode ser em cima da hora. :)
Cristina:
Se quiseres, pede o meu e-mail ao Ramiro. :)
ok Em@! Vou passar isto para outro post!