Mais um caso a Norte. A partidarização das escolas soma e segue


Sou amigo de um professor da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, e tomei conhecimento de mais um caso envolvendo a DREN e um P.C.E. seu protegido.
O caso é o seguinte:
Na Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, o ainda Presidente do Conselho Executivo, José Ramos, que é membro do C.C.A.P e apoiante incondicional da directora regional de educação do norte e da ministra da educação, perdeu as eleições na segunda volta, apesar de todas as pressões internas e externas.
Tal eleição aconteceu no dia 28 de Maio. Sabe-se que a DREN pediu o envio das actas das reuniões e da documentação apenas referentes à candidata que ganhou as eleições.
Entretanto, no passado dia 23 de Junho, o ainda Presidente anunciou, numa Reunião Geral de Professores, que tinha impugnado as eleições, no dia 17 de Junho.
Tudo isto é muito estranho por várias razões: primeira porque concorreram três candidatos  e só se pede os elementos da candidata que foi eleita; segunda, porque, do que se sabe na escola, a DREN não se referiu à impugnação e os documentos foram pedidos em data anterior a 17 de Junho; terceira é a data do presumível pedido de impugnação que se estranha ser tão tardio.
As pessoas estão preocupadas porque parece haver uma intenção de criar dificuldades, quiçá, para posteriormente se invocar "superior interesse publico" e manter no lugar a pessoa que a Directora Regional e o Vereador da Educção da Câmara Municipal de Matosinhos desejavam, talvez como reconhecimento pelos serivços prestados à ministra, nomeadamente na defesa do modelo de avaliação dos professores e deste modelo de gestão. Há ainda a referir que a actuação por parte da DREN é idêntica à que se verifica em relação ao Agrupamento de Miragaia, onde, a eleição tambem não correu de acordo com o desejado pela Directora Regional. 
(Leitor devidamente identificado que pediu para não ser divulgado)

2 Response to "Mais um caso a Norte. A partidarização das escolas soma e segue"

  1. Na entrevista que o Ramiro me fez e perguntando-me:
    Quais os aspectos negativos com a chegada dos Directores, respondi:

    Os aspectos mais negativos com a chegada dos Directores? São todos e mais os que testemunharemos, sem melhores resultados, tendo como provado, que este sistema de supervisão, esteve na origem do descalabro financeiro-económico-social do passado próximo, aqui e em todo o mundo.

    E a procissão ainda vai no adro...

    miguel says:

    A bem da Verdade e independentemente dos resultados eleitorais que se verificaram, é conveniente salientar que foi violado o "Regimento Interno" do Conselho Geral Transitório do estabelecimento de ensino em causa, aprovado por unanimidade, em Novembro de 2008. Naquele documento previa-se a perda de mandato aos membros que dessem «duas faltas seguidas ou três interpoladas», bem como a proibição de se votar «por procuração» - situações que vieram a acontecer na dita votação.
    Resumindo: a votação encontra-se ferida de legalidade e de legitimidade, pelo que é importante para o futuro da escola que se apure a Verdade e se responsabilizem os seus autores (i)morais.
    Por último, é lamentável que se debatam assuntos estruturantes da Escola em sítios menos próprios como um blogue, e sob o refúgio a pseudónimos e/ou anonimatos.