Ecos do Parecer/Recomendações nº 5 do CCAP e do Despacho da Ministra da Educação
1. Os professores não se deixam enganar. Sabem que o aparente recuo da ministra da educação foi feito às ordens do chefe que, no seguimento da primeira reunião das cúpulas socialistas do pós 7 de Junho, desenhou a estratégia da humildade e da simpatia com o objectivo de reconquistar os 150 mil votos dos professores.
2. Enganaram-se os que andaram meses a afirmar que a luta dos professores não valeu de nada, que o ME conseguiu impor a avaliação de desempenho e que a culpa da derrota dos professores foi este e aquele e isto e aquilo. O discurso do derrota saiu ontem, de novo, derrotado. A realidade pós-eleitoral, com o descalabro do PS no dia 7 de Junho, já tinha desmentido os que, dentro das fileiras dos professores, apelavam à demobilização com o falso argumento da vitória do Governo
3. Voltam a enganar-se os que aplaudem o parecer/recomendações nº 5 emitido pelo CCAP, em Junho. A linguagem é do mais puro eduquês e a receita é mais do mesmo, ainda que vendida com novo embrulho para enganar os incautos. Apesar das críticas à falta de experimentação do modelo de ADD e à desvalorização da componente cientifica e pedagógica, o parecer do CCAP mantém a confiança num modelo de avaliação de desempenho que promove a competição nas escolas e a divisão entre os professores. A crítica que o parecer faz à dimensão centralista do modelo não é mais do que a defesa da ideia de que as fichas e as grelhas são boas para medir o desempenho dos professores desde que sejam feitas pelas próprias escolas. Imaginem os colegas o que seria se fosse deixada liberdade a cada director para conceber e definir as fichas de avaliação de cada escola! A discricionariedade e a insensatez do eduquês teriam as portas abertas e não haveria argumentos para as criticar porque haveria sempre alguém a dizer que a loucura fora criada pelos próprios professores. Como afirma o comunicado da APEDE, o parecer do CCAP é um texto que ainda permanece embrulhado na novilíngua do "eduquês", "estando muito longe de questionar a ideologia global que informa toda a mistificação que pesa sobre a avaliação dos professores. Muito teríamos de dizer sobre essa matéria, sobre a insistência na fabricação - ainda que local e descentralizada (entregue às escolas) - de "instrumentos" para registar as "evidências" do que um professor faz ou deixa de fazer. Munida de tal linguagem e de tais noções, esta gente mostra-se incapaz de reconhecer a excelência de um professor mesmo se ela lhe aparecesse com a dimensão de um Taj Mahal".
Para saber mais
- No blogue OutròÒlhar: O milagre das rosas
- No blogue MUP: A farsa da avaliação dos professores
- No blogue Anabela Magalhães: Avaliação Do(C)ente
- No blogue (Re)flexões: O pecado original segundo o CCAP
Ramiro
Ainda cá estou, só para dizer que os profes são 150 mil, mas os votos multiplicam-se, pelo menos por 5, o que dá 750 mil votos. E aí é que está o trunfo (o Ás), que não deve deixar de ser esgrimido, nem gasto com poucos pontos.
Miguel!
Um dia em cheio para ti e para a tua filha.
Antes ainda, o Ás de trunfos tem que ser usado numa "última" manif, antes das eleições, em que voltaremos a estar 120.000 ou mais. A plataforma, os Movimentos e os Blogues que se juntem de novo e estarão lá todas as consciências livres.
Obrigado pelos votos, para mim.
Cada vez mais se impõe nova manif em Setembro. Todos juntos: movimentos e sindicatos.
Fui ao site da Fenprof e nenhuma posição.
Fui ao site da FNE e nenhuma posição, mas uma referência anterior, à posição do CCAP.
É certo que não desmobilizaremos.
A luta continua. Contra a palhaçada.
Sindicatos têm pouca agilidade e alguma dificuldade em trabalharem com a Web.