António Barreto, hoje, nas comemorações do Dia de Portugal exorta o poder a dar o exemplo e critica as desigualdades e as injustiças sociais

António Barreto fez, hoje, um discurso muito crítico. Na presença do PR e do primeiro-ministro e ainda de altas individualidades do poder político, judicial e económico, o sociólogo António Barreto exortou os políticos e os poderosos a darem o exemplo. E apelou ao exemplo pela justiça e pela tolerância, pela “honestidade e contra a corrupção”, pela eficácia, pontualidade, atendimento público e civilidade de costumes, contra a decadência moral e cívica, pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo.
Comentário
José Sócrates ficou com as orelhas a arder.
Foto: António Barreto. Fonte: Público

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23 Response to "António Barreto, hoje, nas comemorações do Dia de Portugal exorta o poder a dar o exemplo e critica as desigualdades e as injustiças sociais"

  1. Puseste-me a rir com o teu comentário!

    Um discurso pertinente, este de António Barreto!

    Ibel says:

    Tenho uma grande admiração pelo António Barreto e tem uma voz como pouca gente.
    Olá cristina, olá Ramiro.
    Um abraço para os dois.

    Um bom Dia de Portugal, para si, Ibel! Já consegue aceder melhor ao blogue?

    Obrigada, Ibel!
    Um abraço também para si!

    Li o discurso completo de António Barreto! Vale a pena, é um grande discurso! Toca em pontos essenciais, chama a atenção, por exemplo, para a questão da insubmissão, dizendo que os nossos grandes heróis foram insubmissos! Fala também nos valores como uma das formas de dar resposta aos problemas que se nos colocam hoje em dia. É uma voz que se deve fazer ouvir.

    Transcrevo um parágrafo do discurso de António Barreto

    "Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar "sinais de
    esperança" ou "mensagens de confiança". Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos."

    ***** says:

    O senhor José Sócrates está tramado ...
    Adivinhem com quem é casado António Barreto?
    Maria Filomena Mónica ...
    "Coça" a dobrar!
    E são ambos militantes socialistas ...

    Maria Filomena Mónica, questionada há dias num canal televisivo sobre o que sobrava desta governação socialista sobre educação, respondeu de "chapa": Nada! Ipsis verbis.
    ...
    Agora, o marido diz isto ...

    Se tivesse um buraco para me meter e pertencesse a este governo, principalmente alguns "coveiros" do mandato Sócrates (e sabem muito bem quem são), tinha-me metido nele e não mais tirava a cabeça de lá ...

    Já agora, aproveito para sugerir ao próximo Ministro da Educação, 5 medidas urgentes e imediatas:
    1 - Eliminar toda a legislação sobre avaliação de desempenho.
    2 - Eliminar toda a legislação sobre a democraticidade nas Escolas.
    3 - Remodelar fortemente o Estatuto do Aluno, no sentido da responsabilização de todas as partes.
    4 - Eliminar a distinção entre titulares e professores.
    5 - Extinguir o Conselho Nacional de Educação.
    Chega?

    Quem fizer isto e começar um processo sério de reconstrução educativa, tem a comunidade educativa nas mãos. E pode aspirar a ganhar as eleições ...

    *****
    Muito bem!
    Está eleito para Ministro da Educação!

    *****
    Agora vamos a "contas" do nosso jantar, pelo que tudo indica numa reserva natural entre o norte e o centro com bons acessos e lindas paisagens circundantes, no segundo fim-de-semana de Julho. A lista vai crescendo. Para já Em@, Deolinda, José, Ramiro, Turisticna, Miguel e eu.

    Ah! Mas também pode ser almoço!
    Vamos ver!

    Brandão says:

    Sermão e nada mais. Ouvia muito disso quando frequentava a Igreja, há tantos anos que já nem me lembro.

    Sermão para não deixar fugir os crentes e tentar insuflar alguma esperança para com aqueles que não merecem confiança alguma.

    Lamento destoar, mas é a minha opinião.

    Wegie says:

    António Barreto tem muito jeito (e proveito) para actuar como consciência moral do regime.
    Bem poderia ter dito:" Nymph, in thi horizons be all my sins remembered."

    Wegie says:

    Já agora recomendo a leitura do discurso feito por Jorge de Sena nas cerimónias do 10 de Junho de 1977. É actual e foi feito por alguém com estatura moral e intelectual.

    Brandão, independentemente da opinião que podemos ter de António Barreto, este foi um discurso que tocou em pontos fundamentais. Penso que é sempre importante distinguir a mensagem do mensageiro.

    Ramiro, acha que só lhe ficaram a arder as orelhas?
    Por mim espero que Sócrates tenha ficado a arder por inteiro!
    Seria muiiito bom!

    Wegie!
    Como se pode ter acesso ao discurso do Jorge de Sena de 1977?

    Anabela!
    Não se perdia nada. Em sentido figurado, claro.

    Liliana!
    Já removi o comentário insultuoso do Jorge Perestello. Daqui para a frente, será assim com todos os insultos.

    Não gosto do António Barreto.
    É,como a Filomena Mónica,um ziguezagueador oportunista.
    A última dele, socialista de pacotilha, foi presidir à fundação de um dos maiores exploradores do povo deste país, Soares dos Santos.
    Embora nos dê jeito, por vezes, o que escreve, temos que ter a coerência de lhe denunciar o percurso.
    Essa deve ser também a função do blog.
    António Barreto é um narcisista ressentido.

    Wegie says:

    Ramiro: Só tenho o discurso impresso mas, entretanto deixo aqui um poema:

    Pergunto-me a mim mesmo como foi possível:
    ou os impérios gastam o seu povo até que ele seja
    uma raça agachada, mesquinha e traiçoeira,
    ou é com gente dessa que os impérios se fazem,
    já que nada glorioso se constrói humanamente
    sem 10% de heróis e 90% de assassinos.

    Que coisa fedorenta a glória, sobretudo
    enquanto não passam séculos e só ruínas
    fiquem – onde nem o pó dos mortos
    ainda cheire mal.

    Jorge de Sena In “Poesia III” – “Exorcismos - 1972”

    Wegie says:

    Isto vem a propósito daquela palhaçada das 7 maravilhas...

    E há um outro aspecto a que o discurso de António Barreto me conduziu que foi à que foi à questão da Liberdade e da Democracia!

    Temos questionado, como é que 35 anos depois do 25 de Abril, sentimos perigar a Liberdade tão duramente conquistada e hoje, para contribuir para a solução, vemos que António Barreto, propõe o exemplo mas também a flexibilidade, a verdade, a honestidade, a humanidade,a justiça, o trabalho, a poupança e o investimento! Grande parte das soluções são valores!

    A Liberdade e a Democracia não são uma conquista adquirida mas têm que ser todos os dias conquistadas e desenvolvidas! É esta a nossa grande responsabilidade enquanto educadores e enquanto actores. Elas dependem do nosso agir!

    Brandão says:

    Filomena Ambrósio

    É por isso mesmo que a personagens como António Barreto não se devem bater palmas mesmo que digam coisas "acertadas".

    Pelo contrário, 'deve-se dar-lhes é mais nas orelhas'.

    O principio é simples. Se já chegaram a oito, toca a picá-los mais para que se cheguem mais à frente.

    Brandão says:

    Cristina Ribas

    É preciso prestar atenção à involução que se registou na organização económica.

    É aí que reside a resposta para o facto de a "nossa democracia" não passar em grande parte de um verbo de encher.