O manual mais pequeno do mundo sobre sobrevivência profissional. Como ganhar a guerra que os pais e alunos ressabiados andam a fazer aos professores?
1. Não queira salvar o Mundo. O Mundo não tem salvação. Os humanos têm tratado tão mal a mãe natureza que ela vai agradecer quando os humanos derem cabo de si próprios.
2. Não entre na escola com a ideia peregrina de que a sua missão é salvar crianças e adolescentes. Há muitas crianças e jovens que não têm salvação. Quando chegam à escola já estão perdidas. Não se sinta culpado pela perdição dos outros. As culpas da perdição têm de ser distribuídas pelos políticos e pelos pais. Os primeiros porque não sabem governar o país; apenas sabem governar-se. Os segundos porque colocam o amor próprio e os interesses pessoais à frente dos interesses dos filhos. E vai daí, passam a vida a fazer asneiras.
3. Se vir uma criança com fome, compre-lhe uma sanduíche. Mas não tenha a pretensão de querer resolver o problema da pobreza.
4. Não fale nas aulas sobre sexo e política. Concentre-se nas suas matérias e lembre-se de que ensinar bem é a coisa que melhor pode fazer para ajudar as crianças e os jovens a serem bem sucedidos.
5. Não queira ser engraçado nas aulas nem queira passar por humorista. Lembre-se de que está a falar para 25 alunos que têm telemóveis com câmara fotográfica e gravadores de áudio e vídeo.
6. Não queira fazer-se passar por irmão mais velho, amigo, pai ou mãe dos alunos. Seja simplesmente professor: um profissional com elevada competência técnica e científica que é pago para ensinar. Quando se ensina bem, está-se a educar. A educação é uma camada que se sobrepõe à instrução. A sua tarefa principal é instruir. A educação vem por acréscimo. É um bónus.
7. Não fale sobre a vida privada com os alunos. Lembre-se de que você não é pai nem mãe deles. Tão pouco é irmão. Nem sequer é um amigo. Você é um profissional.
8. Não queira entrar na intimidade dos seus alunos. Ouça-os quando eles se dirigem a si para falar sobre os problemas pessoais, mas ouça apenas. Não diga nada. Se for caso disso, encaminhe-os para o psicólogo escolar. Se for assunto que possa ser tratado pela escola, mande-os falar com o director de turma.
9. Guarde a ternura para os seus filhos. Não caia na tentação de consolar as crianças e os jovens com carícias, ainda que inocentes. Seja cuidadoso. Há crianças e jovens que fazem uso da maldade pura.
10. Cuidado com as conversas com os pais. Trinque a língua antes de falar. Diga só o que for realmente necessário. Limite-se à descrição dos factos. Poupe nos adjectivos. Não faça juízos de valor. Nunca tenha a pretensão de pensar que os pais dos alunos são seus amigos. E nunca tome o partido dos pais contra os seus colegas. Lembre-se de que os pais passam, mas os seus colegas vão estar ao seu lado durante pelo menos 40 anos.
Tem razão, o RM, mas é com tristeza que constato que a perda do gosto de ensinar foi perdida de vez. Antes de Sócrates eu ia para a escola feliz. Agora vou na esperança de não ser apanhado nalguma armadilha, obrigado a ser antipático e sem coração. Dantes a minha satisfação era ensinar e dar o meu melhor pelos alunos. Agora é sobreviver e calar, a troco de um ordenado.
Trincar a língua a cada palavra que se diz, porque tudo pode ser usado numa conspiração cega contra nós. Mas nós comemos e calamos...
É verdade, tenho que deixar de ser amigo dos alunos. Ma foi isso que me trouxe a esta profissão. Como um médico gosta de curar pessoas, como um polícia gosta de as proteger. Vim para esta profissão para servir o próximo da maneira que sei. Agora, tenho que alinhar numa grande mentira.
É verdade, Jorge. Temos de alinhar numa grande mentira. A mentira que o Governo andou a tecer durante 4 anos.
"A perda foi perdida", desculpem-me os pontapés na Gramática, sff.
Aquilo a que se chamava "o lado humano do professor", o que nós mais admirávamos nos mestres que nos marcaram positivamente, acabou.
Faz-me aflição, mesmo numa sala de professores, hoje em dia, o modo como ninguém se atreve a comentar em voz alta cada nova atrocidade. Num país que dizem que é democrático, voltámos ao medo num instante. E temos que alinhar na mentira. Não há dúvida de que a estratégia de ataque à nossa profissão saiu de um cérebro estalinista.
Jorge! Quase toda essa gente que se refastela nos gabinetes da estrutura hierárquica do sistema educativo e que manda postas de pescada nas acções de formação centralizadas (os celebres Planos de Acção disto e daquilo) tem uma matriz mental autoritária. São órfáos do comunismo de tipo leninista, estalinista ou maoista. Eles mudaram mas a cabeça deles continuou na mesma. Daí, o gostarem tanto de perseguir, intimidar, dar ordens, regulamentar e subjugar a vida dos produtores. Os produtores somos nós que damos aulas e que estabelecemos a relação pedagógica com os alunos. Não há grade diferença entre a mente de um fascista e a mente de um estalinista. Nos dois casos, estamos perante mentes criminosas.
Caro Ramiro,
Adorei este post, parece-me um excelente resumo, pleno de sabedoria.
Se todos conseguíssemos respeitar este "manual" não teríamos 5% dos problemas.
Obrigado, um abraço,
Tiago
Tiago! Obrigado. A intenção é essa: ajudar com realismo a evitar problemas. Muitas vezes, os professores são lançados às feras sem preparação. E espalham-se ao comprido devido ao seu voluntarismo e vontade excessiva de resolver os problemas dos alunos. Penso que foi isso que se passou um pouco em Espinho.
Meus caros,
Permitam-me que resista!!!
Não conseguiria ser PROFESSOR desse modo, de modo diverso ao que me está no sangue, na alma e no coração.
Sou professor, mas também sou amigo, estou disponível para ouvir e para dar um conselho, sou capaz de me zangar e de me emocionar perante os meus alunos, não nego um abraço na hora certa quando mais precisam, assino as fitas de curso (dos meus alunos do 3º ciclo, que não esquecem ao fim de tantos anos) e vou a funerais (infelizmente ainda há pouco tempo), celebro as suas vitórias e sou solidário nas horas tristes, ajudo-os a crescer fomentando o humanismo, o espírito crítico e a prática de uma cidadania responsável. O meu coração está sempre activo e a relação pedagógica é, sempre foi e sempre será, a base fundamental do meu/nosso sucesso. Sou professor por vocação e essa vocação vem da vontade de estar aberto aos outros, de interagir com eles, de ensinar e aprender tantas lições de vida, de viver essa partilha diária de forma genuína e autêntica. Não acredito em "manuais para aplicadores", pré-formatados, nesta busca da nossa realização pessoal e profissional. Cada um deve assumir-se tal como é, com os seus defeitos e virtudes, procurar sempre melhorar, ser rigoroso, exigente e transparente na sua acção, mas nunca traír a sua essência e vestir roupagens que não lhe assentam no corpo.
Dito isto, tenho também de aceitar que é importante estar atento aos sinais dos tempos e não facilitar, não caír em situações que se podem virar contra nós: obviamente não se entra na intimidade de um aluno ou grupo de alunos em plena aula ou de forma leviana, não se fala daquilo que não se domina, não se conversa com um aluno individualmente, na sala de aula, com a porta fechada, não se dão boleias a alunos, não se anda aos beijos e aos abraços por dá cá aquela palha, não se confunde o papel do professor com o de pai ou o de colega de carteira, reportam-se sempre à direcção da escola/dt/pais quaisquer situações anómalas, etc., etc., etc.
Mas tudo isto deriva do normal BOM SENDO que todos devemos ter e praticar no dia a dia.
Não podemos é deixar "secar" o nosso coração, na relação pedagógica com os alunos e "robotizar" a nossa prática, o exercício da profissão! No dia que isso tivesse de acontecer, eu deixaria de ser professor! E não o permitiria, resistiria sempre!
Abraço a todos
Ricardo Silva (APEDE)
Muito bons conselhos!
E como não somos máquinas, nem dogmáticos, saberemos gerir, caso a caso, com sensatez, os casos pontuais que, pontualmente, se nos vão impondo.
Subscrevo inteiramente esse equiparar do comunismo ao fascismo, quando ambos passam para o campo prático. Dois modelos autoritários, só o embrulho é que muda.
E subscrevo o resto dos comentários. Infelizmente, não acho possível passarmos incólumes no estado a que isto chegou. Lembram-se da menina espancada no Monte da Caparica e obrigada a comer lama? Já viram qual é o preço de não nos "metermos em problemas"? É dezenas de adultos e centenas de crianças terem assistido àquela barbárie e todos terem calado.
Dizer à Polícia? Para quê? Têm pouco mais poder que nós, já estão a braços com um dilúvio de queixas e nada podem fazer porque a lei protege os menores de 16 anos e os gandins em geral...
Ricardo!
Obrigado pelo teu comentário. Estes conselhos destinam-se a assegurar a sobrevivência profissional. São para tomar em caso de guerra. Como moveram uma guerra contra os professores, resolvi escrevê-los com o objectivo de ajudar a evitar sarilhos grandes. Se estivéssemos em paz, daria outros conselhos. Mas não estamos. Infelizmente.
faltou uma notinha: Os professores, de preferência, devem ficar calados...LOL
Gostei do último ponto. Foi o que eu sempre disse em relação à ministra ( que está feliz com o seu contributo e seus assessores para a educação, de vermelho vestida e tudo; ainda não percebeu o caos em que deixa tudo e a desilusão que se instalou!!!) mas aplica-se perfeitamente nestes casos dos pais.
Abraço, Ramiro
Caríssimo bloguista, após ter lido o seu post, não pude deixar de tecer alguns comentários e considerações.
Primeiro, caso ainda não soubesse a sua profissão ao entrar no blogue, facilmente chegaria a conclusão de qual seria a sua profissão.
Apesar de algumas das suas sugestões serem boas de uma maneira geral digo-lhe já que seria bom pensar em duas coisas:
1- Quando se acusam os pais de serem os maus da fita, bem certamente que muitos dos senhores professores também são pais logo estão a atirar culpas a vocês mesmos. Se os "filhos" estão como estão é por culpa vossa também já que muitos de vós são pais. Pensem antes de falarem caríssimos!
2- Deixe-se mas é de corporativismos baratos que só vos são contraproducentes. Se um colega vosso faz asneira deve pagar por isso. A vida é assim, os erros pagam-se e só professores do ensino público (vulgo funcionários públicos) é que podem crer no contrário. Se tiver que deitar abaixo um colega vosso por ter feito asneira frente a um grupo de pais então façam-no! Não perpetuem é a incompetência e sobretudo não venham com a cobardia de eu hoje guardo-lhe as costas que é para amanha quando eu fizer asneiras ter as costas guardadas também. Isto sim é muito pouco profissional e totalmente desonesto. Preocupem-se em não falhar e não em prepararem-se para quando falharem.
Para quem me parece ter já uns anos de ensino nas costas parece-me que os senhores ainda precisam de crescer bastante a nível intelectual.
3- Ao senhor Jorge Arriaga em particular: Não culpe o Sócrates por vos querer fazer trabalhar. Os senhores têm uns horários de luxo (salvo os desgraçados que estão em inicio de carreira - mas também não esses que mais se queixam) e bons salários (muito acima da média nacional). Se você não vai para a escola feliz, então culpe-se a si próprio porque certamente escolheu a profissão errada ou então estava mal habituado.
4- Não há nenhuma guerra contra os professores! Deixem-se de fazer de vítimas inocentes! Não o são!
De alguém que esteve ligado ao ensino superior durante muito tempo digo-vos isto: o vosso trabalho é de ano para ano pior e pior! Os alunos chegam cada vez mais mal preparados às universidades deste país (ao ponto de me terem perguntado onde fica o acento em "faculdade").
Isto é culpa dos professores! Não é dos pais e não é certamente dos alunos! A culpa é de quem ensina. Contra mim falo. Se alguém que sai das minhas mãos sai mal formado, então a culpa é minha que não fiz um trabalho bom suficiente! É a vida! Os senhores protestam muito mas só quando vos cortam (perdoem a brutalidade do comentário) "a mama". Fazerem as greves que fizeram e o alarido que fizeram por bons programas e coisas do género isso não o fazem e porque? Simples, porque sabem que depois não teriam desculpas para os vossos fracassos!
Dito!
Professor Elenário
Desculpe meter-me onde não me chamou, mas quando disse que esteve ligado ao Ensino Superior e disse que não há nenhuma guerra contra os professores, devia acrescentar do Ensino Superior (para já, porque vão a seguir). Sabe porquê? Os horários de luxo, são os do superior que o têm! Quantas horas lectivas dão? 12! Porque não prolongar os "vossos" horários para 26 horas na faculdade e 9 para trabalho de casa? Assim estaríamos todos em igualdade.
Já agora, essa da culpa ser dos professores do nível anterior, atira a culpa para o 1º Ciclo e até terá razão.
E sobre os programas, não quer o Professor dar uma palavrinha, não aos professores, mas a quem os faz?
Obrigado
Elenáro,
Nesta altura do campeonato já não tenho pachorra para responder ao grau zero da argumentação, que é o seu.
Não é nada de pessoal, mas é como querer convencer o Papa a deixar os desgraçados dos Sul-Americanos, dos Africanos ou dos Filipinos a terem acesso a preservativos.
Quando a malvadez, o cinismo e a imbecilidade estão tão entranhados, não há nada a fazer.
Vá-se rindo e vá-se babando de gozo de cada vez que o seu Primeiro-Mação de licenciatura falsa mata mais um professor.
JA
Gostei do pomenor de ele me chamar "senhor" :)
Deve ter sido professor do ensino Superior das Novas Oportunidades para analfas, este :)
A argumentação vitalesca básica. O apelo ao ódio, a manipulação demagógica mais vil. Triste cretino frustrado.
Ramiro, adorei este seu manual de sobrevivência.
Temos que nos precaver de facto. O bom senso tem que imperar na profissão como em tudo no geral. Contudo há coisas que eu não consigo mais ignorar ou engolir. Por isso também, no dia 30, lá estarei a participar na nossa luta!
Professor Eleanário
Há pouco não comentei o juízo que fez dos professorzecos do não Superior, quando disse:
"Os senhores protestam muito mas só quando vos cortam (perdoem a brutalidade do comentário) "a mama"."Se esteve no ensino, é porque está reformado e a ganhar, mais do que nós e pelo que dizem (eu não estou de acordo) à custa da nossa mama. Ou seja, o Professor está a mamar 2 vezes.
Caro senhor Miguel Loureiro, não percebeu onde eu quis chegar. O que você disse era exactamente o que eu estava a tentar dizer.
Passo a explicar: Quando me refiro a não haver protestos dos professores sobre os programa refiro-me a protestos contra o ministério respectivo (leia-se Professores vs Ministério). Quanto a eu dar uma palavrinha ao ministério em si, a minha oposição à tamanha incompetência do trabalho realizado pelo mesmo é conhecida. Só acho estranho haver tanto protesto quando se fala em "avaliação de professores" e não haver protestos igualmente vigorosos contra os programas ridículos que o ministério apresenta de ano para ano.
Quanto à guerra de professores, creio que uma reforma (boa ou má isso agora é outra conversa) só por ser vigorosa não deve ser vista como uma guerra. Mas aceito que para quem possa estar a ser visado que seja encarada como tal. No entanto concordo consigo. Se os professores do ensino básico e secundário tem horários de luxo os do superior exageram. Aí estamos de acordo.
Já agora trate-me por Elenáro, ou André se preferir. Obrigado.
Ao senhor Arriaga (se quiser chamo-lhe outra coisa que lhe pareça conveniente):
Carissimo, o senhor Sócrates é tudo menos Mação para mim. O que ele não tem é culpa de pelo menos estar a querer trabalhar. Bem ou mal, isso é inteiramente discutivel e se quer saber, o que começou ate bem tem vindo a piorar de dia para dia e isso ver-se-á nas próximas eleições (penso que não será pior pois a alternativa é tão má ou pior).
Quanto ao ódio, isso é algo seu exclusivamente. Eu não guardo ódio nenhum para com ninguém. Agora eu, felizmente tive excelentes professores durante toda a minha vida (também tive os maus como é evidente e natural na vida). Foram eles que me ensinaram uma coisa muito importante como "responsabilidade". E era nesse sentido que fui tão duro no que disse.
Se você quer ver ódio, então veja mas será apenas reflexo do que você sente e não do que eu sinto. Digo-lhe ainda isto: o desprezo que têm por quem poucos estudos tem é no mínimo mesquinho e isso sim é triste. Não caia no erro da sua colega de espinho de julgar por ter uma licenciatura e dois estágios que já é doutora. Renda-se à sua condição de licenciado (assumo que apenas seja licenciado). E não eu tenho qualquer contacto com as novas oportunidades. Faço muita coisa incluindo dar formação de nível V (ou seja a pessoas tão "analfas" como você). Se se considera analfabeto então o problema já é seu. Eu não o considero como tal. Apenas acho que tem palas nos olhos.
Quanto a frustração... Sou muito feliz e o único arrependimento profissional que tenho é ter recusado ir para as Nações Unidas quando tive a oportunidade. Se considera isso uma frustração apesar de eu me considerar muito feliz com o que faço, é livre de o fazer. Aguarde guarde você o ódio para si e não o atire ou coloque nas palavras dos outros.
Agradecido.
P.S.: Parece-me que com 26 anos é cedo demais para estar reformado não lhe parece Miguel?
Senhor funcionário público elencário, ou torcionário, ou lá o que é
Continue, que quanto mais imbecilidades escreve, mais me diverte. Nos tristes tempos que correm, sempre se sorri com as suas palermices dignas de uma Crala Vanessa que vê os morangos com açúcer. Não deve andar longe disso a sua verdadeira identidade, aliás.
Olhe que o seu dono, segundo dizem, fica lindo de aventalinho... Será amor que o move, a si? Dizem que o amor é cego. E louco :)
Ah, já me lembrei do que me faltou escrever na primeira resposta à D. Elencário Torcionário: é que o vosso estratega estalinista vital bem sabe que uma mentira repetida mil vezes, para os menos avisados, acaba por ser considerada verdade. Por isso é que os vossos mandantes vos atiram, em vagas, em investidas baixas contra gente séria.
Um toque subtil aqui, outro ali, o estimular da inveja básica, d ódio e da mesquinhez do vosso público, e as acusações soezes na esperança de alguma resposta mais crispada, para poderem clamar: "mal-educados!".
Há 4 anos que temos isso por aqui e por todo o lado. Stalin explica :)
Caro Eleanário
Não sei se tem 26 anos de idade ou de serviço, mas como disse que esteve ligado ao ensino superior durante "muito tempo", na minha perspectiva que tenho 37 de serviço, só podia interpretar como reformado, mas pelos vistos também dá a "mamar" a outros e ainda bem.
Reconheça, que considerar "mamar" receber um ordenado em troca de serviço especializado, é a mesma coisa que dizer "regalias", como dizem os que fazem guerra aos professores e a todos os que prestam serviço, com mais-valia.
Se o Eleanário acha estranho haver tanto protesto quando se fala em "avaliação de professores", devia dizer ao processo muuuito pouco rigoroso e cientificamente falando, que teve que ser remendado 2 vezes em 6 meses. E ninguém gosta de ser "avaliado" (também colocou aspas) ad hoc, por quem não o sabe fazer e com consequências na sua vida e profissão.
Quanto aos "protestos contra os programas ridículos que o ministério apresenta de ano para ano", quem o pode fazer são os Sindicatos (Ordem), ou os académicos e teóricos da Educação. Há anos, como deve saber, que o CNE põe o dedo na ferida e ninguém mexe em nada e a culpa é dos professores.
Só para terminar, eu acho (conheço) que também há muitos professores no Superior com muito fraca formação e que formam deficientemente e que Bolonha veio baixar ainda mais o nível.
Obigado pela cordialidade
Caro Jorge: A avaliar pela qualidade do português o Eleanário deve estar ligado ao ensino superior a limpar retretes. Ou então foi professor na Universidade Independente.
Realmente Elanáro
Foram "Desvarios de um louco", mas que o levaram a dizer algumas verdades, que eventualmente não estava autorizado a dizer.
26 anos de vida, não dá realmente para ter estado "muito tempo" no ensino superior.
O senhor Elenário que se diz "alguém que esteve ligado ao ensino superior durante muito tempo" tem que rever as suas competências em escrever na língua materna. Fica-lhe mal, por exemplo, escrever:
"Para quem me parece ter já uns anos de ensino nas costas parece-me que os senhores ainda precisam de crescer bastante a nível intelectual."
A culpa de se exprimir assim é de quem? Influências da Margarida Moreira?
Ramiro:
Interessante o manual.
Contudo, eu tenho uma outra visão da escola e do que é ser professor(a).
Terei mais cuidado que nunca, mas não deixarei de ser aquilo que sempre fui: atenta, amiga e disponível para ajudar.Isso não invalida, claro, que tenha a minha acção focalizada na transmissão de conhecimentos, na pesquisa e aplicação dos mesmos.
Pois é Ricardo, aí é que está a diferença. O acto de dar aulas é um acto criativo, assim cada professor "cria" a sua aula da forma que mais se adequa à sua personalidade.
A criatividade surge expontânea, e esta não está, nem pode estar em manuais.
Partilho da tua opinião de "SER PROFESSOR", e acho que nada, mas nada é imutável. Haja esperança!
Temos de ter esperança que isto vai mudar e que o manual de sobrevivência deixe de ser necessário. Obrigado pelos comentários.
Tamanha confusão que se gerou relativamente a um ponto ao qual, de facto, o erro veio da minha parte. Eu nunca dei aulas no Ensino Superior. Estive ligado a ele durante 8 anos (e sim caro Miguel é menos que uns trocos comparados com os seus 37 anos de professor) primeiro como (obviamente) aluno, depois como investigador e depois como aluno outra vez. Agora encontro-me ligado outra vez a ele, se bem que esporadicamente. Durante os 8 anos que lá estive, vi de ano para ano alunos cada vez mais mal preparados. Em 8 anos era cada vez mais frustrante realizar qualquer tipo de trabalho com pessoas que pouco sabiam das bases que vinham do secundário (e para trás também já agora).
Mas adiante, quanto à avaliação, não o conceito em si mas a maneira como foi elaborada, aí os professores têm mais que razão pois o modelo era no mínimo surreal. Isso não desculpa, no entanto, o corporativismo que os senhores criaram e que agora se recusam sequer a perceber que causa mais mal do que o bem que trás.
Quanto a Bolonha e à qualidade do Ensino Superior, mais uma vez concordo inteiramente consigo. O que se passa no ensino básico e secundário passa-se no superior no que diz respeito à qualidade. Mas, e repito, isso não desculpa o que está para trás. Aliás, em muitos casos até pode ser sintoma do que está para trás. Não sei se me estou a fazer entender.
E já agora esclareça-me, por favor, que verdades são essas, as quais eu não estou autorizado a falar.
Quanto ao senhor Arriaga. Continua a errar o alvo. Também não sou, nem nunca fui, funcionário público. Nem faço intenções de ser. Tenho sítios onde me pagam melhor. Quanto ao nome que tantos problemas lhe trás, isso só atesta é o seu embrutecimento intelectual no que diz respeito a literatura. Quando perceber (se alguma vez conseguir) a origem do nome e que trabalho literário e filológico está por detrás diga-me alguma coisa.
Cara Em@, ninguém lhe garante que a minha língua materna seja a mesma que a sua. Mas aceito a sua correcção. Foi exagerado da minha parte e o alvo foi ultrapassado.
Passo a reformular: parece-me que os senhores professores (de forma geral a sociedade) ainda não perceberam o conceito de responsabilidade. Quando se comete um erro deve-se pagar por ele. No caso em questão, os senhores têm nas mãos a tarefa mais importante da sociedade: dar as ferramentas necessárias para as crianças, jovens, etc... vingarem na vida futura. Quando os senhores falham falha a sociedade. Os senhores são os primeiros exemplos que as crianças têm a nível profissional. Quando os senhores usam de corporativismo apenas para defenderem os vossos interesses pessoais é isso que as crianças vão assimilar como o modo correcto (e aqui concordo com o Miguel quando disse no post que os pais são também responsáveis, mas a outro nível - pessoal vs profissional).
Um professor não pode dar-se ao luxo de ser um "bom professor". Um professor tem de ser um "excelente professor". Um professor tem de ser um exemplo, tal como um pai ou uma mãe (mais uma vez a outro nível e algo que o seu colega Arriaga, pelos vistos, não consegue ser).
Espero ter esclarecido tudo.
Fico à espera que o Miguel Loureiro me diga esclareça nas verdades que não estava autorizado a dizer.
Esqueci-me de dizer uma última coisa.
Agradeço, ao Miguel Loureiro, o tempo prestado a retorquir o que eu disse.
Agradeço também à utilizadora Em@ pelo correctivo linguístico.
Eu não corrigi nada...
Fiz só uma chamada de atenção.
Isto porque "quem aponta, não se deve esquecer de que tem três dedos virados para si".
Certamente, mas fez-me pensar duas vezes naquilo que disse. E foi por isso que lhe agradeci.
Algumas citações do Elenáro da sua página no youtube, só para toda a gente saber com que ralé estamos a lidar:
" ao que parece, esta professora sofre de falta de peso em cima.."
". Agradece-se a quem arranjar uma foto da fronha desta bandida.. "
in http://www.youtube.com/user/elenaro
Quando li o manual, a primeira reacção foi Não! Não pode ser! Para isto deixo de ser professora!
Depois pensei no dia-a-dia de tantos professores e no que se passa nas escolas e perguntei-me se não fará algum sentido...
Não me parece que possamos deixar de ser nós próprios e que possamos passar a ser tão racionais e de alguma forma frios perante determinadas situações do dia-a-dia, mas é bom que possamos amadurecer algumas ideias dentro de nós e que deixemos crescer o bom senso!
A escola não pode deixar de ser uma comunidade viva de pessoas mas a experiência diz-nos que a ingenuidade pode ser complicada! Aprender a conviver dentro destas duas realidades pode estar o segredo!
Wegie arranjou o nome errado certamente... Vai-me dizer onde estão esses links exactamente. Por isso sim é calunia...
o comentário é:
"Essa mulher é tudo menos que senhora e sobretudo doutora.
Senhora no caso dela deve estar em Fátima porque essa "fêmea" é tudo menos senhora.
Doutora, bem ela pode ter os anos de ensino superior que quiser, se não tiver doutoramento ou não for médica é licenciada e não doutorada.
Mas são estes os professores que depois não querem ser avaliados. Pois claro que não, quando se sabe que não se sabe dar aulas é óbvio que não se quer avaliação nenhuma."
http://www.youtube.com/comment_servlet?all_comments&v=wAyNJNFDIR0&fromurl=/watch%3Fv%3DwAyNJNFDIR0%26feature%3Dchannel_page
basta fazer uma pesquisa no video respectivo
Veja lá o que diz oh caríssimo que isso sim é triste por palavras que não se disse na boca das outras pessoas. Retrate-se!
O comentário que retirou foi feito pelo utilizador
TEkYKgEY (6 hours ago)
Talvez devesse aprender era a ler amigo.
Wegie!
Boa noite! ;)
Elenário disse:
"Veja lá o que diz oh caríssimo..."
Bem ao que isto chegou... Se os bloggers a partir do momento que perdem os argumentos, partem para os insultos, então percebe-se porque é que a professora Josefina Rocha tem assim tantos defensores... O mal já é estrutural...
Não sabem respeitar opiniões divergentes à vossa? Acho no mínimo vergonhoso o circo que se passa neste espaço de comentários.
Há uma coisa que se chama moderação e penso que seria de bom tom aplicarem mais vezes esse conceito pelo menos com as barbaridades que vem ser ditas.
Já deu para perceber que este blog é um blog "partidário", absolutamente parcial e qualquer opinião em contrário é completamente descreditada ou então insultada da forma mais banal possível.
Acho que no mínimo deveriam de pôr a mão na consciência e ver ao ponto rídiculo a que vocês chegaram. Se não tem resposta para os argumentos expostos... ignorem ou calem-se agora insultar alguém só faz-vos parecer pior... traduzindo por míudos... Wegie perdeu uma excelente oportunidade para estar calada(o)
As frases estão pespegadas no link indicado e não vou perder mais tempo com canalha contratada para fazer lip services.
Carissimo Wegie, digo-lhe apenas isto descendo a um nível mais básico para que possa entender.
Para além de estar a mentir com quantos dentes tem e de uma maneira que só o embaraça a si mesmo, ainda me está a provar que nem competências para fazer uso do youtube direito tem.
Os comentários encontram-se POR BAIXO do nome que procura no youtube, não antes!
Aconselho-o a procurar ajuda num oftalmologista porque está a precisar seriamente que lhe indiquem uma nova graduação para corrigir esse estrabismo que deve possuir para ler as coisas nos sítios errados.
Se quiser pôr a mão na consciência e quiser confirmar o quanto errado está visite em breve o meu blogue. Verá lá correctamente o comentário.
E quem não vai perder agora mais tempo com gente tão mesquinha e pequenina como os senhores sou eu. Passem bem caríssimos mestres da mentira e incompetência!
E não me trate por carissmo pois eu não faço parte do seu grupo côr-de-rosa.
Depois daquilo que disse, eu trato-o por aquilo que muito bem entender dentro dos limites legais da não ofensa à honra de ninguém que é mais do que você pode dizer!
Antes de mais e para por as cartas na mesa, conheço o Elenário há já vários anos.
Não vou defender o ponto de vista dele porque disso trata ele bem. No entanto apos ler o blog dele decidi visitar este. Fiquei embasbacado com os comentários que vi, e já agora decidi também dar o meu contributo.
Opiniões todos temos o direito a telas. Umas são mais validas que outras, todavia quando se parte para o insulto tão directo e agressivo como vi fazer nalguns dos comentários, toda a validade do ponto que estivessem a defender vai pela janela fora.
Sem me alongar muito mais deixo esta pequena reflexão:
Não deveria um grupo de pessoas que anda há não sei quanto tempo a protestar sobre o modo com é avaliado, ter algum cuidado no modo e na rapidez como avalia, cataloga, e critica os outros?
Estava aqui a pensar com os meus botões, que os meus melhores professores, se hoje estivessem em actividade, eram todos queimados pela SIC e pelo Governo em praça pública.
E já não falo dos da Escola Primária, que esses alimentam muito ódio recalcado de pessoas que só se lembram do que apanharam dos professores, pois "pai é pai, e mãe é mãe"...
É claro que não vou citar nomes, mas os melhores professores que tive foram, por exemplo:
- O professor R., de Matemática, que se passava dos carretos quando lhe entregavam folhas de teste não normalizadas. Se tivesse sido filmado, a ministra considerava-o logo louco, como fez em relação à colega de Espinho (a ministra agora é psiquiatra, pelos vistos, ainda que para mim ela seja mais um caso psiquiátrico).
Era um excelente e respeitadíssimo professor, e se tivesse sido provocado como hoje os professsores são, acho que a sua manápula do jogador de rugby no activo, teria feito faísca! Algumas vezes fez, por menos que isso!
- A Professora AM, de Ciências Naturais, que dava a maior parte das aulas ao ar livre, era muito jovem, pequenina, lindíssima, e guardava habitualmente os 10 minutos finais de cada aula para conversa informal, com familiaridade mas sempre com elevação. Se fosse hoje, seria acusada de demasiada familiaridade com os alunos.
- O professor F, de História, que usava toda a sala e o próprio corpo para dar vida ás narrativas de romances e batalhas, de viagens e intrigas políticas. Era um actor e um professor. Ai dele se tivesse sido filmado!
-O Professor de Filosofia, Padre C, que andava escrever um livro e que, a pedido nosso, vez em quando recitava um capítulo inteiro de memória. Ai se fosse hoje, que não estava a ser fiel à planificação!!!
Os piorzinhos que tive, suponho que hoje estariam muito bem, pois eram cinzentões, formatados, sem chama, autómatos, como agora se pretende fazer de nós.
E entretanto, reparo também que as "Carlas" e as "Sónias" que foram nossas alunas, são agora as mães que mandam as filhas filmar-nos.
E a saga continua... parece que ainda não estão satisfeitos e tem que forçosamente haver derramamento de sangue. Sr. Jorge Arriaga pelo que entendi o que o user Eu quis dizer foi que para pessoas tão intelectualmente e profissionalmente bem formadas não deveria de existir da vossa parte uma maior capacidade de argumentação sem que seja o insulto barato ou então a colocação de uma resposta completamente desproporcionada.
Se num blog perante uma opinião divergente, vinda de um adulto educado acaba neste vendaval de lavagem de roupa suja, nem quero saber como é será numa sala de aula. Que eu saiba a infantilidade não é contagiosa ou é? Porque utilizar um comentário (errado por sinal) do Youtube como forma de argumento ou então insultar utilizando dos variados preconceitos com referencia é do mais generalista possível e é mesmo de quem já perdeu toda a razão e não quer dar o braço a torcer nesta batalha de comadres.
Pergunto-vos uma pessoa com menos de 30 anos tem a sua opinião desvalorizada se não for compatível com a vossa porquê? Já percebi tenho que ser professor e compartilhar os vossos ideais de vitimização.
Eu deixo aqui a minha opinião se quiserem ler leiam se quiserem ignorar, estejam à vontade, pois é para o lado que durmo melhor.
1- Bem faz a ministra em querer avaliações. Quem é bom não tem que se preocupar pois sabe aquilo que vale e sabe o trabalho que faz.
2- Vocês tem consciência do quão influenciadores vocês professores são? Miúdos de 15 16 anos a fazer protestos contra Sócrates... De quem terá vindo a inspiração para tal feito? Professores que usam o dom da palavra para fazer espalhar a sua demagogia, um pouco como se faz neste blog mas enquanto os miúdos não tem opinião formada e calam-se de forma permissiva e são facilmente influenciáveis, aqui o caso é diferente e as pessoas falam... por isso é que se salta tão rapidamente para o insulto ... a regressão é chata...
Aprendam a discutir e sobretudo a escutar as opiniões dos outros. Um conselho. Tirem o CAP meus senhores... Formação Pedagógica é o que vos faz falta...
Só uma pergunta:
Será que no CAP ensinam a escrever bem Português?
Eu sei que a Língua Portuguesa é muito traiçoeira, uma das mais difíceis do mundo até, mas com frases curtas e um pensamento bem delineado, tudo se torna mais fácil.
Outra questão, ainda:
-E quem avalia os comentadores deste blog, que, supostamente, se sentem ofendidos e que por causa disso ofendem?
Terá este governo que inventar um(a) ministro(a)para os avaliar?
Ou acham-se o suprasumo da blogosfera e, portanto, isentos de avaliação?
Afinal, eram três questões...
Este post é alguma tentativa de os professores descartarem as suas responsabilidades profissionais relativamente aos alunos, da mesma forma que os pais nos últimos 20 anos se têm descartado da responsabilidade de pais?
Li todos os comentários e efectivamente os pseudo-"profissionais" do ensino, e cada vez mais o são, felizmente ainda sobram alguns. Devo dizer que deixem-se de palhaçada e trabalhem que é para isso que o dinheiro dos meus descontos / impostos vos paga o ordenado, que é certo lá pelo dia 25 na CGD.
Ao longo dos anos aprendi factos, e contra factos não há argumentos, esta mania que os professores têm que são mais do que os outros, porque são quem ensina. Que complexo de inferioridade generalizado é este?
Em todos os postos de trabalho as pessoas são avaliadas. Porque não o haveriam de ser os professores também? Conheço vários professores e com opiniões bem distintas, e há uma em especial, na qual apenas me disse
"Que venha a avaliação, a mim não me preocupa, é-me igual. Faço o meu trabalho o melhor que sei e com responsabilidade. Porque me haveria de preocupar?"
O que este professor me disse faz todo o sentido. O que leva 70 ou 80 mil professores a protestar então? Creio que é lógico que anda muita gente preocupada com o profissionalismo que lhes falta.
Os professores têm razão quando ao ambiente escolar recente, aí responsabilizo os pais pelo facto de não saberem educar as suas crias como o deveriam. Mas se dentro do recinto escolar / académico situações que não deveriam ocorrer continuam a suceder-se, então é porque tanto os respectivos concelhos directivos, funcionários e professores não se sabem dar ao respeito, em primeiro enquanto pessoas e depois como profissionais.
(continua próximo coment)
(continuação do coment)
Eu conheci várias escolas e muitas pessoas ao longo dos anos, e independentemente do tipo de aluno(a) ou turma, e independentemente do meio em que a escola estava inserida, quem sempre se deu ao respeito sempre foi respeitado(a), é tudo uma questão de postura. Está há vista de todos que postura é algo que não existe, é óbvio, é um facto.
E quanto ao que li nos comentários, devo dizer que professores não são doutores coisa nenhuma. ESTE PAÍS ATRASADO COM A MANIA DOS TÍTULOS. Lá está a complexidade de inferioridade.
Só é doutor quem é médico ou tem um grau académico de doutoramento; é engenheiro que tem um curso de engenharia e exerce a actividade; todos os outros não têm título, ou são bacharéis ou licenciados nalguma coisa.
Enfim deixem-se desse complexo de inferioridade que deve ser alguma patologia psicológica que se apega como uma virose na generalidade dos professores.
Que complexo e necessidade de vitimização é esta?
Com todos os males entre coisas boas, como todos os governos, uns mais que outros, pelo menos este teve "tomates e quilhões!" para mudar as futuras más consequências deste comodismo criado por uma dita classe de iluminados. Numa coisa dou o braço a torcer ao Sócrates, é preciso ter "tomates"; quanto aos professores e outros nichos de poder que na dita Era da Democracia se foram gerando e evoluindo e que a seu tempo tem os dias contados.
Gosto de ouvir dizer "o gosto por ensinar", sejamos realistas, gosto por ensinar coisa nenhuma, gosto porque o ordenado de funcionário público é melhor e certo ao fim do mês. No sector privado os professores não contestam as avaliações a que estão sujeitos, e não deixam de ser professores, talvez por isso mesmo nos últimos anos o ensino privado tem melhor "ranking" que o sector público. E os bons professores, e que esses sim, têm gosto pelo ensino, não estão com MEDO da avaliação.
Quanto a algo mais que li, sim vocês têm bons horários sim. Porque muitos professores queixam-se mas têm sempre tempo para dar aulas em mais que uma escola e têm tempo para tudo. E de facto se os professores fossem realmente amigos uns dos outros, trabalhariam apenas numa escola e haveria vagas para tantos outros que procuram uma para iniciar as suas carreiras.
O que vos falta é alguém no poder como o Hugo Chavez.
Um conselho, DÊEM-SE AO RESPEITO e sobretudo cresçam ( talvez isso seja consequência do ambiente infantil a que estão sujeitos todos os dias ). Outro conselho, aprendam o que é ter honra e dignidade, e aprendam a ter respeito e educação com as outras pessoas porque independentemente da escolaridade de cada um, toda a gente tem alguma coisa para ensinar na vida. Terceiro conselho, exercitem o pescoço e aprendam a ver o mundo na horizontal.
Devo acrescentar, que se realmente vocês como pessoas civilizadas, são democráticos e respeitam a opinião de terceiros, então não apagarão o comentário que eu escrevi. Mas isso saberei daqui a uns dias
O núcleo gay da federação distrital do porto está chateado!!!
Vá la a gente meter-se com bichezas...
Gay com muito gosto e na próxima encarnação também :D levar no cú é tão bom... mas também andam tantos a levar mas são muito hetero e durante o dia dão aulas....
Atenção Wegie (música dos buraca sound system???) lol
Atenção às palavras contras LGBTs porque isso é uma violação do art 240º do código penal portugês, como tal um crime, e tem uma pena mínima de 6 meses de prisão
Ema, desde já agradeço o comentário.
De facto a escrita poderá não ser a mais fluída ou correcta, mas penso que dá para perceber...
lá está é aquele tipo de comentário de quem não tem mais nada para dizer, mais nada para acrescentar a não ser contribuir digno de uma ema.
Ninguém se chateia aqui... perante a sequência dos últimos comentários consegue-se concluir que a amostra de docência que está aqui representada é do mais dúbio possível e imaginário.
Quanto ao lobby gay meus senhores quantos dos vossos superiores e colegas e são homossexuais? Mais uma vez um comentário dispensável de Wegie...
Perante isto desejo que todos os vossos filhos sejam gays...
Oh Vitor esse artigo 240 é invalidado pelo Código do Processo Penal que os teus camaradas aprovaram e que torna impossível prender quem quer que seja...senão já estavas preso há muito tempo pelas imagens que exibes no teu blogue.
Pois mas conhecimento de direito português ou internacional não é consigo mesmo. O meu blogue não viola nenhuma lei vigente em território português, e atendendo o servidor em que está alojado no meu blogue, e atendendo as leis relativas à internet, aprovadas nos EUA também não violo lei alguma. E perante o direito internacional não há crime algum nem violação dos direitos e garantias de quem quer que seja. Apenas na sua frustração pessoal...
Eu comentei uma publicação que li sem ofender quem quer que seja. Porque se quiser podemos resolver isto num frente a frente.
Miguel perante afirmações deste seu infeliz colega, que tira estas pérolas vindas sabe-se lá bem de onde, ainda acha que tal criatura merece algum tipo de respeito?
Eu tenho em mente outra palavra para descrever o que ele merecerá: desprezo.
Gostaria, de facto, de saber onde é que o cavalheiro vai tirar semelhantes ilações sobre a sexualidade de quem seja e sobretudo, o que é que isso tem para aqui a haver. Lamento dizer-lhe (Wigie) mas muitos dos seus colegas homens e mulheres são homossexuais. Se ainda não percebeu isso talvez fosse boa ideia retirar as palas que tanta sombra lhe fazem aos olhos! Para além que com um nome acabado em "ie" sabe o que isso quer dizer na língua de Shakespeare? Sabe que interpretações posso eu tirar daí?
Pelo silêncio que aqui vai devo concluir que a corja de professores aqui instalada subscreve o que é dito por este fantástico exemplo da classe de professores deste belo país. Muito aprendi nestes breves comentários que tive com os senhores.
Carissimo Wigie, morda a língua ou alguém (um Juíz, por exemplo) ainda o fará morder por você. E já agora antes de tirar conclusões como as que tira (que são absolutamente surreais) deveria era pensar duas vezes no que diz. Para além de mestre em calunia e inábil utilizador de YouTube agora ainda falha o alvo mais uma vez.
E com isto me calo de vez porque de facto com gente como você só a morte nos trará sossego. Como eu desejo que você viva muito tempo mesmo (de preferência, com as mesmas frustrações que demonstra ter agora), terei de o aturar durante mais umas quantas décadas.
1- Eu fiz perguntas às quais não obtive resposta.
2- Fi-lo com urbanidade não ofendendo ninguém.
3- O que quer dizer com a seguinte
frase:"lá está é aquele tipo de comentário de quem não tem mais nada para dizer, mais nada para acrescentar a não ser contribuir digno de uma ema."
4- Não faço distinções entre hetero, bi ou homossexuais. Para mim são pessoas.Ponto.
5 - Eu respeito toda a gente e exijo que me respeitem também.
Nota:
ema
s. f.
Ornit. Ave corredora do género casuar parecida com o avestruz.
É sempre a mesma estratégia. Insultam e depois quando recebem o troco vem o papel de virgens ofendidas. Quem não está dentro do assunto passa e lê na diagonal.
Resposta a provocadores intencionais e manadatados, não!
Andam há 4 anos a repetir as mesmas mentiras na esperança de que o povo as tome por verdades!
Não deixem a vossa costela docente, caros colegas, empurrar-vos para explicações dadas a quem está de má-fé.
Há outros agitadores-tipo, é claro. O "professor arrependido" que a pouco e pouco lá vai dizendo que o Governo é muito bom, e que nós temos que nos habituar, etc..
Vitor: Frente-atrás queres tu dizer?
Coitados...o PS prometeu-vos o same sex marriage e agora há que glorificar a política do querido líder...
http://www.correiomanha.pt/Comentar.aspx?channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E&contentid=0FABF1F9-057D-4AA6-9FFA-D2760A0D14B5
Está aqui uma gravação mais longa da COLEGA de Espinho.
A Professora refere-se ao facto de as duas alunas terem andado a entregar queixas escritas dizendo que a professora falaria das próprias orgias!
A REFERÊNCIA ÀS TAIS ORGIAS ERA MATÉRIA DE HISTÓRIA!
Aberrante o que se diz para aí, que a professora terá ido ensinar "Educação Sexual" para as aulas!
As mães das duas alunas pegaram nisso e foram à escola insultar a professora e fazer uma campanha suja contra esta!
Repugnante! Absurdo, como alguns colegas se aprestam a crucificar esta professora, vítima de difamação!
Jorge Arriaga, obrigado pelo link para o Correio da Manhã. Agora finalmente percebe-se o que se passou naquela infeliz aula. A professora, de facto, pelo que diz, e não há razão para duvidar dela, não tinha incorrido em falta nenhuma e como você disse e, agora eu subscrevo o que diz, foi um acto repugnante pela parte dos pais.
Acrescento que os telejornais, e estou certo que concordará comigo, não ajudaram em nada por só terem mostrado parte da gravação. Mesmo assim ainda continuam a faltar partes da gravação e seria bom ouvir a gravação toda de qualquer das formas. Note-se que aqui não se ouve a parte "sou eu quem corrige os testes". Por isso há duvidas que se mantém, não contra o facto de a professora ter sido despropositada na matéria que leccionava, mas sim com a maneira como reagiu.
Como vem dito no post que tantos de vós subscreveram e que deu origem à infelicidade de certos comentários seus e de colegas seus, a professora com a experiência que tem, deveria ter-se controlado frente aos alunos e apresentado imediatamente queixa contra os mesmo em processo disciplinar e movido um processo judicial contra, pelo menos, a mãe que a terá injuriado em "praça pública". Perder as estribeiras como perdeu parece-me, contudo, muito pouco pedagógico. Não lhe parece?
Mais uma vez obrigado pelo link.
Há 30 anos estaria completamente em desacordo com Ramiro Marques. É com toda a mágoa que hoje dou-lhe toda a razão e já há muito tempo ponho em prática o que diz no seu manual de sobrevivência profissional. Infelizmente já não sou o estagiário idealista que um dia quis vir para o interior, porque pensava que era mais necessário e onde as minhas potencialidades poderiam vir a ser desenvolvidas na plenitude. A cinco anos da reforma continuo a ser o mesmo, mas a minha prática há muito que mudou. E a culpa não foi minha.
Elenáro!
O "perder as estribeiras" como diz, é muito natural numa circunstância destas! E pelos vistos tão natural como esteve à vista! Até "honrarias" de televisão teve... Não seria natural que o estado da colega se alterasse perante uma calúnia desta gravidade?!... Todos temos diferentes formas de reagir e a indignação perante adolescentes desta idade que fazem destas coisas e pais que tomam atitudes destas, não me parece de espantar!
Caro Ramiro:
Em comentário/resposta dizias "Muitas vezes, os professores são lançados às feras sem preparação. E espalham-se ao comprido devido ao seu voluntarismo e vontade excessiva de resolver os problemas dos alunos. Penso que foi isso que se passou um pouco em Espinho"
Bom, aqui fica o seguinte, e que me foi enviado por mail:
"Afinal a professora de Espinho está bem equilibrada......ouçam a aula (sem cortes sensacionalistas)
http://dn.sapo.pt/galerias/audios/?content_id=1238723&seccao=Portugal"
Seria bom que ouvissem atentamente e só depois, emitissem juízos de valor: É inadmissível o que se passou 'na praça pública' deste país. Por mim, limitei-me a ouvir e a tecer, posteriormente, as minhas conclusões filosóficas. Para mim. E eu sou mãe e sou professora.
Lamento cada vez que leio posts e comentários de insatisfação perante uma tão nobre profissão.
Eu entrei no ensino para poder passar conhecimento, mas acima de tudo poder ajudar a formar cidadãos, conscientes e responsáveis. Sou o primeiro a tentar ajudar quando posso de forma a que possam olhar para trás, um dia e pensarem que na escola não aprendeu só matéria...aprendeu o valor da ajuda e do altruísmo.
Não nos podemos esquecer de maneira nenhuma que estamos a lidar com jovens mentes... vulneráveis e susceptíveis a influencia...por isso temos de facultar influencia positiva porque senão somos tão culpados como os pais egocêntricos ou os políticos que só olham para estatísticas.
Lembremo-nos porque estamos aqui, quais os ideais que defendemos e faça,mos o nosso papel..não de debitadores de matéria mas sim de moldadores de personalidade, construtores de cidadãos e de certeza que estamos a dar o nosso contributo para os novos políticos de manhã...mais conscientes e Humanos.
rcjp!
Partilho inteiramente da sua postura!
E todos nós partilhamos, atrevo-me a dizer! Ninguém consegue ser professor e hoje em dia muito menos, se se alhear do ser humano que tem à sua frente, da criança ou do jovem que é o aluno e assim sendo, há realidades a que não fugimos, é impossível! A questão é muitas vezes o equilíbrio que se faz, perante uma fase em que nos encontramos em que tudo parecer ser ou pode ser, "usado contra si"! E por vezes o professor pode ter boas intenções mas alguém querer prejudicá-lo ainda assim. E não há dúvida que em certos casos é preciso ter cuidado embora eu pense que não devemos abdicar de SERmos PROFESSORES!