Gave trata os professores do ensino básico como se fossem crianças

Mais de 200 mil alunos, dos 4º e 6º anos, realizam hoje a prova de aferição a Língua Portuguesa. Tal como nos últimos anos, o Ministério da Educação, através do Gabinete de Avaliação Educacional, elaborou um manual de instruções para os professores que vão acompanhar as provas. Nas instruções estão descritos os passos a dar pelos docentes, nomeadamente o que devem dizer aos alunos antes, durante e após a prova. "Acham que os professores são mentecaptos e que todos têm de dizer aquilo àquela hora. É um guião feito por alguma mente brilhante", ironiza Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores. As provas de aferição não contam para a classificação do aluno, mas para aferir o nível de conhecimentos a Língua Portuguesa e a Matemática. Pais e especialistas da Educação consideram que as provas de aferição são úteis, mesmo sem contarem para a nota. Fonte: CM Online de 18/5/09 
Comentário
As provas de aferição têm como objectivo a avaliação externa do sistema. A recolha de dados não se destina a avaliar os alunos mas sim o sistema na sua globalidade. Não se percebe por que razão se sujeitam 200 mil alunos e milhares de professores a uma encenação que custa muito dinheiro e muitas horas de trabalho. Não seria possível conseguir o mesmo objectivo aplicando as provas de aferição a uma amostra representativa de alunos? Parem de tratar os professores como se fossem indigentes intelectuais. Os burocratas que enxameiam os corredores do ME existem para controlar os professores. Sabemos que essa é a sua única função: lançar burocracia para cima das escolas e complicar a vida a quem produz. Mas, por favor, deixem de considerar os professores como se fossem crianças.
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5 Response to "Gave trata os professores do ensino básico como se fossem crianças"

  1. E ainda por cima hierarquizam as escolas, que se encontram em situações completamente diferentes!

    Cristina
    Tens 28 minutos para estar na sala!!!

    Mas isto já leva uns anos e aconselham 2 reuniões para o efeito!

    Eu sempre vi isto como mais uma provocação sórdida aos professores(a questão das reuniões para ler em voz alta ponto por ponto).

    Nós temos licenciaturas VERDADEIRAS. Não licenciaturas ao domingo nem palermices ISCTE! sabemos ler uma m**** de um papelucho!

    Quanto à "utilidade" das provas de aferição, é apenas mais um malabarismo WCientífico à moda do ISCTEduquês!

    Uma palvra final para ARSElio Martins:

    VOCÊ NÃO É O AGOSTINHO DA SILVA, HOMEM! CONVENÇA-SE DISSO, PEÇA A REFORMA E DEIXE DE NOS ENVERGONHAR A TODOS!

    Em@ says:

    Pois levam, Miguel! Tem sido assim todos os anos de há uns tempos a esta parte. Só que antes ainda não havia o Profavaliação para "publicitar" estes factos na blogosfera. Quando digo o Profavaliação, também me refiro a outros blogs de referência.