Falar de sexo na sala de aula de forma inapropriada dá suspensão antes de inquérito e sem processo disciplinar. Dois pesos e duas medidas
Não quero branquear a gravidade do caso da professora (não identifico a escola por respeito para com ela e os alunos) cuja aula foi clandestinamente gravada e divulgada, ontem, no telejornal da SIC. Pelo que pude ouvir, a professora não parece estar bem. E inclino-me para que haja ali problemas de ordem psicológica. O que eu quero aqui discutir é o facto lamentável e perigoso de a Dren ter suspenso, de imediato, a citada professora sem antes abrir um inquérito e um processo disciplinar. A suspensão sumária de um professor, ainda por cima com base numa gravação clandestina de uma aula, é um precedente perigoso. Neste lamentável e triste episódio, estiveram todos mal: a PCE da escola porque terá autorizado a gravação e porque não foi capaz de prevenir atitudes que não foram só de agora. A Dren esteve mal porque devia ter aberto um inquérito e só depois, caso os resultados confirmassem a gravidade dos actos, optar pela suspensão da professora. Estiveram mal os professores e bloggers que lançaram pedras sobre a colega antes de conhecerem os pormenores do caso. É bem provável que a professora precise de apoio psiquiátrico. Não sabemos ao certo. Mas qualquer um de nós pode vir também a precisar. Afinal, vamos ter de "penar" pelas escolas durante mais de 40 anos. Convém que sejamos humildes. Por outro lado, há aqui dois pesos e duas medidas. Remeto os leitores para o excelente post do Reitor onde se faz a pergunta certa: "Pode-se utilizar uma gravação audio de parte de uma aula para suspender uma professora mas não se pode utilizar uma gravação vídeo, incriminatória, do ingº Socas para nada?" Veja-se ainda o caso do Procurador Lopes da Mota. Continua em funções mesmo depois do resultado do inquérito e enquanto corre o processo disciplinar que lhe foi movido. Ah, dirão os leitores, mas é muito diferente! Claro que é. Num caso temos uma simples professora e no outro um importante Procurador Geral Adjunto da República.
Sou contra foguieras em praça pública, prezo muito a inocência das pessoas até prova em contrário e não gosto de meios de prova que não possam ser correctamente validados.
Mas penso isto em relação a todos os casos sem excepção, e por isso não necessito de ir à esquina a correr comprar um pacote familiar de TIDE (passe a publicidade)e desatar a a aplicar exercícios torcidos, que podem ser sempre lidos no sentido inverso.
Ramiro
Desta vez discordo de ti por achares que a professora não devia ser suspensa, pela simples razão, de ser uma medida de defesa para a própria docente.
No resto concordo plenamente.
E coloca-se aqui a questão que levantaste há dias sobre um estudo de uma psicóloga que acha didáctico o uso do telemóvel na sala de aulas. Esta é uma das perversões, que o "Estudo" não contemplou.
E é verdade que um filme, nem no tribunal é aceite como prova.
E é verdade que cada vez se comprova mais, que a "justiça" tem uma irmã gémea, em que uma é rica e a outra pobre.
O desacordo, se calhar é por ter ido à Câmara Corporativa, ter analisado a isenção do blog (deixei lá os agradecimentos), até porque fizeram os links para a entrevista do Turisticna e para a minha. Afinal a publicidade é repartida, pelos dois e pelo Profavaliação.
Depois de ter ouvido a tão divulgada gravação, esta suscita-me as seguintes interrogações:
1-Como é que uma PCE autoriza previamente uma gravação de uma aula de uma professora?
2-Sendo que a professora em causa está há muitos anos no ensino porque é que só agora vem a público estes comportamentos?
3- Finalmente quem lucra com esta situação?
A professora? A escola? Os alunos?Os pais dos alunos? A Ministra da Educação?
Independentemente de qualquer prisma com que se queira ver a situação e na repercussão possível para os professores, já viram que em 150.000 docentes, um caso corresponde apenas a 0,0006666666666666%?
Isto até parece a Gripe Suína, ou Gripe A(mericana), que esgotou o Tomiflu e acabou de vez com a Gripe das Aves!!!
Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como «a professora mais espectacular na escola»
Bem, isto quer dizer alguma coisa...
Agora: Quem está por detrás da encenação?
O encadeamento de incorrecções é tão grande que se torna difícil apontá-las todas.
A gravação aparece descontextualizada, porque:
a)não se conhece os antecedentes e todo o enquadramento que levou a professora a dizer tais frases
b)de 90 minutos de aula, ouve-se praí 1 minuto
c)estamos no Norte, e a referência a "furar o hímen" é banal, é o nosso correspondente a "perder a virgindade", ou coisa parecida.
Para além da falta de contexto, há calúnia pura, e intenção clara de queimar a docente, seja para ter audiências, seja ao serviço da guerra movida aos professores desde há 4 anos - e que já teve mártires, lembro...
A SIC dá a notícia, e outros órgãos de Informação (?) fazem eco da mesma, afirmando que a professora foi dar uma aula de educação sexual em que descreveu orgias em que participou!
Isto é criminoso, é má-fé!
Até parece que estou num hiper, mais concretamente na secção de detergentes.
Neste caso acho que o "OMO" seria a escolha ideal.
Mas como estou a ver, cada um gosta de inovar.
A minha experiência diz-me que é muito possível que se tenha passadop algo do género:
1 - alunos e alunas vão sistematicamente para a aula descrever experiências sexuais num registo de vulgaridade
2 - professora não está pelos ajustes e queixa-se aos pais
3 - alunas e alunos, mimados da geração "Morangos", copiam a tv e juram vingança
4 - levam câmara oculta e destatam a provocar a professora com os clássicos "e que é que tem, fazer sexo aos 12 anos" e coisas assim
5 - professora reafirma a sua posição e declara qualquer coisa como "é possível a abstin~encia sexual até uma idade em que a cabeça acompanhe as vontades do corpo"
6 - aí avança com o exemplo da mãe, que terá "furado o hímen" aos, sei lá, 25 (foi a idade com que as nossas mães o "furaram" na noite de núpcias e pelos vistos não morreram...
7 - tendo a docente mordido o isco, os alunos picam mais e mais a professora, levando-a aos píncaros da irritação e colhendo o que depois os FDP da SIC retiraram do contexto e muitos colegas festejaram, apedrejando de imediato a professora, para mostrarem que são professores bem amestradinhos, para quem a Odete Charnequeira e o Chico Chungoso têm SEMPRE razão, mesmo quando não a têm!
"COSA MENTALE:
Agora gravam-se aulas sem o consentimento dos professores.
Muitos do que assistiram com satisfação à denúncia talvez não achassem tanta graça se fossem apanhados - gravados - a gabar-se do que fariam à mulher do chefe ou à filha da colega.
A liberdade tem muitos preços. Teria sido mais difícil incomodar a professora recorrendo a meios legais e honrados? Talvez, mas será certamente isso que desejamos para nós, não é?"
In http://marsalgado.blogspot.com/
Continuando na saga dos detergentes, estou inclinado a escolher a nova versão do "Omo matic" do Miguel, rebaptizada de "Omo Matematic" pelo Miguel, com apenas 000000006666% de tensoactivos.
Ainda vai aparecer um label "Black", especial para campanhas negras.
Caro Martins: Porque não actualizas o teu blogue que mais parece um pecado mortal de tanto negro?
Outras frases, ditas já na fase de irritação total, tendo uma turma toda (os sistemas de fidelidade adolescentes são tramados...):
- "Tenho 12 anos de básico, 4 de faculdade, dois de profissionalização e dois de mestrado, quando as vossas mães falam comigo devem tratar-me por senhora doutora".
Na gravação é patente que ha antecedentes da turma, ou parte contra esta professora, que não deve ser das que come e cala.
As clientes de novelas da SIC que falaram, devidamente intoxicadas pelas filhinhas, serão porventura das que aparecem na escola e perguntam pela "gaja de Português" ou pelo "gajo de Matemática".
Há contextos em que cada macaco no seu galho, e este é porventura um deles. Não me choca!
Outra frase:
"Não querem dizer-me já agora com que idade perderam a virgindade para eu contar aos vossos paizinhos?".
É para mim quase 100% certo que uma frase dessas é um protesto óbvio em relação a cenas escabrosas que estão ali a ser descritas! E que a professora presencia!
Mas alguém no seu perfeito juízo imagina que uma professora pode chegar a uma aula, virar-se para turma e começar a perguntar sobre a virgindade de cada um???
Sim, alguém imagina! Alguns professores, que estão a ser os primeiros a condenar sem saber o que se passou, com base em frases soltas de uma gravação DA SIC!!!
Quantas vezes esta professora se terá queixado ao CE ou á(o) DT? Quantas vezes lhe terá sido dito que não há nada a fazer? Há quanto tempo andará ela a aturar sabe Deus o quê? Quantos alunos deste terá enviado para a rua, até ser pressionada por pais e por pares para não fazer?
Quantas reuniões morangais com açucarais terão ocorrido em preparação desta operação? A SIC estava a postos...
APOSTO que esta turma é a tirma da terra, a turma "benzoca"-saloia, e que não é uma turma das aldeolas à volta! Diz-me a experiência de muuuuuitos anos de ensino que são os meninos mimados que investem mais neste tipo de vinganças maquiavélicas, muitas vezes ajudados "de cima".
Hoje recebi pais. Atracessaram o átrio e perguntaram-me porque é que nós autorizávamos álcool, tabaco (?...), cenas estilo porno à frente da escola, e os encontrões, a pancadaria generalizada e o palavreado do mais obsceno berrado pela escola toda.
A partir de agora, e a juntar a isto, teremos 28 alunos de câmara de vídeo apontada 90 minutos de seguida. E montagens em casa. E SIC à porta.
Os telemóveis, devido aos tarifários "fale grátias entre família", já estão no fundo das mochilas a transmitir tpda a aula para casa. As partes das gravações em que eles irritam os professores de propósito para ouvirem desesperar, têm grande sucesso no MSN! Quando descobrirem que as montagens dão para despedir professores vai ser LINDO!
Depois disso só a Solução Final para docentes. Porque ao fime ao cabo, comas Novas Oportunidades, e num país de mão d'obra barata e ao serviço de Bruxelas, tornámo-no OBSOLETOS!
Parabéns aos colegas inquisidores, que estão a dar um valente empurrão ao processo.
Com 50 anos, talvez os Senhores do Bilderbergue aceitem pagar-me 100 euros por mês para apanhar lixo ou guardar retretes. Se comer só pão, dá para sobreviver, com uns cartões para dormir.
Jorge! Lê o meu post: "em defesa do corporativismo docente". Não gosto de ver professores a atirar pedras a professores. Sejamos humildes. Não somos nós que temos de condenar os nossos. Há a IGE para o fazer. E os tribunais, se for caso disso. Não mordam o isco lançado a duas semanas de mais uma manife de professores. Os provocadores andam aí. Há muita coisa em jogo já em Junho. Muita carreira política em jogo.
Obrigado, Ramiro. A primeira manifestação em Lx teve adesão que teve muito por "culpa" do vídeo Dá-me o telemóvel, Já!
E mais não digo. "Apenas" acrescento que não ponho as mãos no fogo por esta professora como não ponho por ninguém, mas aposto 1 mês de ordenado em como ela, além de inocente, é boa professora, que não se importa de arriscar TUDO porque se respeita e respeita os bons alunos e os bons pais.
Os alunos não betinhos lá da escola já vieram em defesa dela.
Revejo-me muito nesta professora, ou no que julgo que ela é.
Já aprendi a ter cuidado com o que digo, mais precisamente COMO o digo, mas muitos me odeiam porque acima do ordenado ponho a dignidade, e para mim não já alunos ricos nem pobres, filhos do Zé ou filhos do Ministro. A minha estratégia é a fuga para a frente, é ser tão sincero que desarmo e tão descarado que eles até agora têm tido medo de me lixar, porque sabem que eu não me calo, faço um barulho do caraças quando é preciso.
O corporativismo é isto? Já percebi tudo! Os alunos não contam? Tem que aturar as taras e maluquices dos professores? Qual é a dúvida? Não ouviu a gravação? Legal ou ilegal está bem claro. O resto é conversa de advogados.Os professores não se demarcarem deste comportamento indigno só nos enlameia. Tal como a vitimização dos 40 anos!
Os alunos t~em que ser educados e instruídos, é para isso que nos pagam. E os professores devem exercer a sua função com sabedoria e dignidade. Não percebe isto?
O Jorge Arriaga está a delirar, certamente!
Para o WEGIE, ou "annoying IRC dweller of norweigian origin. Can easily be detected by starting a random discussion involving fjords, babyseal meat or whalefishing"...!!! Vai pescar
Tudo o que é condenável num professor está aqui, neste caso. Os alunos queixavam-se, por meios legais, há 3 anos. Como em muitos casos, ninguém os ouvia.
Venha a vigilância já que não há autocontrole!
Há aqui alguma coisa que não bate certa... não gostei do que ouvi, mas acho que está descontextualizado... a gravação foi feita premeditadamente, não se ouve nem um barulhinho... parece uma situação completamente provocada, mas não gostei do que ouvi: talvez se a professora tivesse simplesmente dado a aula ... por isso acho estranho! Até aprece que alguns alunos desta idade não sabem até mais asneiras que eu... que nós...
entretanto no publico online
Dezenas de alunos da Escola EB 2/3 Sá Couto de Espinho descrevem a docente, que foi suspensa devido à acusação de manter conversas impróprias nas aulas, como "a professora mais espectacular na escola".
Estudantes do 7.º ao 9.º ano - aos quais a referida docente Joaquina Rocha lecciona as disciplinas de História ou Cidadania do Mundo Actual - afirmam que ela sempre se revelou preocupada com os problemas pessoais dos seus alunos. "Mas sem deixar de dar a matéria das aulas", asseguram.
Samir Nica, 19 anos, diz que ela "é uma professora espectacular. Dá as aulas, mas também se preocupa com o que a gente anda a fazer lá fora. É a nossa segunda mãe aqui na escola". "Quando eu tinha algum problema, era com ela que ia falar e ela ajudou-me sempre", acrescenta o jovem.
Se esta é a mais espectacular, como serão os outros!
Cá estão eles! Há empreitada à vista!
Martins, cansei-me para perceber a sua piada, mas entendi. Depois do banho com OMO, não se esqueça do hidratante...
É claro que interessa a muita gente propagandear o escândalo; é claro que neste país há dois pesos e duas medidas; é claro que em futuras aulas de educação sexual, planeadas como estão sem plano, pode haver matéria a muitas futuras suspensões. E é claro que, no meio deste descalabro todo que é este país, muita mais trapalhada há-de ainda vir a lume. Urge gente séria e honesta que dê um rumo a este país, mas parece que disso já não há.
Esta situação é lamentável e não deveria ter acontecido. Há bons e maus professores, os professores são pessoas; acertam e erram, uns menos outros mais. Educar crianças e jovens é uma tarefa cada vez mais complexa, que exige ponderação, bom senso e trabalho de parceria. Os professores não podem trabalhar isolados dentro da sala de aula, quando surge um problema, seja com um aluno, seja com um professor, deve ser resolvido de imediato e não empurrado para debaixo do tapete. Com os problemas de indisciplina que povoam as salas de aula, com o excesso de funções que são atribuídas aos professores e com a evolutiva desautorização destes, temo que os colegas mais sensíveis e inseguros caminhem para o desequilíbrio psíquico e físico, ficando impossibilitados de trabalhar. A selecção de professores deve ser rigorosa. O trabalho docente deve ser desempenhado pelos mais capazes, mas isso só se consegue com uma formação credível, valorizando a profissão e motivando os melhores. Não me parece ser esse o caminho encetado pelas políticas da educação de há uns anos para cá.
Eu já deixei ontem a minha opinião e mantenho-a.
Quando vi o video fiquei sem vontade de comentar. Achei que a colega não estava bem (porque estava alterada) e deixei 2 ou 3 perguntas que mantenho.
- Se havia queixas desde há 3 anos o que fez o CE para ajudar a resolver o problema? E quem diz CE, diz também DT, Coord. de Dep ou Coord dos DT.
- A quem serve a divulgação da gravação na SIC?
Toda esta situação é muito triste.
Eu sei do que são capazes de fazer alguns adolescentes que querem tramar colegas/professores ou auxiliares de acção educativa. (E concordo com o Jorge Arriaga quando diz que os + perversos são os que têm + poder de compra).
Também sei do que são capazes de fazer alguns pais e EE.
Mas, também não sou ingénua, e sei que, infelizmente, há muito professor a tentar tramar outro professor pelas + variadas razões.
Volto a dizer: isto é muito triste, porque tudo podia ter sido resolvido de outra maneira.
Já agora: eu não ouvi em situação nenhuma fala de orgias, ou terei ouvido mal?
O surgimento repentino nos comentários deste blog de funcionários da 24 de Julho só reforça a minha ideia de que este foi um golpe baixo urdido por quem se sabe e que define moralmente os seus autores.
Em@! É de facto muito triste e a história não está completa.
Em@! É de facto muito triste e a história não está completa.
Acho absolutamente inacreditável a história da gravação.
Nem no freeport nem com o homem das pressões isso chegou para haver suspensões!!!!
E nós não nos podemos esquecer que estes aparelhómetros embora possam ser usados de forma pedagógica, não deixam de ser armas de arremessso poderosas contra nós pois permitem tudo, inclusive descontextualizar coisas que se passam.
E os vampiros da des-comunicação social estão sempre à espera de sangue...
Lamentável.
Lição a tirar: muito cuidado com o que dizemos nas aulas. As nossas palavras podem ser descontextualizadas e os nossos adversários e inimigos podem gravar as aulas e fazer um composição descontextualizada para nos tramar. Hoje em dia, é muito fácil gravar e filmar sem ser visto. Há por aí muito ressabiado, muita gente que quer culpar os professores pelos males da sociedade. O ódio aos professores é grande. Foi alimentado pelo Governo durante 4 anos.
O Luis vem fazer o frete, a Isabel também, mas mais soft. É a estratégia habitual no Umbigo e em outros blogues de referência. Aparece um provocador para ver se o mandam à mer** ou assim, para depois poder clamar que os professores são mal-educados. O outro provocador soft faz o mesmo serviço mas como good cop, para aprecer a quem lê que os professores enfiam a carapuça.
Vejam nas notícias online de vários jornas e confirme que entretanto, enquanto eu escrevia, os alunos da própria escola se juntaram para defender a professora e confirmaram TUDO o que digo.
Chamar doente mental a quem diz a verdade, boy Luis, era a estratégia estalinista que consta das vossas cartilhas.
Você sabe, tão bem como eu, que nas nossas escolas há violência, espancamentos, perseguição, humilhação, roubo comntinuado e extorsão, tráfico de drogas, violações, que entram armas e que elas são usadas, e que vocês não conseguem abafar tudo.
Esta professora deve ser-vos particularmente odiosa e deve ter sido a primeira de uma lista, porque estão não alinha em mediocridade e bandalheira. Deve ter rendido um belo prato de lentilhas a quem a entregou de bandeja para ser degolada.
As nossas adolescentes consideram a pílula do dia seguinte um contraceptivo e abortam nas casa de banho de muitas escolas, sim. Vá à SEC. da amadora, p. ex., e a tantas outras. Esta professora não se limita a debitar matéria e não alinha em ser humilhada.
E estou certo de que, não fora o medo de terem o IP capturadado e serem perseguidos no trabalho, muitos colegas viriam aqui subscrever as minhas palavras.
Há medo! E se isto fosse já a ditadura que vocês ambicionam eu estsava num campo de reeducação, ou numa clínica psiquiátrica, por dizer a verdade.
Outro delírio do "doido" Jorge Arriaga: actualmente as mochilas de muitos jovens têm lá dentro os telemóveis ligados durante toda a aula, provocam os professores, gravam a irritação e trocam gravações no MSN. Mas quem tem coragem de revistar as mochilas? Nem nda, que vem lá a SIC e a rataria!
Por muito cuidado que tenhamos, a coisa chegou a um ponto em que TUDO pode ser usado contra nós, manipulado, descontextualizado. São "eles" que agora mandam nas escolas. E tá tudo dito!
muito bem,ramiro marques. subscrevo inteiramente o que disse. esta situação revela a gravíssima fragilidade a que a classe docente padece.
um abraço,
jose ricardo
Está muito enganado. Sou apenas um professor que não concorda consigo, tal como 99% dos portugueses. Neste blogue os debates acabam sempre assim, aliás, nem começam. Quem tem outra posição é do governo. Pior que no tempo do Salazar, só que ao contrário.
Dê a cara, vá à Sic defender a colega. O que é indecente não é apenas ao modo como se refere à sexualidade, mas a agressividade com que insulta, ameaça miúdos de 12 anos. Mas, para si, eles é que são perigosos.
A mim podem gravar-me todas as aulas. Aliás, para não ser confundido com esta gente, venha a videovigilância!
E deixe de acusar quem não pensa como você. Se quer saber sou do BE.
Ramiro:
A essa conclusão já eu cheguei há muito tempo.Espero que não chegue o dia, em que sejamos obrigados a trazer connosco um gravador para exercermos o nosso "direito ao contraditório".
Mas olha que não é só nas aulas...
Então não é que colocaram as fotos do Turisticna e do Miguel num outro blog sem pedir autorização aos mesmos?
Que é feito da Cristina Ribas, da Deolinda e da AB? Já dei pela falta delas :)
E do Turisticna que ainda não deu um ar da sua graça.
Pois eu não gostava que me filmassem as aulas sem eu saber. Também não tenho medo da videovigilância.
Quanto à questão da colega suspensa, Caro Luís, não gostei do comentário "Se esta é a mais espectacular, como serão os outros!". Foi uma ironia e uma generalização grosseiras. Por acaso a minha mulher é professora nessa escola e não lhe admito a mínima falta de respeito.
Olá Em@!
Estou aqui! Cheguei há um bocado.
Estás bem?
Apreciei bastante esta opinião de Ramiro Marques, como muitas outras.
Tenho uma opinião próxima, embora possa admitir que para salvaguarda da própria professora seja melhor não comparecer na escola. E é pena que não esteja prevista outra forma de afastamento, mesmo voluntário, para proteger pessoas de situação melindrosas.
A opinião apresentada neste post é claramente mais lúcida do que a de alguns blogues de referência. Com pena minha, diga-se!
Cristina:
Tirando as alergias próprias da época...E tu?
O que está em causa não é a defesa ou não defesa da colega mas algo muito mais importante do que isso, em minha opinião!
Por um lado, não sabemos o que se passou e saber o que se passou significa saber todo o contexto, ter um conhecimento global e completo tanto da situação que ocorreu antes da gravação, como do perfil dos alunos e da professora. Todos estes dados são muito importantes.
Por outro lado, é muito importante ter em conta que todos nós erramos. Como gostaríamos que os outros lidassem com os nossos erros? É assim que devemos lidar com os erros dos outros! De forma positiva, sadia, formativa! E ninguém pense que está acima do erro, porque uma doença mais prolongada que não se controla, uns comprimidos com efeitos secundários, a morte de um familiar próximo, sintomas depressivos, a situação de droga de um filho, ou doença de um pai ou mãe, e tantos outros factores, podem levar qualquer um de nós, em qualquer altura, a ter atitudes menos habituais ou fases na sua vida menos boas! Ninguém está livre disso! E como lidar com essas situações?
Mas há outro aspecto não menos importante! Há alunos com os quais é difícil lidar e esses também nos podem levar a um desgaste que só imagina quem está diariamente com eles! Há escolas muito difíceis!
A redução da componente lectiva é agora mais difícil mas não faz sentido que assim seja porque lidar com crianças e jovens que cada vez são mais irreverentes, é muito complicado! Qualquer solução para um problema entre um professor e um aluno, que coloque o professor em situação de fragilidade perante o aluno, é deseducativa porque, por muito que o professor tenha errado, não é o aluno que tem autoridade para chamar a atenção do professor! O problema deve ser resolvido entre os adultos, deixando salvaguardada a autoridade do professor!
Não julgo a colega porque não sei o que se passou! Mas nunca a julgaria! Daqui o meu abraço!
Em@, estou bem obrigada!
A lurdinhas deve estar a esfregar as mãos.
Será que o novo C.E ou director , quiseram mostrar serviço? é estranho que a prof se tenha passado daquela maneira.
Boa noite Em@, Cristina, todos...
Não me vou pronunciar sobre este incidente. Não o faço para evitar falar do que não sei.
Mas tenho que lamentar juízos apresentados na praça pública crucificando, dizendo matem, quando a hora é de alguma tristeza. Prefiro esperar. Os acusados devem ter direito a alguma privacidade e a se defenderem.
Boa Noite, AB!
Concordo contigo! Não devemos julgar a colega, sobretudo se nem sabemos o que se passou!
Orlando, ainda há muita coisa por explicar. Com certeza que o processo irá esclarecer tudo isso e espero que possa ter um processo digno e justo!
Ou eu não percebo nada do nosso ordenamento jurídico ou não percebo nada do que se passou. Fotografar, gravar, filmar ou videogramar uma aula, reunião, sessão, sem autorização de quem preside, não é crime contra o chamdo direito de imagem? A sua utilização por meio de comunicação social não é igualmente um crime? Os alunos podem não ter idade para a imputabilidade, pelo que não se aplica a doutrina do crime. Mas aplica-se a da transgressão. E uma TV tem responsáveis imputáveis!
Depois, quem tem legitimidade para autorizar uma gravação e afins, no caso vertente, é o professor e não uma exibicionista PCE, não é verdade?
E penso que perante uma denúncia, a PCE não devia ir logo a correr para o Processo Discioplinar. Primeiro, vem o processo de inquérito, para apuramento de factos e do nível de intervenção das pessoas; e só depois é que vem o PD, em que os potenciais arguidos podem ser suspensos preventivamente se houver razões para tanto, com todas as possibilidades de defesa ou de guardar silêncio e apuramtno de responsabilidades e determinação de eventuais penas face às legítimas provas testemunhais, documentais e periciais.
Agora, uma aluna grava, duas mães denunciam, PCE, DREN e IGE arregaçam as mãos e Comunicação Social tem matéria para longos minutos de notícia. Professores, pois, vamos assobiando para o lado: uns somos bons e outros não - como no Céu, Purgatório e Inferno.
Parece que ainda se comenta: Como é que numa aula da disciplna X (a daquela professora) se fala de uma cousa daquelas? Ora, se bem tenho lido, a educação sexual que está para chegar há um quartel de século, tal como o dito desenvolvimento pessoal e social, além dos espaços e meios próprios, parece que é tranversal a todas as disciplinas e áreas curriculares não disciplinares, não é assim, senhoras PCE e DREN?
É assim que queremos merecer o respeito da opinião pública e dos poderes?! Não estarão os papás a galgar indevidamente sobre a escola?
Parece que para balbúrdia não tivemos que aguardar pela posse dos directores!
Abílio, faz sentido o que diz.
Além da gravação ser ilegal, este é um assunto que nem sempre é fácil evitar embora eu pense que, se existir nas escolas, deve ser dado por especialistas na área.
Se há uma hora de gravação, porque não se ouve o que disseram os alunos? Quem começou o tema? Que perguntas foram colocadas? O que foi dito à professora, para que esta respondesse desta forma?
O que fizeram com ela é, a todos os níveis, ignóbil.
Quantos colegas não temos, com problemas do foro psicológico, aos quais as Juntas Médicas mandam dar aulas?
Vou esperar para ver. A moda das gravações vai pegar, vão ver...
Caro Wegie, vai ter de esforçar mais a dar "porrada" em quem não pensa como a corporação, isto se quer ter direito a entrevista particular. Se o esmero for grande ainda se habilita a uma caricatura.
Para já vai no caminho certo com os beijos e abraços.
Até já
Martins
Ouviu a Directora da DREN Margarida Moreira? Fez as mesmas contas que eu fiz... e não tirou conclusões. Agora tem que me pedir desculpas, ou dizer à Dra. o mesmo que me disse a mim: OMO.
Mas onde é que raio, eu tirei conclusões, Miguel??
Nunca opinei sobre o caso em si, apenas acerca das reacções ao mesmo e, onde ,até parece, agora e neste caso, que estamos num estado de direito.
Eu não mudo de opinião consoante os actores mudam, por isso é que não corro o risco de cair no ridículo de tanto me contorcer
Martins
No 11º comentário que consta aqui, dizia ontem o Martins, a propósito das redução que tentei fazer do caso, com reflexo nos docentes, dizia:
"Continuando na saga dos detergentes, estou inclinado a escolher a nova versão do "Omo matic" do Miguel, rebaptizada de "Omo Matematic" pelo Miguel, com apenas 000000006666% de tensoactivos."
19 de Maio de 2009 16:36
Eu entendi, mas traduza, sem se contorcer muito.
Caro Miguel, agora sim vou opinar sobre o assunto em apreço.
Quando alguém que não professor pode ter incorrido em comportamento incorrecto, ou desviante em relação a professores não vejo esta maré de salvaguardas, algumas das quais até fazem rir, mas que no fundo indicam má consciência de quem se farta de apontar o dedo sem se preocupar se está a ser honesto e correcto para com os visados.
Quando a aluna do célebre telemóvel foi para a fogueira o Miguel não foi buscar a máquina calculadora, pois não??
Martins
Eu já não sei de que lado está (estou a mentir), mas vá buscar a máquina calculadora e faça as contas, não da aluna do célebre telemóvel, mas da violência nas escolas!
E faça as contas dos Dias Loureiros (não é meu familiar) e encontre a percentagem relativamente aos nossos financeiros.
E faça as contas para o procurador Lopes da Mota e ache a percentagem relativamente aos procuradores.
Não vou falar do Freeport!
E finalmente ache a percentagem de tempos de antena de todos estes casos e relativize-os pela importância e consequ~encias que têm na vida do país e das pessoas!
A moralidade é para todos e não tem nada a ver com o ser professor ou não!
OU TEM?