Álvaro Almeida Santos diz que a contestação está a acalmar. Este país foi sempre salazarento
Álvaro Almeida Santos, Presidente do Conselho de Escolas, afirmou, hoje, que a contestação dos professores está a acalmar. E a Plataforma Sindical admite que diminua a adesão às lutas previstas para esta semana.
Comentário
Álvaro Almeida Santos esfrega as mãos de contente. O mesmo fazem os PCEs e Directores que se reuniram, quase secretamente, em Guimarães no passado sábado. Das conclusões da reunião não há notícia, a não ser o apego com que abraçaram a constituição da Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Deviam ter escolhido um nome mais modernaço: talvez Associação Nacional de Dirigentes de Unidades de Gestão. Falar de escolas e de ensino passou a estar out face à ditadura do pedagogicamente correcto imposto pelo eduquês e pela legislação do ME. Desta vez, nem uma palavra sobre a luta dos professores ou sobre o clima infernal que se vive nas escolas. Estamos conversados. Que cada um trate da sua vidinha! O Decreto Regulamentar 1-B/2009 encheu-lhes as medidas e acautelou-lhes o futuro imediato. É fashion ser director. Em breve vamos vê-los no beija-mão dos presidentes das câmaras municipais e a abanar o rabo atrás dos políticos e das associações de pais. A estratégia de sobrevivência encontrada foi dizer sim aos políticos locais e à Dre, assumindo, agora e sempre, a postura do comissário subalterno que está ali para cumprir ordens. Sejam elas quais foram. Os professores que se amanhem. Este país foi sempre salazarento.
Imagem: GoogleImages
A história

really nice blog!!!
ESTE É O TEMPO QUE NOS QUEREM IMPOR...
http://bulimunda.wordpress.com/2009/05/25/les-temps-morts-1964-directed-by-rene-laloux-o-nosso-tempo/
Metem-me nojo.
UM ano como professor e já me chega.
Continuar seria pactuar com estes merdas... com este nojo que é a política portuguesa.
ELes mereciam era greves de semanas inteiras, manifestações em dias seguidos, acampamentos de milhares à porta do parlamento... sem desmobilização, dias seguidos, até que percebessem que ou se muda, ou se muda.
Greves aos soluços, manifestações inconsequentes, papelinhos de reclamações... são brincadeiras de professorzecos que ladram mas não mordem.
Assim não se vai lá.
É preciso mais, muito mais. Mais coragem, mais raiva, mais vontade, mais discernimento.
Eu prefiro dedicar-me a outra coisa.
Até porque é óbvio: esta Escola, estes currículos, estas leis... são boas para alunos preguiçosos, para encarregados de educação irresponsáveis, para directores e seus pajens... isto não é Educação, não é nada. É só uma farsa.
Eu vou lá estar, mas é para mandar tudo à merda.
Não é por acaso que passámos de um 19ºlugar no índice de democracia da The Economist, para um 25º lugar, isto entre 2006 e 2008.
É que não são só os políticos a construí-lo: há uma cultura política, da responsabilidade de todos, que também é avaliada.
http://ondemudar.blogspot.com/2009/05/indice-de-democracia.html
Não sejamos tão pessimistas.
Eles sabem o que os espera. Juntos têm mais força.
Prefiro pensar assim. O contrário seria demasiado triste.
Não posso concordar com a afirmação de que somos salazarentos. Nessa época havia respeito pelos docentes.
Temos é meia dúzia de políticos com pouco mais QI que a rodada do meu automóvel armados em inteligentes e a estuporar o sector público em detrimento do cultivo da ignorância global com o intuito de continuarem a encher a mula no poder.
Espera lá!
Isso era o que Salazar fazia!!
Retiro o que disse. Somos salazarentos e/ou masoquistas! Uns gostam de mandar e outros de ser mandados... no meio é que definitivamente não está a virtude!
Estamos nós, os inconformados... e ainda algo inteligentes...
Dr Shue! Concordo.
Mas nós podemos e devemos continuar a lutar contra o 75/2008! O que se está a passar nas escolas é terrível!
O facto de se ter criado uma associação de dirigentes escolares e não de directores tem alguma intenção? talvez lhes permita continuar a lutar contra esta lei de gestão porque PCEs também são dirigentes!
Não duvido que muitos destes PCEs serão excelentes directores mas não se pode deixar a escola depender do perfil de quem vier, a democracia tem que estar salvaguardada e a coerência legal garantida à partida e esta lei de coerente não tem nada!
Caro Ramiro,
Já nem falo por mim. A Rosário e a Isabel não mereciam esta generalização injusta nem a sugestão de que se movem por dinheiro.
Francisco Queirós