Presidente da CNIPE afirma: interrogatórios da IGE a alunos são ilegais
Correio da Manhã – Como viu os inquéritos da Inspecção-Geral de Educação (IGE) aos alunos envolvidos nos incidentes de Fafe, em que foram arremessados ovos ao carro que transportava a ministra da Educação?
Maria José Viseu – É mais um caso a juntar a outros. Esse processo de averiguações deveria ter tido o acordo dos pais. É ilegal a IGE ou a escola procederem a uma averiguação que envolva alunos menores sem que os pais sejam informados.
– Se defende que houve uma ilegalidade, o que espera agora que a tutela faça?
– Espero que a tutela accione um processo ao inspector responsável. Se é sempre necessário o aval dos pais mesmo para os alunos menores responderem a inquéritos de opinião, não se percebe porque é que neste caso não deram conhecimento a quem de direito.
– Noutro âmbito, qual a posição da CNIPE (Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação) sobre o alargamento da escolaridade obrigatória?
– Concordamos, mas julgo que as escolas não estão estruturadas para isso e toda a estrutura terá de ser repensada. Poderemos vir a ter alunos de 18 anos no 8.º ano e teremos de criar estruturas para acompanhar esses percursos.
Fonte: CM online de 30/4/09
Comentário
Com posições destas, a CNIPE vai reconstruindo os laços de confiança entre as associações de pais e os professores. Laços que foram quebrados pelas posições públicas do senhor Albino e a agressividade da linguagem da ministra da educação. Uma excessiva colagem da Confap à ministra da educação abriram feridas entre as associações de pais e os professores com consequências nefastas para a aproximação da escola às famílias. A confiança também se restabelece pelo tom da linguagem e independência do movimento associativo dos pais face ao Governo e ao PS. Basta uma pesquisa no Google para verificar que há muita gente ligada à actual direcção da Confap que está com medo do protagonismo de Maria José Viseu.
Para saber mais
Dr. Ramiro Marques foi uma honra ter recebido tão ilustre pensador sobre os problemas socioprofissionais dos Professores, mas como é uma área que eu não domino não o posso acompanhar nos seus raciocínios, por isso compreendo que promova a cnipe e Maria José Viseu , pois eles estão mais preocupados com interesses socioprofissionais dos professores do que os interesses dos alunos.
Com os meus cumprimentos
Miguel Quintão
Caro Miguel Quintão
A opinião é livre. Seja sempre bem-vindo ao ProfAvaliação. O pluralismo é sempre bom. Também não gostaria que só houvesse uma central sindical ou um partido no país.
Presidente da Federação de Lisboa já admite manter ligação à Confap
A recém-criada Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), que reclama representar metade dos encarregados de educação do País, corre o risco de ficar condenada - ou pelo menos fragilizada - à nascença.
Em causa está a relutância em avançar de, pelo menos, duas das principais federações regionais que a deveriam integrar, a Ferlap (Lisboa) e a FapXira (Vila Franca de Xira), devido a divergências sobre a forma como estão a ser definidas as prioridades da nova confederação.
A CNIPE surgiu como alternativa à Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), cujo presidente, Albino Almeida, era acusado por várias associações de pais de assumir uma posição demasiado próxima do Ministério da Educação.
Mas, em declarações ao DN, António Castela, da Ferlap, que há pouco mais de um mês defendera com entusiasmo a mudança, confessa agora algum desânimo: "Discordamos que a principal base de posicionamento da CNIPE seja criticar o senhor Albino Almeida e a Confap", disse. "É verdade que não concordamos com as posições do senhor Albino Almeida, mas também temos posições que queremos debater."
António Castela explica que a Ferlap não participou na reunião do passado dia 17 de Abril, em Peniche, na qual foi formalmente anunciada a criação da CNIPE, por ter sido "sem explicações" alterada a ordem de trabalhos prevista, aprovada "por unanimidade" cerca de um mês antes.
Em abono da verdade gostaria de esclarecer que efectivamente a Ferlap continua naturalmente ligada á Confap, só que António Castela já não tem rigorosamente nada a ver com os actuais Órgãos Sociais da Ferlap.
Este texto que o Martins cita já tem largos meses.
Quanto à questão que o Dr. Ramiro Marques levanta do partido único ou central sindical única, claro que eu não gostaria, tal como a generalidade dos democratas, talvez por isso contra a opinião dos camaradas do Prof. Mário Nogueira em 1975, a UGT é uma realidade e os outros partidos para além do PCP também são, mas não mistura a cnip com a democracia, porque a cnipe surge porque Maria José Viseu queria a qualquer preço perpetuar de uma forma antidemocrática a sua continuidade com presidente da Confap, como provam todos os processos que ela perdeu em tribunal, inclusive um contra mim por injuria, que acabei de tomar conhecimento que teve o despacho de arquivamento por falta de provas, despacho esse que irei publicar no meu Blog “Pais Atentos”
Cumprimentos
Miguel Quintão
Para os alunos serem ouvidos, é necessária, não só a autorização dos encarregadosde educação, como a sua presença. Num procedimento disciplinar da escola, tanto as testemunhas como o aluno, a quem foi instaurado o procedimento disciplinar quando menor, não podem prestar declarações se não for na presença dos seus encarregados de educação!
Quem é esta? Ah, aquela prof incompetente? Eles comem tudo, até já dominam a associação de pais!
Caro Miguel, é lógico que existe um hiato de largos meses desde o o caso da FERLAP e a actualidade, mas o que se passou entre ambos?
Nem tiveram tempo ainda de publicar a lista dos componentes dos orgãos sociais eleitos, no tal site que era suposto ser um "must".
Porque é que Maria José Viseu é Presidente da CNIPE:
http://www.avantec.net/frapp/comunicado_20070707.pdf
Depois se quiserem ainda publico o acordão da relação que não dá provimento a uma queixa da Federação de Viseu (MJV) quando esta quis ganhar as eleições da CONFAP eliminando uma das duas listas concorrentes.