Movimentos apelam à intensificação da luta no 3º período. Docentes de escola de Vila Real aprovam 1 semana de greves

Os professores da Escola Secundária de S. Pedro, em Vila REal, aprovaram, hoje, em reunião sindical, um texto que apela à intensificação das formas de luta no 3º período. Do documento aprovado, ressalta:
1. Greve de uma semana, em que cada professor fará dois dias de greve, sendo um dia por região, a culminar com uma greve geral acompanhada de manifestação nacional nesse dia.
2. Mandatar a Plataforma Sindical e os movimentos de professores para estabelecerem com os partidos políticos um Compromisso pela Educação que os comprometa na revogação da divisão da carreira em duas categorias e do actual modelo de avaliação.
Foto: Painel mural de Diego Rivera
A história

20 Response to "Movimentos apelam à intensificação da luta no 3º período. Docentes de escola de Vila Real aprovam 1 semana de greves"

  1. Boa ideia, esta de as escolas enviarem as decisões para o Blog!
    Dinamizar para a greve parece-me bem! O compromisso com os partidos, fundamental!

    Que os tantos motivos que temos para, no mínimo, retirar a maioria absoluta a José Sócrates, não nos sufoquem mas nos motivem!

    Vamos lutar!
    É bom lutar sim!
    É bom sentir a classe unida, é bom lutarmos juntos, sermos juntos, construirmos juntos!

    Jane says:
    Este comentário foi removido pelo autor.
    zezeg3 says:

    É lá!

    Não estou dentro da lei que permite a greve, mas parece-me que não é possível fazerem-se greves assim, ou seja, greves a conta-gotas. E a opinião pública fica do nosso lado ou do lado do Governo (socrátes)? E os paizinhos, confap, mais a nova confederação, do nooso lado ou do lado do patronato que lhe subsidia a existência? E os midia do nosso lado ou do lado do sócrates?

    Atenção que estamos numa grave crise social global, que os profs. ganham 3000 euros por mês, são os valores que vêm sempre à baila nestas alturas, até alguns funcionários já me alertaram para este facto - o de eu ter um vencimento mensal de 3000 euros e eles uns miseros 600 euros.

    Estou de acordo com as greves, mas atenção a estes promenores que vêm sempre ao de cima, e então com este 1.º e ministra+secretários eles vão pegar no vencimento e lançar o odioso para cima dos profs.

    Jane
    Claro que valido!
    Zezeg: os 3 mil euros de que fala são ilíquidos e só para o topo da carreira. Líquidos são 2100 euros.

    Ibel says:

    Estou de acordo com a Cristina Ribas.As escolas devem enviar as decisões para o blog.Mas parece-me, pelo que ouço, que os professores estão esgotados e desanimados, sobretudo os que deram corpo e alma por esta luta e se viram atraiçoados pelos colegas.
    Precisamos de muita prudência, para que a opinão pública não se vire contra nós.Mas devemos continuar a lutar.

    zezeg3 says:

    Ramiro
    Tudo bem. Eu bem sei que é para o 10.º escalão, actual 3.º dos titulares, mas é o que sempre vêm à baila nestes momentos. Volto a repetir que os funcionários estão sempre a recordar-me esta situação, eles têm na sala de funcionários a tabela salarial deles e a dos profs.
    Sabem estes valores e a opinião pública sabe?
    E quando souber?
    Com tanta crise, miséria, desemprego e fome não vão achar graça nenhuma à nossa - aliás, de alguns profs.- greve.
    É a minha opinião. Posso estar enganado, o que aconteçe poucas vezes às minhas previsões ou actos adivinhatórios.
    Já agora, mais, uma previsão, o BLOKO vai ser o 3.º partido mais votado nas legislativas de 2009

    Em@ says:

    Boa noite!

    Sinceramente eu não acredito que haja mobilização para uma greve destas.
    Acho imprescindível não baixarmos os braços, mas neste momento, e depois de verificar que tanta gente entregou os OI e pede aulas assistidas, não sei qual a melhor forma de luta.

    Continuo a resistir.
    E vou fazendo a minha campanha: Não voto PS. E respondendo ao Zezeg3 acredito, piamente, que o BE seja o 3ª partido + votado nas legislativas. Eu, pelo menos, voto Bloco /Bloko (para ser mais actual ehehehe)

    Tiago says:

    Peço desculpa, mas este discurso de Sócrates em 2004 merece ser visto!!!

    Aqui vai ele:
    http://www.youtube.com/watch?v=ga4JFtrOx1Y

    Ibel,
    Desculpa, mas não consigo perceber essa do "atraiçoamento dos colegas". Eu sempre me assumi como professora numa escola em que os Objectivos foram entregues no início do ano, ANTES de que alguém nos pedisse que não os elaborássemos. Como a minha, há várias escolas nas mesmas circunstâncias.

    Os blogues NUNCA quiseram divulgar isto, assim como agora não divulgam o número de escolas onde a adesão às reuniões sindicais foi nula.

    Alguns blogues têm uma agenda, que é incentivar os colegas para a luta.

    De tão selectiva, a informação que passam (moções, deliberações, etc. etc.) leva a que, por vezes, as pessoas se sintam defraudadas.

    Neste momento, mais do que a ADD, preocupa-me o desrepeito sistemático pelo horário de 35 horas.

    Ramiro,
    Depois na D. Carlos I Apede e na S. Pedro Vila Real ProMova se terem aprovado as conclusões do "encontro nacional de Leiria", fico à espera do que se vai aprovar na Pedro Alexandrino Mup e na Secundária de Caneças Apede.
    Mas sendo um pouco mais sérios, que me diga quem sabe se, fora estas escolas claramente conotadas com as lideranças dos três movimentos "independentes", em quantas mais foi aprovada a greve?
    E quantos professores estiveram nas duas reuniões em que a greve e a recusa de cumprir a auto-avaliação foram aprovadas?
    Lembro-te que em 8 de Março de 2008 a D. Carlos I de Sintra levou cerca de 100 professores à manifestação e na 2ª feira estavam lá pouco mais de 20 a discutir as formas de luta.
    http://fjsantos.wordpress.com/2009/04/22/avaliacao-protestos-coerencia-e-por-se-a-jeito/

    Obrigado pelos comentários. Fica-me a ideia de que é preciso manter a discussão e ouvir atentamente os professores. E tirar as devidas conclusões daquilo que os professores dizem.

    Estiveram 24 professores na reunião da D. Carlos I. As propostas de greve foram aprovadas SEM QUALQUER voto contra! E não estavam mais colegas porque desconheciam que a reunião se realizaria logo na 2ª feira de manhã e em pleno horário lectivo. Se a reunião fosse 4 ou 5ª feira à tarde, estariam certamente muito mais professores. E o resultado, creio bem, não seria de todo diferente. Já agora, não foram apenas aprovadas as propostas dos movimentos independentes, surgiram e foram aprovadas outras iniciativas: a publicação de um comunicado, nos jornais diários, em página inteira, no dia da manifestação, para esclarecer a opinião pública acerca das razões da luta dos professores e, ainda, a realização de debates sobre a Escola Pública, nas escolas, na semana de greve. Tudo isso está na acta da reunião!
    Achei extremamente curiosa a forma como o Francisco Santos avalia as decisões dos colegas destas escolas . Diz ele, após se ter referido às decisões tomadas: "Mas sendo um pouco mais sério, ...". Ou seja, para o Francisco os colegas dessas escolas não merecem ver as suas decisões respeitadas e tratadas, ou comentadas, com seriedade. E porquê??! Porque, obviamente, aprovaram as propostas dos movimentos e não a da Plataforma Sindical! E por isso estas escolas não são significativas, não contam muito, estão controladas pelos movimentos, os colegas não têm cabeça para pensar! Sendo o Francisco candidato à direcção do SPGL, deixa aqui um belo exemplo de como se constrói um sindicalismo responsável e democrático!

    P.S. No mesmo texto refere que a escola D. Carlos I levou cerca de 100 professores à manifestação de 8de Março! É um facto! Estivemos SEMPRE na primeira linha da luta! Fomos das primeiras a suspender a avaliação e por decisão nossa, de TODOS os departamentos, contra o que defendiam o Conselho Pedagógico e o Executivo. No 15 de Novembro, foi na D. Carlos I que se construíu o palco e boa parte da logística (faixas, etc) foram os seus professores que encabeçaram a manifestação! A 3 de Dezembro (percentagem de adesão à greve de quase 100%) organizámos uma Concentração junto à Câmara Municipal de Sintra (mobilizando colegas de outras escolas do concelho) e a 19 de Janeiro voltámos a repetir uma percentagem de adesão quase a 100%! Quanto aos OI tivemos cerca de 45 professores a não entregar (resultado excelente no concelho de Sintra e sobretudo numa escola básica). Do quadro apenas 20/25 o fizeram, os restantes são contratados! Talvez fosse bom RESPEITARES uma escola como esta! No fundo igual a tantas outras, que resistiram e continuam empenhadas na luta!

    Ricardo Silva (APEDE)
    Professor há 19 anos na EBI/JI D. Carlos I

    Movimentos e sindicatos, todos somos precisos! Se há alguma coisa que esta luta nos disse e ensinou, é que todos juntos e unidos, somos mais fortes! O debate enriquece-se e a luta também! Este momento, em que muitos colegas estão desmobilizados, mais do que nunca exige de nós essa união e esse saber-estar na divergência!

    Cristina,

    Estou de acordo. Todos somos precisos. E é fundamental saber estar na divergência! Exactamente!

    Abraço

    Bárbara,

    foi dito no Blog que houve escolas que procederam à entrega dos objectivos no início do ano e que não puderam recusar a entrega. Não garanto que tenha sido num post mas pelo menos em comentários.

    As opiniões do Ramiro, dos comentadores e dos colegas que escrevem para o Prfavaliação, são praticamente unânimes em considerar que não devíamos entregar os objectivos, e houve apelo à não entrega, respeitando sempre a decisão de cada um, como não podia deixar de ser. Contudo, perante uma tutela arrogante e prepotente, que nunca se coibiu de usar as fragilidades dos professores para impôr as suas políticas educativas completamente sem sentido, no ProfAvaliação sempre vi uma preocupação de perceber quais os motivos que tinham levado os professores a entregar os objectivos. De entre todos eles, esse foi referido!

    A união da classe, que sempre foi apanágio do ProfAvaliação, passava também e passa, por entender esses motivos!

    Achas mal incentivar os colegas para a luta? Eu tenho feito um esforço por tentar dinamizar os colegas para a luta e acho que é um dever. Aqui no Blog também, aliás, éum dos motivos por que também pertenço ao ProfAvaliação, é porque estou na luta dos professores! E todos somos precisos! Não quero convencer ninguém de nada, mas se as pessoas pensam que esta ADD não faz sentido, que o ECD tem que ser pelomenos revisto, que a nova lei de gestão é anti-democrática e que nada disto serve para a escola, além da questão das 35h, claro 8que decorre de tudo isto não te esqueças) e de tantos outros problemas que esta legislação criou, as pessoas devem lutar e não baixar os braços, sim! Algumas pessoas não lutam, não é porque concordem, mas tão somente porque acham que não vale a pena! Ao contrário do que a tutela quer fazer crer á opinião pública, a avaliação não está a decorrer com normalidade, as escolas não voltaram á sua vida normal e os professores não passaram a conordar com nada disto! Nem podiam! estimular para a luta é apenas ajudar os professores a agir com aquilo em que acreditam, é ajudar a fazerem aquilo que penso que querem, mas para o que, talvez já não tenham forças... todos juntos, conseguimos. É por isso que somos uma classe! Como foi estar juntos na avenida da liberdade e no terreiro do paço?! Não ficámos cheios e orgulhosos de nós por termos lutado, juntos, por aquilo em que acredtitávamos?!

    Juntos, podemos acreditar de novo!
    E conseguir!
    Juntos temos força e juntos tudo podemos! Porque temos a força da razão!

    Em@ says:

    Bárbara:
    Acho que não tens razão. Parte do que te poderia dizer já disse a Cristina Ribas e como tal não vou repetir. Não é só o desrespeito do horário das 35h que me preocupa, preocupa-me essencialmente o ECD e a fantochada que é esta avaliação.
    Mas de uma coisa estou certa, só unidos é que consiguiremos alguma coisa.
    Por isso, independentes, sindicatos e movimetos, é hora de união e não de debandada. Ainda há caminho a percorrer e até às eleições muita coisa se pode conseguir. É preciso reinventar a luta. Com um grande concerto (como já foi opinado) porque não? A música poderá ser o elo que nos unirá de novo.

    "O que faz falta é nimar a malta.."

    Ema e Cristina,

    Lutar, sim, mas com novas armas. Não sou contra a luta, mas continuo a achar que há outras coisas tão importantes quanto a ADD e pelas quais não estamos a lutar.

    Os professores não podem ser divididos em "fiéis" e "traidores". Este discurso tem de acabar. O Governo cedeu e algumas pessoas contentaram-se com isso (sic).

    Venha daí o concerto num estádio. Pode ser que "conserte" alguma coisa :-)

    Meus caros, façam o favor de parar de falar do desânimo, seja de quem for. Toca a andar para a frente e a engrossar as fileiras.

    Contra os pavões marchar marchar!!!

    Bárbara,

    Concordo contigo e já sabes o que penso sobre isso! União acima de tudo! E todos temos que dar o nosso contributo! Todos!
    Quanto aos motivos da luta, penso que temos que continuar a lutar contra a ADD que não tem pés nem cabeça mas também contra o ECD e a nova lei de gestão e todos os problemas da escola, incluindo o Estatuto do Aluno! Mas não lutamos apenas pela ADD, embora tenha sido uma dos motivos de mobilização! A ADD uem que ver com a vida escolar e com muitos aspectos pedagógicos!

    Mas as palavras do Luís dão-nos o mote

    "Contra os pavões marchar, marchar!"