Mão da Sombra. Um Poema do Luís Costa



Se a mão negra vier
Ao peito apontar-me o dedo
Diga ela o que disser
Faça ela o que fizer
Tu não me deixes levar
Sem a luz do teu olhar
Para os confins do degredo
Se a mão ímpia vier
Rasgar-me o corpo no chão
Doa ela o que doer
Não bebas o meu sofrer
Dá-me um fio do teu mel
Que afague a minha pele
E me acalme o coração
Se a mão-sombra vier
Trazer-me a noite gelada
Faça o frio que fizer
Não sofras o meu tremer
Dá-me uma palavra tua
Para enfeitiçar a Lua
Acender a madrugada


3 Response to "Mão da Sombra. Um Poema do Luís Costa"

  1. Luís,

    Que lindo poema!
    Vamos contar uns com os outros!
    Vamos juntos lutar!
    Vamos juntos vencer!

    Obrigada!
    Parabéns!

    Luís,

    Com este excelente poema, não há "mão-sombra" que se atreva a ensombrar o nosso caminho!

    Deolinda says:

    Mais um belo poema em que se apela à solidariedade.
    Parabéns!