Ainda o concurso e o caso especial dos candidatos às vagas do grupo 350 - Espanhol


É do conhecimento geral a necessidade de formar professores de espanhol, uma vez que o número de professores existentes não chega para colmatar as necessidades que, desde há três anos, se verificam no sistema educativo. O aumento de escolas nas quais a disciplina de espanhol é uma opção é algo que vemos com muito agrado e, como professores de espanhol que somos, com licenciaturas de quatro anos e mais dois anos de pós- licenciatura para obtermos a profissionalização, consideramos a expansão da língua espanhola uma mais-valia para os nossos alunos.
Esta necessidade de formação, deu origem a uma excepção aberta pelo Ministério da Educação para o concurso de contratação 2009/2010 em que, e passo a citar: “Também podem ser candidatos, com habilitação profissional, ao grupo de recrutamento código 350 (Espanhol) os seguintes docentes:
1– Candidatos titulares de uma qualificação profissional numa Língua estrangeira e/ou Português, que possuam na componente cientifica da sua formação, a variante Espanhol ou o Diploma Espanhol de Língua Estrangeira (DELE) nível C, do Instituto Cervantes.
2– Apenas poderão ser candidatos, os professores com qualificação profissional para os grupos de recrutamento 200, 210, 220, 300, 310, 320, 330 e 340.”
Vimos por este meio mostrar a nossa indignação no que diz respeito a esta excepção, uma vez que gerará uma situação muito injusta para com os professores de espanhol profissionalizados na disciplina, visto poderem ser ultrapassados na lista de graduação e consequente afectação ou colocação por docentes de outros grupos de recrutamento sem habilitação profissional efectiva para a disciplina. Consideramos que é urgente a formação de mais professores de espanhol de forma a responder às necessidades existentes, mas consideramos também que esta formação não pode passar somente pela rapidez mas também pela qualidade. Não queremos de forma alguma pôr em causa a capacidade e a credibilidade dos colegas dos referidos grupos de recrutamento, mas não nos parece viável que lhes seja conferida habilitação profissional para o grupo de recrutamento 350 apenas por reunirem as condições consideradas excepcionais pelo Ministério da Educação. É uma situação injusta também para todos os candidatos licenciados em espanhol portadores de habilitação própria, que por algum motivo ainda não realizaram a profissionalização e para todos os candidatos finalistas que não poderão concorrer ao concurso de contratação 2009/2010.
Anabela Guerreiro Mendes

31 Response to "Ainda o concurso e o caso especial dos candidatos às vagas do grupo 350 - Espanhol"

  1. Anónimo says:

    Realmente é inadmissível. Para que vale a componente científica, pergunto?

    Rita says:

    Na minha escola, há um professor de espanhol que está muito feliz com esta excepção...
    De facto, com três meses, num curso intensivo, está a leccionar e, segundo diz, vai efectivar ao pé de casa...

    Palavras para quê?!

    Colegas, mexam-se!
    É inadmissível realmente!

    anabela GM says:

    Eu, pelo contrário, estou super descontente. Andei eu a queimar as pestanas durante 4 anos (antes de Bolonha) + 1 ano de estágio e recentemente mais 1 ano numa pós-graduação, para quê? Bastava ter ido fazer o cursito de 3 meses.

    João says:

    100% de acordo.

    Aquilo que aconteceu em Matemática e o que está ainda a acontecer em informática é algo inadmissível.

    Ainda bem que existem pessoas inteligentes, capazes e não inertes que lutam pelo seu grupo.

    Anónimo says:

    Por favor agradecia uma ajuda: sou contratado, encontro-me a fazer a profissionalização em serviço.
    Só posso concorrer a ofertas de escola?
    E os contratados não profissioalizados, quando ´concorrem ? É também só a oferta de escola? Não volta a haver outro concurso este ano?
    João

    Anónimo says:

    Sou profissionalizada no grupo 350 e estou completamente indignada. É inadmissível que isto aconteça. Cá para mim o ME nem sequer tem conhecimento que existe a profissionalização em espanhol.

    Anónimo says:

    Porque nao les a legislaçao que sai.Tu nao podes ser candidato a professor porque não és profissionalizado.

    Anónimo says:

    Sou professora de espanhol há sensivelmente 6 anos. Quando terminei a minha licenciatura em LLM port/esp à cerca de 10 anos, licenciatura essa que obedecia a um percurso de 4 anos mais 2 de pedagógicas não havia profissionalização em espanhol, apenas em português. Após alguns anitos de luta conseguiu-se que a faculdade abrisse vagas para a realização da tão desejada profissionalização em espanhol, para nós professores que já tinhamos terminado a licenciatura à algum tempo, era um sonho tornado realidade. Agora pergunto-me para quê...?

    Anónimo says:

    eu sei que não posso concorrer agora porque não sou profissionalizado. O que eu queria saber era se só podia concorrer às ofertas de escola...
    João

    Anónimo says:

    desde que haja horário é claro que podes concorrer às ofertas de escola, mas 1º tens a bolsa de recrutamento

    Anónimo says:

    O mais importante é que não podemos baixar os braços... Temos que fazer qualquer coisa enquanto nos pudermos mexer. Desculpem, mas isto é de loucos!!!!!! Há que ir por todos os meios. Pressionemos também a "Consejería de educación". Eu já o fiz, façamo-lo todos! Eles também nos podem ajudar, ou não?
    Paula

    Anónimo says:

    Um profissionalizado que não tenha vaga ppara efectivar volta a ter oportunidade de indicar preferências para a outra fase?

    Deolinda says:

    Este texto equaciona muito bem o problema, mas eu queria reflectir em dois pormenorzinhos:
    1)Ser possuidor do Diploma do Instituto Cervantes para leccionar Espanhol, só acontece em Portugal (até agora, essa habilitação era reconhecida a quem tivesse, pelo menos, cinco anos de tempo de serviço).
    2)Ser possuidor de uma qualquer licenciatura em Línguas e mais três quaisquer cadeiras da variante Espanhol (Cultura ou Literatura, p. ex.), parece-me completamente errado.
    Quem assim legislou deve pensar que, pelo facto de nos desenrascarmos a comprar caramelos em Badajoz, também conseguimos ensinar a língua falada e escrita, bem como as regras gramaticais...

    Anónimo says:

    Apenas me ocorre o seguinte: VERGONHOSO!

    Deolinda says:

    Já agora, queria pedir a alguém do ME que, em nome do "Ou há moralidade, ou...", generalizasse a medida e que a mesma fosse aplicada a todas as áreas. É que quando me licenciei em Românicas, fiz cadeiras de opção pertencentes ao curso de História e portanto devo ter habilitações para esse grupo de docência.
    Como o Francês está em vias de extinção...

    Cansado mas atento says:

    Eleições a quanto obrigam!
    Este concurso tem situações dignas de serem mencionadas.
    Na minha escola o presidente ficou hoje estupefacto com o número de vagas que vêm a concurso neste grupo e não só.
    Há mais grupos de recrutamento onde não foi identificada, pelo presidente, necessidade de vaga para concurso e que agora aparecem com uma vaga.
    Quem ficar lá colocado não terá componente lectiva e depois o que lhe acontecerá?!
    Concorrerá a destacamento por ausência da componente lectiva?
    Espanhol e informática é o que está a dar mas também servem para "tapar os olhos com uma peneira".

    Anónimo says:

    Isto é incrivel. Sou licenciada em Port/Esp e tenho concorrido com habilitação própria. Sinto que tenho plenos conhecimentos e capacidades de leccionar esta disciplina, pois estudei-a ao longo de 4 anos de licenciatura, e agora sou completamente posta de parte. Se não sou suficientemente graduada para concorrer neste concurso e leccionar numa escola,já o serei para concorrer a ofertas de escola? Que vergonha!

    tita says:

    Esta excepção deixa-me quase sem palavras!!! E dói!! Não pode ser esta a solução para o problema... podemos não ser muitos os professores de espanhol, mas não é justo que, desta maneira, o ministério permita que sejamos ultrapassados. Podem não ser muitos os professores de outros grupo que reunam estas condições, mas um que seja já torna a situação injusta. Por esta ordem de ideias, eu tenho o nível C do British Council e como sou profissionalizada numa língua estrangeira, poderia dar aulas de inglês... por que é que não me deixam?!
    Não sei até que ponto seremos ouvidos, naõ sei até que ponto é que esta situação terá resolução, mas sei que os PROFESSORES DE ESPANHOL ( os que de facto são merecedores de tal designação) não cruzam os braços, e pelos menos de não lutar e não tentar não nos podem acusar.

    Anónimo says:

    Nem tenho palavras....
    Sou licenciada em Por/Esp.Mas parece que a designação licenciatura Já não tem qualquer importância.Ser portador de uma curso de Cervantes é bastante mais importante......
    Ou seja estudei para nada....
    Acho isto uma vergonha....

    Anónimo says:

    Nem comento... licenciei-me e profissionalizei-me em Português/Francês, já lá vão 13 anos...O grupo 350 foi criado e a disciplina de Espanhol começou a expandir-se...O que fiz? O DELE? NÃOOOooooo!!! Burra, fui fazer a licenciatura e profissionalizei-me em Português/Espanhol! Ah! E REPETI ESTÁGIO EM PORTUGUÊS...Para quê? Agora que tinha a oportunidade de efectivar, vejo-me ULTRAPASSADA por colegas com menos habilitação...

    Tina says:

    não há medida que este governo tome que não seja para afrontar pessoas.
    Lá vou eu, recém-profissionalizada em Espanhol, ser ultrapassada por colegas com mais tempo de serviço, mas menos competência científico-pedagógica.

    Anónimo says:

    É o velho problema da oferta e da procura: poucos professores para muitos alunos.
    Mas para os meninos que querem estudar Espanhol, para tirarem o curso de Medicina em Espanha, esta de terem amadores como professores, não vem muito a calhar...

    Anónimo says:

    Sou licenciada em LLM - Port/Esp e tal como os colegas, estou indignada com a situação. Penso que não faz qualquer sentido continuar a existir o curso, uma vez que kk licenciado em LLM + variante ou DELE (tirado num dia, em alguns casos) tem competências suficientes para leccionar a disciplina.

    Anónimo says:

    E uma providência cautelar? Não seria uma solução para parar o processo?

    margarida says:

    já telefonei para o meu sindicato,façam o mesmo,divulguem a situação, alguma coisa tem de ser feita. Isto não pode ficar assim. Estou indignada e revoltada. Temos que unir forças.

    Anónimo says:

    Isto é realmente VERGONHOSO! Nós não somos carenciados ao ponto de aceitar que chegue qualquer um e esteja em pé de iguldade conosco, os profissionalizados em espanhol. Inventam tanta coisa e porque é que não inventaram uma prioridade exclusivamente para essas pessoas? Somos poucos mas bons e, tal como em todos os grupos, só queremos um concurso justo. E justo só pode ser se permitirem que respeitem a nossa prioridade e, sobretudo, valorizem o nosso esforço e a nossa oportunidade! Colegas, enviem mails, tal como tenho feito, passem palavra, falem para a consejería, porque isto é inadmissível e o tempo está a escassear.

    Anónimo says:

    Isto é vergonhoso! Qualqier dia estamios a oivir os niossos estiudiantes a hablarie españuel assim. Isto é o efeito de aprendizes de espanhol a ensinar os nossos niños.
    Raquel Duarte

    Anónimo says:

    Desta forma porque não criar um CURSO DAS NOVAS OPORTUNIDADES e deixá-los também entrar no concurso.Raquel Duarte

    Sou professora profissionalizada do grupo 350 (Espanhol) e sinto-me profundamente revoltada com a situação que se vai viver nestes concursos. Tirei uma licenciatura de cinco anos que incluiu um ano de estágio pedagógico nas disciplinas de Português e Espanhol e vejo agora que vou ser ultrapassada por colegas que terão menos habilitações e, muito provavelmente, falta de conhecimentos científicos para leccionar a disciplina de Espanhol.
    Para além da injustiça que representa para com os professores licenciados no grupo 350, esta situação trará como consequência, com toda a certeza, a degradação das aprendizagens dos alunos de Espanhol. Neste ano lectivo, já tive a oportunidade de assistir a um caso de um professor que, sem os conhecimentos científicos e pedagógicos necessários, foi contratado para substituir uma colega de Espanhol profissionalizada (que estava de licença de maternidade) e o resultado foi um "convite" para abandonar a escola, após as inúmeras queixas de pais, encarregados de educação e até de alunos.
    Não se pode permitir que situações destas se repitam, sobretudo com a "ajuda" do Ministério da Educação. Estou certa de que as entidades ministeriais da educação não têm conhecimento desta realidade. Não se pode cair neste erro.
    Somos poucos professores para tanta procura, é certo. Porém, não é esta a forma mais eficaz de resolver o problema, colocando os professores menos preparados em condições de igualdade com os professores profissionalizados no grupo de Espanhol.
    Precisamos de ajuda! Precisamos que a nossa situação seja tornada pública! Não é justo nem para os alunos que esperam aprender e que têm direito a ter um professor verdadeiramente preparado para os ensinar, nem para os professores que dedicaram 4 ou 5 anos da sua vida ao estudo da língua, literatura e cultura espanholas!

    Rute

    Anónimo says:

    É uma vergonha o que querem fazer! Isto só prova que o Ministério da Educação não se preocupa minimamente com a qualidade do ensino em Portugal (e a prová-lo está o belo exemplo do Magalhães cheio de erros). E depois querem que façamos uma prova de ingresso na carreira docente!!!! É de loucos.
    Pessoal,podem achar que sou doida mas eu cá acho que deviamos boicotar as avaliações do 2º periodo! E já agora mandávamos ir alguém em nosso lugar, afinal, qualquer um parece estar habilitado para ser professor de espanhol! E pensar que andei 5 anos a tirar o curso de LLM Port/Esp.

    Filipa says:

    Sou profissionalizada do grupo 350 e não quero acreditar que isto vá mesmo acontecer. O problema da falta de professores de espanhol tinha de ser resolvido de alguma forma mas não assim. Como é óbvio, tinha que haver outra prioridade para estes professores. Pela primeira vez que abrem tantas vagas para efectivar no nosso grupo, quem vai ficar com as vagas são professores de outras línguas (porque ter o DELE não chega para dar aulas! Eu fiz o exame e sei que é bastante acessível...) Isto é uma injustiça tremenda.
    Outra coisa, quando li aquela parte que dizia que a "pretensão" de fazer o DELE até 2011 também conferia habilitação profissional pensei que estivesse a interpretar mal. Mas essa barbaridade é mesmo verdade? Quem estiver a pensar fazer o DELE também pode concorrer? Esclareçam-me por favor.
    Se assim for, nem quero imaginar. A sério, não consigo prever o que virá por aí. O ministério vai colher as tempestades dos ventos que semeou. Estão a tratar-nos muito mal.
    Uma última coisa, se nós profissionalizados nos sentimos injustiçados imaginem os colegas que dão aulas de espanhol há anos e por alguma razão ainda têm que concorrer com habilitação própria. E também os finalistas...
    Enfim, isto é muito triste. Há umas semanas tínhamos todos grandes expectativas porque sabíamos que muita gente do nosso grupo ía efectivar. De um dia para o outro, sai uma portaria e afinal quem vai efectivar no nosso grupo são profs de outros grupos...
    Filipa