Uso intensivo e prolongado de computadores, calculadoras e consolas torna o cérebro preguiçoso e abre caminho a distúrbios cognitivos
Os neurocientistas não param de alertar para os malefícios de um uso intenso e prolongado dos computadores, calculadoras e consolas pelas crianças. Para além de promoverem o isolamento social, o egocentrismo juvenil, quebras de atenção, obesidade, diabetes e hiperactividade, sabe-se agora que torna o cérebro preguiçoso. O cérebro é um músculo. Com falta de uso, enfraquece. Se a memória não foi exercitada, a função perde-se. O uso desregrado das novas tecnologias da informação é meio caminho andado para perdas de memória na velhice. E sabe-se que quem usa pouco a memória tem mais probabilidades de desenvolver, mas cedo, a doença de Alzheimer.
O cérebro está a cair em desuso. Com as calculadoras nas salas de aula, as crianças não aprendem a tabuada e não exercitam a memória para fazer operações matemáticas simples. Com o uso indiscriminado do GPS, perdemos a capacidade para ler e interpretar mapas. Poupa-se na memória e no raciocínio e corre-se o risco de criar áreas do cérebro amorfas, apáticas e cinzentas por falta de uso. Pode estar a acontecer ao cérebro das crianças aquilo que acontece aos músculos das pernas dos idosos que não fazem exercício físico. Talvez o Governo português esteja a cometer um crime ao entregar 500 mil portáteis a crianças dos 5 aos 10 anos de idade. Os efeitos perniciosos serão detectados mais tarde.
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Off-topic:
Foste premiado.
http://blogotinha.blogspot.com/2009/02/premio-olha-que-blog-maneiro.html
Distúrbios cognitivos e não só. Daqui a uns anos teremos que enfrentar uma avalanche de distúrbios relacionados com o tema, que ainda nem sequer foram estudados. Só espero vir a enganar-me.
Não te enganas, não, Ema.
Tens razão. O uso de máquina de calcular só atrofia. Felizmente, a professora da minha filha acha que a melhor máquina de calcular é a cabeça dela. É incrível como numa loja para somar duas quantias é necessário uma máquina de calcular e depois viram-se para a minha mãe (75 anos) e dizem "com essa idade e que rica cabecinha".
Kankan
O meu filho tem 4 anos e meio e é cada vez mais difícil que ele possa brincar com um amiguinho das mesmas idades, fora da escola. Quando visitamos os coleguinhas dele, estes estão geralmente de volta da playstation ou do computador(!)
Dá-me imensa pena vê-lo sentado, à espera que os amigos acabem os jogos, para poderem brincar com ele "interactivamente". Também me aflige que, entre brincar com alguém e jogar um jogo electrónico, haja crianças que prefiram o segundo.