O eduquês está para a educação como os produtos financeiros tóxicos estão para os bancos

1. O eduquês está para a educação como o economês está para a economia. Tal como os produtos financeiros tóxicos, o eduquês alimenta-se da fabricação fraudulenta dos resultados. É isso que explica a defesa encarniçada do fim das reprovações e da ideia de que, quando o aluno não aprende, é porque o professor não soube ensinar. A ideologia da socialização dos prejuízos e da individualização dos benefícios percorre toda a teoria do eduquês e é bem visível na desresponsabilização dos alunos pelos resultados de aprendizagem. Quando a aluno não aprende, o eduquês argumenta com disparates: não aprende porque o professor não adequou as estratégias às necessidades dos alunos ou não aprende porque o professor não soube motivar os alunos. Com a indisciplina e violência escolares, a argumentação é semelhante: é indisciplinado porque o professor não soube interessar o aluno ou é violento porque reage contra uma escola e um currículo repressivos ou desinteressantes.
2. O eduquês nasceu das profundezas dos defuntos centros integrados de formação de professores (Cifops) e floresceu nos departamentos de educação e escolas superiores de educação. A crise provocada pelo eduquês só não é mais severa porque há muitos investigadores e professores de pedagogia e didáctica que resistem às tolices do politicamente correcto e à asfixia da liberdade académica.
3. O eduquês produz o combustível ideológico que o ministério da educação usa com o objectivo de burocratizar as funções docentes, asfixiar as funções lectivas, desresponsabilizar alunos e pais pelos fracos desempenhos e aniquilar a componente cultural do currículo.
4. O eduquês nasce de um corte com a realidade e alimenta-se da ignorância sobre o que se passa nas escolas. O húmus que o fertiliza é o vazio científico de que se alimenta. Dai, o desprezo pelos conteúdos e a ênfase no discurso oco das competências, do aprender a aprender e de outras inutilidades do tipo aprender a ser.
5. O eduquês é um produto tóxico. A sua toxicidade só não é maior porque os professores são pessoas inteligentes, separam o trigo do joio, revelam sensatez e realismo e resistem a pôr em prática receitas pedagógicas tontas que, levadas à prática, promoveriam a ignorância e o desprezo pela cultura erudita.
6. Só que a resistência dos professores à tolice pedagógica fica muito difícil quando as DREs, a DGIDC e o Gabinete da Ministra da Educação limitam a liberdade pedagógica dos docentes inundando as escolas de despachos, circulares e ofícios que ordenam o cumprimento das tolices.
A história: o eduquês ataca professores mais velhos  
Mais história: o eduquês ao serviço da mão-de-obra barata 
Ainda mais história: a velhice é uma chatice 
Para saber mais: 
o eduquês em discurso directo 
o eduquês desmascarado 
os erros do eduquês 
as novas pedagogias e o eduquês 

26 Response to "O eduquês está para a educação como os produtos financeiros tóxicos estão para os bancos"

  1. Anónimo says:

    http://tinyurl.com/cf82gn

    Ramiro,

    EXCELENTE TEXTO!!!

    Obrigado, Clara. Demorou um certo tempo a fazer. Mas é certeiro. Oxalá, possa promover aqui uma bom debate. Sem insultos. Apenas com argumentos.

    Anónimo says:

    Parabéns pelo texto!
    Lúcido e certeiro,como sempre.
    Obrigado por colocar a sua inteligência, sabedoria e prosa ao serviço da nossa causa.
    Isabel

    Maria Amélia says:

    Na realidade, o Ramiro ao abrir o seu blog às questões que são efectivamente importantes e que vão para além da ADD e do ECD, tem uma atitude inteligente e oportuna.

    Como professora sinto que há uma ASFIXIA gritante com a luta unidireccional dos sindicatos e ligada à carreira.

    A indisciplina, a falta de esforço e de empenho dos alunos, o facilitismo e as pedagogias baseadas no coitadinho são o que realmente intoxica o dia-a-dia nas aulas e os alunos que querem aprender.

    A NOSSA LUTA É ESTA!

    Temos que nos unir e insurgir contra a falta de autoridade que o eduquês nos quer forçar a aceitar.

    Sara Vanessa says:

    Há alguns professores que utilizam pedagogias moles, em alunos que necessitam de pedagogias autoritárias.
    Há também alguns professores que não têm pulso para estar à frente de uma turma com alunos difíceis. É necessário peçam ajuda aos colegas mais experientes e que essas turmas lhes sejam entregues (aos + experientes).

    Estudar exige esforço e concentração. Os professores que são verdadeiros profissionais não podem abdicar desses requisitos nos seus alunos.

    Se fizerem uma manifestação de 120000 professores a reivindicarem que necessitam de ter apenas os alunos que estão interessados em aprender, o resto da população portuguesa estará convosco.

    Roberto Ovelha says:

    FALTA AUTORIDADE NAS ESCOLAS!

    Os professores têm que recuperar a autoridade e poder expulsar alunos delinquentes das escolas, poder dar uma estalada num aluno mal educado, obrigar os alunos que foram mal comportados a realizarem trabalhos duros de limpeza/obras de remodelação.

    Em alunos que não querem aprender, não acredito em pedagogias bonitas como aquelas do aluno que constrói o conhecimento com a supervisão do professor. Em alunos mal-educados e insurrectos funciona o autoritarismo.

    Os professores que não se deixem enganar e está na hora certa de exigirem (do Ministério) a autoridade que necessitam para exercerem a sua digna profissão.

    Os professores têm que poder expulsar das escolas os alunos que não querem aprender e, ficando impunes, só perturbam os outros alunos.

    Na DEMOCRACIA as maiorias que se esforçam NÃO podem ser subjugadas por uma minoria insolente, preguiçosa e ociosa.

    João Montes says:

    O eduquês tem sido o grande "cancro" do sistema de ensino português e é responsável pelo estdo da escola actual.
    A passagem de um sistema autoritário e disciplinador para um sistema demasiado permissivo, sem que tenha sido encontrado um ponto de equilíbrio; a emergência de uma mentalidade de facilitismo e permissividade, onde é difícil encontrar persistência, perseverança e dedicação em grande parte dos alunos; a perda progressiva dos mecanismos de reeducação e correcção por parte do professor - este sente que tem vindo a perder a sua autoridade e o aluno apercebeu-se de tal acentuando ainda mais este processo; a instabilidade resultante de alterações sistemáticas em termos curriculares e programáticos sem que daí resultassem benefícios visíveis; os constrangimentos e bloqueios que se colocam à escola na aplicação da lei da autonomia, etc; trouxeram grande instabilidade ao espaço interno das escolas. A massificação descuidada e o laxismo transformaram as salas de aula em lugares de poluição sonora. É assim que grassa a indisciplina e onde o professor sente a impotência para fazer valer a sua autoridade ou, fundamentalmente, levar o aluno a gostar de trabalhar na escola. Isto porque, ao contrário do que grande parte das novas pedagogias afirmam, andar na escola implica trabalho, esforço, perseverança, espírito de sacrifício. Implica abdicar de alguns prazeres e deleites que a mundividência contemporânea se encarregou de gerar e impor às gerações mais novas.
    O maior castigo que se poderia dar ao eduquuês era obrigá-lo a regressar às escolas do ensino básico nas mesmas circunstâncias de qualquer outro professor, para aí verificar a oportunidade das suas "pedabobices" ou, então, penitenciar-se pelas atrocidades cometidas quando decidiu opinar sobre o que desconhecia.

    Anónimo says:

    Ninguém sabe o que é o eduquês mas todos falam dele! Aliás os seus livros, Ramiro, são o simbolo do que é o eduquês.
    A universidade onde esteve nos USA produziu os mestres do eduquês, ou melhor vendeu-lhe os graus para se salvar da falência! Tipo a licenciatura do 1º ministro. Agora resolveu atacar porque é isso que está a dar. Parabéns, Ramiro!

    Na mouche, Ramiro.
    Faltou dizer somente que o eduquês apenas trabalha para a melhoria estatística, tipo faz-de-conta-que-é-da-OCDE.

    Vanessa! Obrigado pelo seu contributo. Gosto de ler comentários de pessoas que não pensam como eu, que têm posições diferentes das minhas, mas que apresentam argumentos e não insultos. O meu objectivo é criar espaço, no ProfAvaliação, para debates plurais e abertos sobre os problemas das escolas, dos professores e dos alunos. É um caminho que se faz caminhando. Verifico com alegria que até os mais ferozes críticos das minhas posições não perdem o blog e aqui vêm todos os dias e por diversas vezes. A informação e a opinião que aqui deposito também é para eles.

    Jovem says:

    As vossas atitudes retrógradas, reactivas a qualquer mudança, entrincheirados nos privilégios, arvorando-se em fazedores, donos e detentores da verdade única, mostram claramente duas coisas:

    -Que estão velhos (é a lei da vida)

    -Que falharam

    Não há verborreia falada ou em texto que o consiga iludir.

    Nem todos os velhos são falhados, nem todos os falhados são velhos!

    Anónimo says:

    Pela lista dos comentadores, Montes, Ovelhas, etc.,lembra-me o discurso aos peixinhos...neste caso às ovelhas que andam pelos montes...

    Sara Vanessa says:

    Concordo com o professor João Montes, nomeadamente, na parte em que convida esses teóricos da pedagogia eduquesa a passarem uma única semana numa dessas escolas problemáticas a aplicarem as suas teorias.

    Pelo que me apercebo há um grande desfasamento entre a verborreia pedagógica destes teóricos e aquilo que os alunos têm que efectivamente saber para realizarem os exames do 9º, 11º e 12º anos.

    Os Professores deviam iniciar uma jornada de TOLERÂNCIA ZERO à POLUIÇÃO SONORA nas salas de aula.

    Ramiro, o comentário o professor João Montes é digno de estar a página principal do seu blog. Pense nisso.

    Anónimo says:

    Caro Jovem das 18.34...
    Tiro Certeiro!

    Bem podem vir com conversas fiadas, porque nas escolas, nem eduquês, nem nada, só "ROTINÊS", política alimentada por muita gente, sim e muita de idade, avessa à mudança, temerosa de todo e qualquer progresso tecnológico, não leitora, sempre à espera de uma dezena ou vintena de colegas que fazem mover as escolas!

    Não mintam caros colegas professores! São dez, vinte, quando muito trinta colegas que tudo fazem, desde o simples trabalho burocrático (que tanto vos incomoda), mas também que impulsionam actividades e vida ( mais pseudo-vida, mas isso não é conversa para blogueiros)na escola. Os outros uma grande maioria "NA MAMA"!

    Nem um decreto lêem,( mas depois são os primeiros a ser contra mesmo sem os conhecer!) fazer qualquer trabalho que implique informática, um horror, qualquer tecnologia atacada , mesmo sem saber do que se trata ( Já Vi, tanto "burro" a falar dos quadros interactivos, sem saber o que são , nem sequer os ter experimentado) e mesmo erros incríveis nas actas ( pois são só os novos que os dão...como se gosta de mentir!), aulas pelos manuais, de forma quase tutelar e à vírgula, o desconhecimento mais idiota e larvar da Psicologia ou Pedagogia e depois vêm para aqui falar de eduquês,do qual nem sabem o significado!

    Mais ...em muitos colegas já reparei que o discurso anti-eduquês, esconde o reaccionarismo mais aviltante, quase um desejo de regresso ao passado , ao ensino salazaristo e salazarento de que tantos têm saudades! Talvez mesmo um desejo de passividade total de míúdos, (que não compreendem, não querem compreender e têm raiva de quem compreende)para lhe darem autênticos massacres de 45m ou 90m de texto oral igualzinho ao Manual, ou obrigá-los a passar textos infindáveis do quadro, tirados de outros manuais, ou marcar-lhes TPC, tirados de cadernos de exercícios, dos quais nem tiveram a ousadia de verificar a exequibilidade, ou mesmo a adaptação à sua forma de ensinar! Ah! TPC, que muitas vezes nem corrigidos são!

    Depois vidas pessoais terríveis, colegas Professoras, bem casadas, riquinhas, com casas com muitos vidros, jardim e afins e completamente escravizadas, aviltadas na sua personalidade de mulheres a machos bancários, engenheiros, advogados, médicos e por aí fora, que ganhando mais do que elas, as colocam ao seu serviço, na educação dos filhos, na lide doméstica, e por aí além! Algumas até agredidas devem ser!
    O pânico e o desespero que algumas demonstram quando recebem telefonema em reunião de maridos impacientes, ou filhos já adolescentes quem ovo sabem estrelar, é patético!
    Isto será o quê? "SUBJUGÉS" ?
    E os Prof.Homens-machos, Olé! ?

    Eduquês não sei o que é, mas "PAROLÊS" isso sei nas escolas portuguesas!
    Pega-se numa expressão e a partir daí quer-se criar quase um tratado! Tenham vergonha! Por estas e outras os encontros sobre Stress docente são concorridos, por aqueles que não pensam e não se pensam na profissão! Aqueles que deixam os outros p+ensar por si!

    Anónimo says:

    anónimo das 19.18

    Concordo consigo em tudo o que diz. Felizmente há pessoas lúcidas e que não pensam apenas aquilo que naquele momento "está a dar".

    Anónimo says:

    http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=5B832D5820115066E0400A0AB8004235&opsel=1&channelid=0

    Anónimo says:

    Ao anónimo das 19h18:

    Pelo seu discurso, só posso concluir que se você é professor, você é a alegoria de todos os eduquês. Mais, você lê leis e faz grelhas muito bonitinhas em Excel, porém, entra na sala de aula e não consegue soltar a alma de ser professor. O seu discurso soa a grande frustração, a qual vai descarregar todos os dias nos colegas e nos alunos. Imagino quando leu um bom livro, se é que leu! Professores como você deviam estar a passar umas boas férias nas Caraíbas, para regressarem mais libertos e serem capazes de olhar os outros com mais respeito.

    Helena says:

    Tudo é relativo nesta vida, uma verdade de La Palisse.Modestamente, deixo no entanto aqui uma experiência como E.E. de um aluno que no 8º e 9º anos teve a suprema experiência de trabalhar com um professor da Escola Moderna, método fantástico de aprendizagem, onde os alunos em grupo preparavam e estudavam as unidades do programa de forma autónoma. Até os testes eram feitos e corrigidos pelos alunos. O mais engraçado era que a cada grupo cabia uma unidade, logo distribuída no início do ano. Imaginem o que é tratar assuntos e conhecimentos que envolvem degaus de dificuldade e consolidação de dados anteriores. Um paraíso para os preguiçosos, um desaire para os médios que não passavam da cepa torta, um tormento para aqueles que junto com os pais, não conseguiam entender nada do que se passava. Após várias reuniões com os pais e professor, sem se conseguir chegar a uma conclusão e tendo o professor o aval do pedagógico, visto tratar-se de uma brilhante inovação metedológica, coroada por um sucesso inaudito (não havia negativas); eu conjuntamente com os pais mais preocupados e alertados para as consequências a longo prazo, tratámos de arranjar explicações, o que garantiu um secundário sem sobressaltos, ao contrário de muitos, alguns deles sem poderem pagar, que viram as suas notas no secundário serem baixíssimas, ao ponto de se questionar, de onde teriam vindo tantos 5, em anos anteriores. No entanto, vi esse mesmo professor ser formador em acções, onde se propagandeava este método infalível de obter sucesso e que poderia ser aplicado em qualquer disciplina, em qualquer ano de escolaridade.Como devem calcular, sou pouco receptiva a métodos que colocam o professor numa posição tão secundária, tão secundária, que é como se ele não existisse e o conhecimento a transmitir também não.E sabem porquê? Porque me saiu caro, do meu bolso e do esforço daqueles jovens que podendo(pobres dos que não podem e têm direito) tiveram de aprender fora, o que lhes era de direito e em tempo útil.

    Anónimo says:

    Caro anónimo das 19.46, pelo que escreve cinco hipóteses em separado ou em conjunto:
    A- É claramente da "Mama"
    B- Leva do marido
    C-Talvez solteirão, ou solteirona impedernido (a)
    D- Dá aulas pelo manual, marca TPC do Caderno de actividades e não os corrige!
    E- É uma autêntica "seca" professoral!

    REeparou na sua estupidez "ensismemada" ? Nem um argumento ao que eu escrevi!
    Vê como sou o paradigma do "eduquês" ?
    O que quer anónimo(a), o regresso ao uniforme ( à Burlesconi), a fila, o cantar o Hino à Sexta-Feira? E pode ser o da Mocidade Portuguesa " Lá Vamos Cantando e Rindo". E Já agora pimenta na língua e "orelhas de burro" ?
    Tristeza de colega!

    Picantropos says:

    A verdade é que em Inglaterra se vai regressar ao castigo fisico e á repressão mais forte no que toca aois encarregados de educação; em França é só ver o filme a Turma e fica-se a ver qual é o resto do "filme"..meus caros a verdade é que ou se vai coms as tretas do eduquês e o caos instala-se ou se regressa ao ensino escolástico -passivo mais do que activo é verdade- mas que fornece o sofware para mais tarde ser instalado o harware...
    Não sou apologista de formatar cérebros mas sim de lhe fornecer conteudos de forma a que eles os possam filtrar e um dia chegarem a pensar por si próprios..agora com o ensino de hoje não se vai aldo nenhum..indisciplina barulho, facilitismo...enfim serve para mentecatos e os defensores da escopla inclusiva..pena depois que a própria sociedade os exclua...

    Anónimo says:

    Caro professor Ramiro,
    o que é o eduquês? o bicho tem pai e mãe, trate-o pelo seu nome próprio.

    Tiago says:

    Textos simplesmente GENIAIS.

    Já foram publicados? Deviam ser publicados!!!


    Parabéns! Um abraço

    Bea says:

    Não poderemos estar mais em sintonía... Parabéns, como sempre.

    Pois says:

    Anónimo, 22 de Fevereiro de 2009 21:54

    Muitos "estudiosos" da educação divertem-se a inventar conceitos e a complicar o processo que deveria ser de ensino-aprendizagem, com professores a ensinar (usando a didáctica, obviamente) e alunos a aprender (usando a memória, a atenção, o treino, enfim, trabalhando em vez de brincar). Inventam também traumas para os meninos se as coisas não forem feitas como eles entendem, inventam outros protagonistas, festinhas, falsa alegria (para os meninos andarem contentes) e muitas outras coisas bonitas. Com isto tudo, os meninos dão muitos pulos dentro das salas, riem e conversam muito, e é um castigo para aprenderem coisa que se veja.
    O termo eduquês é usado, e bem, de forma, digamos, depreciativa. Quererá dizer mais ou menos o mesmo que pimba em relação a certas cançonetas! Isto é um pouco mais complicado, mas acho que serve para a compreensão.

    Texto certiríssimo, simples como deve ser.

    Os anónimos do costume vêm misturar alhos com bugalhos e citar casos, perfis de professores, um tanto imaginados, que são exactamente os adeptos ferrenhos do eduquês. Os grandes admiradores de conceitos hippies tipo criança-flor, Anas Benaventes e Guterres, "mandar para a rua não resolve", etc..

    Referem, à mistura, o "pânico das mães que atendem telefones em plena reunião porque os filhos não sabem estrelar um ovo". Ora eles não sabem se é por causa de um ovo se é por legítimos cuidados de mãe. Pura má-língua.

    Há casos e casos, há mediocridade como em todos o lado, mas esta não é exclusiva de quem não se verga às teorias imbecis cultivadas por Guterres, Benavente, Sócrates e Milu!

    O eduquês é uma estupidez, sim! Os professores do eduquês é que são uma seca. São esses que se desfazem em teorias no papel, e são do mais tacanho que há, a dar aulas.