Valter Lemos regressa no seu melhor. Afirmou, hoje: "a avaliação está a decorrer com normalidade"


Para Valter Lemos, "foram criadas todas as condições pelo Ministério da Educação" e por isso "não há razão para esta greve", uma vez que "sobre as matérias que os sindicatos quiseram colocar em cima da mesa estão agendadas reuniões negociais".
"Lamentamos que os sindicatos de professores se mantenham com aquele radicalismo e aquela intransigência que têm tido sempre, mas a verdade é que o processo (de avaliação) está a decorrer com normalidade", lamentou.
Comentário
Maria Filomena Mónica traçou-lhe o perfil com perfeição. O mestre em Educação e professor coordenador no topo da carreira do ensino superior, sem nunca se ter submetido a um concurso público para tal,  regressa no seu melhor, depois de andar desaparecido durante algumas semanas. O senhor Valter Lemos acha que a aprovação de cerca de 200 moções em assembleias gerais de professores, realizadas quase todas por voto secreto, na semana passada, é sinal de que o processo decorre com normalidade. Jamais na história da educação portuguesa, houve tantas reuniões gerais de professores numa única semana. E ele continua a achar que o processo de avaliação decorre com normalidade. Há dezenas de milhares de professores que recusaram entregar os objectivo individuais e o mestre Lemos considera que o processo de avaliação decorre com normalidade. Pela segunda vez, numa espaço de dois meses, os professores fazem uma greve histórica e o secretário Lemos acha que o processo de avaliação decorre com normalidade. As escolas dirigidas pelos comissários políticos que pertencem ao partido do senhor Lemos estão numa confusão e numa guerra declarada, evidenciando um ambiente de extrema conflitualidade, e o senhor Lemos acha que o processo de avaliação decorre com normalidade. 
Enquanto o ME for dirigido por personagens com o estatuto e o perfil de pessoas com MLR, VL e JP não há possibilidade de entendimento entre professores e Governo. Se o senhor José Sócrates estivesse preocupado com a qualidade da educação pública, já teria demitido estes senhores há muito tempo. Como não o faz, terão de ser os eleitores a pô-los na rua daqui a alguns meses.
Foto: Cartaz afixado esta manhã em escola do Porto
Nota: a campanha para envio de emails de protesto para os deputados do PS continua. Clique aqui e envie o seu texto para o endereço electrónico dos deputados PS do seu círculo.

63 Response to "Valter Lemos regressa no seu melhor. Afirmou, hoje: "a avaliação está a decorrer com normalidade""

  1. Anónimo says:

    E tens dúvidas que em muitas escolas as pessoas preferem progredir que ficar paradas?

    Anónimo says:

    Eu sei que para alguns a Dignidade é algo que se vende barato.

    Que o digam os deputados ex-professores, alguns PCEs e professores para quem é um martírio dar aulas e anseiam esta avaliação para progredir com um rótulo pomposo.

    Que o digam as meretrizes de beira da estrada, que não deixam de o ser por entrarem no ramo de luxo.

    Digam quanto custa a vossa Dignidade. A minha não está à venda muito e menos em saldos!

    Mas o SE disse isso? ... Ele vive em Portugal? ou anda a pairar no mundo da fantasia?

    Anónimo says:

    Mestre???????????????????????????????????????????
    lollllllllllllllllllllllllllllllllllll
    Milú onde andas com a cabeça?????????????????????
    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
    Gabinete da Ministra
    Despacho n.º 2444/2009
    Na sequência do despacho n.º 17 403/2007, de 20 de Abril, publicado
    no Diário da República, 2.ª série, n.º 151, de 7 de Agosto de 2007, e nos termos referidos no seu n.º 1, delego no Secretário de Estado da Educação, Doutor Valter Victorino Lemos, com a faculdade de subdelegação, as competências para decidir acerca dos assuntos relativos à equipa de
    projecto, abreviadamente designada por REDESCOLAR, criada pelo
    despacho n.º 14 759/2008, de 19 de Maio, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 102, de 28 de Maio de 2008, reportando o presente despacho os seus efeitos a 1 de Fevereiro de 2008.
    6 de Janeiro de 2009. — A Ministra da Educação, Maria de Lurdes

    Não acreditam em mim, vejam a delegação de competências no DOUTOR no Diário da República de HOJE.
    Reis Rodrigues.

    Anónimo says:

    Digo
    Mestre???????????????????????????????????????????
    lollllllllllllllllllllllllllllllllllll
    Milú onde andas com a cabeça?????????????????????
    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
    Gabinete da Ministra
    Despacho n.º 2444/2009
    Na sequência do despacho n.º 17 403/2007, de 20 de Abril, publicado
    no Diário da República, 2.ª série, n.º 151, de 7 de Agosto de 2007, e nos termos referidos no seu n.º 1, delego no Secretário de Estado da Educação, Doutor Valter Victorino Lemos, com a faculdade de subdelegação, as competências para decidir acerca dos assuntos relativos à equipa de
    projecto, abreviadamente designada por REDESCOLAR, criada pelo
    despacho n.º 14 759/2008, de 19 de Maio, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 102, de 28 de Maio de 2008, reportando o presente despacho os seus efeitos a 1 de Fevereiro de 2008.
    6 de Janeiro de 2009. — A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Reis Rodrigues.

    Não acreditam em mim, vejam a delegação de competências no DOUTOR no Diário da República de HOJE.

    Anónimo says:

    O MUNDO VIRTUAL DO VL NA SUA PLENITUDE....!

    Anónimo says:

    Anónimo das 16:17, afinal como é que a tua dignidade lida com a avaliação? Aceitas alguma proposta ou ficas no patamar em que estás até à aposentação?

    Anónimo says:

    Mas a avaliação tem alguma coisa a ver com dignidade? Eu sou livre de querer ser avaliado porque não?

    Anónimo says:

    É evidente que eu prefiro progredir sem dúvidas. Eu só quero ver se no final do mês quando abrir o concurso a professor titular quem é que vai concorrer. Ai, eu também quero ver a dignidade de todos aqueles que aqui falam como senhores da verdade.

    Anónimo says:

    anónima(o) das 16.17 que dignidade tens tu para falar de dignidade dos outros? Só porque estas contra a avaliação? entao e outros nao podem estar a favor? que raio de democracia é esta onde quem não seja sua Ex.º já nao tem dignidade?

    Anónimo says:

    Há pessoas que comem tudo o que lhes dão, gostem ou não gostem. Aé vendem a alma ao diabo se vislumbrarem algo conveniente para eles a curto prazo.
    Acordem!!!!!!

    Anónimo says:

    Ao anónimo das 17:10
    Anda tão preocupado em fazer vingar os seus direitos que ainda não se apercebeu que a maioria dos professores querem ser avaliados. Recusam apenas um modelo que não é formativo: este modelo.

    Anónimo says:

    Repito: .... a maioria.... quer...

    Ao anónimo das 17:06
    Quem lhe disse que no final do mês vai abrir concurso para professor titular?

    Anónimo says:

    Eu sou o anónimo das 16:17 e se for preciso ficar no mesmo escalão até à reforma, fico. Conseguiria muito mais dinheiro se optasse por "profissões liberais" em que a dignidade já se perdeu por dinheiro desde o 1º "serviço". Não quero confusões. Dinheiro não é tudo. Andar de cabeça erguida, recusando vender os meus princípios é muito mais importante!

    Uma proposta que penaliza dois terços dos colegas (muitos deles melhores do que eu)e que premeia quem se submete a esta palhaçada, não obrigada. Nunca tive feitio para palhaço, nem pobre nem rico!

    O pior cego é aquele que não quer ver!

    Anónimo says:

    Anonimo das 17:10h, eu referi-me apenas aos colegas que são CONTRA esta avaliação mas que pactuam com ela por dinheiro. Os que são a favor devem seguir os seus princípios e pedir para ser avaliados.
    Longe de mim pôr em causa a dignidade de quem acredita nas virtualidades do modelo. Deve é haver coerência, por muito que se perca com isso.
    Respeito os colegas que são a favor do Modelo e se submetem a ele, arrepia-me é os que são contra e se submetem também. Apenas isso.

    Anónimo says:

    anonimo das 17.23 acredito mesmo nisso.

    Anónimo says:

    Gastao Pinto, vamos ver se vai haver ou não, depois falamos. E quero ver se vao concorrer ou não. Nao vai haver nehum que se negue

    Anónimo says:

    Quem é o inteligente que esta a falar agora na antena aberta?????
    Afinal as escolas é que não se organizam, afinal nao temos gabinetes de trabalho porque as escolas não querem????

    Anónimo says:

    A básica onde trabalho é um extensão do PS: a arrogância PCE; ausência de transparência em todos os processos; as cotas ME e E já estão "retribuidas" aos lambe-botas oportunistas a quem foram "dados" os cargos que exigem lealdade e vassalagem.

    Mérito?!
    Portugal no seu pior!

    Anónimo says:

    O Ministério já dispõe de dados:
    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&id_news=368803

    Anónimo says:

    Anónimo das 16:17
    Muito bem dito!
    A dignidade não tem preço.

    Sou titular, no 10º escalão, a 4 anos da reforma, hoje é o meu dia sem actividades lectivas e FIZ GREVE!

    Anónimo says:

    Caro olega das 18:06,

    Só porque referes o facto da tua escola ser básica, é que percebo que não te referes à minha escola.

    m.josé says:

    COLEGAS,

    O QUE ACHAM DE SE MANDAR UMA MENSAGEM COM O LINK DESTE "NOSSO BLOG"PARA VL?
    Obviamente o assunto seria:

    "não mintas mais..."

    Anónimo says:

    Anónimo das 17:10

    Dignidade é o que falta aqueles tristes deputados do PS que foram profs e agora fazem aquela triste figura.
    COITADOS!

    Anónimo says:

    Anónimo dass 17:52, ouve bem:

    Houve um belo ano em que NÃO MUDEI DE ESCALÃO porque, como deves saber, as acções de Formação eram OBRIGATÓRIAS para mudar de escalão.
    Acontece que a ÚNICA acção oferecida no Centro fe Formação da minha área era UMA PALHAÇADA que em nada melhorava os conhecimentos na minha área de docência. Uma palhaçada a que muitos aderiram porque precisavam de um crédito. Eu abandonei-a ao fim de cinco horas (eram 25)e não me arrependo, apesar de ter tido que esperar mais um ano por outra acção de formação séria para conseguir o crédito que me faltava.
    A minha consciência ficou tranquila.

    Normalidade?!...
    Deve estar a brincar...
    Estou muito orgulhosa desta greve e estou muito orgulhosa da nossa classe e de a ela pertencer!
    Eu sabia que os professores íam dizer PRESENTE!!!
    Os professores não pararam e não vão parar, os professores sabem do que falam, os professores sabem porque lutam e é por isso que não vão parar por aqui!
    Greves desta dimensão só reforçam a luta!

    Anónimo says:

    Sobre os concursos e dignidade, vejam esta:

    diseram-me que na escola do meu filho todos os professores entregram os tais objectivos

    e hoje fechou porque estavam de greve.
    Podem explicar-me isto?

    Um pai de Valongo

    Esta mensagem foi removida pelo autor.
    Anónimo says:

    Anonimo das 18.35h, alguém lhe disse que entregaram os OIs. Não viu com os seus próprios olhos.
    Pelo contrário, ninguém lhe disse que os Professores fizeram greve, o sr. foi testemunha disso. Há aqui uma grande diferença...
    O sr. Sócrates também criou 130 000empregos. O sr. andou a contá-los?

    Anónimo says:

    Ó Anónimo das 16:17, sff não diga mal das meretrizes da beira da estrada, que andam ali ao frio e ao calor, e sabe Deus porque lá andam (muitas delas é porque estão desempregadas e têm filhos para criar)!
    Eles vendem o corpo, mas não a dignidade, como os deputados-professores do PS!

    Anónimo says:

    Ó Sr. Pai de Valongo! Por amor de Deus! mas o que tem a ver o cu das calças com e feira de Borba??? Entregarm os objectivos porque foram obrigados e fizeram greve porque estão no seu direito!

    Anónimo says:

    A entrega dos objectivos e a greve, é pouco!
    Na minha Escola, perto dessa de Valongo, ainda há coisas mais bizarras.
    Tenho colegas que entregaram os objectivos, fazem greve e querem que os colegas mais novos apresentem requerimento para serem avaliados por alguém do grupo disciplinar, para que assim, de borla, esse colega passe a titular!
    É uma vergonha!

    Anónimo says:

    Ao anónimo das 18.41,

    quero lembrar que eu não entreguei

    os objectivos, nem entrego.

    Sou livre e assumo as

    consequências.

    Não minto!

    Anónimo says:

    Agora é que a coisa vai azedar:
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1356721&idCanal=58

    Anónimo says:

    O anónimo das 18.43 tem razão: passam a titulares em comissão de serviço e não precisam de ser avaliados na componente científico-pedagógica para poderem ser avaliados com Excelente ou Muito Bom!
    Têm um universo de quotas próprias como professores titulares avaliadores!

    Se entregaram os objectivos e fizeram greve, só significa que não concordam com este modelo de avaliação.
    Não sabemos o que se possa ter passado para todos terem entregue os objectivos, caso assim tenha sido. Há muitas motivações, para que isso aconteça, como já vimos noutros fóruns, mas a leitura que temos que fazer é esta, em minha opinião - a entrega dos objectivos não significa concordância com o sistema, significa muitas vezes os professores sentirem-se, por diversos motivos, coagidos, pressionados, a fazerem-no, ainda que seja por si mesmos!
    Uma greve tão expressiva, ou melhor, duas greves tão expressivas, duas manifestações tão grandes, têm que querer dizer alguma coisa. O governo tem que ler estes sinais, o governo tem que perceber que este modelo, que nem digno desse nome é, não tem pés nem cabeça, tem que ter capacidade de ouvir, de escutar os professores, de ouvir a vida que vem de dentro das escolas através da voz dos professores e adequar um sistema de avaliação à vida escolar, de modo a que seja saudável, de modo a poder melhorar o que houver para melhorar, de modo a que escola possa ser um local onde cresçam pessoas, seres humanos e não apenas onde se formam alunos, objectos de conhecimento e onde progridem profissionais!
    Queremos uma escola humana!

    Teodoro says:

    correu bem, novo fôlego
    está visto, é mais fácil aderir a greves do que tomar posições individuais coerentes, mas esta via para fazer mossa tinha de ser por tempo indeterminado

    Deolinda says:

    Igualmente patéticas foram as declarações de Albino Almeida, à Lusa, hoje. Ameaça com tribunais...Também que se pode esperar de quem afirmou "as crianças são biologicamente dos pais e socialmente de todos".

    Anónimo says:

    Anónimo das 18:39, estou capaz de lhe dar uma certa razão...bem vistas as coisas. Na estrada há casos e casos. No Parlamento há "caso único". Podiam ir dar aulas, mas não... É o vil metal.

    Teodoro says:

    Anda tudo por aí a falar de medo, inventam-se medos, são a máscara egoísta de uma desculpa cobarde para fugir à própria consciência e vender a dignidade.
    Medo que o tempo de serviço não conte para efeitos de aposentação, medo que quem não entregue os objectivos seja impedido de concorrer, alucinações, medos que se inventam, o medo ai, o papão, o medo da própria sombra, o medo às urtigas.
    Com o medo, o concurso de titulares teve o resultado que sabemos. Muitos(as) estarão arrependidos(as) do medo que tiveram...
    O medo não se pode elevar acima da consciência.

    «Quando a desordem se torna ordem uma atitude se impõe: afrontamento» (E.Mounier)

    Ana says:

    Há colegas que se julgam donos da verdade, como é o caso do anónimo das 16:17. Só é digno quem fez greve? Só é digno quem não concorda com a avaliação? Tenha dignidade de fazer um exame de consciência e entender que não estamos todos formatados como o sr(a) quer.
    Se eu estivesse no 10º escalão, como outro anónimo ( 18:10)também me poderia dar ao luxo de fazer greve e de concordar com o sistema de "avaliação" anterior onde todos progrediam ao 10º escalão independentemente da qualidade.É tempo de mudar, nem todos somos tão bons como pensamos.Este modelo de avaliação simplificado não é o ideal mas havia que começar por algum lado. C

    professora says:

    Ana: e então começa logo pelo que há de pior e de mais injusto. Eu também não estou no 10º. escalão, mas luto com unhas e dentes. Sabe porquê? porque este modelo de avaliação não foi feito para premiar quem realmente tem valor, mas aqueles que se acomodam e fazem tudo o que o chefe quer. Eu não quero ser um pau mandado, quero ser dona do meu nariz e, no século XXI, poder ter o direito a ter a minha opinião, coisa que não vai acontecer se continuarmos a achar que "este modelo de avalição simplificado não é o ideal, mas havía que começar por algum lado". E há mais: este ano é a versão simplificada. Para o ano é a versão original, integral e completa. E mais: desengane-se se pensa que acomodando-se, conformando-se e concordando, alguma vez vai chegar ao 10ª. escalão. Ao sétimo, quando muito.

    Anónimo says:

    Ana, leu o meu comentário das 17:27 já em resposta a uma questão semelhante à sua?:
    "Anonimo das 17:10h, eu referi-me apenas aos colegas que são CONTRA esta avaliação mas que pactuam com ela por dinheiro. Os que são a favor devem seguir os seus princípios e pedir para ser avaliados.
    Longe de mim pôr em causa a dignidade de quem acredita nas virtualidades do modelo. Deve é haver coerência, por muito que se perca com isso.
    Respeito os colegas que são a favor do Modelo e se submetem a ele, arrepia-me é os que são contra e se submetem também. Apenas isso."

    Não confundamos as coisas.Com este modelo eu fico muito melhor posicionada do que colegas que considero muito superiores a mim em termos pedagógicos.
    Há colegas brilhantes que vão ficar para trás porque não têm jeito nenhum para papeladas, mas são Excelentes Professores!

    Ana,
    todos temos direito a ter a nossa opinião sobre as coisas e a nossa postura, mas não me parece que o critério para a greve possa ser esse, não me parece que seja por aí que devamos ir.
    Os mais de 90% de greve que hoje se registou não foi com certeza de colegas que estão no 10º escalão. E a quantidade de colegas que não entrega objectivos, também não está nessa situação.
    o momento actual é demasiado grave para que a nossa decisão possa estar dependente de decisões assim.
    Sabemos que há quem assim pense, mas também sabemos que não é o ínico argumento e quando se luta por uma causa não pode mesmo ser...
    E quando somos muitos, nem sequer há penalizações...
    Não na greve, claro...
    Quanto ao começar por algum lado, concordo em parte, concordo que quando se começa nunca nada é perfeito e que é preciso melhorar, mas não posso concordar que se comece sem bases sólidas e estruturadas, que se comece sem que haja um clima em que a relação de confiança, a justiça e um bom ambiente escolas estejam salvaguardados á partida; não posso concordar que se queira avaliar sem que haja avaliadores devidamente formados, que se queira avaliar, sem que se saiba o que se vai fazer, que se queira avaliar e se criem injustiças, que se queira avaliar e não se tenha reflectido o suficiente na questão, sobretudo quando essa avaliação tem consequências na vida das pessoas. Não posso concordar que essa avaliação tenha sido implantada de forma ditatorial, que essa avaliação não tenha objectivos formativos, que não privilegie o trabalho em equipa mas a lei do mais forte e a competição desleal...
    Começar assim?
    Para quê?!...

    Teodoro,
    como sempre muito oportuno.
    sublinho uma das suas frases:

    "O medo não se pode elevar acima da consciência."

    Parece-me que é nela que temos que pensar.

    Anónimo says:

    Enviei ontem este mail aos deputados professores:

    Exma Sr Deputado:

    Venho agradecer a V. Exª o ter permitido, com o seu voto, que o inferno dos professores se prolongue.
    Envio-lhe algumas das “pérolas” que correm na Net, proferidas pelos “grandes comunicadores” a quem V. Exª deu a sua solidariedade apesar de ser professor (na esperança de não voltar a sê-lo?):


    «quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008);

    «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008);

    «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008);

    "admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública" (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006);

    «[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira - DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).



    Se depois ainda tiver algum tempo abra o site abaixo onde vão os spots publicitários do governo da Estremadura Espanhola. Veja as diferenças, multiplique essas diferenças por toda a vida civil e compreenderá porque nunca deixaremos de ser anões.



    http://www.educarex.es/documentos/anuncio/anuncio.html



    Sem outro assunto subscrevo-me atenciosamente:

    A. S.

    Teodoro says:

    Cristina, gosto muito daquele substantivo, já reparaste antes.

    A minha posição baseia-se num direito e num dever, também, porque não, na defesa da minha honra.
    O direito a uma avaliação, justa, credível e formativa.
    O dever de me comprometer por uma escola pública e um ensino de qualidade.

    A irredutibilidade é resposta à irredutibilidade do ME.
    A dignidade entra aqui pelo que refere o anónimo A.S. (por favor, vamos deixar de ser anónimos), e mais isto, p.ex.:
    - Um governo que usa o dinheiro dos nossos impostos deliberadamente para ocultar criminosos (caso BPN)
    - Um governo onde, sussurra-se, está um ministro de Guterres que recebeu luvas chorudas para licenciar o Freeport em área de reserva ecológica

    É a democracia que permite isto? Freeportam-se mal impunemente, cada vez em maior número e mais descaradamente!?
    Eu sinto-me envergonhado, profunda e dolorosamente envergonhado, deve ser porque o assunto me diz respeito

    Teodoro says:

    Atente-se neste parágrafo que copio do Público de hoje, pág. 4, Destaque:
    ...
    No documento da DGRHE acrescenta-se que os resultados da auto-avaliação não são vinculativos para a classificação final do avaliado. Este ofício está a circular com erros de ortografia que o ME diz terem sido introduzidos "voluntariamente" depois de ter sido enviado para as escolas.

    Mais p.ex.: no ano passado, aquela senhora cujo nome não posso pronunciar, esclarecia que se acabavam as baldas. No estatuto do aluno acabava-se com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas.
    Depois das omeletes, veio imediatamente dizer que os professores não sabem ler e por isso ia dar ordens às escolas, e deu, para rectificarem nos R.I. a interpretação abusiva do estatuto do aluno.
    Aqui não me sinto envergonhado, sinto-me irritado. Envergonhado me sentirei se os professores continuarem a deixar-se espezinhar e não alertarem o país para a aniquilação da escola pública que está em marcha.

    Teodoro,
    penso que é mesmo isso que dizes que está em causa - o que diz a nossa consciência quando pensamos em termos dos nossos direitos e dos nossos deveres para connosco próprios, para com a escola e para com a sociedade!

    E não podemos ficar indiferentes e se não ficamos indiferentes, naturalmente não nos deixamos vencer pelo cansaço, e pelos argumentos, e pelas pressões, e... e... o que está à vista dos olhos é demasiado para que isso aconteça.

    A verdade para connosco mesmos, porque é disso que se trata (a consciência...), não permite!

    Teodoro, só mais uma nota, já reparei antes e acho que vou continuar a reparar porque para mim é mesmo o cerne... E tu reparaste que eu reparei...

    Anónimo says:

    Ó Ramiro,
    Mestre Lemos!!? Eu diria antes, Mestre Maco...

    Teodoro says:

    Cristina,
    quando estive no encontro de escolas em luta em Leiria (de onde sou natural) já tinha esta ideia e perguntava-me como se entrava na cabeça das pessoas para as levar a ser coerentes. Por aí me ocorreu que a chave é a consciência. Como se passa a mensagem? Talvez repetindo-a, a publicidade usa essa estratégia e resulta, a palavra passa de boca em boca e vai funcionando. Sábado estive num encontro que tinha como objectivo criar uma comissão inter-escolas aqui do deserto do jamé. Usei a palavra na primeira intervenção, aproveitando os minutos em que os receptores estão mais atentos. Resultou. Foi usada e sublinhada em intervenções posteriores.

    Anónimo says:

    Mestre Maco ou Mestre Rato...

    Teodoro,
    boa estratégia!
    Interessante!
    Confirmada pelos resultados e confirmada também pela importância que, apesar de tudo a consciência continua a ter para as pessoas!
    Por vezes, e talvez não só por vezes, precisam de ser despertadas, ajudadas, acordadas, para tal! Ou para o que está em causa, ajudadas a pensar dessa forma, que é uma questão de consciência...
    Parece-me mais importante do que à primeira vista se possa pensar.
    Acredito que a construção de toda uma sociedade se faz através da consciência e da capacidade que temos de lidar com ela, da estrutura que como seres humanos criamos e desenvolvemos dentro de nós que nos permite sermos-lhe fiéis! Sermos coerentes!
    Não é fácil, bem sabemos e é por isso que, para nós professores, Blogs como este, Profavaliação, são importantes, porque nos ajudam a reflectir, a debater, a trocar opiniões, a enriquecer pessoal e profissionalmente, a ter cada vez mais exigência para connosco porque cada vez mais fiéis à nossa consciência, e por tudo isso, também a crescer! Como professores mas também como pessoas!
    Não é fácil mas é um caminho que aceitamos fazer, todos juntos!
    E é um caminho que é possível fazer-se e é por ser caminho, que não está feito, que é preciso continuarmos, de acordo com a nossa consciência...

    Anónimo says:

    Não sei se Anónimo das 18h06 está a falar da minha escola, se não, então já são duas escolas com a mesmíssima característica - PCE cacique e lambe botas que metem nojo ao maior patife deste mundo - estou a falar da escola Neves Júnior em Faro; os/as lambe botas são de tal calibre que já fizeram a reposição das aulas do dia de hoje para criar a ilusão de que "estavam a fazer greve"!!!!! Azar porque fomos ver os livros de ponto e lá vimos as aulas repostas!!!!! E sabemos quem eles são!!!!

    Anónimo says:

    cristinaribas

    você é uma espertalhona(ão), mas para professor é demasiado básico.

    Anónimo says:

    Anónimo 22:04

    A básica onde trabalho é na cintura da Grande Lx, onde PCE no cargo há mais de 15 anos ao estilo "se abres a boca lixo-te", revela o perfil de eficiente tiranete.
    Faço apostas sobre as atribuições de MB e Exc. e tenho a certeza que não me engano!
    Mérito?! Só se for para usar o trabalho dos outros e dizer que é "seu"!
    Portugal no seu pior!

    Anónimo says:

    Ó anónimo das 19.17h
    Há aqui muitas contrdições: o colega do 10ºescalão naõ precisava de fazer greve e fê-la...!o colega não está lá , nem lá chegará, não faz greve ? acha, ainda por cima,que se for avaliado, por este modelo vai progredir?
    E no pai natal, acredita?

    25sempre25 says:

    Depois de nova greve com adesão próxima de 100%, está na altura de não se responder a provocações. Queres ser avaliado? Pois que sejas... És um sabujo PCE do PS? Quero lá saber... Não tens onde cair morto e esperas abrigo no Largo dos ratos? Que sejas feliz...
    Os professores têm razão, não têm que estar a perder tempo com a opinião(?) de meia-dúzia de indigentes...
    É tempo de pensar uma avaliação a sério e não de gastar saliva com pategos...

    Anónimo says:

    APELO DOS MOVIMENTOS À CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO

    TODOS À CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO
    DE 24 DE JANEIRO
    EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM


    Hoje estamos em greve, porque as nossas exigências são justas e porque não queremos aceitar as pressões, as chantagens pelo medo e os pequenos subornos com que o Governo pretende dividir e amedrontar os professores.
    Hoje estamos em greve, porque a nossa dignidade individual e profissional não está à venda.

    MAS A NOSSA LUTA NÃO PODE PARAR AQUI.

    NO DIA 24 DE JANEIRO VAMOS TODOS A BELÉM para que os portugueses percebam que a luta dos professores é uma causa de toda a sociedade, e não apenas de um grupo socioprofissional, e para que todos os poderes e responsáveis pelo país – sejam o Presidente da República, o Governo, a Assembleia da República – saibam ouvir a indignação e o descontentamento dos professores face aos ataques que têm minado a Escola Pública e as suas condições de trabalho.

    APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
    CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)
    MEP (Movimento Escola Pública)
    MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)
    PROMOVA (Movimento de Valorização dos Professores)

    A Vitória será dos Professores, da Escola Pública.
    Dos alunos e do país.

    A luta continua!

    Anónimo says:

    O defunto ainda mexe. São os últimos suspiros!

    Anónimo says:

    Caro Ramiro;

    NA SEQUÊNCIA DO REFERIDO ARTIGO DE MARIA FILOMENA MÓNICA "Não, sr. secretário de Estado" - Público, 2007-09-30;

    ESCREVI A ESTE PROPÓSITO;

    NÃO ME ORGULHO DISSO, HOJE EM DIA, EM FACE DO QUE ESTÁ À VISTA, MAS CONHECI ESTE SENHOR NO INÍCIO DA DÉCADA DE OITENTA DO SÉCULO PASSADO, NO TERRITÓRIO DE MACAU, ENTÃO SOB ADMINISTRAÇÃO PORTUGUESA!...
    INTEGROU ALI, POR ALTURAS DE 1982/1983 UMA COMISSÃO DE INSTALAÇÃO DA ESCOLA DO MAGISTÉRIO DE MACAU À QUAL PRESIDIU O SAUDOSO DR. MATEUS QUE O HAVIA CONVIDADO EM PORTUGAL PARA O EFEITO.
    A SUA ESTADIA FOI CURTA, EFÉMERA E TOTALMENTE INÚTIL, OU MESMO PERNICIOSA, RELATIVAMENTE AO PROJECTO QUE JUSTIFICOU A SUA PASSAGEM POR AQUELE TERRITÓRIO!...
    A CONFUSÃO INSTALOU-SE RAPIDAMENTE, OS COMISSIONISTAS FORAM PURA E SIMPLESMENTE DEMITIDOS E REGRESSARAM AOS SEUS LUGARES DE ORIGEM EM PORTUGAL E A COMISSÃO CESSOU FUNÇÕES!...
    NUNCA MAIS HOUVE ESCOLA DO MAGISTÉRIO EM MACAU!...

    HÁ NISTO, NO ENTANTO, UMA COISA QUE NÃO ENTENDO!...
    POR QUE É QUE ESTA PASSAGEM EFÉMERA DE WALTER LEMOS POR MACAU FOI COMPLETAMENTE BANIDA DO SEU CURRÍCULO?...
    NUNCA A VI REFERIDA EM LADO NENHUM E ESTRANHO QUE NINGUÉM LHE TENHA POSTO A DESCOBERTO ESTA FASE FALHADA DO SEU PERCURSO PROFISSIONAL!...
    O FAMOSO MESTRADO DE BOSTON VEIO SÓ DEPOIS DISTO!...

    De Braga, com carinho.