Torres Novas desperta! Docentes do Agrupamento Gil Paes, Torres Novas, aprovam moção de suspensão dos procedimentos de avaliação de desempenho

Recebi esta moção, hoje, às 21:00. Chegou-me pela mão de uma prima que é professora. Na minha família, são todos professores, sabiam? Votaram, por escrutínio secreto, 142 professores. Houve 115 votos a favor da moção, 7 votos contra, 11 votos brancos e 9 nulos (assim foram designados pela PCE porque os professores não se limitaram a escrever "sim"; colocaram no voto mais qualquer coisinha). Aqui vai a parte final da moção, aprovada esta tarde:
"Os professores do Agrupamento de Escolas Gil Paes pretendem ser avaliados, mas não por este modelo, mesmo simplificado, considerando imperativa a sua substituição por outro mais justo e rigoroso, o qual deverá passar pela revisão do ECD que:
1. Elimine a divisão da carreira
2. Suprima as quotas para a atribuição de MB e de EXC.
3. Revogue a prova de ingresso.
Pelo exposto, os professores, coerentes com a posição anteriormente assumida, reiteram a sua posição tomada a 12/11/08, de suspender a sua participação em qualquer acto relacionado com a avaliação de desempenho, salvaguardando a situação dos professores contratados, aos quais se reserva o direito de decidirem individualmente face ao seu processo avaliativo."
Torres Novas, 20 de Janeiro, de 2009
Nota: Clique aqui para ver a lista actualizada das moções   aprovadas nos últimos 7 dias. Lista actualizada às 21:00 do dia 20/1/09. 

10 Response to "Torres Novas desperta! Docentes do Agrupamento Gil Paes, Torres Novas, aprovam moção de suspensão dos procedimentos de avaliação de desempenho"

  1. Anónimo says:

    Parabéns aos Professores do Agrupamento Gil Paes.

    É pena que os vizinhos da Escola Maria Lamas não lhes sigam o exemplo. Ainda não perceberam que o medo é mau conselheiro. Temos Pena...

    Anónimo says:

    Esta moção abre novas perspectivas para escolas onde já foram entregues Objectivos Individuais mas a grande maioria dos professores não se revê no processo e deseja por um fim a esta fantuchada sinistra!

    Há medo na Maria Lamas!

    Anónimo says:

    Na Maria Lamas há medo, pressões e muita falta de informação. Os professores são sistematicamente desinformados.

    Anónimo says:

    Sao desinformados por quem os devia informar, bem entendido.

    Anónimo says:

    É lá o que po aqui anda

    Anónimo says:

    Ai há medo aqui e ali, olha que pena!

    E vai haver muito mais com o novo modelo de Gestão das escolas!

    Ai estão agora a descobrir que o grande objectivo, a grande referência de luta não deveria ter sido a avaliação de desempenho ( por idiota que seja), mas sim outros pontos fulcrais da nossa carreira, nomeadamente a ilegalidade jurídica do novo modelo que colide grosseiramente com a LBSE!
    Ai agora é que vão ao Nabais e Garcia Pereira? Onde estão, onde estiveram os afamados e conceituadissimos serviços jurídicos dos sindicatos?

    Digam lá...porque só a espaços e tenuemente os sindicatos se encarniçaram contra o novo modelo de gestão? Vá lá, colegas não me deixem sem resposta!

    A Avaliação, o leifmotiv da nossa luta, que tristeza!
    Deixem vir o novo modelo de gestão, a monodocência, e a municipalização, e vão ver o que é bom para a tosse!Ah! e os supranumerários, ou entretedores de AECS!

    Querem saber a resposta: o patrão está longe, invisível, disfarçado de Ministra ou SE, agora os CE, ou futuros DE, estão perto e muitos dos heróis de agora borram-se de medo dos pares de gabinete estofado. Por isso subserviência pura!

    Aqui, caro Ramiro, o seu grande erro, a sua distracção básica, o ponto nevrálgico da luta docente, nunca deveria ser o que foi! Nunca!
    Vão amargar bem, vamos amargar bem este erro estratégico!
    Aliás, basta ver a celeridade com que se formaram CGT! Vão ver a rapidez com que certos PC-CE vão cozinhar listas para CG, num claro processo inquinado!

    Vão quantos heróis de 100 ou 120 mil vão integrar órgãos do futuro modelo de gestão! Vai ver se houver um concurso extr de Titulares ( e se calhar vai como bodo eleitoral) quantos se vão negar a eles, os coerentes de agora com a m...de um papel subjectivado/Objectivado!
    É por isso que adoro a minha classe! Ingénuos, despolitizados, ao sabor do que estiver a dar mais!
    Como dizia o outros " Aguentem-se", porque para peditórios avaliativos, já dei!

    Deolinda says:

    É importante que se divulguem estas tomadas de posição para que o entusiasmo se reproduza e a resistência se multiplique.

    professora says:

    Tem toda a razão, anónimo das 23:32

    Nós, professores, temos sido e ainda somos um grupo de analfabetos polícos. Mantemo-nos indiferentes ao que se passa à nossa volta e não nos afecte directa e imediatamente; reagimos apenas quando o problema nos entra pelos olhos dentro e somos obrigados a vê-lo... e quando acordamos já é tarde... aí, fazemos muito barulho, mas não passamos disso. Os polícos conhecem os defeitos da classe e montaram uma estratégia adequada: um ataque em várias frentes, sabendo que a atenção iria ser centrada no que, aparentemente, fazia doer mais: avaliação! Desta forma, o governo ficava livre para avançar com outras medidas bem mais importantes, e de consequências bem mais graves. As coisas estão a correr exactamente como o governo previu.

    Anónimo says:

    Tenho andado calado e murcho há bastante tempo e quase tinha jurado aos meus "botões" não me pronunciar mais sobre este assunto. Mas, há coisas que "a lei da morte" ressuscita e traz de volta ao reino dos vivos. Gostaria de perguntar, qual é a margem de manobra para um PCE, depois de aprovado o DR 1-A/2009? Vai arriscar a sua carreira por causa de uma mera calendarização e mais uma ou outra medida sem grande relevância? Claro que não. Fazem bem cumprir a lei. E não venham com a História da Carochinha, porque a solidariedade fica cara e na hora da verdade, cada um salva-se como pode. Sempre foi assim e continuará a ser. Depois, faz-se uma reunião, tipo RGA do tempo do "Gonçalvismo" e diz-se:
    "Pelo exposto, os professores, coerentes com a posição anteriormente assumida, reiteram a sua posição tomada a 12/11/08, de suspender a sua participação em qualquer acto relacionado com a avaliação de desempenho, salvaguardando a situação dos professores contratados, aos quais se reserva o direito de decidirem individualmente face ao seu processo avaliativo."
    Parecem mais papistas que o Papa! Então os docentes que queiram prosseguir outra via, são tratados como "extraterrestres"? E é engraçada a última "benesse" dada aos contratados. Estes têm luz verde, os outros ... Mas, afinal, é uma república das bananas? Que validade legal e decisória tem uma moção de suspensão? Porventura impede um trajecto alternativo de outro colega, por mais "estranho" que possa parecer aos seus pares? Desde que não colida ou afecte a dignidade dos seus companheiros... Trata-se tão somente de pôr a democracia a funcionar.