O Relatório dito da OCDE, apresentado hoje, elogia um conjunto de erros


O relatório dito da OCDE, Política Educativa no 1º CEB (2005/09), foi apresentado, hoje. O propagandista mor aproveitou o evento para elogiar a ministra da educação. No post anterior , identifiquei as mentiras validadas pelo Relatório. Vejamos, agora, os erros: 1. "a alteração das regras para a escolha dos directores dos agrupamentos" - será que os autores do Relatório dito da OCDE sabem o que se está a passar, em muitas escolas, com o processo de de designação dos directores? O que é que isso significa em muitas escolas em termos de perda da liberdade de expressão? Os compadrios que se estão a criar? O mau ambiente criado? As ameaças e as perseguições a professores? Será que os autores do estudo conhecem os resultados dos estudos feitos ao modelo da gestão democrática? Ou dão como bom o modelo do director porque tem um preconceito ideológico sobre essa matéria? 2. "fecho de milhares de pequenas escolas do 1º CEB" - será que sabem o que isso significou em termos de aumento da desertificação do país? E os custos que o encerramento de 4 mil escolas provocaram nas crianças obrigadas a deslocações diárias de 50 quilómetros?

Imagem: foto de instalação artística de Christo, em Miami

8 Response to "O Relatório dito da OCDE, apresentado hoje, elogia um conjunto de erros"

  1. Anónimo says:

    É se o relatório dissesse mal já era tudo certo agora como diz bem há que dizer que é tudo falso, tenham tino.

    Caros amigos,
    Chamo a atenção para o equívoco que a CS tem divulgado. O estudo não é da OCDE. É desenvolvido por um grupo de peritos "liderado por
    Peter Matthews" e segue os critérios ("metodologia e adordagem") da OCDE. E foi solicitado pelo ME, que, para abonar a credibilidade, assegura que foi elaborado por uma equipa de peritos internacionais de independentes (Para quê referir expressamente "independentes"?!).
    E baseia-se nas informações do ME
    Tudo isto se lê na página d erosto do ME, de que transcrevo o seguinte:
    "Solicitado pelo Ministério da Educação (ME), este estudo corresponde a uma avaliação intermédia, realizada durante a fase de implementação das reformas, com o objectivo de verificar se as medidas desenvolvidas estão a atingir os resultados previstos e se as estratégias adoptadas devem ser ajustadas em função da experiência.
    Liderada pelo professor Peter Matthews, esta avaliação seguiu a metodologia e a abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países-membros, ao longo dos anos, com resultados positivos".

    Obrigado, Abílio.

    Anónimo says:

    "Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, estas «medidas [irão] no sentido de melhorar as condições de trabalho, as condições de contratação dos professores envolvidos nas AEC, que são contratados pela autarquias. Há orientações mínimas, mas pode haver aqui um trabalho a fazer com as autarquias para melhorar as suas condições de trabalho», salientou. "

    Todos sabemos quais são as vocações das autarquias para isto da educação!!! Nenhumas!! Só propaganda e compadrios!!

    "mas pode haver aqui um trabalho a fazer com as autarquias". Mais uma utopia. Todos sabemos que grande parte das AEC's são contratadas a empresas de línguas e de desporto!!

    E a Srª ministra esquece as condições de trabalho dos outros!! Nós!! Será que ela vai trabalhar com o ME para melhorar as condições de trabalho dos professores das escolas públicas?

    Não gostei nada, mesmo nada, da arrogância do Srª Sócrates!! Levantou o véu do que é na realidade. Mesmo para fazer propaganda não é preciso usar aquele tom.

    Não vou votar PS!!!

    Anónimo says:

    eheheheheh

    A questão dos directores é muito mais central do que se possa parecer. Muitas pessoas concordam com a figura do director porque o PCE muitas vezes tem que responder por decisões com as quais não concorda porque em última instância, ele é sempre o responsável pela escola. Este é o argumento apresentado por algumas pessoas, ainda em número considerável, com quem tenho falado e que são a favor da existência do director na escola.

    O problema, segundo essas mesmas pessoas que concordam, foi e é a forma como apareceu, o contexto em que aparece, como forma de controlar tudo. Ele é o centro das decisões, não é eleito por uma comunidade mas por um conujunto de professores já formado para o eleger, ele nomeia os coordenadores com quem vai trabalhar, ele decide sobre avaliação, enfim ele pode tudo...

    E se directores como o da escola de Paredes, nas fazem ter esperança num futuro melhor, não podemos deixar a escola à mercê da sorte de quem lá seja colocado...
    À mercê do carácter, à mercê dos valores, à mercê do que apetece ou não apetece a cada um!

    Esta Nova Lei de Gestão tem que ser no mínimo revista!

    O Reitor dizia no seu Blog, e não deixa de ter a sua razão, que a avaliação, por ser feita por mais pessoas e não apenas pelo Director, não tem que ser mais justa. Mas se isso é verdade ou pode ser, também não podemos tirar à escola o seu carácter democrático e fazê-la depender de esquema muito bem montado, que em nada tem a ver com a sadia discussão da vida escolar mas que corre o risco de encaminhar para interesses completamente divergentes e enganosos, como aliás já acontece...
    Afinal porque lutamos?!...

    Anónimo says:

    Este blog deve estar a ser financiado por um partido.
    Adivinhem qual é!
    O autor não tem mais nada que fazer?
    Não dá aulas?
    Não trabalha além deste serviço de intoxicação permanente?

    Pedro Mendonça says:

    Ah! Ah! Ah! As coisas que eles inventam para tentar denegrir o Blog e as verdades que aqui se dizem!
    Força Ramiro!
    Força que aqui estamos todos consigo!
    A força deste Blog está na isenção partidária, na falta de filiação, na ausência de interesses e é isso que eles não aguentam porque contra isso é impossível lutar! Ninguém vence a genuína força da falta de interesses políticos e partidários, ninguém vence quem tem ideais, esses são invencíveis, esses não quebram!
    Podem até ter poder para implementar políticas e reformas injustas, medonhas e vergonhosas, podem até ter poder para fazer escândalos como aqueles que estão diante dos nossos olhos mas nunca serão vencedores, porque vencedores são estes, homens de fibra, como Ramiro Marques!