Governo Regional dos Açores suspendeu, ontem, o modelo de avaliação de desempenho

Veja aqui o vídeo da RTP Açores . Nele, se dá a notícia da suspensão do modelo de avaliação de desempenho naquela região autónoma. Depois, da Madeira, é agora a vez dos Açores suspenderem um modelo de avaliação de desempenho que criou confusão e instabilidade nas escolas. O que é que muda nos Açores?
1. A avaliação de desempenho dos professores dos Açores incluirá, este ano, apenas uma relatório de auto-avaliação a entregar pelo professor no final do ano.
2. Em Fevereiro, os sindicatos e o Governo regional iniciam um processo negocial para aprovação de um novo modelo de avaliação de desempenho diferente do que foi criado pelo decreto regulamentar 2/2008.
3. O novo modelo será implementado a partir de Setembro de 2008. O Governo Regional dos Açores já fez várias cedências: A avaliação deixa de ter periodicidade anual e as grelhas vão ser abandonadas e substituídas por instrumentos de registo mais simples. 
Com este recuo do Governo regional dos Açores, a ministra da educação fica numa posição mais frágil. Não se compreende como é que, no mesmo país, vão coexistir dois modelos de avaliação de professores tão distintos.
Está nas mãos dos professores do Continente rebentarem também com o modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2008. E não me parece difícil. Basta continuarem a aderir em massa às greves e recusarem a entrega dos objectivos individuais. Com um pouco de coragem e de verticalidade é possível chegar lá.

14 Response to "Governo Regional dos Açores suspendeu, ontem, o modelo de avaliação de desempenho"

  1. Professor Com Esperança says:

    Ramiro

    Sou mais um dos professores que enviou um email ao deputado do PS (professor) do meu circulo eleitoral.

    Era importante que todos fizessem o mesmo, pois cria maior pressão sobre o PS e sobre estes deputados que traíram a classe que representam.

    Anónimo says:

    Acho sempre interessante a preocupação com os Açores AGORA. Então o regime de concurso deles que põe de lado os do continente.
    Já não era um país e dois sistemas?

    Mas os Açores ainda ainda pertencem à república Portuguesa?

    ... ou antes: o PS dos Açores tem algo a ver com o do Continente???...ou é um partido "à parte"?

    Anónimo says:

    Nos noticiários nacionais nem uma palavra sobre a suspensão do modelo de avaliação nos Açores. Em dia de GREVE, trazer o assunto para a ribalta seria uma autêntica BOMBA! Estão calados que nem ratos, à espera que passe despercebido. É inqualificável o que se passa neste país...

    Maria Ana

    A SIC, a RTP, o DN e o JN estão reféns do Governo por causa da atribuição do 5º canal. Não são independentes!

    Manuel says:

    um país e dois sistemas?? Não: um país, três sistemas! Já se esqueceram da Madeira?

    Anónimo says:

    Cuidado!

    Isto vai ser aproposta da MILU!

    Já está tudo feito!

    Os Açores estão a fazer o teste!

    Cuidado!

    Concordo que é possível chegar lá!
    Temos que continuar e não desistir!
    Esta greve de hoje, com expressão de mais de 90%, só significa que continuamos a marcar presença, que não desistimos, que estamos unidos, que estamos dispostos a lutar e temos mesmo que continuar, ainda que possamos perder alguma coisa com isso, mas não nos esqueçamos que se formos muito não perdemos nada porque conseguimos anular tudo isto e, se assim for, se deitarmos este modelo "abaixo", não há penalizaçõpes de espécie nenhuma!
    O próprio PS nos Açores, recusa este modelo de avaliação e suspendo-o?!...
    O próprio modelo é fragilizado internamente pelo próprio partido?!...
    Sem dúvida uma porta aberta para que isso aconteça no continente também.
    Não podemos desistir!
    Só podemos continuar a ser coerentes com aquilo em que acreditamos, como sempre até aqui!
    Mas atenção...
    Nesta hora de euforia muito justificada, lembremo-nos de que lutamos por muito mais do que pela avaliação de desempenho, estejamos atentos...
    A falta de democracia, a falta de liberdade é o mal pior que pode acontecer nas escolas e só estamos nesta situação de lutar contra este forma de avaliação, porque a democracia corre perigo, a nossa luta vai mais longe, temos que estar alerta!

    AB says:
    Esta mensagem foi removida pelo autor.
    AB says:

    Inteiramente de acordo, Cristinaribas.

    Anónimo says:

    Então, os Açores não têm um governo socialista? Querem ver que o PR tinha razão? Agarraram-se ao estatuto que o Sócrates obrigou o PR a promulgar e decidiram também virar desordeiros.

    BOA!!! É assim mesmo camaradas açoreanos! Pena é que alguns açoreanos a viver no continente não sejam tão desordeiros e ñão nos acompanhem nas greves.

    Mafaldinha

    Anónimo says:

    Se alguém tiver o email da Manuela Moura Guedes envie a notícia da suspensão do modelo no Açores

    Anónimo says:

    APELO DOS MOVIMENTOS À CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO

    TODOS À CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO
    DE 24 DE JANEIRO
    EM FRENTE DO PALÁCIO DE BELÉM


    Hoje estamos em greve, porque as nossas exigências são justas e porque não queremos aceitar as pressões, as chantagens pelo medo e os pequenos subornos com que o Governo pretende dividir e amedrontar os professores.
    Hoje estamos em greve, porque a nossa dignidade individual e profissional não está à venda.

    MAS A NOSSA LUTA NÃO PODE PARAR AQUI.

    NO DIA 24 DE JANEIRO VAMOS TODOS A BELÉM para que os portugueses percebam que a luta dos professores é uma causa de toda a sociedade, e não apenas de um grupo socioprofissional, e para que todos os poderes e responsáveis pelo país – sejam o Presidente da República, o Governo, a Assembleia da República – saibam ouvir a indignação e o descontentamento dos professores face aos ataques que têm minado a Escola Pública e as suas condições de trabalho.

    APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)
    CDEP (Comissão em Defesa da Escola Pública)
    MEP (Movimento Escola Pública)
    MUP (Movimento de Mobilização e Unidade dos Professores)
    PROMOVA (Movimento de Valorização dos Professores)

    A Vitória será dos Professores, da Escola Pública.
    Dos alunos e do país.

    A luta continua!