Docentes do Agrupamento António J. Almeida, Penacova, reafirmaram, ontem, rejeição da ADD


Os Professores e Educadores do Agrupamento de Escolas António José de Almeida, de Penacova, reunidos em Assembleia Geral, em 15 de Janeiro de 2009, para definir a decisão a tomar, relativamente à Avaliação de Desempenho Docente, face à recente publicação do Decreto Regulamentar 1-A/2009, decidiram reiterar, por esmagadora maioria (132 votos a favor, 4 contra e 5 em branco) a decisão anteriormente tomada, na Assembleia Geral de 20 de Novembro de 2008, não participando em quaisquer procedimentos que se relacionem com a implementação daquele modelo.
Fundamentam esta decisão, considerando que as alterações introduzidas pelo decreto citado se traduzem numa desvalorização inaceitável, quer da componente científica e pedagógica que define, na sua essência, a profissão docente, quer da vertente formativa inerente a um processo eficiente de avaliação. Consideram ainda que aquelas alterações apenas vieram tornar mais evidente a incapacidade do modelo em promover a melhoria do desempenho dos Docentes e dos Alunos, no processo de ensino-aprendizagem, e da Escola enquanto organização.
Lamentam ainda que toda a responsabilidade pela implementação do processo tenha sido imposta única e exclusivamente aos Presidentes dos Conselhos Executivos.
Na sequência da decisão tomada, exigem, uma vez mais, que se dê início à construção de um outro Modelo de Avaliação de Desempenho Docente que seja consensual, justo e exequível, e que vise uma efectiva melhoria de todos os implicados.
Penacova, 15 de Janeiro de 2009

2 Response to "Docentes do Agrupamento António J. Almeida, Penacova, reafirmaram, ontem, rejeição da ADD"

  1. Caro Ramiro e colegas

    Organizem-se, juntem-se e no dia 19,dirijam-se a meio da manhã para o centro das vossas cidades e vivam a nossa presença e a vossa cidade, mas em silêncio.
    9. Os membros dos órgãos de gestão podem aderir à Greve não comparecendo na escola?- SIM! A forma de aderir à Greve por parte dos membros dos órgãos de gestão é a mesma que foi referida para qualquer outro docente.
    Dirijo-me aos indecisos, dirijo-me aos conformados, dirijo-me aos que Acreditam!!!
    Hoje, sábado e domingo. Reflictam um pouco mais...creio que é uma chance única.
    É chegada a hora!!! Não deixem de sonhar...
    Colegas: vamos aceitar a divisão da carreira...uma avaliação com base nas quotas?
    O silêncio por vezes é intenso e reactivo, tão duro ou mais que o aço da humilhação a que jamais temos assistido em toda a nossa vivência enquanto professores.
    Como a Marcha do Sal de Gandhi...agora faríamos a marcha do Silêncio. Não percam a Esperança e vamos para a rua, mostrar a nossa indignação. Divulguem por TODOS os professores!

    Anónimo says:

    Não entreguem os objectivos individuais, apela Rosário Gama

    “Rosário Gama, uma das representantes dos 139 presidentes dos Conselhos Executivos (PCE) que, no sábado, se reuniram em Santarém para reclamar a suspensão da avaliação, diz que saiu do longo encontro com a ministra da Educação, ontem, com uma certeza: "Está tudo na mão dos professores. Terão de ser eles a travar o processo, não entregando os objectivos, e nós só podemos apoiá-los."

    Tal como impõe a lei e foi decidido em Santarém, os PCE vão mesmo determinar e afixar o calendário das várias fases da aplicação do modelo de avaliação. No entanto, voltou ontem a frisar Rosário Gama, "os professores sabem que podem contar" com o seu apoio. Significa isto, na prática, que pelo menos aqueles 139 PCE optarão pelos prazos mais alargados; não pedirão aos professores que entreguem os objectivos; e, entretanto, a 7 de Fevereiro, voltam a reunir-se para decidir novas medidas a adoptar. Com uma certeza, diz Rosário Gama: "Nessa altura, seremos mais do que 139 e a nossa capacidade de reivindicação estará reforçada."

    Este protelar do processo, no entanto, admite a docente, só será eficaz "se um número significativo de professores não entregar os objectivos". Um cenário que, ao longo dos últimos dias, foi entusiasmando os responsáveis pelos variadíssimos blogues de docentes que contestam a avaliação, alguns dos quais de movimentos de professores independentes de sindicatos.”

    (excerto da notícia do jornal público de hoje)

    Lê o Manifesto entregue ao Ministério, com os Conselhos executivos que o subscrevem.

    www.movimentoescolapublica.blogspot.com/2009/01/no-entreguem-os-objectivos-individuais.html