Um apelo aos contratados: adiem e não se precipitem

A questão dos contratados tem sido o nosso maior problema. Este ano não temos o problema da renovação de contratos, mas temos outro: a prova de ingresso. Só poderá dispensar a essa aberrante prova, eliminatória, quem tiver cumulativamente 5 anos de serviço docente efectivo até à data da realização da primeira prova e avaliação de BOM nesse ano. Este é o único ponto que me preocupa. Mas também considero que se houver capacidade de resistência para, em conjunto, os contratados recusarem a avaliação, o ME terá de ceder pois precisa dos contratados. O sistema não funciona sem eles. O mínimo o que devem fazer é adiar o mais possível uma decisão quanto à entrega dos OI. Pelo menos isto! E aqui os PCE e os avaliadores devem ter a noção de que não podem encostar os contratados à parede. Têm de lhes dar segurança e tranquilidade para que eles possam ir recusando/adiando a entrega dos OI! Lembro que pelo simplex já não precisam sequer de ter aulas assistidas para conseguirem o BOM.

Abraço solidário.

JUNTOS VENCEREMOS!
Ricardo Silva

16 Response to "Um apelo aos contratados: adiem e não se precipitem"

  1. Anónimo says:

    É contratado e por sinal acumula com parvoice. O que é que de melhor tem que os outros não tenham. Os não contratados também não têm medo da avaliação. Não querem é ser prejudicados. Mesmo que a sua avaliação seja excelente o colega contratdo poderá não chegar ao topo popr causa das cotas. Desejolhe o dobro da sorte que me desejar a mim.

    professora says:

    A todos os ilunimados como este contratado.

    É por causa de gente como vós que isto não pode ir para a frente. Já no ano passado, para não prejudicar 7ooo todos os outros acabaram por baixar os braços e deixar que esta porcaria continue este ano sem solução. Em vez de há alguns que estão sempre a atirar pedras. Se o contratado se julga melhor do que outros, está muito enganado. Aliás, meu caro senhor, quem já está instalado, como diz, nem sequer precisa de se preocupar com guerras, porque já tem a vida orientada. Vocês, que deviam ser os primeiros a ir à frente, acabam por ser quem mais dificulta. Querem ser avaliados e não têm medo! Avaliados com isto? Acham-se o máximo e querem progredir? Pois, avancem sozinhos, vamos ver onde chegam. Pensam que o ME vos agradece? Deixem que isto vá para a frente e depois já sabem o que é doer.

    professora says:

    corrijo: Em vez disso, há alguns que estão sempre a atirar pedras.

    Mas como é que em Maio vamos saber que avaliação temos para dispensar da prova, se as classificações deste ano lectivo só são publicadas em Julho?
    Parece-me que mesmo os contratados não têm nada a temer.

    Nota: Também sou contratada.

    Luísa Novo

    Anónimo says:

    O Ministério, como qualquer outro empregador, tem o direito de aferir a qualidade da habilitação declarada pelos candidatos a professores através de uma prova de conhecimentos científicos e pedagógicos, à semelhança do que se faz em muitos outros países. Toda a gente sabe que o ensino superior tem estdo desregulado e que houve um boom de criação de escolas superiores um pouco por todo o lado. A qualidade da formação nem sempre é a mesma. Há escolas superiores que nem exigem aos candidatos à admissão conhecimentos específicos da área que leccionam. A luta (justa) em relação ao modelo de avaliação e muitas outras coisas bem mais importantes não deve ser misturada com a defesa do laxismo, dando-se assim ao ME razões para persistir nos seus erros.

    Bruno Gomes says:

    Sou contratado e tenho algumas dúvidas quanto às possíveis consequências se não formos avaliados..
    Duvido que não seja possível haver consequências nos concursos deste ano lectivo, isto porque a avaliação só será feita no final do ano lectivo, e os concursos são obrigatoriamente antes.
    Agora a pergunta é: e para o próximo ano, no próximo concurso para contratação? Se não formos avaliados será que nos será permitido concorrer sem sofrer nenhuma consequência por termos recusado a ser avaliados???

    Ramiro says:

    Para o próximo ano já a ministra estará no Parlamento Europeu e este problema resolvido de vez. Não perca a esperança.

    Bruno Gomes says:

    Caro Ramiro, essa é a minha esperança e de todos os contratados.
    Na minha escola, todos contratados estão contra a avaliação (assim como todos os outros docentes, excepto 2, num universo de 131)...
    Já demonstrei a minha intenção de ir até ao limite para parar a avaliação, mas o medo de um possível impedimento de concorrer, e ficar consequentemente sem emprego, não nos deixa ir mais longe...

    Ramiro says:

    Bruno Gomes!
    Não receies que isso aconteça. Se for necessário, os colegas avaliadoers saberão assimir as responsabilidades antes do final do ano lectivo para que os contratados não saiam prejudicados. Até lá, há que adiar e ter paciência.

    Para o anónimo

    Também concordo com "direito de aferir a qualidade da habilitação", mas não no fim e sim no princípio. Eu explico. Deveria haver uma prova de acesso sim, mas de acesso aos cursos de formação de professores/profissionalização em serviço. Se há problemas na formação de professores, então que ataquem o problema pela raiz (nas ESE's/Universidades). A ME que promova uns encontros com o MAriano Gago e "acertem agulhas". Não acho justo que depois de 5 anos a estudar (e a pagar, e não é pouco!) venham dizer que não serve para professor (nas escolas públicas, pois nas privadas já isto não se aplica). Além da ridícula situação que se tiver 13 numa das provas e 20 noutro é eliminado).
    Nota: Tenhos mais de 5 anos de serviço e avaliação de satisfaz/bom, logo estou dispensada da prova.

    Ricardo Silva says:

    Um pequeno esclarecimento do autor do comentário que o Ramiro "puxou" para este post:
    Tenho 21 anos de serviço e 18 anos de efectivo na mesma escola. Não concorro há 18 anos.

    Feito este esclarecimento, devo dizer que a prova de ingresso é algo de insultuoso não só para os professores que já leccionam com profissionalização há alguns anos,
    mas também para as universidades que, pelos vistos, não sabem formar professores.
    Sendo a prova de ingresso um aborto e um insulto, deve ser combatida. Mas se se mantiver os colegas contratados devem tentar precaver-se e pensar bem acerca de eventuais consequências de uma não avaliação este ano. E foi por isso que os aconselhei a irem tentando adiar ao máximo uma decisão sobre a entrega dos OI, e não a simples entrega imediata, ou recusa total! Porque uma coisa é não progredir na carreira este ano, uma coisa é perder um ano de serviço, outra bem diferente é deixar de ser professor, ficar fora da carreira, deixar de leccionar, ponto! Pelos vistos, alguns colegas com mais anos de serviço não entendem isto. Eu procuro ser menos egoísta! Por mim deveria estar a falar mais dos anos que me roubaram com o congelamento das carreiras e da mudança das regras de aposentação, situações que me afectam directamente, mas tenho este mau feitio de olhar para a floresta e não apenas para a árvore!

    Um abraço

    Ricardo Silva says:

    Luísa Novo,

    Repara bem que a prova de ingresso pode ser aplicada apenas em Setembro, Outubro ou Novembro, produzindo efeitos para os concursos seguintes ou renovações de contrato. E aí já poderão pedir a avaliação deste ano. É uma possibilidade... certo?

    Abraço

    Ricardo Silva says:

    Para o primeiro anónimo e para a professores que comentaram o post no início:

    Como agora já devem ter percebido eu NÃO SOU CONTRATADO, não me considero melhor que ninguém, defendo a avaliação de todos, não sou amigo de laxismos, etc etc.
    As minhas palavras eram uma consideração táctica e estratégica para a nossa luta de combate e derrota deste modelo de avaliação. Dizia portanto que o ano passado fomos quase "obrigados" a engolir o memorando para não entalar os nossos colegas contratados, pois muitos deles estavam em situação de renovação de contrato e precisavam de ser avaliados. Este ano temos de conseguir DERROTAR O MONSTRO, procurando na mesma salvaguardar aqueles que estão na posição mais fraca, que são o elo mais fraco.

    Entenderam agora?

    Abraço

    Ricardo Silva, onde é que está escrito que para haver renovação de contrato tem que se ter sido avaliado? Ou mesmo para assinar um contrato? Só no caso da prova de acesso é que leio que tem que ter tido a menção de bom nas avaliações anteriores.

    Ricardo Silva says:

    Luísa,

    Na aplicação informática a que os CEs tinham de aceder para validar a renovação de contrato dos colegas contratados existia um espaço, um campo próprio, onde se pedia a avaliação/classificação do professor. É a informação que tenho. Se tens dúvidas questiona a tua PCE sobre isto e verás que é assim mesmo.

    Abraço

    Ricardo, eu sei que isso aconteceu, mas é simplesmente ilegal. Eu pretendia saber onde está isso escrito em termos legislativos.