Publicados, ontem, em DR os despachos do simplex

Cada professor avaliador vai ter um hora semanal para avaliar três docentes. Esta é uma das medidas de simplificação e desburocratização do processo de avaliação de desempenho de professores, publicada ontem em Diário da República e que já está em vigor desde dia 4. 


Os despachos da ministra da Educação e do secretário de Estado da Educação explicitam as situações em que pode haver delegação de competências do avaliador do coordenador de departamento curricular e do director de escola. É ainda referido que, quando num dos departamentos curriculares não existam professores titulares, pode ser nomeado um professor para exercer, transitoriamente, essas funções. Já em relação às quotas para os professores com Muito Bom e Excelente, o despacho ministerial estabelece que em cada grupo de docentes pode ser sempre atribuída pelo menos uma menção qualitativa de Muito Bom e uma de Excelente, independentemente da dimensão do grupo de avaliados.
Comentário
As novidades são:
1. uma hora semanal na componente não lectiva para avaliar 3 docentes.
2. as quotas de Muito Bom e Excelente foram alargadas
A pergunta que deixo é a seguinte: quais as consequências destas mudanças?

Leia aqui os despachos 

18 Response to "Publicados, ontem, em DR os despachos do simplex"

  1. Anónimo says:

    "A estruturação da carreira tem por objectivo dotar cada estabelecimento de ensino de um corpo de docentes reconhecido, com mais experiência, mais autoridade e mais formação (...)."

    Aonde está a mais formação? Formação na área de avaliação de professores.
    Se não foi facultada não vejo onde está a competência para essa função.
    As lei são para cumprir na íntegra. Se não houve fprmação não há docentes especializados para essa mesma função.

    E eu sou burro ...

    professora says:

    As consequências é que fica tudo como estava; isto são miudezas que só têm dois objectivos: continuar cinicamente a gozar connosco e encher de mais veneno a opinião pública, quando fazem crer que da parte deles houve cedência a boa vontade, ao passo que nós só mostramos que não queremos ser avaliados.

    professora says:

    Formação houve, ou melhor foram gastos rios de dinheiro e muita gente encheu o bolso com cursos de formação que surgiram de todo o lado. Acontece é que a formação que foi dada não teve qualidade, porque não está orientada para as necessidades de uma escola, e de nada serviu a quem a fez. Se alguma vantagem trouxe, foi a de reforçar a certeza de que aqueles formadores, as empresas que eles representam e os mentores que estão por trás de tudo isto não conhecem a realidade sobre que querem actuar. As teorias que defendem e os exemplos que dão podem aplicar-se a empresas e a fábricas, mas não a uma escola que lida com seres humanos em formação, que não podem ser tratados como mercadoria para dar lucro. Eu fiz uma dessas formações durante mais de três meses. Só posso dizer que foi uma vergonha. Eu, professora, teria vergonha de que as minhas aulas fossem de tão baixa qualidade.

    Anónimo says:

    Concordo com a professora e acrescento.
    Os conceitos dados na formação divergiam completamente. Se os colegas tiveram a oportunidade de fazer formação promovida pela associação de escolas e depois pelo "INEM" do Ministério, sabem do que eu estou a falar.
    Isto não foi formação nenhuma, foi queimar etapas apenas.

    Anónimo says:

    No meu grupo somos dois, temos o futuro garantido, claro que o Excelente é para mim que sou titular!
    Isto cada vez está melhor!!!!

    professora says:

    Passem pelo "Umbigo" e vejam o texto de Pedro Castro "Filhos de um deus menor", ou pelo Mup e leiam "professores apanhados outra vez com as calças na mão"... a ver se acordamos de vez e somos dignos do respeito e da dignidade que apregoamos.

    professora says:

    Retirado da imprensa de Hoje: "Governo recua nas negociações das carreiras médicas
    (...)
    O Ministério da Saúde recuou perante as queixas dos médicos e vai reformular as propostas para revisão das carreiras.
    Antes que a contestação se avolumasse, o Ministério da Saúde (MS) recebeu ontem o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) numa clima de aparente abertura. E recuou em toda a linha nas propostas de revisão da carreira médica. Descartou o diploma que preparara sobre a qualificação médica e prometeu reformular o das carreiras. Mas o mais importante dos sinais foi o de que as negociações seriam únicas para todos os médicos.

    Recorde-se que os projectos enviados na semana passada aos sindicatos visavam rever as carreiras apenas para os profissionais vinculados à função pública. E remetia as dos médicos com contrato individual (que começaram a surgir com a empresarialização da gestão hospitalar) para um acordo colectivo de trabalho próprio.(...)

    Satisfeito com o bom senso da equipa ministerial, Carlos Arroz garantiu que os interlocutores (entre eles o presidente da Administração Central do Sistema de Saúde) se mostraram "sensíveis a argumentos jurídicos e sindicais".

    "O MS retirou os documentos e comprometeu-se a enviar-nos um novo no início de Janeiro", diz Carlos Arroz. A próxima reunião está marcada para 12 de Janeiro.
    (...)
    Outro engulho para os sindicatos prendia-se com o facto de o MS ter separado a qualificação para obtenção de graus - entregando-a à Ordem dos Médicos (OM) e introduzindo a recertificação de cinco em cinco anos - das carreiras, apesar de uns mexerem com as outras. Esse diploma foi descartado no início da reunião,(...). O projecto gerou uma reacção da OM, que discorda das propostas de graus e recertificação apresentadas pelo MS.(...)"
    É assim, preto no branco. Estes andaram na escola e aprenderam...

    Anónimo says:

    E mai nada! Os médicos são uma classe de força. Porque será que o MS não goza com eles? Porque têm uma ORDEM. Acordem Professores, façamos uma ORDEM... Bolas, custa assim tanto?

    Anónimo says:

    E mai nada! Os médicos são uma classe de força. Porque será que o MS não goza com eles? Porque têm uma ORDEM. Acordem Professores, façamos uma ORDEM... Bolas, custa assim tanto?

    Anónimo says:

    Por favor!!!

    alguém pode informar se um titular avaliador precisa ou não de também ser avaliado pelo seu coordenador de departamento? ou se ele, por ser avaliador, já está dispensado desse castigo?

    e onde posso tirar esta grande dúvida!

    Anónimo says:

    O colega acha um castigo, mas acha correcto ir avaliar os outros colegas.

    Anónimo says:

    anónimo das 18.13. os avaliadores não são avaliados na componente científico-pedagógica, portanto só são avaliados pelo PCE:

    Anónimo says:

    Anónimo das 18:13, já pode ir fazer de carrasco com os seus avaliados. Chegue-se bem ao chefe(PCE)pois é só nisso que consta a sua avaliação.Presumo que não disse que Não quer ser avaliado,não percebo então a sua preocupação.Há muitos como o colega,deixe lá.O mal é esse!Falam falam mas só se preocupam com eles próprios, os colegas que se lixem.Felicidades,mesmo sem as merecer.Durma com os anjos.

    Anónimo says:

    Nada disso. Eu só queria saber se o palerma que me vai avaliar está isento deste massacre.
    Que país é este?

    maria says:

    Cada vez mais nos tentam dividir...
    Primeiro são os avaliadores que só são avaliados pelos C.E., agora são os colegas a menos de 3 anos da reforma que ficam dispensados da avaliação...
    O lema do M.E. continua a ser: "dividir para reinar".
    Vamos deixar que isso aconteça?
    Maria Martins

    professora says:

    Começo a acreditar que merecemos tudo o que nos possa acontecer. Para que conste, sou titular e avaliadora. Tenho, dentro e fora da escola, feito todos os possíveis para destruir o monstro: manifestações, greve, dei a voz aqui e na escola, na sala de professores, nas reuniões de grupo e departamento, no pedagógico... participei na elaboração de abaixo-assinado contra a entrega de OI. Pois, senhores, ontem, para meu espanto, a maior parte das assinaturas recolhidas são de titulares e avaliadores. Os mais novos encolheram-se.Para dizer a verdade, não sei se, quem se acobarda desta forma tem razão para reclamar.

    Anónimo says:

    Professora das 23.30. Estou na mesma situação que tu penso exactamente o mesmo.Os professores têm a Ministra que merecem.São extremamente individualistas .à minima migalha,baixam as calças.

    Aires says:

    Correcção: foram aprovados em conselho de ministros, não foram publicados em DR.