A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) garantiu hoje que não vai abdicar do direito de negociar as alterações ao processo de avaliação de desempenho anunciadas pelo Governo, apesar de considerar que o modelo se mantém "injusto".
"Vamos apreciar estas alterações, mas um processo de revisão do modelo de avaliação supõe que este não seja mais aplicado. A negociação é um direito e uma obrigação que as organizações sindicais têm e de que não podem abdicar", afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, reiterando, no entanto, o pedido de suspensão deste modelo. No final de uma reunião com a ministra da Educação, o sindicalista sublinhou que as soluções apresentadas quinta-feira pelo Governo prendem-se apenas "com a operacionalização do modelo e a diminuição de alguma carga burocrática", pelo que se mantêm os aspectos de "injustiça, inutilidade e ineficácia". "A negociação, neste momento, é de meros retoques", afirmou João Dias da Silva. O secretário-geral da FNE lembrou ainda que, por detrás do modelo de avaliação de desempenho, está o Estatuto da Carreira Docente, defendendo que é esse o diploma "que tem de ser renegociado".A ministra da Educação, acrescentou, "não mostrou disponibilidade para anular a divisão da carreira em professor e professor titular, tal como não tem disponibilidade para rever o estabelecimento de quotas para a atribuição das classificações mais elevadas".
"Essas questões são estruturantes do modelo", criticou.
Fonte: Página Web da FNE
Comentário
É absolutamente essencial que os sindicatos se mantenham unidos na Plataforma Sindical. Ao longo do processo negocial, a ministra vai procurar dividi-los. Ela sabe que só a divisão dos professores lhe garantirá a vitória.
Quanto às alterações aprovadas pelo conselho de ministros extraordinário da passada quinta-feira, é preciso dizer que são insuficientes e que apenas provam que o modelo não presta e não é exequível. O problema de fundo está na criação das duas categoria de professor - algo que só existe em Portugal - e que está na base deste estranho e impraticável modelo de avaliação de desempenho. Os sindicatos têm de recentrar a luta nas alterações ao decreto-lei 15/2007 sem abdicarem da exigência da suspensão do modelo de avaliação. Mas é nas escolas que a luta terá mais êxito. Se houver um número considerável de escolas que recusem participar no processo de avaliação de desempenho, o modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2008 cairá.
Fonte: Página Web da FNE
Comentário
É absolutamente essencial que os sindicatos se mantenham unidos na Plataforma Sindical. Ao longo do processo negocial, a ministra vai procurar dividi-los. Ela sabe que só a divisão dos professores lhe garantirá a vitória.
Quanto às alterações aprovadas pelo conselho de ministros extraordinário da passada quinta-feira, é preciso dizer que são insuficientes e que apenas provam que o modelo não presta e não é exequível. O problema de fundo está na criação das duas categoria de professor - algo que só existe em Portugal - e que está na base deste estranho e impraticável modelo de avaliação de desempenho. Os sindicatos têm de recentrar a luta nas alterações ao decreto-lei 15/2007 sem abdicarem da exigência da suspensão do modelo de avaliação. Mas é nas escolas que a luta terá mais êxito. Se houver um número considerável de escolas que recusem participar no processo de avaliação de desempenho, o modelo imposto pelo decreto regulamentar 2/2008 cairá.



16 comentários:
Voz que fala com esta clareza não tem preço!
Ramiro, eu, enquanto transmontano, também transporto um "defeito" dos meus conterrâneos: sou desconfiado! Por isso, vejo com algumas reservas a expressão «pedido de suspensão do modelo». O Mário Nogueira, tanto quanto sei, tem usado (e muito bem) a palavra "exigência",a única que, no meu entender, faz sentido.
Espero que isto não passe de uma simples forma de expresão sem quaisquer conotações!
Ai ai ai!
É por estas razões que chegámos onde chegámos. Os sindicatos permitem-se dizer, e na prática realizar, á revelia de toda uma classe profissional, absurdos destes.
Cheira-me a esturro, a entendimento 2, encapotado.
Jogar com um pau de dois bicos.
Não concordam mas negoceiam.
O que há para negociar, sr FNE?
Parece que teremos que tratar dos sindicatos, também.
Neste momento, qualquer frase mal calculada pode ser um tiro no pé de consequências imprevisíveis...
E muito cuidado com a putativa "proposta de avaliação simplificada para salvar o ano e passar para a opinião pública que queremos ser avaliados, porque somos bonzinhos...." da plataforma hoje noticiada pelo DN.
Qualquer passo mal dado, far-nos-ia recuar a Abril de 2008 e os efeitos do "memorando" ainda aí estão....
Cuidado, muito cuidado....
António
Sou sindicalizado no SPZN mas como eu, muitos estão a pensr saír.
Cuidado com as manobras pouco transparentes, a união é necessária, SR. JOÂO DIAS DA SILVA.
De novo o divisionismo da FNE! Estes tipos são incríveis. Como se negoceiam ajustamentos de algo que se considera, de raiz, injusto, inútil e ineficaz? Que há para negociar?
Soledade
SIMPLEXICOMPLEXIFICAÇÃO TEIMOSA
A Sra. Ministra não suspende nem simplifica a avaliação.
Na conferência de imprensa da Sra. Ministra, após a realização do Conselho de Ministros Extraordinário, assistimos, apenas, à tentativa de recolha dos "cacos", fragmentos bem mais esboroados do que pensam os responsáveis da 5 de Outubro. Tratou-se de uma manobra política com o objectivo de deixar transparecer que se cedeu, sem ceder, ou que não se cedeu demonstrando as virtualidades simplex, que podem até complexificá-lo nalguns aspectos.
No que ao processo de avaliação diz respeito, não há outra solução que não seja a suspensão do modelo, na medida em que este continua a prever a "discriminação negativa" através do estabelecimento de quotas, só aparentemente alivia a carga burocrática e não serve os objectivos de avaliação voltada para a melhoria das práticas.
Após a suspensão deste modelo, haverá três caminhos possíveis, qualquer deles negociado:
. um modelo novo, com base numa política orientada para a qualidade da escola pública;
. um modelo baseado no anterior, introduzindo melhorias consideradas necessárias;
. um modelo inspirado num dos vários modelos praticados nos países desenvolvidos da Europa.
No entanto, convém não esquecer que O CENTRO DA NOSSA LUTA É A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE, de que decorre a divisão da carreira em duas categorias e o actual processo de avaliação, cuja suspensão exigimos.
É este "documento" que está na base de toda a instabilidade que se vive na escola pública.
Ou lutamos agora, firmes e determinados, ou os sacrifícios da nossa luta serão em vão.
A LUTA CONTINUA! RESISTIREMOS E VENCEREMOS!
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/11/simplexicomplificao-teimosa.html
CUIDADO COM A FNE!!!!!!!!!!!!!!
MUITA ATENÇÂO!
Basta que um sindicato assine, para ficarmos entalados!´
POR FAVOR; SINDICATOS UNAM-SE!!!!!!
Concordo com a posição da FNE! Exigir a suspensão do modelo ou a sua reformulação é uma luta, negociar as alterações é outra! Os sindicatos têm de defender os direitos de todos os docentes, mesmo os daqueles que querem ser avaliados. Lembrem-se dos contratados e dos que mudam de escalão!Democracia é respeito pelas liberdades individuais!
O QUE É ISTO??????
23-11-2008 - 12:15h
Sindicatos apresentam solução para avaliação de professores
Mário Nogueira fala em modelo de avaliação «simplificado» e centrado na actividade dos docentes
A Plataforma Sindical de professores vai apresentar na próxima sexta-feira uma proposta de avaliação simplificada ao ministério da Educação, afirmou Mário Nogueira em entrevista à SIC Notícias.
A intenção é «salvar» o ano lectivo, «centrando o processo de avaliação na vertente do professor e libertando as burocracias» existentes na proposta de Maria de Lurdes Rodrigues. Mantém-se, por isso, a intenção de suspender o processo que o Ministério pretende implementar, mas a vontade é que «haja uma avaliação dos docentes».
Nesta proposta, não entrarão as indicações deixadas nesta semana pela ministra. «Ao contrário do que diz o ministério e o primeiro-ministro, os professores nunca foram contra a avaliação e também não é verdade que nos últimos 30 anos não tenham sido avaliados. Aliás, desde 1990 que existe um modelo, regulamentado em 1992, que já avaliou os docentes», explicou o líder da Fenprof e porta-voz da Plataforma.
«Excluímos qualquer solução administrativa, como por exemplo, atribuir Bom a todos os professores, e qualquer simplificação do modelo actual», disse Mário Nogueira ao Diário de Notícias, que não quis apresentar mais pormenores, porque «a proposta terá de ser apresentada primeiro ao Ministério e só depois à comunicação social».
«Não defendemos um vazio avaliativo. Esta nossa proposta será a prova de que os professores querem ser avaliados já este ano. Mas terá de ser de uma forma simples, que não exija a definição de novos instrumentos, uma vez que estamos quase a finalizar o primeiro período», frisou.
www.diario.iol.pt/sociedade/educacao-professores-fenprof-avaliacao-mario-nogueira/1016336-4071.html
COMUNICADO CONJUNTO DO MUP E APEDE
A APEDE e o MUP apelam a que, no próximo dia 3 de Dezembro, todos os professores que adiram à greve não fiquem em casa, mas se concentrem nas suas escolas. Nelas poderão organizar reuniões gerais de professores a fim de discutir futuras estratégias e formas de luta e, se assim o entenderem, para ESCOLHER OS DOIS REPRESENTANTES POR ESCOLA DESTINADOS A PARTICIPAR NO ENCONTRO NACIONAL DE ESCOLAS EM LUTA (LEIRIA, 6 DE DEZEMBRO). Nesse dia 3, os professores das escolas de um mesmo concelho poderão organizar-se para se MANIFESTAREM NO CENTRO DAS SEDES DE CONCELHO, chamando os pais e os alunos a integrar essa manifestação. Durante esta última, poderão ser distribuídos comunicados à população de modo a informá-la sobre as causas que estão a mobilizar os professores, as quais não se confinam ao problema da avaliação:
• Defesa da escola pública e de um ensino de qualidade, contra uma política demagógica que pretende transformar os professores em fabricantes de sucesso escolar fraudulento;
• Revogação do Estatuto da Carreira Docente enquanto matriz dessa política;
• Combate a um modelo de avaliação que constitui o instrumento prático para forçar os professores a servir a mistificação que o Governo quer impor à escola pública.
Para que tal iniciativa se concretize, será necessário comunicar ao respectivo Governo Civil o trajecto, o dia e a hora da manifestação regional.
Esta forma de luta para o dia 3 já está a ser organizada, espontaneamente, em diferentes regiões do país: em Ponte de Lima, nas Caldas da Rainha e em Sintra. É importante que outras zonas adiram de modo a que o dia 3 seja mais um momento de afirmação do combate sem tréguas que os professores têm de assumir contra as políticas ministeriais.
MOBILIZAR! UNIR! RESISITIR!
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/11/comunicado-do-mup.html
Salvar o ano lectivo ????????????????????????????????????????????????!!!!
Lindo menino (s).
Sindicatos de professores? Que giro!
Isto só lá vai com uma cerimónia pública da queima dos cartões dos sindicatos!!! Cheira-me.
UNIDOS PELA REVOGAÇÃO DO ECD
Colegas,
Temos de estar atentos. Tendo em conta as últimas notícias, é preciso dizer aos sindicatos que a luta não se centra na avaliação. Temos de lhes fazer chegar que o seu comprometimento em agendas com o Ministério de Educação para fazer algumas alterações ao projecto de avaliação dos professores, deixando "cair" a necessidade de rever primeiro o ECD, não é o caminho certo.
Alguns colegas têm-nos enviado mensagens em que revelam as suas preocupações, receando que se desemboque num "acordo tácito" entre o Ministério e os sindicatos, até ao dia em que se acabar por vencer a resistência do último professor à imposição do ECD e ao modelo de avaliação mais ou menos cozinhado.
Está, pois, na hora de exigir aos sindicatos - representantes institucionais dos professores nas negociações com o Ministério - que sejam fortes e trilhem o caminho da fiel interpretação dos sentimentos e da vontade dos docentes!
Está na hora de todos os movimentos cívicos e independentes de professores reforçarem a luta e, caso o sindicatos o não façam, assumirem que só eles estão neste momento ao lado dos professores, pela revisão do ECD e pelo fim do actual modelo de avaliação.
A verdadeira luta começa agora.
UNIR! MOBILIZAR! RESISTIR!
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/11/unidos-pela-revogao-do-ecd.html
PREOCUPAÇÃO E ALERTA!
Caros colegas,
Começam a chegar-nos inúmeras mensagens de preopcupação e alerta relativamente ao que pode estar a "ser cozinhado": um Memorando de Entendimento Versão 2.
Um colega diz-nos: "Por aquilo que conheço do poder, por aquilo que conheço dos sindicatos, por alguns ecos que tenho e pela reflexão que faço, estou convencido de que já se está a cozinhar o memorando de entendimento parte 2".
O objectivo poderá ser "salvar ambas as partes (M.E. e sindicatos) e esvaziar a luta que tendencialmente pode ser mais aguerrida. Se os sindicatos apresentarem uma proposta de avaliação ao M.E. e se ela for aceite (e acabará por ser aceite)", ambas as partes poderão ficar felizes "porque o modelo de avaliação do M.E. foi destruído e, por isso, os professores têm um grande motivo para estar contentes. Para além disso, podem também cantar vitória para a opinião pública porque são responsáveis - os professores vão ser avaliados."
Se o que está na forja são mais uns retoques ao retoque-manta-de-retalho feita pela Sr. Ministra, os professores têm de dizer, de já, NÃO A ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO, independentemente do número de remendos!
A ser assim, o ECD pode ser atirado "para as calendas gregas, porque a grande maioria dos professores que não têm grande capacidade de luta verão esta possibilidade simplificada de avaliação, proposta pelos sindicatos e aceite pelo M.E, como bóia de salvação e vão agarrá-la com unhas e dentes. O ECD ficará esquecido ou atirado para o próximo ano lectivo o que, na prática, será o mesmo. Com a desmobilização, o ciclo de mudança ficará concluído com todos os intervenientes a poder cantar vitória, à excepção dos professores que, mais uma vez, ficarão a perder por terem sido ingénuos (?)"
Muitos colegas referem que "é isto que vai acontecer, é isto que já está acontecer."
A nossa mensagem aos professores tem de ser muito clara: é preciso não desmobilizar da luta pelo essencial da questão: o Estatuto da Carreira Docente. Enquanto não for esse o centro das negociações, não abrandaremos na determinação da nossa luta.
No dia 6 de Dezembro, em Leiria, decorrerá um Encontro Nacional de Escolas em Luta.
Torna-se cada vez mais importante a participação do maior número de escolas, através de dois representantes, para que aí possamos analisar a situação e debater o nosso calendário de lutas enquanto o ECD não for revogado.
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!
www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/11/preocupao-e-alerta.html
CALMA AÍ !!!
Temo, quase tanto, as ideias dos sindicatos como as desta ministra… Será que ainda não conseguiram perceber que a avaliação não é uma questão isolada? Este modelo de avaliação integra-se no novo Estatuto da Carreira Docente e é aí que começam os problemas… A ele seguem-se as outras idiotices legislativas, os novos Estatuto do Aluno, Modelo de Gestão Escolar e Modelo de Concurso de Professores. Não se podem isolar as partes do todo, se há partes do ECD que estão profundamente erradas a questão deste modelo avaliação não é sequer a mais grave, esta, por absolutamente impraticável, estava à partida condenada ao fracasso, aliás, penso que as outras lhe seguirão pelo mesmo motivo. A não ser que a política de destruição da educação em Portugal seja para continuar… Bom nesse caso, deixem voltar os reitores, motivem os professores esmagando-os, imbecilizem de vez os alunos e deixem andar esta merda…
www.sinistraministra.blogspot.com/
Está-se mesmo a ver que com este "clima" de bastonadas uns contra os outros (sabe-se lá com que obscuros objectivos individuais ou colectivos...), a ministra e os seus acólitos já estão a rir à gargalhada das figurinhas que andamos a fazer pelas ruas de Lisboa. POR FAVOR, ponham as vossas ambições pessoais de lado e, de uma vez por todas, entendam que o que está em jogo é demasiado sério para que lutas intestinas na classe (para se constituírem novos sindicatos, uma ordem, ou antagonismos/protagonismos do sindicato A ou B), ponham em causa as vidas de muitos milhares de professores que, APENAS querem trabalhar em PAZ e com a dignidade que lhes é devida.
COLEGAS, ATENÇÃO !!! Olho nos sindicatos, nos movimentos, e nos pró-Ordem ! Não os deixemos fazer-nos "o ninho atrás da nossa orelha"...ELES só têm legitimidade para existirem se defenderem os NOSSOS verdadeiros interesses, mais NADA!!!
Maria Pé-atrás
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