
MOÇÃO
(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)
Considerando que:
1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.
Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação.
Comentário
Sócrates e MLR não respeitam quem recua. Só a luta na rua lhes mete medo. O medo da impopularidade. O medo da perda de autoridade. Falta-lhes cultura clássica para serem sensíveis aos argumentos, aos factos e à discussão racional. Os professores têm de bater onde lhes dói mais: na rua. Não uma vez nem apenas duas: tantas quantas forem necessárias. Em Lisboa, mas também no Porto e em Braga...e...em todo o lado onde haja escolas e professores humilhados e esmagados pela burocracia e papelada.
Ainda há quem tenha coragem!!
Sem MEDO!!!
Aplaudo.
rita
Acho que todos deveriamos passar à acção!
Vamos suspender a AVALIAÇÃO!
Boa! Esperemos que nos mobilizemos todos e acabemos de vez com eles. Quem se mete com os professores leva.
"EXCELENTE" actuação dos colegas desta escola. Os professores merecem respeito e estes um louvor pela coragem em enfrentarem a "arrogância" das regras NEOLIBERAIS deste Governo!!!
Zeze G3
Parabéns aos colegas de Ourique! Convido os colegas a louvarem o acto dos professores de Ourique. Eles precisam do nosso incentivo e apreço.
Miguel! Deixei no teu blog este comentário:
Boa argumentação. Mas ineficaz. A minha proposta é diferente: a avaliação de desempenho dos professores deve ser integrada no processo de avaliação externa da escola, deve realizar-se apenas de 4 em 4 anos; deve centrar-se na avaliação dos conteúdos funcionais prévios ao ensino, de realização do ensino e de avaliação dos alunos. Por mais reflexivo que o modelo seja, colocar colegas a atribuir uma classificação a colegas criará sempre mau ambiente nas escolas, injustiças e parcialidades. Além de lançar mais burocracia sobre os ombros dos professores.
Caros colegas estou orgulhosa de ainda existirem Professores com sentido crítico e coragem como voçês! Força.
Só tenho pena que leccione numa escola vizinha da vossa e nem possa assinar o comentário, pois por aqui anda tudo preocupado com a avaliação!!! Qualquer afirmação contra a avaliação é logo associada a heresia!! Até com insuficientes uma titular já ameaçou as suas "avaliandas", ou seja, se existem é para serem dados!!! Força, professores da escola de Ourique... só assim podemos mostrar que ainda temos alguma dignidade.
Maria
Parabéns aos profs das escolas de Ourique!
O exemplo devia ser seguido por todas as outras.
Vamos divulgar por todo o lado esta tomada de decisão!
A.C.
Se os professores não podem tomar posições corajosas na escola, então que saiam à rua.
Parabéns colegas!!!!
Não imaginam a alegria que senti ao ver este texto. Está na hora de nos unirmos de novo e voltarmos para a rua!!!!
Alice
Não como anónimos, mas como colegas, passemos a informação nas nossas Escolas. Não vai certamente fazer recuar processos já em andamento, mas vai com toda a certeza provocar alguns zunzuns...e é esse "zumbido" que acaba por ser audível e provocar reacções...de "suspensão".
Abriu um blog http://debateeducacao.blogs.sapo.pt/ que, apesar de partidário, pode ajudar a difundir algum descontentamento. Está na hora de se aproveitar tudo!
Manuela
Ainda agora, os meus alunos da noite me disseram que eu estava com um ar muito cansado e não parecia a mesma professora que já conhecem Há 3 anos!Porque será?!!!
Obrigada senhora ministra da educação pelo mau estado em que já me encontro!
A.C.
Acabo de raceber um mail a convocar para uma manifestação em lisbo a 15 de Novembro.Se os sindicatos não alinharem, aluguem-se autocarros ou vamos de carro.Mas eu considero que a manifestação deve ser a um sábado, para que os professores possam ter um dia para descansar.Vamos começar a passar a palavra nas escolas e a fazer um levantmento dos professores que querem aderir.
Abraço solidário e força!
PARABÉNS OURIQUE!
Até me arrepiei!
Sentir a vossa coragem foi, contudo, também, sentir o nosso medo:
QUE ACONTECERIA AQUI ONDE LECCIONO, BEM PERTINHO, PERTINHO DE
VOCÊS SE OS PROFESSORES SE UNISSEM DESSA MANEIRA?
Era o caos acreditem e, para o ano, mais de metade de nós não estaria a leccionar aqui!
Eu já vi tanta coisa a nível de colocações, descolocações, mudanças de escola, etc!...
BEM HAJAM POR LEMBRAREM QUE TUDO ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
Agora, acredito que só na RUA! Não 100 mil, mas TODOS!
VAMOS LÁ!
Sou contra todo o processo de avaliação desde o início.
É preciso não baixar os braços e lutar, boicotar, lutar lutar contra esta fantochada que nos querem impingir!!!!
Uma vergonha isto tudo e os professores a baixarem a cabeça????
Sigamos o exemplo de Ourique ou outro que sirva para mostrar que não somos burros, cegos ou idiotas!!!
Até que enfim uma escola tem gente de coragem... Bem hajam por nos darem essa lição!
O meu aplauso para os professores de Ourique...
Abraço solidário,
Safira
Colegas
comecem a apontar o dedo aos avaliadores que nunca vieram para a rua juntar-se à luta dos colegas e que estão na escola a enfernizar a vida aos mais fragilizados, exigindo um pancadaria de papelada que ainda lhes há-de cair em cima.
"Cá se fazem cá se pagam".
Aplaudo também. Subscrevo.
Vou colocar no meu blogue.
E não podemos perder muito tempo até sair à rua.
Estou cansado p'ra burro, isto pouco terá a ver com o post, mas antes de adormecer sobre o teclado quero dizer:
-Que apoio os colegas de Ourique e espero que aguentem a borrasca
-Que não quero que o poema do Luis Costa seja retirado... Pim
-Pelo Natal quero ver as fichas do ME a embalar castanhas (aquelas amarelas fazem mesmo lembrar as páginas amarelas...)
- Que o galheteiro do ME tenha sonhos magalhânicos (não sei o que isso possa ser, mas é concerteza adequado à situação)
- Que no dia 15 Nov. quero ir ao Terreiro do Paço (também pode ser noutro dia qualquer)
- Que, como tantos de nós, estou sempre a lembrar-me do Zeca Afonso, quando a sombra destes vampiros se vai aproximando e parece que muitos não percebem. Estes são iguais aos outros e ainda por cima chiam mais.
- Que sonho, tal como o próprio, em ver o Sr. Albino Almeida a discursar aos legionários formados na parada, de canhangulo a tiracolo, antes de irem tirar a limpo se algum professor entrou na escola depois das 8 horas ou saíu antes das 18.30 (atenção colegas dos cursos nocturnos)
-Quero ver o Mário Nogueira a exigir, sem gaguejar, a demissão do galheteiro
- Quero ver a técnica estatística que correlaciona os resultados dos alunos e as competências do professor na elaboração de pauerpointes
- Quero também ver a Prof.a Dr.a M. Lurdes Rodrigues a apresentar os resultados da eficácia das aulas de substituição e o seu contributo para a melhoria dos resultados escolares dos alunos
-Quero perceber as explicações sobre a contribuição das políticas sociais para a diminuição das taxas de desemprego (em Espanha? Suiça? Reino Unido?...)
- Quero voltar a ver um porco a andar de bicicleta para ter a certeza que esta insanidade que alastra não é apenas um sonho!
Deve ser mesmo do sono.
motta
Bravo, colegas de Ourique!
Em conversa hoje com colegas, na minha escola, em Évora, vamos também criar um grupo que vai tentar mobilizar pelo menos 50% dos colegas para tomarmos a mesma atitude de recusa.
Se quiserem, que nos ponham processos a todos!
Muito bem. É preciso coragem.
Se todos fôssemos assim ELES não tinham hipótese de nos parar.
O Governo iria dizer como já disse anteriormente "sem avaliação não progridem".
E então? Não progrido. Mas continuo a ser um professor sério.
Se partirmos para esta fantochada de avaliação andaremos todos a brincar aos professores.
NOTA: estou no 4º escalão (apesar de 10 anos de serviço) e faço 300km diários para trabalhar.
O dinheiro não é tudo. Os meus princípios estão em 1º lugar.
Abraço
Tiago
http://democraciaemportugal.blogspot.com
muita coragem parabens.
estou anciosa pelas explicações!
mas dúvido!
a titia quer acabar com as explicações portanto é natural que não venha explicar nada.
sabem ainda há pais que acham que deviamos ter autoridade na escola e não ser esta pouca vergonha que se passa agora em que os meninos fazem o que lhes dá na veneta e nada lhes acontece.
eu nunca tive alunos que lhes desse para se levantarem sem a minha autorização, mas este ano tenho um daqueles com um olhar que nos trespassa e que é algo indescritível que se levanta e faz o que se lembra.
deus me ajude mas não sei o que será se se lembrar de bater em algum dos outros miúdos, acho que não vou responder por mim.
ana g.
A Propósito:
"O corpo docente de uma escola é composto por apenas algumas dezenas de professores. Há relações de proximidade, de afastamento, de indiferença e, até, laços familiares. Ora, não sendo as relações entre as pessoas neutras, que garantia de independência pode ter a avaliação? O coordenador de departamento vai avaliar a colega, que, por acaso, é a esposa?! Depois de uma almoçarada, o presidente do conselho executivo vai avaliar o colega, de quem é amigo desde a creche?! Enfim, sem comentários."
Mário Lopes
Já circula pela Net. Pela minha escola estava tudo ansioso pelo pontapé de saída de posições conjuntas de professores das escolas. Parabens Ourique!
Desta vez o pontapé foi vosso!
Um obrigada
Façam circular a informação p.f. para que os colegas distendam um pouco.
Ana
Passem a palavra e o exemplo dos colegas de Ourique. Sem medo!
A senhora ministra já acusou o toque e, no Correio da Manhã de hoje, deu a resposta: insiste que não vai mudar a avaliação. Este ano tem de se concretizar porque, segundo ela " não podemos baralhar as escolas". Portanto, meus senhores, se comprarmos esta guerra, vejam se as armas são rijas e se temos "alma até Almeida". Para desistir a meio é melhor ficar quieto. Seria pior a emenda que o soneto.
façamos reuniões gerais e passemos todos à acção!!!!
+E preciso começar de novo.
PARABÉNS!
Penso que todos os 140.000 colegas desejariam estar em escolas como a vossa...melhor dizendo...quase todos os 140.000!
A efervescência de alguns, no penico do "poder", estraga tudo!
Mas que eles sejam 10 ou 20.000, não causarão grande mossa na contagem de votos, como os demais que estamos decididamente unidos.
Nós somos muitos, e já o fizemos uma vez, paramos Lisboa ninguém ficou indiferente, por muito que o tentassem ocultar...
Está na hora de o repetir o feito, de relembrar que desde aí nada mudou, pelo contrário...piorou!
Não há "clima" nem condições nas nossas escolas para se levar o nosso trabalho com a serenidade/seriedade/dignidade que tanto ele carece...
E já agora, não é a troco de uma "gavela" de Magalhães, rejeitados pelos ditos países de terceiro mundo aos quais eram destinados, que nos vamos calar...
Paulo
A senhora ministra e o governo têm receio que haja manifestações de professores.
Não era de esperar que ela dissesse outra coisa quanto á manutenção da avaliação mas não se esqueçam que estamos a entrar em período eleitoral e eles não estão interessados em levantamentos populares.
Quanto aos sindicatos, ao assinarem o entendimento, esvaziaram o contéudo da luta de toda a classe.
Penso que o exemplo de Ourique deverá ser seguido por outras escolas. A suspensão só por um mês não é suficiente mas já é um caminho importante.
Está nas mãos dos professores lutarem contra este modelo ou, como é lógico, aceitar o "monstro"!
O ME e a Avaliação do Desempenho Docente: Má-Fé, Brejeirice e Mentira Pública!
O ME e o Governo que o tutela insistem em veicular para a opinião pública a falsa ideiade que em Portugal, antes da “geração Sócrates”, os professores não estavam sujeitos legalmente à avaliação do seu desempenho profissional.
Com efeito, muitas têm sido as inoportunas ocasiões em que, publicamente, a ministra da
educação e até mesmo o primeiro ministro, têm ardilosa e falsamente invocado, em seu
benefício, aquele argumento.
Perguntemo-nos: É ou não verdade que os docentes portugueses não eram (não são) avaliados?
Resposta possível número 1: SIM, os professores em Portugal são avaliados!
Na óptica oficial da União Europeia e dos governos que em Portugal antecederam o do
amnésico Governo do Engº Sócrates, no sistema educativo nacional vigorava um sistema de avaliação do desempenho docente, fazendo-se Portugal integrar no restrito grupo de países europeus em cujo sistema educativo se reconhecia oficialmente a existência e funcionamento de um efectivo sistema de avaliação dos seus professores.
Perguntar-se-á como é que isto se prova(?). É fácil, basta consultar a base de dados
oficial da UE (Eurydice) e verificar-se-á que nela se reconhece o óbvio: em Portugal, ao contrário de muitos outros países europeus, os professores eram efectivamente avaliados!
(crf:
www.eurydice.org/portal/page/portal/Eurydice/EuryPage?country=PT〈=PT&fragment=248
).
Eu sei que a Ministra MLR sabe disto e também sei que ela simula não o saber. Logo, das duas uma, ou ela assume publicamente a sua indecorosa mentira ou…
…ou então a ministra não é nem portuguesa nem europeia mas, quiçá, chilena.
É claro que este facto não a desculpabiliza de tanta insensatez e malfeitoria, mas num
País “democrático e moderno” como o nosso(?) esta reiterada brejeirice e mentira políticas deveria conduzir natural e necessariamente à sua demissão. (Obs.: A este propósito recordo-me do episódio triste do ex-ministro do ambiente António Borrego, o qual, por publicamente, algures no interior do norte de Portugal, ter contado uma anedota de mau gosto, foi de imediato demitido por Cavaco Silva… Imaginem o que não teria já acontecido a Maria de Lurdes Rodrigues se o decoro democrático e a decência política fossem outros no Governo do Engº Sócrates);
Resposta Possível nº2: Para a União Europeia, o governo nacional diz que “sim, está instituído em Portugal um sistema de avaliação do desempenho dos docentes”; para os portugueses, o mesmo governo, diz que “não”. Conclusão: “NIM!”
Fernando Cortes Leal - (ECO)grafias
14 de Abril de 2008
O ME e a Avaliação do Desempenho Docente: Má-Fé, Brejeirice e Mentira Pública!
(continuação)
“(…)
Resposta e conclusão finais:
Os sindicatos dos professores devem exigir ao governo da nação que este preste institucionalmente contas da sua pública, declarada e repetida MENTIRA, porquanto, tal como a UE está oficialmente informada, existe em Portugal um real e oficial modelo de avaliação do desempenho dos docentes. (Obs: Eu sei que é politicamente correcto e vulgar mentir aos órgãos institucionais da União Europeia, coisa que o ME faz reiterada e abusivamente com as medidas por si tomadas tendentes a mascarar as estatísticas do abandono e do insucesso escolares, mas, convenhamos, que fazê-lo tão descarada e displicentemente aos portugueses e aos professores, já ultrapassa a garantia ética minimamente exigida para que possamos continuar a ser cidadãos, não tanto da Europa, mas,ainda assim, do tal Portugal “democrático e moderno”);
Face ao exposto (comprovada que está a descarada mentira do governo da nação), entendo que os sindicatos dos professores estão legitimados para exigir:
a) Que o ME proceda à avaliação do modelo de avaliação do desempenho docente que vigorava em Portugal antes do seu desvario legislativo e, reposta a verdade, disso informe as instâncias supra nacionais da UE;
b) Que se proceda à sua reformulação tendo por referência quer os resultados da avaliação referidos anteriormente quer os modelos de avaliação do desempenho docente em vigor na União Europeia, o que, a ocorrer, talvez conduza o ME à brilhante conclusão de que nos países mais evoluídos, “democráticos e modernos” da União Europeia, ou não existe qualquer modelo de avaliação do desempenho docente formalmente institucionalizado ou,
como maioritariamente acontece, este faz-se depender dos resultados da avaliação
institucional (interna e externa) das escolas;
c) Que encarecidamente façam requerer ao Engº Sócrates e à sua ministra da educação um pouco mais de decoro político e de respeito cívico e institucional para com os
professores e para com os portugueses.
Fernando Cortes Leal - publicado em (ECO)grafias
14 de Abril de 2008
É pena que os colegas nem aqui tenham coragem.
É só anónimos!!!
Se aqui são assim......na escola.....cordeirinhos.
Colegas tenho pena de estar a trabalhar numa escola de Guimarães (arredores) e ter de *comer* tudo calado, onde alguns colegas estão a usar esta palhaçada da avaliação para mostrar a sua maldade, abafar as suas frustrações como professores e ao mesmo tempo evidenciar como a sua vida pessoal é VAZIA. Resta apenas felicitar a vossa coragem ...Felicidades Anónimo para não ter represálias...
Parabéns professores de Ourique! Estou farta de dizer na escola:
" Vamos para a rua! Não podemos aguentar isto! Isto é tudo uma farsa!"
É um desalento, uma revolta que vai cá dentro que por vezes me falta o ar.
Força malta, estou convosco, defacto é preciso coragem, assim fosse na minha escola.
Sempre houve muito mais carneirinhos do que heróis. Não queiramos ser todos heróis, prefiramos ir atrás deles... ;-)
Parabéns colegas! Força
Tenho inveja de não estar numa escola onde as pessoas dão a cara e assumem hoje o que fizeram e disseram ontem! Na minha escola há gente que faz planos de aula diários sem ninguém ter exigido nada... e no que é que isto dá? Alguém tem culpa que essa gente não tenha vida própria nem vida familiar e só ande a meter veneno ao antecipar-se...? Quanto ao PE até consta que já tem portfólios organizados de cada um e não esconde que sabe bem o que cada um anda a fazer! Parecem uns vampiros!!! E os colegas? Sem saberem nada de nada mas mortinhos por lixar o parceiro!! Gosto da escola quando saio o portão!!!
Visito frequentemente os blogs na esperança de ouvir coisas destas... será que isto tem pernas para andar? Digam que sim!!!!
Falamos, falamos, falamos...e perdemos tempo...temos que ir ao essencial. Temos de reflectir
Ah! Se houvesse mais gente com coragem e determinação, este processo não teria começado de forma tão humilhante para os professores.
Ah! Se houvesse mais gente (Conselhos Executivos e Pedagógicos, sobretudo!)com coragem e determinação este processo não avançaria de forma tão humilhante para os professores.
Os meus parabéns e inveja, tenho pena de não estar numa escola em que os titulares tenham tido essa coragem. Podem contar com o meu muito grande apreço e a minha muito pequena colaboração, que é feita na escola, no dia a dia e no meu blogue http://porquemedizem.blogspot.com/
que, apesar de pequeno os zurze forte e feio.
Um abraço
Felizmente nem todos somos cobardes...maria
Apelo à mobilização nacional, dia 15 de Novembro todos a Lisboa, ao terreiro do paço, para dizermos de viva voz que não aceitamos este modelo de avaliação que vai destruir a escola pública.
fernando cristino
Parabéns, Colegas (com C maiúsculo).
Também sou professor e gostava de estar na Vossa Escola.
Li um artigo de José Gil assim que recebi a Visão n.º 813 , por causa do título inquietante (“domesticação da sociedade”), da fotografia (com o primeiro-ministro, a ministra da educação e os óculos de alguém que desconheço) e o texto da caixa («No processo de domesticação da sociedade, a teimosia do primeiro-ministro e da sua ministra da Educação são técnicas terríveis de fabricação de subjectividades obedientes») e fiquei ainda mais preocupado do que já estava, com estas coisas a que ele chama a “domesticação da sociedade” e a «fabricação de subjectividades obedientes»!
Numa comunicação recente, auma colega, daquelas que ainda se mantêm lúcidas, transcreveu uma frase de um estudioso das artes e um grande pedagogo, Gianni Rodari, que disse, um dia que "os rapazes e as raparigas estudam artes não para serem artistas, mas para não serem escravos."
Ser ou não ser escravo como Rodari argumenta é uma questão pertinente e cada vez me convenço mais de que a gente que tenta impor este modelo de avaliação é ignorante, mal intencionada e salazarenta, o que me faz evocar aquele poema (“Pranto pelo dia de hoje”) de Sophia de Mello Breyner Andresen, escrito a pensar na repressão salazarista, mas tão cheio de actualidade:
«Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas»
Eles (as insídias, os venenos e as outras maneiras que sabemos tão sábias, tão subtis e tão peritas, que nem podem sequer ser bem descritas!) andam por aí!
Mas felizmente ainda há escolas que não se deixam intimidar e professores com muita coragem. PARABÉNS.
Juro que nunca mais admitirei que contem daquelas anedotas parvas de alentejanos ao pé de mim sem levarem o troco.
O 25 de Abril não foi para isto!...
No dia 15 de Novembro vamos estar todos em Lisboa.
O povo é quem mais ordena!
Parabéns colegas de Ourique
Parabéns Ourique, GRANDES COLEGAS!
Sou avaliadora porque o governo me OBRIGA...Sou Titular porque o governo me "forçou"...Sou PROFESSORA por vocação e amor, NÃO porque não sei fazer mais nada...
Dito isto, tenho que GRITAR BEM ALTO que lamento que eu e outros "avaliadores" tenhamo ido(por convicção) para as ruas várias vezes (incluindo a Avenida da Liberdade)...tenhamos feito greves... tenhamos apresentado protestos e pedidos escritos ao governo e à ministra da Educação... tenhamos dado a cara e mostrado a nossa total DISCORDÂNCIA por todo este processo(concurso de titulares e avaliação de profs)e muitos outros colegas(professores) NADA tenham feito até ao momento a não ser virarem-se contra NÓS,que somos seus "companheiros de infortúnio" e AINDA... que os sindicatos tenham "vendido a alma" por tão pouco!...POR FAVOR, todos nós somos VÍTIMAS desta política. NÓS (avaliadores) não somos o outro ... somos um de vós... de NÓS... Somos o cordeiro que é imolado no altar das oferendas vezes sem conta... Somos aqueles que apenas querem ser PROFESSORES... apenas querem entrar na sala de aula e, com amor ,dedicação, carinho e exigência ENSINAR/EDUCAR os NOSSOS meninos. Não queremos ser avaliadores de coisa nenhuma... NÃO estamos felizes com o que está a acontecer...Estamos EXAUSTOS com tanto trabalho (nós avaliadores DESGRAÇADOS)... Antes de acusarem os "avaliadores" já pararam para reflectir? Pensem comigo:desde Fevereiro, deste ano, até ao momento ainda não parámos de estudar a imensidão de DOCs legislativos que o ME tem feito chegar às escolas (fora dos 37 tempos de trabalho)...Temos gasto centenas de horas em reuniões de trabalho para elaborar protestos construtivos aos quais o ME nunca respondeu e construir sózinhos os instrumentos da dita avaliação... Temos feito todo o tipo de formação imposta e outra... Temos feito dezenas de reuniões de CP...Temos continuado a ser PROFESSORES, DTs, Coordenadores, acumulamos Delegado de Disciplina, dinam.todo o tipo de projectos, articulamos,apoiamos os alunos NEEs, substituímos profs de qualquer área,fazemos e actualizamos todos os docs. estruturantes do Agrupamento...Não temos direito a fins-de semana e tempos livres...
POR FAVOR DEIXEM-ME CONTINUAR A SER PROFESSORA, não me obriguem a avaliar profs!...
Colegas! Não se virem contra nós, virem-se contra quem nos impôs esta avaliação completamente IRRACIONAL. Eu vou continuar a lutar contra mas não esperem que eu me imole... Não me peçam para eu estragar a minha vida profissional e pessoal (3 filhos) quebrando a ética e as obrigações profissionais que a Lei de Bases e o ME me EXIGEM...
Temos que estar todos UNIDOS e virar a nossa indignação para o ME e não contra os colegas.O que me preocupa não é a minha avaliação pois sempre fui avaliada pelos alunos, pais, inspectores, orientadores pedagógicos, executivo,colegas,funcionários,etc."Quem não deve não teme". O que me preocupa e revolta é que me obriguem a avaliar os meus PARES... Não é justo.
O ambiente das escolas é péssimo... Já há colegas que começam a sentir-se PERSEGUIDOS por OUTROS COLEGAS(o que não deixa de ser triste e ridículo), OUTROS colegas estão deprimidos,tomam anti-depressivos, andam no psicólogo, psiquiatra, abandonam a profissão com grandes desvantagens remuneratórias,etc, etc.
Vou terminar dizendo que vos ADMIRO (professores do A. de Ourique) e me IDENTIFICO TOTALMENTE com a vossa tomada de posição.Termino ainda com um PEDIDO a todos os MEUS QUERIDOS colegas:
- Por favor, viremos a nossa indignação e revolta para o alvo certo -ME-; façamos algo de construtivo contra estas medidas; não deixemos de pensar primeiro nos nosso alunos, por ELES e para eles é que somos professores.
Um ABRAÇO de amizade para todos os colegas.
Sou (ainda com algum orgulho)PROFESSORA: Regina Simões
Obrigado Colegas,
Um abraço sentido pela corajosa tomada de posição que deve ser motivo de orgulho e exemplo para toda a classe,
Jorge Esperança
Estamos todos convosco e vamos todos a Lisboa no dia 15 de Novembro. É impossível aguentar isto por mais tempo. É a luta pela sobrevivência. Vamos sufocá-los antes que nos sufoquem a nós.
Nem mais!!!
Faço minhas as vossas palavras!
Obrigada.
Margarida
COLEGAS!
Peço-vos que mos unamos e partamos todos juntos para LISBOA no dia 8 de Novembro... UNIDOS é que teremos FORÇA.Já chega de virarmos as costas uns aos outros.NÓS e os sindicatos, associações, etc..etc...temos que nos unir e marcharmos para Lisboa em silêncio ou com palavras de ordem...não interessa. APELO a todos os colegas, UNAMO-NOS. Não aguentamos tanto trabalho...tanta burocracia..
"A união faz a força."
Sou PROFESSORA: Regina Simões